Mundo da Máfia (1º Temporada)
45 Capítulo 45
Notas iniciais
Capítulo 45
POV Lucca
Passei o dia resolvendo a transferência de Ellie para Italia, meu pai pediu que eu esperasse ela acordar mas resolvi que não, queria a transferência logo, preciso ver Pietro, levar a bebê e James, meu filho, para casa. O teste do exame confirmou que ele é meu filho, como Daisy pode esconder ele de mim. Sofri tanto pela suposta morte e aqui está ele, minha cara e um menino incrível. Conversamos com ele e o mesmo contou tudo sobre os dias que Ellie ficou em cativeiro. Fui ver minha filha essa manhã a primeira vez.
Nunca vi uma menina assim, ela é linda, cópia de Ellie, o que muda são os olhos, são mais claros e maiores como os meus. Sua pele bem clara e sua bochecha rosada, apaixonante, seu cabelo castanho claro. E eu pensando que tinha perdido meus dois filhos, eles estão aqui! Os dois, vivos e com saúde.
Finalmente pude entrar no quarto de Ellie, com a roupa adequada e na hora certa o médico deixou eu entrar alegando que eu tinha meia hora. Me aproximei dela em sigilo. Só então pude observa-la melhor.
O grande corte na parte inferior do seu rosto já fechado por pontos, sua maçã do rosto sempre rosada, deu lugar ao um hematoma enorme. Seu olho direito totalmente roxo com um corte no supercílio. Sua boca meio aberta com um tubo ali
—Oh Ellie. Eu sinto muito! -Falei apavorado com seu rosto -Volta para mim, preciso de você. -Cheirei os cabelos dela -Vamos para Italia hoje -Avisei
Passei a mão no seu braço, suspirando, por que não comigo? Por que fizeram com ela? Sentei na cadeira e segurei a mão dela
—Quero agradecer você Ellie -Tampei a mão dela com a minha tentando aquece-lá -Por me dar tudo o que eu sempre quis, um amor que me consume por inteiro, e cada dia que passa, eu me apaixono mais por você, não há nada mais que eu poderia querer. -Beijei sua mão. -Você é a pessoa mais forte que já conheci -Olhei para seu rosto machucado -A mais incrível, a mais linda. -Suspirei -Não demora a voltar, estamos sentindo sua falta.
Deitei o rosto na beira da cama ainda com a mão dela sob a minha
—Senhor Belluschi, o tempo acabou. -Suspirei fundo assentindo -Temos que prepara-lá para viagem.
Levantei da cadeira e beijei a testa de Ellie e sussurrei um "eu te amo". Sai do quarto olhando para ela.
—O doutor da Pediatria lhe aguarda, parece que sua filha está liberada
Andei pelo corredor claro, muitas pessoas para lá e pra cá de todos os tipos jeitos e características. Entrei no elevador indo para o andar de cima, o andar da Pediatria. Assim que a porta abriu me redirecionei até a sala onde estava minha filha. Logo de primeira vi Jonh, Henry e James sentados esperando.
—O médico lhe aguarda. -Jonh falou se levantando e vindo atrás de mim, e assenti entrando na sala.
—Senhor Belluschi, bom dia! -Sorriu e apenas fiz um gesto com o rosto -O resultado dos exames saíram, felizmente deram todos resultados animadores! -O senhor já pode levá-la para casa.
—Certo... Como bebês reagem a viagens de helicóptero?
—Como ela é pequena, na hora de decolar só dar mamar que vai aliviar a tensão no ouvido. E a certidão dela? Temos um cartório ao lado do hospital
—Não, não tenho nome ainda.
—Mas ela precisa ser registrada para viajar
—Não precisa, o helicóptero é particular.
—Filho, por que não registra ela logo?
—Prefiro esperar -Falei seco
—Vai deixar sem um nome? -Jonh perguntou
—Ellie sabe o nome, eu não, quem tem que escolher é ela. -Resmunguei já furioso
Peguei minha filha que estava toda vestida com um enorme laço rosa na cabeça. Olhei e sorri
—A enfermeira que vestiu ela -O médico explicou sorrindo
Ela me olhava com os enormes olhos de Lucca e chupava o polegar com o rosto emburrado. Vamos para casa neném. Enrolei ela na manta rosa e coloquei-a deitada em meus braços.
Olhei para Henry que sorria ao ver minha filha.
—Ela é linda. -Sorriu -Vai dar uma ótima namorada para Jeff
—Não acredito que você tem coragem de falar isso na minha frente! -Falei indignado -Não começa a arrumar namorado para ela não, seu filho da puta. -Fomos andando pelo corredor. -Mike já comprou o que eu pedi?
—Sim, está nos esperando. -Jonh me respondeu.
Chegamos no estacionamento do hospital e meu pai se direcionou para o R8 preto entrando no banco do motorista, Henry entrou no carona e eu fui atrás com James e minha filha.
—Ellie falou sobre o nome dela? -Perguntei e James ficou pensativo
—Ela disse que o apelido é Nina.
Olhei para ela que estava quase fechando os olhos em meus braços
—Ela parece com você -James me olhou -E eu -Sorriu -Nós nos parecemos né?
—Tem dúvidas? -Sorri -Quando chegarmos em casa, te mostro uma foto minha pequeno.
—Me lembro direitinho, você tem tudo do seu pai -Jonh falou -Inclusive o jeito.
—Sério? -Inevitável não sorrir com James -Se andar na rua, vão saber que você é meu pai. -Sorriu
—Claro que vão! -Falei certo
Ele se ajoelhou no banco e me abraçou -Retribui sorrindo
—Gosto de ter um pai, um pai de verdade. -Me soltou e olhou nos meus olhos -E eu também gosto de ter tia Ellie, mas eu não sei se ela gosta que eu chame ela de mãe
—Tenho certeza que ela não vai se importar.
—Ela podia estar acordada, dorminhoca né? -Meu pai riu com a pergunta juntamente Henry
—Eu também acho. -Falei sorrindo
—Ela só ficava deitada lá, só fica dormindo. Acho que já sei quem Nina puxou.
—Nina dorme muito? -Perguntei e ele assentiu
—Eu puxei o pai e a Nina a mãe -Sorriu -Ai ai, to adorando ter pai. -Balançou as perninhas no banco do carro.
O carro parou na parte lateral da casa e descemos já avistando o helicóptero
—Onde vamos? -James disse me dando a mão
—Para Italia.
—De helicóptero? -Perguntou
—Sim. -Respondi ajeitando Nina nos braços
—Meu sonho é voar nesse! Eu tinha um lá na casa da Tia Onelia, só que os meninos quebraram.
—Por que fizeram isso?
—Acho que porque eles queriam um também
—Eu dou um para você tudo bem? -Falei segurando sua mão ao subir no helicóptero
—Não precisa, estou dentro de um de verdade. -Olhou para tudo ao entrar -Pode sentar na janela?
—Claro, sente aonde quiser.
—Aqui Lucca -Mike me entregou a bolsa -Tudo que você pediu está aqui e a cadeirinha ali. -Apontou para o banco
Olhei para Nina que dormia com a boquinha semiaberta com o polegar ali. Levei ela até a cadeirinha e coloquei ali cobrindo-a, sentei ao lado dela e de James ao mesmo tempo. Ellie vai sair daqui por volta das seis, tentei ir no mesmo helicóptero que ela mas tenho que ir com meus filhos, então deixei que ela viesse com os médicos, mesmo não gostando, afinal, ela pode acordar em qualquer momento e tem que me ver primeiro, para não se preocupar ou ficar nervosa por ver que não está sozinha.
Suspirei quando helicóptero decolou. Boa viagem Ellie!
Nina mamou dez vezes durante a viagem, ela não gostou muito de viajar não, se irritou com o tempo lá dentro e chorou muito pela pressão no ouvido, fico louco pois não sei o que fazer quando ela começa a chorar. Diferente de James, que dormiu toda viagem.
Ó helicóptero parou na parte traseira da nossa casa e James saiu com cara de sono e esfregando os olhos, e eu peguei a cadeirinha com Nina dentro.
—Já estamos na Italia? -Perguntou com sono
—Sim. -Fomos andando na direção da casa -E aqui é sua casa.
—Minha casa? Você mora aqui? -Sorriu
—Sim.
—Eu posso entrar na piscina?
—Claro, a casa é sua.
—Lucca! Oh! Meu irmão! -Liesel correu me abraçando -Que saudade Lucca! -Beijou meu rosto
Ela olhou para meu lado observando Nina.
—Oh meu Deus! Ela é um sonho! Eu estou apaixonada! -Passou a mão no rosto de Nina que dormia -Quando ela acordar eu não vou mais soltar!
Ela olhou para James sorrindo e ele se deu um passo para trás envergonhado, Liesel se abaixou até ele.
—Você deve ser o James! Me dá um abraço? -Liesel abriu os braços sendo abraçada por James -Sou Liesel, sua tia, irmão do seu pai,
—Sou James, seu sobrinho, filho do seu irmão -Sorriu e Liesel gargalhou
—Prazer James, vem! Vou te apresentar meus filhos, vai adora-los, ah tem seu irmão também! -Falou dando a mão para James.
Continuei andando atras deles até entrar em casa, minha mãe estava na sala conversando com Caille.
—Filho! -Se levantou -Que saudade de você meu menino! -Me abraçou -Você se machucou? Está tudo bem?
—Fisicamente sim. -Ela me olhou com dó
—Eu sei que é difícil filho. Mas vai dar tudo certo, Ellie vai ficar bem! -Apenas assenti suspirando
—Oh meu Deus! -Olhou para Nina -Ela é um sonho! Olha esse rostinho!
Minha mãe ficou por um tempo olhando para Nina e Caille veio olhar também se apaixonando.
—Mãe? -Perguntei depois de um tempo -Mãe! Está chorando?
—Oh filho! É muita emoção! Em uma hora seus dois filhos que você sempre quis estão mortos, em outra estão os dois vivos! E lindos!
Nina abriu os olhinhos pelo barulho
—Oh meu Deus! Os olhos dela! São iguais os seus Lucca! Me dá ela, vá dormir, eu fico com ela.
Minha mãe pegou Nina da cadeirinha ajeitando-a no colo.
—Papai? -Olhei para trás ao ouvir a voz de Pietro -PAPAI! -Pietro gritou correndo
—Garotão! -Peguei ele no colo o abraçando -Meu menino! Que saudade de você! -Beijei seu rosto.
—Também papai. -Falou ainda com o rosto no meu ombro -Onde está a mamãe? -Tirou o rosto me olhando
—Descansando no médico
—Pode ir ver hoje?
—Não filho, ela está dormindo
—Quando ela acordar pode?
—Claro que sim
—Onde tá minha irmãzinha?
Apontei com o rosto para o sofá e ele foi até minha mãe sem tirar os olhos de Nina. Ele abriu um sorriso enorme.
—Ela saiu da barriga da mamãe! -Olhou apaixonado -Oi bebê. -Beijou a bochecha de Nina e abraçou -Ela parece comigo vovó?
—Sim. -Anabelle sorriu -O cabelo dela é igual o seu
Pietro passou a mão nos cabelos de Nina, tudo com delicadeza e carinho
—Qual é o nome dela filho? -Anabelle perguntou
—Apelido é Nina, o nome eu não sei. -Respondi
—Nina? -Pietro perguntou -Eu gosto -Passou a mão no rosto dela
—Cade o neném? -Jack se aproximou
—Não! Não pode ver -Pietro foi até Jack fechando os olhos dele
—Para Pietro! -Fez biquinho -Dinda falou que eu pode' ver.
—De lá -Apontou para longe -Ela é neném, pequenininha e não pode assustar
—Não Pietro! -Resmungou se aproximando.
Jack chegou perto e colocou a mão na boca
—Ela é petenininha' -Sorriu -Oi petenininha'
Nina olhou para Jack ainda chupando dedo
—Tira o dedo petenininha' -Jack pegou na mãozinha de Nina
—Não Jack! -Pietro empurrou -Não pode encostar!
—Filho! Deixa ele mexer nela! -Repreendi
—Não pode papai, ela é desse tamanho! -Mostrou com a mão.
Anabelle começou a rir sem parar e Caille igualmente.
—Pietro é você todinho quando era pequeno -Sorriu -Com ciúmes da Liesel com Mike.
—Mas ele perturbava mãe -Expliquei
—Ele só brincava com ela Lucca.
—Que seja.
James desceu as escadas com Jeff bem devagar.
—Ela que é minha irmã -Mostrou para Jeff
—Ela não é sua irmã -Pietro falou
—É sim. -James chegou perto dela e Pietro negou
—Papai! Ele tá falando que ela é irmã dele!
—Mas é filho, vocês três são irmãos! -Expliquei
—Ah não papai! Ela é minha irmã, dele não. -Falou com a voz de dengo dele
Pisquei para James que sorriu assentindo
—Ela é sua irmã então tá Pietro? -Falou com paciência
Sorri para ele que retribuiu
—Então essa é minha prima... -Eden chegou observando -Gostou dela mãe?
—Claro filha -Caille sorriu -Por que não gostaria?
—Porque ela quer tomar meu lugar.
Sorri
—Óbvio que não, ela nem sabe o que é isso Eden.
—Ela tem o olho azul mamãe, igual o meu!
—Ela não tem culpa, puxou o do seu tio.
—Então ela não escolheu?
—Não.
—Mãe, vou dormir um pouco para ir mais tarde no hospital, você fica com ela? -Perguntei e Anabelle assentiu -James, qualquer coisa só chamar, ok? -Ele assentiu fazendo carinho em Nina.
Subi as escadas ouvindo a faladeira na sala, como Ellie gostaria de estar aqui, ela amaria ver todos juntos. Como quero que ela volte logo, cada minuto longe mais louco eu fico, quem diria que eu me apaixonaria tão loucamente, a primeira e única mulher que eu quero e vou amar em minha vida. Por ela eu espero o tempo que for, aprendo a conviver com essa saudade absurda. Porque sei que vai valer a pena quando estivermos juntos.
[...]
—E hoje papai, posso ir? -Pietro perguntou
—Eu também quero ir! -James completou
—Hoje também não. -Expliquei colocando o casaco.
—Nunca pode papai.
—Lá não é lugar para criança filhos. -respondi arrumando a blusa
—Mas faz duas semanas que ela está lá! -James retrucou
—É papai, duas semanas! -Pietro falou certo
—Não podem ir! Quem vai olhar Nina?
Olhei para cama observando ela deitada mexendo nas mãozinhas.
—É James! Tem te' cuidar da Nina! Palece' que não pensa! -Pietro falou enfurecido -É isso papai, vamos cuidar da Nina!
Sorri pegando-a no colo
—Vamos para seu quartinho Nina. -Beijei a testa dela -Vou lá ver a mamãe e você vai ficar com seus irmãos. -Ela apenas me olhava observando os movimentos de meu rosto.
Desci as escadas ouvindo James e Pietro vindo atrás de mim
—Cuidado com a escada Pietro!
—Pode deixar papai, faço isso faz muito tempo. -Sorri
Peguei o carrinho de Nina que estava na fim da escada e coloquei ela procurando Liesel pela casa
—Liesel! -Gritei
—Oi! -Veio da cozinha dando com Jeff no colo
—Mais uma para você!
—Ah! Ela é quietinha, pode deixar. -Olhou para Nina sorrindo -Ohhh minha Nininha! Foi seu pai que escolheu essa roupa de princesa foi?
—Foi os meninos -Respondi -Só dei banho. E meus meninos vão te ajudar a cuidar dela.
—Ah não! -Pietro protestou -Nós vamos cuidar e dinda vai ajudar!
—É Lucca! Não seja burro! -Liesel falou sorrindo
—Foi mal. Vou lá irmã, ver como está minha bela adormecida. -Beijei a bochecha dela e passei a mão no cabelo de Jeff -E vocês se comportem! Lembrem o que o papai disse, vocês são o exemplo da Nina. -Os dois assentiram sorrindo -VAMOS PAI. -Gritei me direcionando para o carro.
—Filho! Tem que ver o carro que acabei de comprar! -Meu pai disse me acompanhando
—Depois me mostra! Vamos logo ou perderemos a hora. -Falei entrando no banco do motorista.
—Vamos demorar lá? Tenho que Buscar meu novo automóvel -
—Não precisa ir pai. -Falei colocando o carro em movimento
—Vou com você filho.
Não falamos muito no caminho, minha vontade de chegar logo para falar com Ellie é muita. Mesmo que ela não me responda, eu converso com ela pois gosto de pensar que ela está ouvindo.
Ó estacionamento do hospital estava cheio de carros, nos dias de visita sempre fica assim. Entramos no hospital e apenas assenti para recepcionista, ela ja está acostumada a ver minha cara de infelicidade sempre que dá. Subi para o último andar e vi o médico ali em frente a sala me esperando
—Pensei que não viria! -Sorriu apertando minha mão -Como vão Senhores Belluschi?
—Vou indo. Já posso vê-la?
—Claro que sim. Entre.
Eu entrei no quarto e meu pai ficou conversando com o médico. Ellie estava ali, na mesma posição, não parece que os médicos mexeram nela, sua mancha no olho já clara, o corte no rosto já fechado e seu rosto bem fino e pálido, seus braços descobertos com alguns hematomas.
—Olá meu amor. -Beijei a testa dela -Estão te tratando bem? -Sorri -Estou com saudades, nossos filhos, nossa família, você não para de dormir amor!
—Filho. -Ouvi a porta do quarto abrindo. -Quando acabar aqui, vamos logo batizar sua filha. Coloca Nina mesmo. Ó cartório é aqui atrás.
—Já disse que vou esperar Ellie escolher
—Você não sabe se ela vai acordar Lucca!
—Eu não sei o nome! Não sei o nome da minha filha!
—Valent...ina -A voz fraca soou
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