Notas iniciais
Vollteei! Perdão pela demora! Adivinhem? A fic recebeu mais uma RECOMENDAÇÃO! Nossa! Eu fico pulando quando recomendam! Muita emoção Com essas recomendações vocês ajudam a fic a crescer e quanto mais gente ler, mais pessoas vão comentar e mais animada eu fico e mais inspirada! (Haha boa evolução) Enfiiim, obrigada Annye, capítulo p você ❤️ Boa leitura meus amores!

Capítulo 49


Pov Ellie

—Família tradicional, eu gosto! E você Dylan?

—Também gosto muito Adam! Nunca vi tanta criança! Todos parecem com você Lucca.

Lucca ficou tenso na mesma hora. Quem são esses homens? Olhei para os outros na mesa e todos tinham cara de curiosidade.

—O que querem? Marcamos ontem. -Lucca falou baixo e irritado e puxei o carrinho de Nina para mais perto

—Decidimos vir mais cedo, estamos precisando daquilo.

—Acham mesmo que traríamos essa quantia para o restaurante? -Jonh falou limpando a boca

—Vocês são mafiosos certo? Deveriam trazer... -O moreno falou pensativo -Mas não tem problema, podem ir buscar.

—Combinamos amanhã -Louis falou

—Preciso do dinheiro. Não quero falar para seus colegas da Cosa Nostra a merda que Jonh fez para conseguir uma máfia. -Dylan, o com os cabelos ondulados negros falou

—Inclusive, teve filhos com a garota que pegou para casar? Estuprou a garota Lucca? -O Adam falou

Henry começou a rir

Ruborizei na hora me lembrando do ocorrido da noite passada.

—Mamãe? -Pietro sussurrou -Quem é?

—Conhecido do papai. -Respondi -Fica quietinho -Avisei e ele assentiu

Ó garçom chegou colocando os pratos e todos ficaram calados até ele ir embora.

—Vamos Belluschi, quero o dinheiro.

—Vamos conversar lá fora. -Mike se levantou

—Onde vocês cinco e mais seus seguranças lá fora poderiam nos matar sem pensar? Não, ficaremos aqui

—Como buscaremos o dinheiro? -Mike cruzou os braços

—Vocês buscam, e nós ficamos aqui, conhecendo sua família -Falou para Mike

—Ah meu amigo, você não quer brigar com a gente. Vamos conversar, lá fora! -Lucca se levantou empurrando os dois para saída e Mike o acompanhou

—O que foi isso Henry? -Liesel perguntou confusa

—Um imprevisto filha. Velhos amigos de Mike e Lucca com assuntos pendentes

—Essa família é muito complicada. -Jessie resmungou colocando um pouco de comida na boca. -Quando não são mafiosos querendo contar segredos, são amigos de infância aparecendo em restaurantes chiques em pleno noivado.

—Calada Jessie. -Liesel resmungou comendo.

—Tudo você fala isso! -Exclamou Jessie -Calada Jessie! -Imitou Liesel -Cala a boca Jessie! -Mudou a voz -Será que não sabe falar outra coisa?

—Sei. -Engoliu um pouco da comida -Quietinha Jessie!

—Caa' boca Jessie. -Taylor falou imitando a mãe.

—Isso aí Taylor! -Liesel sorriu -Ta começando a se enturmar.

—Filha, não faça isso. -Anabelle falou sempre com seu olhar maternal.

—Está gostoso? -Perguntei para James que assentiu mastigando. -E o que você achou Pietro, está bom?

—Uma delícia mamãe. -Pietro falou ao engolir

Depois da pequena interrupção dê colegas de infância, Lucca e Mike voltaram para comer normalmente. À conversa só aumentava e todos ficaram animados novamente. A comida maravilhosa e inigualável, comeria todos os dias essa comida.

Jack se levantou e subiu em cima da cadeira fazendo todos olharem assustados. Ele ficou parado com as mãos para trás e cara de zangado

—Filho, desce daí. -Liesel mandou

—Não sou seu filho! -Berrou apontando a arminha para ela

Ah não!

—Jack! Não ousa!

—Sou um vilão! -Fez cara de mau e atirou água em Liesel

—Não! Jack! Não faz isso! -Henry tomou a arminha.

—Me devolve! -Jack falou alto

—Não é brincadeira Jack! Desce daí. Agora!

Ele desmanchou a postura de mau e desceu. Oh céus! Me virei para Lucca escondendo o rosto pois parar de rir foi impossível.

—Não ria amor, ele repara.

—Qual é o problema desse garoto Lucca -Continuei a rir -De onde ele tira isso? -Tentei me acalmar

—Ele é maluco -Deixou os lábios em uma linha fina tentando esconder o sorriso.

Ó garçom chegou com a sobremesa e James sorriu.

—Mamãe... -Pietro levantou da cadeira e esfregou os olhos ao pedir colo.

—O que foi meu amor. -Ajudei a sentar no meu colo -Está com sono?

Ele assentiu se ajeitando nos meus braços. Nina já dormia, Jeff e Taylor também. Acho que está ficando tarde para eles.

—Ele está com sono? -Lucca perguntou e assenti -Quer me dar ele?

—Não precisa.

Lucca acariciou meus cabelos passando o braço por trás de minhas costas.

—Qual é a história com o tal de Adam e o outro que esqueci o nome?

—Deixa isso pra lá -Falou ao se deitar na cama.

—Me conta, você é sempre tão reservado, nunca compartilha as coisas comigo

Ele pensou por um tempo e se virou para mim.

—Conheci Adam e Dylan adolescente, igualmente ao Mike, nós quatro éramos lindos amiguinhos inseparáveis -Falou irônico -E então ele descobriu que éramos da máfia achando aquilo um absurdo e na mesma hora contou para o pai, que era policial. O pai dele começou a se meter com a gente e como não podemos deixar policiais ou militares cientes, em uma briga causada por policias, o pai de Dylan foi morto. -Falou seco

—Devíamos ter dezessete anos. Dylan e seu primo, Adam, quando descobriu de seu pai ficou com ódio da gente e começou a procurar maneiras de nos destruir mas nenhuma suficiente o bastante para causar um arranhão, terminamos isso hoje, quando descobrimos que Frederico comentou sobre a nossa traição com a Cosa Nostra.

—Como Frederico conhecia eles?

—Eles procuraram inimigos nossos e encontraram Frederico.

Processei a história meio boquiaberta mas por fim apenas assenti. Lucca juntou seu corpo ao meu beijando minha testa e acariciando meus cabelos.

Não importa o que aconteça ou quanto tempo eu tenha que conviver com isso mas eu nunca vou me acostumar com a morte dentro da máfia, acho terrível e obscuro uma pessoa ter que matar a outra. Espero mesmo que as crianças daqui evitem a máfia o máximo possível e nunca se envolvam com isso.

—Te amo minha Ellie. -Sussurrou beijando meus lábios

—Eu também Lucca. Amo muito. -Murmurei

—Ellie. Ellie! Acorda -Lucca me puxou -Nina está passando mal.

—Nina? -Me levantei apavorada -O que ela tem?

—Eu não sei, te espero no carro. -Se retirou do quarto correndo.

Oh céus! O que está acontecendo?

Em segundos coloquei um vestido e desci as escadas correndo. A casa toda escura igualmente o céu, ainda não amanheceu. Entrei no banco traseiro e Lucca partiu com o carro com agilidade.

Nina deitada na cadeirinha com a boquinha aberta e os olhinhos tristes, como se pedisse ajuda, sua garganta afundava a cada respiração, sua barriguinha subia e descia rápido e ela parecia exausta tentando respirar.

Oh céus, minha menina! O que está acontecendo?

—Lucca! Estou preocupada -Falei ao olha-la apavorada

—Estamos chegando Ellie, calma. -Resmungou prestando atenção na estrada.

Segurei a mãozinha de Nina, que arranhava o rosto sufocada, e fiz carinho tentando acalma-lá.

—Mamãe está aqui. -Beijei sua mão -Vai melhorar

Lucca abriu a porta traseira e sai com Nina enrolada em um pano nos meus braços. Vê-la assim me causa arrepios, nunca me senti tão inútil por não poder transferir aquilo que ela está sentindo para mim.

O elevador abriu e entrei mesmo que contrariada sentindo falta de ar também. Se concentre Ellie!

As portas se abriram e entramos direto na sala da pediatria, Lucca provavelmente marcou com a doutora. Ele começou a falar o que estava acontecendo e eu não estava prestando atenção, a única coisa que quero é Nina bem, não aguento vê-la assim. Suas perninhas se mexendo lutando por ar.

—Deixa eu testar um negócio -A mulher jovem de branco pegou Nina no colo a levando para a maca.

Apertava meus dedos com força para tentar me acalmar, algo impossível no momento. A doutora colocou um inalador no rosto de Valentina cobrindo o nariz e a boca ao mesmo tempo. Ao passar dos segundos, ela acalmou as pernas e também sua respiração se normalizou.

—Senhor e Senhora Belluschi, não tem como ter certeza do que Valentina tem mas é muito provável que ela seja asmática. -Passou um paninho na boca de Valentina -Como ela é muito pequena, precisará de um acompanhamento para mais tarde fazermos exames

Oh não! Nina tem asma? Tadinha da minha menina! Minha mãe tinha asma, ela deve ter puxado a ela. Que merda! Oh minha filha!

—...Esse remédio aqui -Entregou para Lucca -E usar a famosa "bombinha". Como ela é pequena, use em um inalador como esse -Apontou para o dela. Na farmácia tem tudo isso.

—Certo -Lucca se levantou e ajeitou Nina nos braços.

Não escutei nada que a médica falou! Onde estava com a cabeça?

—Leve-a para o carro que vou na farmácia, tudo bem? -Ele beijou minha testa e assenti.

Sai do hospital e o silêncio era ensurdecedor, apenas barulhos de grilos bem longe, o dia já está claro mais não tem sol ainda. O friozinho da madrugada bateu me fazendo cobrir mais Nina.

Peguei a chave no bolso abrindo o carro e entrando rapidamente no banco traseiro. Desde que Frederico me levou, ando meio apavorada em andar sozinha, tenho medo que aconteça algo comigo ou com Nina.

A deitei em minhas pernas a olhando apaixonada. Seus olhinhos piscavam bem devagar e sua língua brincava com seus lábios. Suas mãozinhas mexiam uma com a outra e ela me olhou fixamente por alguns segundos, sorri para para ela apaixonada e ela na mesma hora sorriu também.

Oh céus! Ó primeiro sorriso da minha Nina!

—Oh! -Falou com a voz fofa que uso para falar com ela -Você é maravilhosa Nina!

—Então ela é asmática? -Anabelle falou boquiaberta

—Sim, ela é. -Olhei para Nina adormecida no sofá

—Estranho! Geralmente aparece mais tarde os sintomas

—A médica disse o mesmo -Lucca respondeu

—Ellie. -Chamou Liesel -Não queria atrapalhar a conversa mas preciso falar com você. Lucca, olha Nina? -Lucca assentiu


Liesel puxou meu braço para a sala de televisão e me sentou ao lado dela pegando alguns livros enormes.

—Eu não sei qual vestido escolho para meu casamento! Estou enlouquecendo!

—Mas falta tanto tempo ainda. -Falei confusa

—Ih? Preciso escolher!

—Liesel, falta três anos! -Ela pensou por um tempo

—Mas passa muito rápido! Quando vou ver, já é o dia e eu não tenho nada!

—Não sei porque marcaram para tão longe!

—Inúmeros motivos! Quero que meus filhos lembrem do meu casamento, quero que Nina se divirta e ter tempo para arrumar tudo! Um vestido não se escolhe de uma hora para outra! Requer muita força e bom gosto!

—Ok, ok, entendi, então será daqui à três anos! -Ela sorriu assentindo.

—Agora... -Abriu o caderno -Qual você acha melhor, esse de sereia ou de princesa? -Apontei para o de princesa -Pensei em algumas cores, gosto de azul e rosa e vermelho, qual prefere -Ela me olhou por dois segundos e quando ia falar continuou -Dourado e rosa! Nossa! Imagina a Nina de dourado e branco! Só imagino os olhos enormes azuis! Ela vai entrar com Jack, pode ser?

—Ahm... Claro. -Sorri confusa

—Pensei em um casamento na praia, o que acha? Ou então em um jardim bem florido! Quero ele na luz do dia pois trás sorte para os noivos! À propósito, vamos nos mudar para Milão e vocês vão conosco, Lucca não gosta de Veneza!

—Milão? -Perguntei estranhando

—Sim! Um condomínio enorme em Milão só com casas incríveis de arquitetos incríveis! Vamos ser vizinhas!

—Por que Lucca não me conta isso?

—Não sei! Mas... Isso não importa agora, já estão compradas! Essa casa já deu o que tinha que dar. -Ela respirou fundo e desandou a falar -Eu até pensei em ir para os Estados Unidos mas eu não vou conseguir ficar mais longe de vocês e os meninos, eles tem que crescer juntos para serem amigos! Então decidi que iremos morar na Italia mesmo, mas quero envelhecer nos Estados Unidos! Acho um lugar ótimo para envelhecer! -Sorri

—Você é maluca Liesel!

—Mamãe! -Pietro entrou no quarto e logo atrás, Jack com a arminha, Jeff, James e Taylor. -Por que Nina foi pro' médico?

—Ela passou mal, descobrimos que ela tem asma.

—E o que é asma dinda? -Jack perguntou preocupado

—É um probleminha que fica sem conseguir respirar direito -Falei da maneira mais fácil

—Mas dinda, se não respirar morre! -Jeff olhou assustado

—Não! Mamãe! Não deixa Nina morrer! -Pietro suplicou e Jack negou com os olhos amendoados arregalados.

—Nina? -Taylor perguntou

—Cala boca Taylor! -Pietro e Jack falaram juntos

—Não meus amores, Nina não vai morrer! Vamos cuidar dela, vocês vão cuidar! Nunca, nunca deixem de tomar conta dela, aí nunca vai acontecer nada, entenderam?

—Sim -os cinco responderam

—Então, só assim nunca vai acontecer nada com Nina...


Notas finais
O que acharam? Espero que gostem e comentem! A fic esta na reta final! Quando eu postar o próximo, coloco o link da segunda parte para vocês! Beijos e comentários