Notas iniciais
Voltei! Bom, amei os comentários que tive mais foram poucos, pensei que gostariam do capítulo passado, descobrir do James e tal, mas pelo visto... Enfim, está mais um aí e novamente é com dois POV'S, espero que não liguem para isso, aguardo vocês nos comentários! Boa leitura!

Capítulo 39

Pov Lucca Belluschi

Desci do helicóptero seguido por Henry, deixei minha Ellie e meu filho lá, sei que ela não gosta que eu deixe-a só em um lugar tão longe no meio do nada, grávida e com uma criança pequena, mas o que vou fazer? Ela, Pietro e essa bebê é tudo que eu mais prezo no mundo, não posso deixar que aconteça nada com eles. Sei que lá é seguro e confortável para eles, pelo menos até eu matar Frederico.

Entrei na empresa recebendo "bom dia" de todas as partes sem responder, eu não estou com humor depois de escutar merdas de Liesel como "você está acabando com minha família" e o choro de Pietro pedindo para eu ficar. Ao contrário de Ellie, que não deu uma palavra, apenas observou Pietro aos prantos. Ver meu menino chorando por conta de Frederico me revolta, e a vontade de enche-lo de bala só aumenta.


As portas do elevador se abriu e andei sem olhar para nada até a sala de Francesco e abri a porta da sala me deparando com o mesmo sentado em frente o computador.

—O que resolveu? -Falei com autoridade

—Senhor Belluschi! -Francesco se virou assustado -Tenho trabalhado muito para rastrear esses telefonemas, até agora descobri que são todos do Mexico, do estado de nãoTenho usado todos os métodos mas é compli...

—Você tem vinte e quatro horas. -Sai da sala deixando Francesco só.

Entrei no elevador descendo, vamos ver como estão meus prisioneiros. Sorri esperando o elevador descer. As portas se abriram e pude ver um segurança de cada lado

—Boa tarde senhor Belluschi -Falaram juntos. Apenas assenti

Entrei na sala onde mais seguranças me cumprimentaram, Matilda e o outro segurança estavam em grades.

—Lucca! Queria mesmo falar com você, tenho um plano! -A voz de Matilda fez eco

—O que quer?

—Primeiramente, quero que saiba que minha intenção nunca foi fazer mal a nenhum de vocês, gosto da sua família, mas sabe como é Daisy! Levando isso em conta, eu não estou nos melhores momentos com minha irmã e odeio Frederico!

Mais animada que o normal.

—Daisy provavelmente está para ir em minha casa, já que eu não atendo mais o celular, pegue-a e façam-a dizer onde Frederico mora. Só cuida de Ellie, Liesel e os meninos, pois querem pega-los, esconda eles!

Sai de perto de Matilda sem falar nada, peguei meu celular discando o número de Henry

—Chame o grupo B, vá até a casa de Matilda e disfarcem, Daisy vai aparecer por aí.

—Pode deixar! -Henry respondeu desligando.

Voltei para próximo da Matilda e do homem de Frederico que prendi

—Você tem algo a me dizer? -Ele me olhou com ódio

—Tenho sim, Frederico vai matar você e toda sua família, vai começar por sua esposa.

Sem pensar duas vezes, tirei a arma do cos e dei um tiro nele. O grito dele foi muito alto e logo depois caiu no chão berrando de dor, dei um tiro em cada parte do seu corpo e escutar os gritos dele me deixava melhor, por último na cabeça, só então ele parou de gritar. Olhei para trás e Matilda estava sentada no chão, atrás das grades, com o rosto coberto com as mãos. Medo talvez.

—Tirem ele dali.


Subi para meu escritório exausto, essa vida está me matando! Frederico não sabe como está me fazendo raiva, e eu com raiva não funciono bem. Meu celular tocou assim que cheguei no escritório

—O que você fez com minha irmã? -A voz estridente que tanto menosprezo

—Olá Daisy! -Mudei de voz fingindo um tom alegre

—Mande Frederico vir falar comigo! Aí sua irmã sai viva

—Deixe a Matilda em paz! -Gritou e desliguei

Disquei o número de Henry que me atendeu no primeiro toque

—Achamos uma mulher lá, ouvimos ela falar no celular com Matilda, o nome dela é Onelia.

—Tragam-a, descobriremos quem ela é

Sentei na cadeira bufando, só Ellie me acalmaria agora, de uma maneira bem prazeirosa. Sorri ao sentir meu membro reagir ao meu pensamento malicioso. Peguei o celular discando o número de minha esposa mas ela não atendeu. Eu instantaneamente me desesperei, disquei o número de Liesel que também não atendeu.

Puta que Pariu!

Disquei o número de um dos seguranças da casa, Luigi e na hora ele atendeu.

—Boa tarde Senhor Belluschi, posso ajudar?

—Ellie e Liesel, onde estão?

—Estão com as crianças na piscina senhor.

—Certo. -Desliguei o celular aliviado

Estou ficando louco! Meu celular tocou e era Henry.

—Estou no subsolo com a mulher.

—Amarre-a já estou descendo.

A porta do elevador se abriu e dei de cara um a mulher e vários seguranças tentando amarra-la. A mulher parecia ser nova mas acabada, morena, cabelos castanhos curtos.

—Deixe-a -Elevei a voz

—Ah, você é o Lucca! -Sorriu para mim -Você é idêntico o garoto!

—O que estava fazendo na casa de Matilda?

—Daisy pediu que eu fosse lá ver onde estava Matilda, e ela ia tentar levar o menino para casa dela no Mexico. Eu não tenho nada com essa história, só fui na casa da Matilda para ela poder arrumar as coisas do garoto.

—Sabe onde ela mora?

—Mexico, Cancun. -Falou com tranquilidade

—Mais precisão

—Prédio se chama Casa Cancún. Ó endereço que chega às cartas é esse.

—Deixa eu ir agora? Tenho dois filhos esperando a janta.

Conseguir o endereço de Daisy nunca foi tão fácil

—Vou pedir que te deixem em casa. -Olhei para ela novamente

—Pegue seu filho Lucca. -Disse antes de eu sair.

Ela certamente é louca!

Pov Daisy


—Vamos logo garoto! -Puxei o garoto pelo olhando para os lados

—Eu quero meus irmãos! -Gritou tentando puxar o braço

Se Lucca me encontrar ele me mata! Olhei para os lados avistando um táxi, fiz sinal e ele parou, abri a porta traseira e empurrei o menino, após ele entrar, foi minha vez, bati a porta e pedi que seguisse para o aeroporto.

—Eu não quero ir com você, sua bruxa! -Me olhou com os pequenos olhos azuis

—Você não tem escolha pirralho, sou sua mãe

—Você não é minha mãe.

—Quem é então? -Perguntei furiosa

—Eu não tenho mãe, só pai.

—Seu pai nem sabe que você existe garoto

—Porque você é ruim Daisy, me escondeu! -Quantos anos esse garoto tem?

Puxei a orelha dele e aproximei da minha boca

—Se você não calar a boca, vou cortar sua orelha. Você não me conhece pirralho!

Ele chegou para o canto se afastando de mim e cruzou os braços olhando para fora do carro pela janela. Só assim pude repara-lo melhor. Mesmo sendo novo, James é bem alto, cabelo bem loiro e a pele clara, a bermuda que ele usava batia até o joelho, as pernas com hematomas e cortes.

—Onde machucou? -Perguntei assustada com o grande hematoma

—Danio me bateu -Falou sem olhar para mim

—Danio? Quantos anos ele tem?

—Quinze

—E por que ele te bateu?

—Ele não gosta muito de mim.

—Você não bate nele não? -Ele negou.

—Aonde vamos?

—Mexico.

—Mas meu pai mora aqui na Italia. Me leva no meu pai. -Me olhou nos olhos pela primeira vez

Seus cílios loiros como o cabelo.

—Você não vai ver ser pai! -Falei baixo para o motorista não escutar

—Por que eu não posso vê-lo? Ele é meu pai! -Falou alto

—Cala sua boca peste! -Belisquei o braço dele

—Não encosta em mim! -Gritou

Meu celular tocou na bolsa. Revirei a bolsa a procura do aparelho, peguei observando o número restrito no visor

—Frederico.

—Onde está Matilda? Preciso que ela vá até a casa dos Belluschi e pegue um deles, as crianças que é mais fácil

—Não Frederico, Lucca pegou minha irmã e Onelia, eu estou com James e não vou voltar! Se você quiser vá até a casa de Lucca e pegue Ellie ou as crianças, não me importa!

Desliguei o celular jogando-o na bolsa

—Chegamos senhora, deu...

Peguei uma nota de cem euros e entreguei para ele saindo do carro com três malas, toda enrolada. Peguei o braço de James e fui para dentro do aeroporto. Por sorte Frederico conseguiu um jatinho particular para levar James comigo.

—O taxi deu vinte euros e você deu cem. Você deu para o motorista oitenta euros e ele nem dirigia tão bem. -Falou convicto

—Cala a boca James e vamos logo antes que o avião vá embora!


Corri até a parte traseira procurando Cecílio, ele me procurava no final do aeroporto com um papel na mão

—Sempre atrasada Daisy, aqui está! -Me entregou o papel -Siga esse corredor é só e entregar para o segurança.

Assenti andando com pressa no corredor, passei pelo homem voada e entreguei o papel, ele liberou a passagem e em poucos minutos eu já estava no jatinho sentada com James ao meu lado de cara amarrada. Encostei a cabeça na mão e dormi.


Flashback On


—Entra lá e faz o seu trabalho! Vá para cama com Lucca. Fica tranquila, ele até que é bonito

Assenti para Frederico e sai do carro. O cassino era o mais famoso da cidade, vinha aqui quase todo dia conseguir cliente. Olhei mais uma fez no celular a foto dele e entrei a procura, o segurança de Frederico disse que ele está sentado no bar de camisa preta.

Todos ali me olhavam maliciosamente. Fui direto ao bar sem olhar para ninguém e me sentei ao lado do homem. Qual seria a melhor maneira de leva-lo para cama do que fingir estar bêbada? Esbarrei nele ao sentar fazendo-o derramar bastante da bebida que ele bebia no chão.

—Quero whisky -Enrolei a voz

Ele me olhou sorrindo. Que homem é esse? Seus olhos bem azuis, cabelo desgrenhado loiro, queixo quadrado e nariz fino. Me dei bem


—Acho que não devia...


Flashback Off

—Acorda Daisy! Chegamos! -Abri os olhos assustada

—Não grita garoto! -Empurrei ele e me levantei

—Eu odeio você sabia? Eu quero ver meu pai

—Nem por cima do meu cadáver!


O carro parou em frente a empresa e desci pegando apenas minha bolsa. Deixei o garoto lá com as duas malas pesadas dele. Entrei morta de cansada e quando vi Frederico, minha vontade era socar a cara dele. Por culpa dele pegaram Matilda!

—Frederico, agora você vai lá na Italia e tira minha irmã do cativeiro de Lucca antes que ele mate ela! -Gritei

—Abaixa o tom de voz vadia! Vou lá matar Lucca mês que vem, aí pego sua irmã

—Mês que vem? -Gritei mas Frederico olhou para trás de mim fixamente, o que me fez olhar também

James trazia as duas malas para dentro com dificuldade, o que fez Frederico rir

—Esse é o filho do Lucca? -Pausou a risada -A cara dele!

—Não fala do meu pai

—Ele defende o pai quem nem sabe da existência dele? -Assenti de saco cheio

—Volta com a mala e coloca no carro, não mandei você trazer! -Falei para James

—Eu não vou levar, muito pesada! Onde é sua casa?

—Não interessa garoto! Agora sai da minha frente vai.

Ele me olhou com desprezo e começou a andar pela empresa

—Não mexe em nada! -Gritou Frederico -Como você vai fazer com esse garoto?

—Ele vai dormir no meu apartamento comigo e quando eu vier trabalhar ele vem também. Olha o tamanho disso, só mandar ele explorar o lugar.

—Se acontecer um ataque ele morre, aqui não é lugar de criança!

—Se morrer é melhor ainda! -Ele sorriu

—Como foi lá?

—Passei na casa de Onelia já com pressa pois meu voo saia as quatro. Pedi que ela fosse na casa de Matilda por enquanto eu arrumava as coisas desse garoto e ela foi. Falou que a casa estava revirada e ainda estava no celular comigo, escutei os gritos. Peguei James e vim embora correndo, eles levaram ela. Sorte que não fui até Matilda, antes ela do que eu. Lucca está ficando inteligente Frederico, ele rastreia todos os números, já pegou um segurança seu, Matilda, Onelia, acha que já não conseguiu arrancar algo que seja da boca deles? Matilda é linguaruda, certamente já contou nossas estratégias! Vamos acabar morrendo, ele vai matar cada um de nós!

—Lucca está esperto! Não por muito tempo! Vou visita-los mês que vem. Quero o bem mais precioso do senhor Belluschi. Ellie!

Notas finais
E então? Mereço comentários? Por favor! Até o próximo e me digam o que acham de dois pov's em um capítulo! Beijoos!