Mundo da Máfia (1º Temporada)
50 Capítulo 50
Notas iniciais
Capítulo 50
Pov Ellie
—Não está vendo Ellie? Eu estou horrível! Olha esse cabelo!
—Horrível? Está maravilhosa Liesel!
—Cacheia o cabelo mais na pontas! -Falei para cabeleireira que assentiu
—Mamãe. -A minha voz preferida soou
Me virei para Nina apaixonada. Seus cabelos castanhos cheios de cachos, seu enorme vestido branco com a fita dourada, parecia uma verdadeira princesa. Uma coroa ocupava sua cabeça, seus olhinhos azuis realçando na pele clarinha e nas bochechas rosadas.
—Oi minha Nina! -Me abaixei na altura dela
—Está pincesa'! -Passou a mão no meu rosto -Eu to?
—Claro que sim! Está linda! -Ela sorriu envergonhada
—Cadê Jack? -Nina olhou para os lados procurando
—Está lá na sala esperando para entrar, mamãe vai lá com você. -Ela assentiu ajeitando as luvas -Liesel, você está linda! Não se preocupe, vai dar tudo certo! -Ela suspirou assentindo.
Me olhei pela última vez no espelho ajeitando os fios soltos do coque, meu vestido preso nos seios e longo no resto do corpo, aonde mesmo assim marca minhas curvas, fiquei com o verde turquesa, Liesel decidiu que cada uma iria com uma cor e me deixou com essa. Ele é aberto até metade das costas com um decote razoável e tomara que caia.
—Vamos mamãe? -Olhei por uma última vez meu coque bagunçado e cacheado e minha maquiagem perfeita.
—Vamos. -Dei a mão para Nina e sai da sala.
Ela olhava para as luvas e para o vestido enorme que liesel escolheu idêntico ao dela. Entramos na sala e todos os outros padrinhos, madrinhas, daminhas e pagens estavam ali esperando para entrar. Nina foi direto abraçar Jack que retribuiu a abraçando, esses dois!
—Para Jack. -Pietro resmungou puxando Jack
—Para Pieto'! -Nina resmungou
—Ta vendo pai? Jack fica abraçando Nina! -Pietro fez queixa para Lucca que sorriu
—São primos filho, com Jack não tem problema, não pode deixar com outros garotos.
—Jack tem problema sim! -Resmungou estressado -Sai Nina, sai! Deixa a gente brincar! -Puxou Jack voltando a olhar para os outros meninos
Pietro não suporta o fato de Nina gostar de Jack, ele odeia quando ela brinca com ele ou mostra algum tipo de afeto, então ele a trata mal para a mesma desistir de brincar e falar com eles.
—Mamãe -Ela se aproximou -Eles não querem brincar comigo -Resmungou fazendo carinha triste -Pieto não deixa!
—Ohh minha neném -Olhei apaixonada -Vem, brinca com papai, ele certamente quer brincar. -Ela olhou para Lucca que estendeu os braços.
O lugar onde estamos, é um ambiente no enorme jardim, Liesel amou à ideia de fazer o casamento de frente ao lago menos de vinte minutos da nossa nova casa, todos gostamos pois o local é enorme e lindo. Olhei para os meninos que conversavam sobre algo, todos de terno preto igualmente o de Henry. Os meninos são muito próximos, todos eles, brigam muito mas não se desgrudam. Como eu e Liesel somos vizinhas, todo dia eles pedem para dormir lá em casa para fazer festa do pijama.
Liesel vai à Paris com Henry para lua de mel depois do casamento, e eu ficarei com os meninos nesse período e eles estão mais animados que nunca. Taylor insistiu para Jessie pedindo para não voltar para os Estados Unidos, que ele queria ficar aqui com os primos, mas ela não deixou que ele ficasse. Mas também, muita criança já para tomar conta.
—Está na hora, madrinhas e padrinhos. -A organizadora avisou e todos nos levantamos.
—Nina, quando a tia mandar você da a mãozinha para o Jack e entra ok?
Ela sorriu assentindo
—Ela vai entrar com Jack? -Pietro se virou -Não! Ela vai entrar comigo mamãe!
—Não começa Pietro! -Falei nervosa.
—Mas mamãe! Por que ela tem que entrar com Jack? Ah mamãe!
—Pietro, essa não é a questão, você vai entrar com Jeff e pronto. -Ele fez cara triste e saiu de perto -Se comporte Nina. -Ela sorriu com os pequeninos dentes a amostra.
Me levantei e entrei na fila de madrinhas e Lucca pegou meu braço.
—Já disse que está maravilhosa? -Sussurrou no meu ouvido.
—Ainda não -O olhei apaixonada
—Está mais que maravilhosa Ellie.
—Você também senhor Belluschi. E cheiroso também -Senti o cheiro amadeirado maravilhoso
—Faz isso mesmo. -Falou ao pisar no tapete vermelho -Vou te levar para trás da moita -Apontou para um lado do enorme gramado -E tirar esse vestidinho, e fazer sexo selvagem até você não conseguir mais andar.
Céus!
—Olha o que você fala, pensa que as pessoas não reparam o que está dizendo? Estão todos nos olhando, somos os primeiros da fila. -Sorri para um conhecido de Liesel o cumprimentando.
—Eu não ligo, certamente todos aqui gostariam de fazer sexo selvagem com você mas só quem pode sou eu. -Bati com o braço disfarçadamente para que ele se calasse.
—Lucca para. -Falei envergonhada ao me aproximar do altar.
—De me imaginar em cima de você? -Falou mais alto me fazendo ruborizar
—Oh céus Lucca. -Acenei com o rosto para Jamily.
Finalmente chegamos no altar e paramos em um canto esperando as crianças. O lugar é incrível, um enorme gramado repleto de flores e árvores. Os amigos de Liesel dos Estados Unidos, estão todos aqui, ao contrato do meu que sono tinha mafiosos.
A falsa começou a tocar e James entrou com Éden com uma plaquinha nas mãos
"Lá vem a noiva"
Não entendi direito pois o primeiro era Pietro e Jeff. Será que ele não quis entrar? Oh céus!
Éden veste um vestido branco e cheio como o de Nina e Liesel, cabelos soltos com cachos e coroa de flores branca e dourada. James de terno preto, lá lindo como sempre, o sorriso branco brilhante e deus cabelos loiros recalcados pelo por do sol.
Olhei para Henry parado no altar nervoso e sorri.
—Pietro não entrou Ellie. Eles deveriam vir antes de James e Éden. -Sussurrou Lucca
—Eu sei. -Suspirei -Vou matar ele se foi...
—Ufa! -Lucca olhou aliviado, segui seu olhar observando Pietro entrando de um lado, Jeff de outra e Nina no meio jogando as pétalas.
Não acredito!
Pietro segurava uns quatro balões de gás vermelhos e Jack também. Nina sorria lindamente no meio jogando as pétalas no tapete vermelho. O sol realçou seu cabelo castanho o deixando mel, seus olhos azuis brilhavam e seu lindo sorriso. Que orgulho! Não ficou nem com vergonha!
—Pietro é muito ciumento Ellie, nunca vi -Lucca sorriu
—Possessivo e louco igual a você, Nina não vai aturar isso por muito tempo.
—Deixa ele -Lucca sorriu -Só tem ciúmes, também tinha da Liesel.
Minutos após eles chegarem ao altar, Liesel entrou com o braço dado ao Jonh. Seu cabelo solto e ondulado e uma coroa igualmente a de Nina, o vestido enorme tomara que caia com uma fita dourada na cintura, ela está incrível!
Seus olhos encheram d'água igualmente o de Henry. Ela dava pequenos sorrisos emocionada segurando o buquê de flores brancas. Liesel parecia essas noivas de filme maravilhosa! Jonh manteve a postura sério mas dava para ver emoção em seus olhos.
—Será que agora já podemos ir para trás daquela árvore? -Falou assim que o padre começou a falar
—Lucca, estamos na cerimônia de casamento da sua irmã e você quer fazer sexo selvagem atrás da árvore?
—O que tem? Eles fizeram na nossa. -Falou insignificante -Vamos Ellie!
—Mas Lucca, temos que assinar um negócio
—Vem. -Puxou meu pulso saindo por trás
—Você é maluco, somos os padrinhos da sua irmã!
—Quietinha Ellie. -Me encostou na parte de trás da arvore tomando meus lábios -Eu odeio vestidos longos. -Puxou meu vestido para cima
—Não acredito que estamos fazendo isso.
Ah meu vestido tão bem passado e minha maquiagem intacta.
—Você já foi menos fresca. -Beijou meu pescoço e mordei o lóbulo da minha orelha arrepiando meu corpo -Mas te amo independente das frescuras. -Me pegou no colo juntando todo o vestido na nossa frente.
À árvore áspera arranhando minhas costas, desencostei a cabeça para que não destruísse meu cabelo. Lucca arriou minha calcinha e segurou em minha bunda me penetrando. Joguei a cabeça no seu ombro para que não encostasse na árvore.
—Não me culpe se estragar seu cabelo -Aumentou a velocidade -A culpa é sua.
Apenas sorri fechando os olhos e apertando as costas dele. Meu corpo arrastava na árvore subindo e descendo com velocidade. À respiração de Lucca ofegante pressionava mais meu corpo contra a árvore. Ele tomou meus lábios mordendo meu lábio inferior com força. Lucca chegou ao seu clímax sussurrando algo inaudível em meu ouvido e aumentando a velocidade.
—Vamos Ellie. -Sussurrou beijando e mordendo o lóbulo da minha orelha.
Meu corpo se arrepiou e Lucca tomou meus lábios. Cheguei ao meu clímax não muito tempo depois.
—Não aguento mais me encher de anticoncepcional -Falei baixo ao arrumar meu vestido -Pedir para Jamily outro método pois mais Nina não vai rolar.
—Não seria tão ruim mais Ninas. -Beijou meu rosto cheirando meu cabelo
—Seria sim Lucca. -Olhei para ele incrédula -Não inventa ideia, já temos três. -Ele sorriu beijando meus lábios.
—Vamos assistir o finalzinho insuportável de cerimônias de casamento? -Perguntou ajeitando meu batom
Voltamos para a cerimônia e para nossa surpresa ela não existia mais, era só à festa. Ótimo, perdemos a pior parte.
Como tudo no casamento, a festa não é diferente, branca e dourada. Uma decoração sutil e perfeita para um casamento em um jardim. Liesel me viu e veio me abraçar com os olhos apavorados.
—Pensei que tinha acontecido algo, não te vi, mas sua cara de pôs-sexo comprovam que estava melhor no lugar onde estava. -Falou me abraçando -Vocês são fora do comum. -Abraçou Lucca
—A cerimônia foi linda. -Lucca disse irônico e Liesel sorriu
—Seus filhos estavam lhe procurando. -Falou para Lucca. -O que aconteceu com as crianças? Era para Pietro e Jeff entrarem e a Nina carregar as alianças. Não entendi nada
—Eu também não sei o que aconteceu. -Respondi sincera
—Eu sei exatamente -Lucca entrou na conversa com um copo de bebida na mão -Pietro quis ir ao lado da irmã, sabem como ele é, tinha que colocar eles juntos.
—Parece com uma criança que conheci -Liesel resmungou olhando para Lucca.
Ele fechou os olhos com um sorriso besta após dar uma golada no líquido
—Filhos puxam os pais. -Disse simplesmente.
Uma mulher desconhecida apareceu para abraçar Liesel
—Meus parabéns Lie! -Sorriu exageradamente
—Obrigada Sarah. -Liesel retribui o abraço
—Lucca! -O abraçou quase derrubando a bebida
—Oi Sarah -Falou sem jeito -Essa é Ellie, minha esposa. -Se soltou do abraço segurando minha mão
—Se me dão licencinha -Liesel deu as costas se retirando
—Esposa? -A mulher de cabelos escuros resmungou -Lucca se casou! Por isso não me ligou mais.
O que?
—Sim, não precisei mais. -Respondeu sem jeito mais sem perder a postura -Vamos Ellie -Pegou na minha cintura me levando para o meio das pessoas
—Então ela você comia quando não tinha nada para fazer?
—Acabou o assunto. -Falou seco pegando outra bebida a qual também peguei. -Vai beber? -Assenti dando um gole.
—Mamãe! -Nina segurou meu vestido -Pietro não deixa bincar' com ele. -Esfregou os olhos azuis.
—Seu pai brinca amor. -Puxei sua mão a entregando para ele
Lucca me olhou franzindo o cenho estranhando. Pegou Nina no colo e tomou meu copo
—Você não vai beber Ellie.
—Não funciona assim Lucca -Tentei pegar o copo mas ele desviou a mão colocando meu copo na bandeja do garçom.
—Funciona, você tem que cuidar da sua filha.
—E você beber?
—Eu não fico bêbado, você fica louca.
—Fica louca mamãe? -Nina me olhou estranhando
—Papai está brincando -Inventei suspendendo Lucca com o olhar.
—Mas filha, onde está Éden? -Perguntou começando a caminhar sem deixar de puxar meu braço para ir com ele.
—Não faz isso -Sussurrou ao me ver quieta -Eu amo você, só você e mais ninguém. -Falou sem tirar os olhos da estrada
Meu coração sempre aquece ao ouvi-lo falando isso
—Não estou fazendo nada -Falei simplesmente -Também amo você Lucca, mais que tudo
Olhei para o banco traseiro e Nina dormia na cadeirinha, ao seu lado direito James e no esquerdo Pietro, os dois deitados com a cabeça no colo dela. Ao vê-los assim só consigo agradecer por tudo que eu passei, nada foi por acaso, cada pessoa que você conhece tem um propósito; uns testarão você, outros te usarão, outros te testarão e outros despertarão o que a de melhor em você, o amor.
[...]
POV Pietro
—Pietro! -Nina sussurrou me fazendo abrir os olhos
—Oi Nina. -Respondi abrindo os olhos
—Eu estou com medo. -Sussurrou -Acho que tem um monstro lá no meu quarto, você pode ir ver? -Esfreguei os olhos e levantei da cama.
—Nina, você tem seis anos, não devia mais ter medo de monstros. -Dei a mão e ela me levou até o quarto dela
—Mamãe disse que você tinha medo de fantasmas! -Sussurrou com raiva -Não pode falar nada! -Entramos no quarto-Ele está ali -Apontou para baixo da cama e fechou os olhos.
Me abaixei e olhei abaixo da cama e como eu sabia não tinha nada
—Não tem monstro Nina. -Peguei o braço dela a deitando na cama. -Meu pai disse que os monstros não ficam abaixo da cama, e sim soltos pelas ruas.
—Sério? -Perguntou com os olhos arregalados
—Sim.
—Mas você pode mesmo assim ficar comigo até eu dormir? -Choramingou
Assenti e ela chegou para lá se encostando na parede.
—Se ele vier me acorda está bom? -Me olhou e assenti -Faz carinho aqui Pietro.
—Eu não vou ficar fazendo carinho não, quem faz é a mamãe
—Faz também -Suplicou
Levei minha mão até sua cabeça e fiz carinho ali e Nina fechou os olhinhos.
[...]
—Foi você Nina? -Meu pai gritou
—Não papai.
—Valentina, fala a verdade! É sua cara espalhar farinha pela cozinha -Minha mãe falou
—A culpa é de Pietro. -Nina apontou para mim
—Minha culpa nada. Para de mentir!
—É sim Pietro!
—A culpa é sua. -Falei por final.
—Então, é minha, se eu quiser coloco em você! -Falou cruzando os braços
[...]
—Pietro! Tia Ellie falou que Nina sumiu!
—Nina sumiu? -Me levantei preocupado e corri para o primeiro andar.
—Mãe? O que foi?
—Nina filho, ela estava brincando aqui na sala e não acho mais ela! -Minha mãe andava de um lado para o outro -FILHA, CHEGA DE BRINCAR! -Gritou -Ela cismou que queria fazer bonecos de neve mas falei que não pois está muito frio hoje e voltei para a cozinha, quando voltei ela não estava mais.
—Calma Ellie, ela tem sete anos, não pode ter ido muito longe. -Tia Liesel tentou acalmar minha mãe
—Ah ela pode! -Minha marca falou desesperada
—Já procurou lá fora? -Perguntei para minha mãe
—Já olhei.
—Vamos ver lá fora Jack?
Me virei para trás a procura de Jack e a porta da sala estava aberta. Fui até ela ciente que ele já estava procurando.
—Nina, vamos, para de se esconder! -Jeff gritou olhando para todos os lados.
Jack olhava para tudo pensativo até que correu até um lado do jardim começando a cavar com as mãos a neve.
—Filho o que está fazendo?
Jack puxou o casaco rosa acompanhado de Nina. Ela se enterrou na neve?
Jeff correu para ajudar e minha mãe também foi até lá. À puxando.
—Vamos filha. -Falou ao chegar na varanda.
Nina estava encolhida coberta de neve, suas bochechas rosas e sua boca rocha.
—Levar ela para lareira, precisa se aquecer e trocar essa roupa -Minha resmungou apavorada.
Já coberta e de frente para lareira todos olhavam para ela que se tremia.
—Por que fez isso? -Minha mãe perguntou
—Queria brincar lá -Bateu os lábios
—E por que se afundou na neve? -Perguntou minha mãe ainda nervosa
—Para não me ver.
—Você é maluca Nina. -Jack resmungou
—Você poderia ter morrido Nina! -James falou
—Ta congelando meu dedinho. -Resmungou fazendo biquinho e Jeff foi até ela esfregando a mão neles
[...]
—Mas o que tem eu ficar lá fora com eles?
—É perigoso. -Resmunguei sem tirar os olhos do jogo.
—Mas minha mãe deixa Pietro!
—Ela não está aqui. -Jack respondeu também sem tirar os olhos do jogo.
Minha mãe fez uma viagem de dois dias com tia Liesel. E meu pai, tio Henry e James estão na empresa. Quem cuida de Nina? Isso mesmo, Jack, Jeff e eu.
—Cala boca Jack. -Valentina gritou
—Quando eu levantar você apanha! -Jack resmungou sem dar atenção
—Ta com mania de bater! Se fizer eu conto pro James quando ele chegar do trabalho! -Falou esnobe -Ele tem dezenove, vai bater até vocês chorarem! -Não respondemos -Estou indo! -Abriu a porta
—Pega ela Jack, sua vez. -Falei calmo parando o jogo.
Jack puxou Nina pelo braço e ela se debatia gritando e choramingando. Revirei os olhos de saco cheio. Jack empurrou ela no chão e trancou a porta colocando a chave no bolso. Nina chorava alto.
—Você não pode me bater Jack! -Gritou chorando
—Posso sim, você tem treze anos e é mais fraca, pelas leis da física eu posso. -Se sentou ao meu lado pegando o controle.
—JEFF! -Berrou Nina parando na frente da televisão.
Ouvi passos no andar de cima e Jeff apareceu na escada. Pausei o jogo.
—Oi Nina.
—Olha o que seu irmão fez comigo!
—Vocês dois de novo? -Jeff desceu as escadas e se aproximou de Nina -Você que fez isso? -Jeff mostrou o braço de Nina vermelho.
—Uhum. -Jack deu uma mordida na maçã
—Por que fez isso com ela?
—Ela quer brincar com esses moleques aí na rua. Já disse que não vai pois é perigoso.
—Não é perigoso Jack! Esse condomínio não entra ninguém que não more aqui. -Suplicou Nina.
—Não precisava machucar Jack! -Jeff deu a mão para Nina mas antes de ir ela chutou a perna de Jack
O mesmo se levantou mas ela correu escada acima e Jeff entrou na frente.
—Para de ser idiota. Tem quinze anos e quer bater nela sabendo que vai machuca-la. Deixa meu pai descobrir. -Jeff subiu atrás de Nina
—Vacilou. -Disse somente
—Até você? -Resmungou soltando o jogo.
[...]
—Pode papai? Prometo que eles não vão demorar, são meus amigos.
—Quantos exatamente?
—Três, Lorenzo e Luna são irmãos, moram na rua detrás e Austin mora do outro lado da rua.
—Pode filha. -O sorriso de Nina cresceu tão rápido quanto o meu sumiu
—Vai deixar os amigos da Nina ficarem aqui?
—Só vão para piscina. -Meu pai resmungou
—Ela vai entrar na piscina de biquíni com os amigos?
—Ih Pietro! Sai dessa! -James resmungou -Nina não pode chamar amigos para casa com quinze anos? Todos eles ela conheceu no condomínio, qual é o problema?
—O problema é que Nina é minha irmã e não gosto da ideia, ia para casa de Jeff e Jack e em vou mais. Virar vigia de Valentina agora! -Falei sem paciência
—Não me chama assim -Resmungou se retirando feliz.
[...]
Fui buscar Nina no colégio, mesmo sendo bem próximo, chamaram minha mãe lá para conversar mas ela saiu com meu pai e James está dormindo ainda, como o diretor me conhece, creio que não terá problemas.
Ó colégio fica à duas quadras daqui, é dentro do condomínio e só estuda pessoas daqui, todos milionários. Todos nós já estudamos lá, eu Jack, Jeff, James mas na vez de Nina meu pai não concordou e com muita súplica da minha mãe ele deixou que Nina estudasse em colégio.
Valentina sempre se mete em confusão e já estamos acostumados a ser chamados lá. Já falei que ela é bem grandinha para parar com isso, que já tem dezesseis anos e isso é desnecessário mas ela fique quieta e faz tudo novamente.
Entrei no colégio recebendo alguns olhares femininos em minha direção e sorri. Fui direto para a sala da diretora e abri a porta.
—Pietro Belluschi -O diretor sorriu -Como vai?
Olhei para Nina que estava de cabeça baixa sentada na cadeira e com as mãos no colo.
—Vou bem. -Falei em um tom firme -Meus pais não puderam vir. -Menti. Na verdade nem os avisei.
—Entendo Pietro. Bom, o assunto como sempre é sua irmã arrumando briga.
—O que aconteceu? O motivo da briga?
—Com a mesma garota, elas não se gostam, só que a garota sempre apanha mais e ela sai ilesa ou com alguns arranhões.
—Levanta o rosto Nina. -Falei e ela me olhou com as feições de raiva.
O lado direito de seu lábio inferior cortado , uma mancha vermelha enorme na maçã do seu rosto e um hematoma junto de um corte escuro sobre sua sobrancelha.
—Vou conversar com ela sobre isso, agora preciso cuidar dos ferimentos -Resmunguei -Vamos Nina. Obrigada pelo aviso Senhor Costa, desculpa por isso.
Dei a mão para Nina e fomos andando pelas ruas do condomínio. De um lado casas enormes e de outro uma enorme floresta.
—Outra vez que se mete em brigas Nina. -Ela me olhou com os enormes olhos azuis.
—Dessa vez a culpa não foi minha -Sorriu ajeitando os cabelos
Olhei para ela em questionamento.
—Passei mal no colégio, e usei bombinha. Uma garota riu, falou que eu estava querendo atenção. Então deixei ela com falta de ar também. -Sorriu me olhando e sorri para ela também
—Você tem um gênio incrível Nina. -A abracei beijando sua testa -O que vamos inventar para meu pai?
Ela me olhou com um sorriso incrível.
—Podemos dizer que você me bateu brincando de lutinha.
—Ele vai falar mas tudo bem.
—Por isso que te amo. -Sorriu me olhando.
—Amo você também. -Abri a porta de casa- Agora temos que cuidar desses machucados.
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