Mundo da Máfia (1º Temporada)
10 Capítulo 10
Notas iniciais
Capítulo 10
Pov Lucca Belluschi
Eu tenho que me afastar de Ellie, não posso e não devo gostar dela, sei como vai terminar, sei como vou ficar, não devo deixar isso acontecer, os efeitos colaterais de não ser correspondido é péssimo, evitar ela ao máximo deve ajudar.
-Lucca, será que tem como você se concentrar nessa merda? -Jonh falou
-Eu já falei, acho melhor matar Enrico de vez! Fala que ele morreu assalto, qualquer coisa pai! Ou você prefere esperar que os outros integrantes da Cosa Nostra descubram que não contamos para eles que Enrico nos traiu? Enrico quebrou a nona regra da Cosa Nostra, se apropriou de dinheiro que pertencia a outra família. Se descobrirem que não contamos, vão matar ele e nós.
-Vai querer mata-lo ou eu faço as honras?
-Pode deixar comigo, será um prazer fazê-lo sofrer!
-Então ele é todo seu! Consegue matá-lo antes do ritual? É amanhã à noite, se não conseguir posso mandar...
-Vou conseguir!
-Então está bem, vou terminar de organizar o ritual. Te vejo amanhã! -Falou saindo da sala.
Todo novo integrante da máfia, passa por uma espécie de "juramento", um ritual simples porém de muita importância. Amanhã todos os integrantes da Cosa Nostra vão estar presentes para ver eu me tornando o verdadeiro dono da Máfia Italiana. Mas antes tenho que acertar contas com Enrico Ravagnani, sempre quis mata-lo, meu pai que decidiu que era melhor deixar para lá já que tínhamos pego o poder dele, porém ele não tem nada a perder, se ele quiser contar ao resto da Cosa Nostra que ele roubou e nos encobrimos, morreremos. Então é melhor cortar o mal pela raiz. Quando as pessoas não me servem costumo mata-las.
Peguei meu celular e disquei o número de Ellie esperando ela atender.
-Lucca. -Falou com a voz ofegante.
-Está tudo bem?
-Sim, e-eu só corri para atender o celular.
-Preciso falar com você mas tem que ser pessoalmente, Carl, o motorista, está te esperando na porta.
-Ok, vou me arrumar. -Falou desligando o celular.
Peguei meu telefone discando o número de Henry, o qual me atendeu na mesma hora
-Henry, vem aqui na sala, preciso de você.
Exatamente dois minutos depois Henry bate na porta entrando logo após.
-Sim Lucca.
-Vou precisar de você e mais dois seguranças, tenho que pegar Enrico Ravagnani ainda hoje e acredito que ele não ande por aí sozinho.
-Já sabe onde ele está morando?
-Vou descobrir isso agora. Vai lá na portaria buscar minha esposa. Não ouse a olhá-la, ao menos que queira ficar sem olhos. -Ele sorriu e saiu da minha sala.
Henry é e sempre foi meu amigo aqui dentro, uma espécie de braço direito. Cedo demais a porta foi aberta e Ellie entrou e Henry fechou a porta logo atrás.
-O que deu em você para deixar eu sair de casa? Esse lugar é imenso!
Ellie usava uma calça preta de couro que marcava perfeitamente sua silhueta, uma com estampa branca e preta e coturno preto. Incrivelmente sexy.
-Precisava falar com você! Senta-se -E assim ela fez. -Tem alguma ideia de onde Enrico esteja?
-Sim, ele está na casa do campo.
-Como sabe?
-Eu só sei. Mas por que quer saber?
-Tenho uns assuntos a tratar com ele.
-Ele fez alguma coisa?
-Não, qual é o lugar que fica essa casa do campo?
-No meio do mato, vocês nunca vão achar sem minha ajuda, posso ir?
-De maneira alguma!
-Ah, por favorzinho! -Implorou com seus lindos olhos azuis
-Não, já disse!
-Então vocês nunca vão saber onde é! -Falou se jogando no imenso sofá vermelho.
Bufei, qual é o problema dela? Ela é impossível de uma maneira desafiadora, isso me deixa louco de uma forma totalmente excitante.
-Vamos Ellie. -Falei sério saindo da sala e ouvi ela festejar baixo vindo atrás de mim.
Descemos os nove andares no elevador, eu, Ellie e Henry, o mesmo me encarava com um sorriso malicioso e depois olhava para Ellie e levantava as sobrancelhas. Ellie observava algo interessante nas mão, que eu sinceramente não sei o que era, sua respiração estava ofegante.
-Tem medo de elevador? -Henry perguntou e ela negou.
-Não é medo -Falou tentando regularizar a respiração -Sou claustrofóbica.
-Que legal, nunca conheci alguém claustrofóbica! -Apresento para vocês o lado babaca do Henry
-Não é legal! -Falou baixo sendo a primeira a sair quando a porta abriu.
-E eu pensei que eu era louco! -Henry disse saindo do elevador.
-Eu não sou louca! Apenas não gosto de lugares fechados! -Falou revirando os olhos. -Agora podemos ir logo? Não gosto desse lugar. -Falou andando em direção a porta de vidro que dava para estacionamento na frente da "empresa".
–Onde estão os outros dois? -Perguntei para Henry
-Esperando no carro. -Assenti e fomos para direção ao um dos Jeep Grand Cherokee preto que tinha ali.
-Vamos com dois carros, vocês vão no outro, chamem o Phill para dirigir, vou nesse com Ellie e Oliver dirigindo.
Entramos nos carros e o meu obviamente foi na frente, segundo Ellie não era mais que duas horas daqui, ela deu o nome da estrada principal e falou que falaria quando chegasse a estrada de terra para entrar.
-O que você tem a tratar com ele? Ele aprontou novamente?
-Não, apenas um assunto pendente. Nada que deva se preocupar.
-Também tenho um assunto pendente com ele, vou entrar também ok?
-Não! Vai ficar aí quietinha no carro. -Ela simplesmente bufou e continuou vendo a paisagem.
Sei que começar a gostar da Ellie ou sentir algo por ela é ruim, estou tentando me convencer que o que eu sinto por ela é apenas atração. Mesmo que o sentimento não seja amor, seja apenas preocupação, nem isso eu posso sentir, já não é um bom sinal.
-É aqui, entra nessa estrada. -Ellie falou apontado para entrada de terra que tinha no meio do nada. -Só seguir a estrada.
Trinta minutos depois conseguimos chegar em uma casa de dois andares branca com cerca igualmente branca cheia de árvores, em uma delas tinha um balanço. Oliver parou o carro longe da cerca abaixo de uma árvore e o carro que estava atrás parou ao nosso lado.
-Deixa eu ir vai, por favor! -Suplicou com o lindo rosto rosado.
-Já disse que não!
-Só sirvo para isso? Te trazer na casa desse merda e ficar aqui no carro o resto do "plano" de vocês?
-Serve para outras coisas também, em casa te mostro. -Falei sorrindo malicioso e ela entendeu e fez careta.
-Boa sorte! -Falou cruzando os braços.
-Oliver, fique aí no carro com ela mas fecha a divisória para ela ficar à vontade. Qualquer coisa apenas tire-a daqui. -Ordenei e ele assentiu.
Sai com Henry, Paul e Jak para a casa de Enrico, apertei a campainha e ele abriu fechando a porta assim que me viu, segurei a porta para que ele não fechasse e ele continuou tentando empurrar.
-Poxa Enrico, não se lembra de mim? Quero apenas uma conversa.
-Ahm, Lucca, o que você quer?
-Falar com você. Posso entrar? -Falei entrando -Nem precisa falar, já entrei, pode se sentar! -Falei olhando para o sofá. -Agora! -E assim ele fez engolindo seco.
-ADOLFO! -Gritou ele tentando se levantar e eu rapidamente o segurei
-Vamos ficar quietos para acelerar o processo.
-Por que querem me matar? Eu dei minha filha para você! Me deixa em paz!
-Deu sua filha? Mas antes você a bateu bastante -Falei dando um soco forte no rosto dele -Humilhando-a bastante -Outro soco no nariz -Matou a mãe dela na frente da mesma! -Um soco na sobrancelha rasgando o supercílio -Ela era uma criança! -Joguei ele no chão e comecei a chuta-lo -Ela não merecia isso! -Tirei a arma do cos da calça e atirei na perna dele escutando ele urrar de dor.
-Para, por favor! Eu cuidei dela. Para!
-Já mandei ficar quieto! -Tiro na outra perna.
-Para! Seu merda! Para!
-Merda eu? -Dei um tiro na barriga -O merda é você!
-Enrico! Enrico! O que estão fazendo? -Um homem com aproximadamente cinquenta anos veio com uma arma na mão.
-Cuidem desse! -Falei dando um tiro no meio das pernas dele.
E em questão de segundos o tal do Adolfo estava jogado no chão com um tiro na testa.
-Eu estava pensando, queimado, corta-lo vivo, espancar até a morte, arrancar os dedos e depois o seu pau. Quer escolher?
-Um tiro na testa por-por favor!
-Ok, queimado! Como soube que adoro queimar as pessoas?
Olhei para lareira que estava acesa e para a bebida ao meu lado, peguei a bebida tacando nele e no chão da casa, peguei ele e coloquei próximo a lareira, vendo o fogo se espalhar rapidamente.
-Vamos! Ao menos que vocês queiram acompanhar nosso amigo -Falei ao ouvir os berros de Enrico, agora sim, menos um.
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