Notas iniciais
Mil desculpas! Desculpa q demora. Eu escrevi e reescrevi esse capítulo zilhões de vezes mas eu não queria deixar muito mentiroso sabe? Queria algo real! E eu acho que consegui. Apresento vocês... A menina BOA LEITURA E OBRIGADA PELOS COMENTÁRIOS MARAVILHOSOS! Me emocionei!

Capítulo 42

Pov Ellie

Oh céus, isso não é xixi!

Instantaneamente minha respiração ficou ofegante, eu não sei o que fazer! Nunca fiquei tão nervosa em toda minha vida. Não sentia nenhuma dor insuportável e sinceramente não faço ideia se isso é normal. Encostei na barriga sentindo-a contraída. Levantei a blusa para olhar e nossa, está muito rígida!

Uma dor muito forte, inexplicável, e tudo o que podia fazer era apertar o colchonete com força e morder o lábio inferior. Eu não queria isso! Não queria passar por esse momento sozinha, na verdade eu não sei passar por isso.

A dor voltou, porém com mais força. Desabotoei a calça jeans e desci ela, controlando minha respiração. Não sei o que fazer, acho que essa hora que as pessoas tomam remédio para não doer tanto.

No parto da Liesel, foi cesariana e mesmo assim eu não vi como eles fizeram para tirar o neném dali.

A dor só aumenta cada vez mais, estou cerrando meus dentes um no outro tentando de alguma forma pensar em outra coisa. A dor ia e voltava, cada vez mais intensa. Por que essas coisas só acontecem comigo?

—Não poderia esperar um pouco minha menina? -Perguntei com a voz cansada

E a dor voltou, porém com mais força

—Já vi que não. -Resmunguei

Encostei às costas na parede e abaixei a cabeça tentado controlar a respiração, que a essa altura estava incrivelmente ofegante. Choraminguei alto. Oh céus, Lucca podia estar aqui, ele vai perder o nascimento dela, ele queria ver ela nascer.

Pietro ficará louco quando souber que ela já "saiu" como ele diz. Oh meu menino!

Flashback On

—E hoje mamãe, falta quantos dias?

—Hoje falta trinta dias. -Falei não convencida

—Ela vai gostar de mim? -Pietro passou a mãozinha na minha barriga.

—É impossível não gostar, quando ela nascer, eu vou contar pra ela quantas vezes por dia você beija minha barriga, quantas vezes você pergunta quanto tempo estava faltando pra ela nascer. Sua preocupação pra saber se ela esta bem, e vou dizer que você sempre foi apaixonado por ela -Ele abriu um sorriso enorme

Flashback Off

Um soluço alto veio em minha garganta. Eu não posso deixar ninguém saber dela, tenho que fazer silêncio.

Os passos no andar de cima me deixaram mais nervosa. A luz de fora foi acesa e nessa hora eu tive certeza, eles já sabem! Vi os pés de Daisy na grade e fechei as pernas na mesma hora choramingando

—Como eu esperava Lucca, sua filha está nascendo. -Olhei para porta destrancando assustada

Lucca está aqui? Observei atentamente Daisy entrando com o celular no ouvido e logo atrás dela uma mulher que me olhava desesperada.

—Vamos mulher, tire logo essa criança daí. -Falou com a mulher -A mulher de branco veio em minha direção negando assustada

—Eu não sou obstetra, sou pediatra. Eu só quero ir para casa. -Falou assustada

—Lucca, vou deixar você na linha pois sou gentil, vai escutar os primeiros gritos da sua filha antes de eu mata-lá.

Olhei assustada sentindo dor. E pela primeira vez não quis que minha menina chegasse logo. À vontade de fazer força era incrível, a mulher me olhava assustada, provavelmente não fazia ideia do que estava acontecendo.

—Você precisa abrir as pernas, ou não tem como eu fazer nada. -Sussurrou me olhando com dó

—Abre logo as pernas vadia! -Daisy gritou -Você está acostumada. -Ouvi sua voz de deboche -Estou certa Lucca? -Falou no celular

—Ahhhh -Gritei fechando os olhos

—Respira e quando você sentir vontade, faça força, consigo vê-la. -Me olhou com um fraco sorriso

Eu não consigo mais suportar. Estou exausta, faminta. Preciso ajuda-la a sair, mesmo não querendo. Seja forte Ellie!

Sem pensar apertei o colchão e fiz força na esperança de ver logo minha menina

—Vamos, mais uma vez!

Choramingando baixo eu empurrei mais uma vez já exausta. E foi ali que escutei o choro dela. Abri os olhos e me sentei rapidamente pegando minha menina nos braços, sua pele suja mas bem branca, sua boquinha aberta e seu corpinho esticado. Nunca, na minha vida vi um bebê tão lindo, suas feições lindas mesmo que inchadas. Céus! Minha menina!

—Nasceu! -Daisy falou animada -Agora já posso mata-lá! Tchau Lucca!

Olhei para Daisy desesperada com minha menina nos braços, ela não encosta um dedo na minha menina!

—Você não vai encostar nela! -Falei alto por enquanto a médica mexia no cordão umbilical da minha menina

—Não suporto crianças! Vou deixar ela com você até o dia do acordo, onde matarei as duas na frente de Lucca -Falou sorrindo -Mas deixa o Lucca pensar que a filha está morta.

Neguei com o rosto desesperada.

—Vamos medicazinha! Ela se vira agora.

À médica me olhou ainda assustada e sussurrou um "boa sorte" chorando.

As duas saíram e ficou apenas eu e minha menina, em meus braços encolhida.

—Bem vinda Nina. -Ela me olhou piscando os olhinhos -Gosta de Nina? Você é minha menina, e como não sei seu nome, vou te chamar de Nina, pode ser?

Ela só me olhava com os enormes olhos arregalados.

—Espero que sim. -Ajeitei ela nos braços -Vamos mamar?


Tirei o lençol do colchão enrolando minha Nina que tremia de frio. O olhar que ela transmitia era assustado, ela chupava o polegar com fúria. Observei por longos e incansáveis minutos, não faz nem uma hora que ela veio ao mundo e já a amo mais que a mim mesma, seus grandes olhos arredondados e com a luz do dia, posso ver que são azuis, um azul bem clarinho, ela não tem muito cabelo, são poucos fios escuros.

Ele me olhava atenciosamente, observava cada movimento meu e eu finalmente não me via mais sozinha ali. Meu único pensamento naquele momento era protejer até meu último suspiro, tenho que levá-la para casa, não posso deixar que encostem nela.

Encostei na parede de frente para a porta e a coloquei em meus braços sem parar de olha-lá

—Nós vamos para casa Nina. -Suspirei -Lá é muito legal, e estão todos esperando por você, seus irmãozinhos. -Sorri -Você tem dois, dois lindos irmãozinhos. Tenho certeza que vai amá-los, são príncipes, dois príncipes -Ela apenas me olhava -Você também tem um papai, seu papai é rei, ele manda em tudo, é bastante bonito, e muito bonzinho. -Sorri -Ele sonha com você desde antes de saber que você viria. Ele ama muito a pequena princesa dele. -Falei calmamente

Acariciei sua mãozinha direita.

—Você também tem uma tia, uma linda titia dos cabelos de sol e os olhos de céu. Ela é boazinha e comprou muitas roupinhas desde que descobriu que você estava para chegar, ela falava que era a sua cara sendo que nunca tinha te visto -Sorri lembrando -Seu tio é melhor amigo do rei, ele é muito bonzinho e amigo, faz de tudo para ajudar. -Olhei para seus olhinhos fechando e sorri -Não posso me esquecer da dupla de príncipes, seus priminhos -Sussurrei -Estão loucos para te ver Nina. -Sorri ao ver seus olhos fechados -Todos querem conhecer a nova princesa.

Nunca foi tão difícil dormir, qualquer barulho, qualquer movimento eu abria os olhos assustada. Pode ser paranóia, medo, receio, pode chamar do que for, só não quero correr risco de perder minha bebê. Depois de alimenta-lá, coloquei o lençol sujo na água e enrolei ela no meu casaco limpa. Como não tenho fralda para trocar e não vou dar banho nela sem ter um agasalho para por depois, já que aqui é muito frio, não vou arriscar que minha menina adoeça.

Ouvi passos na porta. Olhei para Nina que cochilava tranquilamente no colchão. Meu olhar variava entre a porta e minha filha deitada ao meu lado. Alguém se aproximou e minha respiração só ficava mais ofegante, até eu ver o rostinho familiar de James.

—Eu acordei essa noite com gritos, ia descer mas Daisy veio primeiro -Sorriu -Hoje você sorri de verdade tia.

—Desculpe por te acordar. -Sorri

—Onde ela está? Ouvi Daisy conversando com Frederico que era uma menina.

Peguei ela no colo levando até a grade. James olhava impressionado com um sorriso enorme.

—Eu nunca vi uma bebê tão bonita. -Falou sem tirar os olhos dela -Como se chama?

—Não tenho nome para ela, apelidei de Nina.

—Ela tem cara mesmo de Nina. -Ele finalmente me olhou -Vamos tirar ela daqui tia?

—Eu também quero, mas não vou conseguir, tenho que destrancar essa porta, e depois passar pelo quintal. -Suspirei

—Isso não é problema. -Me mostrou a chave sorrindo e se levantando

Não estou acreditando que ele conseguiu a chave! Céus! Ó sorriso imediatamente surgiu em meu rosto. Me ajoelhei no colchão por enquanto ele abria a porta, vesti meu casaco e coloquei ela ali dentro, apenas com o rostinho para fora, e ali ela ficou, dormindo calmamente. Peguei a faca ao lado do colchão escondendo na manga do casaco. Me levantei sentindo o cansaço em minhas pernas. Suspirei andando em direção a porta aberta.

—Eu vou poder ir também né? -Sussurrou James subindo as escadas na minha frente

—Óbvio que você vai.

Ele virou o rosto para trás sorrindo e abriu a porta.

—Daisy está dormindo, Frederico está no terceiro andar, no escritório, e eu estou com medo. -Ele me olhou apavorado

—Não fica assim James, vai dar tudo certo. -Falei convincente

O que eu mais quero é acreditar nas minhas palavras.

Abrimos a porta que dava para um quartinho vazio. Saímos do quarto e caminhamos pelo corredor vazio. Coloquei o braço em volta do casaco e uma mão na cabeça de Nina. Aceleramos o passo em direção à porta e conseguimos passar por ela. Controlar minha respiração era quase impossível, o medo e a ansiedade tomava conta de mim. Nina se mexeu e começou o choramingar em meus braços,

—Xiii -Fiz carinho em suas costas para ver se ela se acalmava mas nada, só chorava mais alto. -Se esconde James. -Ele me olhou assustado e correu pelo quintal

Quando eu menos esperava meu cabelo foi puxado para trás e vi dois homens vindo em minha direção. Segurei minha menina e fechei os olhos

—Sua vadia! -Um tapa no rosto -Eu ainda mandei deixar sua filha viva! -Frederico gritou -Devia matar as duas, mas vou fazer isso na frente de Lucca -Sorriu -Tenho um castigo melhor para você

Quando eu menos esperava um soco no rosto, ele ficou dormente na hora. Peguei a faca com uma mão e tentei enfiar nele porém ele foi mais ágil cortando minha bochecha com a mesma. Na hora sentina ardência e o sangue escorrendo pelo meu pescoço.

—NÃO! -James gritou -DEIXA ELA!

—Ah! Então foi você! Você ajudou ela fugir! -Frederico foi na direção dele enfurecido

Levantou a mão para bater em James e eu segurei seu braço.

—Deixa ele em paz!

—Pode ser você então! -Um tapa forte em meu rosto -Leve eles para o porão -Frederico falou para o homem de terno que assentiu pegando meu braço com força -Leva o garoto, fazer companhia à ela.

—Não Frederico, deixa ele aqui -Falei ao ser arrastada para o porão -Ele não fez nada! FREDERICO!

Minha neném choramingava muito, deve estar com fome! O homem alto empurrou a gente para o porão e trancou a porta.

—Desculpe querido. -Falei arrependida -Não devia ter te metido nessa.

—Não fica assim, pelo menos não vou ficar sozinho nessa casa -Ele olhou para meu rosto -Seu nariz está sangrando e seu rosto está muito machucado -Falou triste

Passei a mão sentindo arder, olhei para a mesma vendo muito sangue. Me sentei no colchão e abri meu casaco pegando minha menina e deitando-a no colchão. Ela chorava incansavelmente, se debatia sem parar. Enrolei ela no casaco e amamentei ela, que ficou quietinha.

James me deu uma toalhinha molhada a qual eu passei no rosto sentindo arder

—Por que eles não gostam de você?

—Eles nem me conhecem -Sorri -Eles querem o que é do seu pai

—Eles tem inveja do meu pai?

Pensei um pouco

—Basicamente isso. -Ele sorriu

Nina parou de mamar e à coloquei deitada enrolada no casaco.

—Os olhos dela! -James olhou apaixonado -São iguais os meus!

—São mesmo. Vocês dois tem os olhos de seu pai.

—Eu já fiquei me olhando no espelho por horas procurando alguma coisa que parecesse com Daisy. E adivinha?

—O que? -Falei passando olhando a toalhinha com muito sangue


—Meu nariz se parece com o dela

—Não muito, é uma mistura do seu pai e dela. Você é idêntico a ele, até seu jeito.

Olhei para Nine que chupava o polegar.

—Ela chupa dedo? -Sorriu

—É, ela fica com esse dedinho na boca.

Ele levou a mãozinha até os ralos cabelos de Nina e acariciou. Ela fechou os olhinhos na hora curtindo o carinho. A cena mais fofa que já vi.

—Acho que ela gosta. -Falou parando

Assenti olhando para ela que fazia carinha de choro

—Acho que ela quer mais. -Ele sorriu e antes que ela começasse a chorar, continuou o carinho.

—Eu gosto dela. -James resmungou

—Eu imagino quando conhecer Pietro, Jack, Jeff... Vai adora-los

—Quem é Pietro, Jeff e Jack?

—Pietro é seu irmão e Jeff e Jack são seus primos.

—Como são?

—Lindos como você e amam brincar.

—Eu não sabia que tinha outro irmão. -Sorriu -Quero conhecer logo -Se deitou no colchão ao lado de Nina. -Ela está com sono já?

—Eu acho que sim, os olhinhos estão fechando

James colocou a mão sobre a barriga de Nina e a outra acariciava os cabelos dela. E com o tempo James fechou os olhos. Como Lucca ficaria feliz vendo-os assim. Lucca ficaria feliz se soubesse ao menos que os filhos estão vivos e bem. Meu Pietro, ele deve estar com saudades, fico pensando se ele está se alimentando direitinho pois só comia comigo, só dormia comigo. Céus, como eu quero minha família completa, mesmo que eu não saia daqui viva mas Lucca precisa conhecer os filhos, Lucca vai conhecer os filhos.

Notas finais
Oh céus! E então? Quero sugestões, opniões e principalmente saber o que acharam! Até os comentários e n demoro viu! Beijos