Notas iniciais
Volteei com esse capítulo ENORME! Novamente grata pelos comentários! Um beijo em todos e boa leituraa!

Capítulo 44

POV Lucca Belluschi

Eu estou ao ponto de me destruir, me sinto inútil, idiota, não sirvo nem para ser um bom marido, nem um bom pai. Minha filha está morta e meu filho está em casa sofrendo há dias pois eu não fui homem suficiente para buscar Ellie para a merda da última consulta.

Saímos do apartamento de Daisy e um amigo do meu pai deixou a casa para ficarmos aqui no Mexico. Frederico falou que me retornaria para o tal "acordo", ele quer uma coisa que não existe, não tem como eu matar todos os membros da Cosa Nostra, são homens para caralho e mulheres com crianças e eles não vão deixar os países para vir para uma reunião de última hora, mas Frederico não sabe disso, ele pensa que a reunião que ele cismou, foi efetuada e será amanhã em um shopping abandonado na região. Marquei de encontrar ele lá e assim matamos os caras e mulheres e donos de tudo. Algo que é impossível de acontecer, ele é um desenformado, se por uma raridade e imaginação matássemos esses homens todos, estaríamos automaticamente mortos, tem muita gente por trás disso.

Eu como sempre, já tenho uma estratégia formada, Daisy me ligou faz três dias, de um celular o qual não é restrito. Provavelmente deve ter destruído o aparelho depois do uso, porém ainda tem como ser rastreado, e o eficiente do Francesco está trabalhando nisso. Temos que rastrear esse aparelho hoje, caso ao contrário, teremos que nos encontrar no shopping amanhã o que não será legal pois ele certamente não levará Ellie e terá uma enorme confusão se ele ver que nenhum dos caras que disse estarão lá. Das duas maneiras dará merda mas uma delas eu vou estar mais sobre controle.

Peguei o celular pela milésima vez para ver se tinha alguma chamada de Frederico ou de Francesco mas nada... Apenas o papel de parede do meu celular com a foto de Ellie, Pietro e eu no parque, Ellie devia estar com três meses de gravidez ali, só não sabíamos ainda. Seu sorriso tão apaixonante e contagiante, Pietro tinha os olhinhos fechados e um bico enorme ao beijar a bochecha de Ellie.

Flashback On

—Por que não pode entrar na água? -Pietro perguntou

—Está frio amor -Ellie explicou

—Não, eu não to' com frio mamãe

—Pietro, mamãe disse não. -Expliquei e ele ficou sério

Ellie levantou o celular com propósito de tirar uma foto nossa.

—Não, assim não -Falei tomando o celular, me levantei do banco fui na direção da pessoa mais próxima -Você pode tirar uma foto? Por favor?

A senhora assentiu e veio em nossa direção pegando o celular. Abracei Ellie a beijando na bochecha e Pietro fez igual do outro lado ficando em pé no banco. Após a foto tirada que fui ver, como ficou linda. As folhagens atrás com uma cor bem intensa, ele sorria naturalmente com os olhos quase fechados e os cabelos brilhando pela luz do dia. Pietro com a enorme bochecha rosada e olhinhos fechados.

Flashback Off

Empurrei tudo de cima da mesa para o chão e soquei a mesma com fúria e fechei os olhos esfregando o rosto. Isso não pode piorar!

—Lucca? -Henry entrou na cozinha -Está tudo bem? -Henry perguntou

—Se você não estivesse aqui, estaria melhor. -Falei o esnobando

—Cara, não tenho culpa do que aconteceu com ela. -Falou calmo -Vamos resolver isso da melhor forma possível.

—Eu não estou mais aguentando ficar sem ela. Eu tentei cara, tentei mesmo, mas não posso continuar fingindo que está tudo bem, esperando um milagre salvar Ellie, não estou aguentando essa espera Henry, não estou aguentando a barra de ter dois filhos mortos pela mesma mulher!

Henry abaixou a cabeça e suspirou vindo até mim.

—Vamos buscar ela Lucca, ela vai voltar para gente inteira e alegre como sempre.

—Acha que ela vai ficar alegre depois que perdeu a filha? Ela não tem culpa Henry, ela é uma menina boa que nasceu nesse mundo ruim. Ela não devia ter passado por nada que passou, imagino a dor dela , ela teve a neném sozinha. -Bati na testa me revoltando.

—Senhor Belluschi! -Um tom de voz alto surgiu no corredor -Consegui. -Francesco apareceu na cozinha -A localização do celular está aqui. Boa sorte! -Falou contente

—Vamos Henry, o carro está carregado? -Henry assentiu

Meu celular tocou no meu bolso traseiro e peguei rapidamente atendendo já sabendo que era Liesel


—O que você quer? -Falou rápido

—Pietro, quer falar com você. -Suspirei fundo imaginando o que se passa na mente dele

—Passa para ele.

—Papai?

—Oh garotão! Desculpa papai por não estar aí com você tudo bem? Vim buscar a mamãe, vou pedir que você se comporte

—Eu xei' papai mas eu... -Escutei a voz de choro dele

—Filho, só obedece a titia, promete? Papai te ama!

—Prometo papai. Eu também. -Desliguei suspirando

Saudades do meu garoto.

Coloquei a mão no cos e conferi se minha arma estava ali. Fui andando em direção a porta da sala e Henry foi chamar meu pai e o resto dos caras. Entrei no volante de um dos carros e alguns minutos depois os homens estavam todos em seus devidos carros. Henry estava ao meu lado e Mike no banco traseiro. Segui o endereço com fúria o qual depois de vinte minutos me levou à um local mais calmo e pouco movimento, uma espécie de condomínio de casas, todas do mesmo modelo mudando apenas a cor. Parei no local onde indicava o celular, as luzes acesas e flores em todo o canto do jardim. Desci do carro observando mais cinco carros idênticos atrás de mim. As portas foram abrindo e todos os homens desceram, mas fiz um gesto para que ficassem, foi apenas eu, Mike e Henry.

Parei na varanda já com a mão na arma e com uma pesada, invadi o local. A mulher sentada na sala arregalou os olhos desesperada e se levantou se afastando

—Parada. -Ordenei -Procurem o aparelho -Henry e Mike foram a procura -Quem é você?

A mulher de camisola rosa e cabelos compridos ruivos me olhava apavorada

—Claudia -Falou com a voz trêmula -Eu não sei porque as pessoas estão me perseguindo, eu juro que nunca fiz nada.

—Quem mais foi atrás de você?

—Ela me ameaçou, não posso falar nada -Arregalou os olhos -Sou Pediatra, trabalho o dia todo, não me meto com ninguém eu não sei o que está acontecendo!


"-Eu não sou obstetra, sou pediatra. Eu só quero ir para casa. -Ouvi a voz abafada no fundo"

—Você! Você fez o parto da minha filha!

Ela arregalou os olhos

—Ela vai me matar! Pediu para que eu não contasse para ninguém sobre ela ou a bebê.

—Onde elas estão? Vou mata-lá antes de ela se lembrar de você

—Só direi pois a moça estava desesperada e péssimas condições para manter uma bebê com a mãe -Falou nervosa -Eu prestei atenção mais na volta do que na ida. Era uma casa enorme de paredes amarelas não mais que quinze minutos daqui, é umas três ruas depois do hospital principal.

—Achei o celular! -Mike veio até mim -Estava na bolsa dela

—Por que isso estava com você? -Perguntei pegando o celular espatifado

—Eu não sei, vai ver colocou na minha bolsa, eu juro que não sei.

—Henry, chama um dos seguranças, para ficar aqui de olho nela -Henry assentiu se retirando

—Ficar de olho em mim?

—Sim. -Falei me retirando

—Eu não vou fugir

—Sua segurança. -Resmunguei saindo.

Um dos homens parou na varanda esperando

—Fique de olho nela, ninguém entra ou sai daqui, quer mais alguém para te ajudar?

—Não senhor! -Assenti indo em direção ao carro.

Entrei no carro e segundos depois Mike e Henry entraram também. Acelerei o máximo que pude até conseguir ver o enorme hospital. Uma subida e logo depois começava as ruas. Impossível foi não reparar a tal casa amarela, na terceira rua logo de esquina uma grande casa amarela, um gramado ocupava a frente a qual tinha uma grande piscina na lateral. Olhei para trás confirmando os outros carros me seguindo. A rua vazia, apenas mais duas casas ocupavam o local, mas mesmo assim deserta e escura. Sem pensar duas vezes, acelerei o carro na direção da janela de vidro entrando com o carro dentro da casa

—PORRA LUCCA! QUER ME MATAR? -Gritou Mike

Puxei a arma descendo do carro e acertando o primeiro segurança que avistei. Olhei tudo procurando algum rastro mas o que achei foram homens vindo em minha direção. Sem muita demora atirei em dois mas um deles se escondeu

—Pega esse que vou procurar Frederico. -Deixei a frase no ar correndo até as escadas.

Olhei para a janela de vidro na lateral e vinham mais seguranças de Frederico. Do lado de fora era muito tiro. Subi três degraus da escada até sentir alguém atrás de mim. Merda!

—Onde vai Belluschi? -Me virei calmamente tendo certeza do que temia, a arma do homem de terno apontada para mim.

—Para o inferno certamente

Da altura que eu estava, acertei uma joelhada em seu rosto e no momento que ele bambeou, atirei nele. Agilizei a subida das escadas me deparando com um corredor escuro com apenas duas portas. Onde esse filho da puta está? Cheguei próximo à primeira porta tentando escutar algo, nenhum som vinha do quarto, abri a porta vagarosamente apontando a arma. Olhei bem para o ambiente que só tinha uma única cama encostada na parede. Reparei bem tudo procurando algum esconderijo mas nada ali.

Ó próximo era apenas uma cama de casal e um guarda-roupas velho. Confisquei sob a cama e no guarda-roupas e nada. Fui até p próximo e abri a porta apontando a arma. O barulho dos tiros no primeiro andar, me ajuda a fazer as coisas com mais sigilo.

Esse certamente é o quarto de Frederico. Abri o closet batendo nas laterais e no chão, não é possível não ter uma passagem. Entrei no banheiro e não tinha nada, o único local é a varanda. Abri a porta de vidro e automaticamente levei um soco no rosto. Está desarmado! Fechei os olhos e abri rapidamente, não é o Frederico. Poderia dar um tudo facilmente nesse otario mas sou justo.

Larguei a arma e dei um soco no rosto dele bem forte o qual fez ele se defender com os braços e tentar me dar um na costela. Empurrei ele até a grade da varanda e dei uma sequência de socos no rosto, até ele cair lá embaixo. Peguei a arma acertando ele, que provavelmente já tinha se quebrado com a queda.

Ouvi no andar debaixo uma bomba e desci desesperado com a arma na mão. Onde está Ellie, não é para colocar a bomba! Ellie pode estar aqui.

—Viu algum deles? -Perguntei para Henry que estava agachado atrás do sofá trocando tiro com um homem na cozinha.

—Daisy foi para os fundos.

Ótimo! Corri no barulho dos tiros para o corredor traseiro. Coloquei o ouvido próximo a primeira porta e abri com um chute

—Solta a arma garotão -Frederico falou sentado na mesa do escritório e cheio de seguranças em volta dele.

—Olá Frederico -Coloquei a arma no chão. -Você demorou muito, vim até você -Sorri -Gostei do terno -Zombei

—Conseguiu o que eu pedi?

—Você é burro Frederico. -Me aproximei ouvindo as armas destravando -Não tem como você ter a cosa Nostra! Já viu quantos donos existem? Já pensou que não fará apenas uma guerra na Cosa Nostra e sim mundial entre as máfias? Não seja ingênuo bobinho -Debochei e ele se levantou

—O ingênuo é você! -Apontou o dedo para mim -Se eu pegar a Cosa Nostra, serei poderoso o bastante!

—Com cem homens? -Debochei -Uma inteligência de merda! Vamos pensar... Frederico Chavés liderando a Cosa Nostra, desastre! Frederico Chavés liderando a Italia, desastre, Frederico Chavés liderando o Mexico -Pausei respirando fundo

Muito rápido imobilizei o segurança de merda que estava atrás de mim e tomei a arma dele apontando para cabeça do mesmo

—Desastre! -Sorri -Ele é um bom soldado? -Perguntei para Frederico que me olhava com ódio -Com um aperto eu mato ele. E com dois eu mato todos vocês -Sorri -Menos você -Apontei a arma para Frederico -Ele eu quero torturar antes!

Apontei a arma para um dos homens e atirei

—Um. -Apontei para o segundo -Dois -Terceiro -Três

Um dos homens de Frederico atirou em mim acertando a perna do homem que eu fazia de refém

—Ainda são ruins de mira! -Apertei o gatilho para o cara que tentou atirar em mim e para minha surpresa, acabou as balas

Puta que pariu!

Apertei o pescoço do homem que segurava fazendo-o cair. O homem que tentou me acertar atirou na minha direção acertando minha perna de raspão

Gritei o fazendo se distrair e quando menos ele espera dei um soco na cara dele e tomei a arma dele. Atirando no próprio rosto. Dei uma coronhada no outro antes que ele conseguisse destravar a arma. Idiotas mesmo!

—Prontinho Frederico, matei cinco dos seus homens. Cade o valentão que meteu a porrada na minha esposa? -Ouvi a porta sendo aberta mas já sabia que era os meus pois não tinha mais tiro do lado de fora

—Faria tudo de novo -Sussurrou -Só para vê-la chorando e pedindo ajuda! Tem que ver o estado dela, o rasgo que fiz no rosto dela. E sua filhinha então, foi maravilhoso mata-lá!

Me enchi de raiva, puxei a gola do terno dele o levantando

—ONDE ELAS ESTÃO? -Soquei a cara dele -ME RESPONDE! -O joguei sobre a estante de vidro estilhaçando tudo

Fui para cima dele socando seu rosto com muita fúria, nunca senti tanta raiva na minha vida. Ele matou minha filha! Ele acabou com minha esposa! Eu perdi a conta de quantos socos, no final ele não reagia mais, ficou imóvel virando o rosto de um lado para o outro com a intensidade das pancadas.

—LUCCA! CHEGA! -Meu pai berrou me puxando -Como ele vai falar onde está Ellie?

—Eu achei ela. -Giovanni, um de meus soldados -Falou na porta

Me levantei só então vendo todos os meus seguranças ou como queiram chamar ali

—Levem ele para o carro, quero ele na Italia, amarrado quando eu chegar

Sai daquele escritório indo atrás de Giovanni e ouvindo passos atrás de mim. Entrei em um quarto escuro onde tinha um alçapão aberto. Quanto mais me aproximava mais escutava o choro de bebê, é minha filha? Ela está viva? Desci o alçapão as pressas encontrando uma porta de grade de ferro aberta. Ellie! Minha Ellie estava no chão, com o rosto virado se lado, braços roxos, cabelos bagunçados, magra, muito magra. Minha filha chorava deitada no colchão desesperada se contorcendo toda. E um menino, um menino loiro chorava ao lado de Ellie desesperado segurando a mão dela e fazendo carinho. Corri até Ellie virando o rosto dela para mim, seus olhos meio abertos igualmente seus lábios, como se quisesse respirar. Virei seu corpo de lado e foi então que ela voltou, cuspiu sangue, muito sangue e respirava como se tivesse puxando o ar

—Lu...cca -Sorriu

Ela está quase morta e sorrindo?

—Vou tirar vocês daqui. -Peguei Ellie no colo e ela negou

—James -Falou com fio de voz -Seu filho.

O que? James? Olhei para o garoto que estava ao lado da minha filha me olhando. James? Salvar Ellie Lucca, depois você vê isso!

—Henry, leva os dois. -Falei subindo o alçapão

—Onde estão -Falou fraca com os olhos fechados -Frederico e Daisy?

—No carro, pode deixar que vou resolver isso

—Não seja o mostro -Parou para respirar -Que eles acham que você é.

—Não fala Ellie, fica quieta. -Acelerei o passo ao vê-la virando a cabeça para trás.

Entrei em um dos carros com motorista e mandei ele ir para o hospital rapidamente. Ellie estava no meus braços mas estava gélida e seus lábios roxos.

—Me desculpa...

—Não fala Ellie. -Repreendi

—Eu deveria ser forte -Sorriu respirando com dificuldade -Deveria ter aprendido a lidar com isso. -Falou ainda com os olhos fechados e roxos -Mas... Eu não consigo.

—Acelera essa merda de carro! -Falei sem tirar os olhos dela.

Chegamos em frente ao hospital e corri com ela nos braços, rapidamente trouxeram uma maca e carregaram ela alegando que eu não poderia entrar, apenas dei alguns dados e disseram para esperar alguma notícia.

Eu nunca estive tão arrasado em toda minha vida, meu ódio só aumenta, minha vontade de arrancar a pele de Frederico e tacar sal é o que me alivia. Olhei para o corredor avistando Henry e Louis em minha direção e ao lado o "James" segundo Ellie.

—Sua filha está em observação, fez alguns exames e está esperando os resultados, mas os médicos falaram que está aparentemente bem -Louis falou

—E o menino?

—Ele ficou na pediatria com meu pai -Louis respondeu.

—Lucca, estão todos querendo vir para o Mexico. -Henry falou

—Manda darem um tempo! -Falei estressado

Ficamos um tempo em silêncio

—Acham que o garoto pode ser o James? Meu filho que Daisy tirou? -Falei baixo

—Se olhar para cara dele não terá dúvidas. -Louis disse -Mas já pedimos exame de DNA

—Certo, fiquem com a menina, quero notícias de Ellie antes de ir até lá. -Eles assentiram saindo.

Cansado de esperar, me sentei na vazia e gelada sala de espera esfregando o rosto. Como as coisas podem virar de cabeça para baixo dessa maneira, estava tudo dando tão certo...

Meu celular vibrou no bolso, o peguei olhando o visor. Liesel.

—Lucca! Estou tão feliz! Que ótimo que pegaram elas! Eu não vejo a hora de vê-las

—Nem eu. -Falei calmo

—Não as viu ainda?

—Ellie estava quase morta no chão, virei ela de lado e só então cuspiu sangue voltando, falou meia dúzia de palavras e apagou novamente

—Papai não me disse isso -Falou triste

—Ele não viu.

—E o que ela tem?

—Também quero saber. Qualquer notícia te aviso, fala para Pietro que a irmã nasceu.

—Tudo bem, me liga mesmo.

Desliguei o celular o guardando no bolso

Mas de três horas ali sentado naquela sala gélida até aparecer alguém, um médico com um papel em mãos.

—Lucca... -Me levantei indo até ele

O mesmo começou a caminhar até eu vidro, só então pude vê-la, deitada na cama apagada, diversos tubos ligados em seu corpo, seu rosto cheio de hematomas, olhos roxos e céus, o que fizeram com ela!

—Bom dia Senhor Belluschi, sou o Doutor Ortiz

—Bom dia Doutor, como ela está? -Falei em espanhol

—Fizemos na paciente uma radiografia de crânio nela e foi confirmado o que eu temia, Ellie Belluschi, sofreu traumatismo craniano com a pancada. Sorte ou azar, eu não sei, a fatura foi simples, isso é, não abriu a pele, o que pode curar com alguns dias de repouso. Mas isso não é só, Ellie está em coma.

Coma? Ellie está em coma?

—Não tem como saber quando ela volta? -Falei desesperado.

—Ela pode voltar hoje ou daqui a meses, nunca se sabe.

Notas finais
Espero que esteja tudo certinho, pesquisei muito para por esse capítulo, estou quase uma médica kkk O que acharam? Espero que tenham gostado! Obrigada pelos comentários anteriores e aguardo ansiosamente as sugestões, dicas, e comentários construtivos