Mundo da Máfia (1º Temporada)
9 Capítulo 9
Notas iniciais
Capítulo 9
Será que essa garota era namorada dele? Será que esse bebê era dele? São tantas perguntas, só quem pode me responder é Liesel, ela é a pessoa perfeita para isso. O barulho no primeiro andar me fez despertar, ai merda, o que eu faço? Guardei as fotos ficando apenas com a dele com aquela garota grávida, coloquei dentro da blusa e deixei a caixa como estava, abri a porta do escritório e fui de fininho para o quarto de Lucca me deitando na cama e fingindo que estava dormindo, não demorou muito para que ele entrasse no quarto bufando.
-Você não consegue me enganar, sei que está acordada.
-Na verdade eu estava cochilando só que você é muito barulhento.
-Imgino...Consegui falar com Matilda, ela falou que saiu de férias. -Falou sério
-Mas por que não avisou nada?
-Não me pergunte. -Falou entrando no closet -Só vou te pedir uma coisa Ellie, chega dessas fugas, as máfias entraram em guerra com a Cosa Nostra, inclusive a mexicana. O cara que encontrou mais cedo é Frederico Chavés, dono da máfia mexicana, o segundo cara mais perigoso do mundo! -Aquilo me assustou, não sabia que uma simples ida a estrada poderia ter colocado minha vida em risco.
-Se ele é o segundo, quem é o primeiro? -Ele apenas colocou a cara para fora do closet me olhando.
-O primeiro sou eu. -Falou sorrindo e indo para o banheiro.
-Depois dessa vou até dormir!
-Boa noite então.
-Espera Lucca! Tem como pedir para Liesel vir para cá amanhã, se ela não tiver compromisso?
-Tem sim. -Falou com um meio sorriso -Seu novo celular está no criado-mudo, Boa noite.
Meu novo celular? Abri a gaveta única que tinha ali e lá estava uma caixa com "meu" novo celular, sorri com aquilo, Enrico nunca me deu um celular com medo que eu usasse para fugir. E sim, se eu tivesse um celular naquela época usaria para fugir, meu sonho era ir embora daquela casa para tentar encontrar um ente que não esteja morto. As fotos não saiam da minha cabeça, assim que eu encontrar Liesel vou descobrir se aquele bebê na barriga daquela garota é filho de Lucca, e se for onde está?
A porta do banheiro abriu e Lucca se deitou ao meu lado se virando para mim.
-Não tem medo de morrer por causa da máfia não? -Falei olhando-o
-As vezes.
-Então por que não sei disso?
-Gosto disso
-Você tem notícias de Enrico?
-Não, você quer notícias dele? -Neguei -E da sua mãe?
-Consegue contactar os mortos?
-Eu sinto muito! -Falou me olhando com cara de dó, odeio quando as pessoas me olham assim!
-Não precisa sentir, faz mais de dez anos.
-Foi criada pelo só pelo seu pai?
-Não, eu não conheci meu pai.
-O Enrico...
-Enrico não é meu pai! -Cortei-o -Ele é o assassino da minha mãe!
A cara dele de espanto foi hilária, seus olhos azuis se arregalaram e sua testa franziu.
-Enrico matou sua mãe? -Assenti -E por que morava com ele?
-Ele à matou e me "adotou", precisava ter uma herdeira porém não conseguiu ter filhos, então a órfã de dez anos serviu.
-Por qual motivo ele fez isso?
-Ela era viciada em drogas, fez uma dívida de dez mil com ele, aí ele foi lá em casa e à matou, na minha frente.
-Mafiosos, não querem ver apenas uma pessoa sentir dor, ele sabia que você vendo ela ali, morrendo, seria mais doloroso para ela.
Ficamos nos encarando por alguns minutos, o sono foi chegando e comecei a piscar mais vagarosamente.
-Boa noite Ellie.
-Boa noite Lucca.
-Se eu tiver que mandar você para seu quarto mais uma vez, vou te bater!
-Eu odeio você, seu velho imundo!
-Odeia? Pois quem cuidou de você fui eu quando a vadia da sua mãe acabou com sua vida!
Olhei para mesa de bebidas e depois para os amigos dele que estavam ali presentes, e em questão de segundos derrubei todas as bebidas que estavam ali, o prejuízo certamente seria alto.
-Você não fez isso!
-Fiz sim! -Falei subindo as escadas correndo para meu quarto, porém cedo demais escutei os passos dele entrando no meu quarto.
-Foi bom dar uma de durona lá? Agora vamos ver quem é a durona?
-Não! Sai do meu quarto, seu velho nojento!
Enrico veio em minha direção segurando meu pescoço me enforcando e encostando meu corpo na parede.
-Pede desculpas!
-Não! -Falei em um fio de voz.
Ele sem pensar disparou um tapa forte em meu rosto, e outro, e outro, e outro, tentei abaixar o rosto porém ele puxou meu cabelo batendo com minha cabeça na parede, e mais tapas.
-Pede desculpas!
-Olhei nos olhos dele e sorri, ao invés do pedido de desculpas escarrei e cuspi na cara dele. Ele retirou o cinto em uma rapidez tão rápida quanto a cintada que levei no rosto.
-Me solta, para por favor!
-Ellie, Ellie! Acorda, é só um pesadelo! -Senti uma mão acariciando minha cabeça. -Ei, olha para mim. -Abri meus olhos fixando o de Lucca. -Foi só um pesadelo. -Falou puxando meu corpo para mais perto e passando o braço sobre mim ainda acariciando meus cabelos, um carinho tão bom que meus olhos se fecharam em questão de segundos.
-Acordaa Lie, pode acordar! -Ouvi uma voz estridente logo após a porta do quarto ser aberta com força.
-Bom dia Liesel! -Falei me espreguiçando e sorrindo.
-Fiz vários planejamentos para fazermos hoje. Já estou pronta, vá se arrumar!
Abri meus olhos me levantando e abraçando Liesel.
-Que bom que veio, não aguentava mais ficar aqui sozinha!
-Eu imagino Lie! Por isso estou aqui, animar esse rostinho! Agora, já para o banho, vou arrumar sua roupa!
Tomei um banho quente pelo tempo frio que estava lá fora, lavei meus cabelos que está muito maior do que eu me lembro. Sai do banho escovando os dentes e desembaraçando o cabelo. Sai do banheiro e minha roupa ja estava arrumada na cama. Uma blusa branca de manga comprida, um casaco bege, calça jeans e botas beges. Me vesti rapidamente e fui secar meu cabelo com secador.
-Você se arruma tão rápido, como consegue? -Falou Liesel quando terminei de secar meu cabelo.
-Eu ainda acho que demoro. Onde vamos? -Falei pegando uma bolsa e colocando meu novo celular e a foto.
-Fazer compras e almoçar fora! O que mais seria?
O dia mais cansativo da minha vida sem dúvidas foi hoje, Liesel tem mais corda que uma criança de seis anos, compramos roupas até não dar mais, nunca entrei tantas lojas na minha vida, parece que ela nunca cansa. Chegamos em casa quase sete horas da noite.
-Vou esperar o Lucca chegar para ir embora, se importa? -Falou se sentando no sofá
-Óbvio que não! -Me sentei ao lado dela. -Liesel, posso te fazer uma pergunta?
-Claro.
-Quem é ela? -Falei mostrando a foto que peguei do escritório de Lucca.
-Oh meu Deus! Não conta que eu falei dela para o Lucca ok? -Assenti -Ela é a ex do Lucca, Daisy. -É, eu estava certa.
-Ela estava grávida dele? -Ela assentiu -E aonde está o neném?
-Ela disse que abortou. Não sabe como Lucca ficou triste, ele sempre quis ter um filho.
-Ela abortou? Por quê ela fez isso?
-Porque ela é louca! Nunca gostei dela, só que Lucca ficou cego! Por fim descobriu que ela só estava com ele para descobrir esquemas da Cosa Nostra. Ela soube exatamente como prender ele, o que mais Lucca quer no mundo do que ser pai? E foi isso que ela fez, quando descobriram que ela estava trabalhando para a máfia mexicana, eu acho.
Então Lucca tem uma ex namorada louca que só estava com ele para descobrir coisas da Cosa Nostra para a máfia mexicana, as coisas são terrivelmente mais sérias do que eu pensava. Se ela trabalha para a máfia mexicana, conhece o homem que me parou na rua.
-Liesel, vai querer que Carl te leve em casa? -Ouvi a voz de Lucca escondendo a foto que estava nas minhas mãos.
-Eu estou com meu carro irmãozinho! -Falou me abraçando. -Tchau Lie, até qualquer dia.
-Vou mandar Carl escoltar seu carro. -Falou abraçando-a
-Tchau irmãozinho -Falou ao sair da casa.
-Ela te perturbou muito?
-Não. Não sabe como é ruim ficar nessa casa sozinha.
-Eu sei sim. Melhorou sua cabeça? -Falou levantando meu rosto e olhando para o pequeno corte na minha testa.
-Melhorou sim, eu nem sinto mais nada.
-Então vamos subir? -Apenas assenti o seguindo.
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