Notas iniciais
Olá meus amores! Obrigada pelos comentários!! Como agradecimento está aí, esse capítulo especial! Querem lencinhos? Vão precisar! Boa leitura!

Capítulo 40

Pov Ellie

—Ela ligou pedindo que eu fosse até ela pois ela não poderia vir -Expliquei calmamente

—Não acho uma boa ideia! -Resmungou nervoso

—Eu faço nove meses daqui a uma semana Lucca, preciso saber se está tudo bem, que dia ela nasce, eu estou sentindo dor já. -Expliquei

—Então venha, pega o helicóptero e venha. Avise a ela que você chega lá as duas. Vou mandar o motorista te buscar lá em casa e nos encontramos no hospital.

—Tudo bem.

—Se agasalhe.

—Ok -Respondi

—Eu amo você menina.

—Eu também te amo. -Falei apaixonada e ele desligou.

Frederico parou de perturbar por um tempinho, o que fez Lucca vir aqui dia sim e dia não, intercalando. Ele foi embora ontem e hoje soube que Jamily não vai poder vir me atender. Falta uma semana para completar nove meses, e já sinto dores, contrações parece, tenho medo de entrar em trabalho de parto nesse fim de mundo, tenho que bater a ultra dos oito meses que ainda não consegui e finalmente Lucca permitiu que eu fosse até o hospital fazer isso.

Jamily disse que as dores são super normais, começam na metade da gravidez, mas como sou um pouquinho atrasada, essas dores chatas -Chamadas de contrações -Só apareceram agora.

Minha menina é agitada, sempre quando escuta a voz de Lucca chuta. Jamily disse que ela é pequena, e por isso que minha barriga não está gigante. Está grandinha e bem pontuda, Liesel disse que é porquê está próximo de nascer. Só de pensar nisso me da um frio na barriga, uma ansiosamente inexplicável de ver minha menina.

Até hoje, com uma semana para o nascimento, não sei o nome dela, Lucca disse os nomes que gosta mas falou que eu que tenho que escolher, Liesel disse que a escolha é minha. E eu não sei como escolher!

Subi as escadas meio torta de dor. Fui para meu closet pegando a única calça jeans que dá em mim, uma blusa preta e um casaco bem quentinho. Vesti rapidamente e peguei minha bolsa preta, a mais leve que eu tenho.

—Mamãe, não demora não. -Pietro me olhou querendo chorar

—Ei, não chora amor -Me ajoelhei com dificuldade -Tenho que ver com sua irmã está! Concorda com mamãe? -Ele assentiu pensativo

—Não demora mamãe -Me abraçou

—Se comporta! Mais tarde eu estou de volta.


Abri a porta da casa me deparando com o helicóptero ali.

—Beijo Ellie, amo você -Liesel me abraçou

—Eu também amo você!

—Me liga qualquer coisa!

—Tchau dindinha -Os meninos falaran

—Tchau amores, até mais tarde!

Entrei no helicóptero me alojando no banco confortável, coloquei a mão sobre a barriga acariciando e sentindo-a mexer instantaneamente.


À pressão no ouvido me despertou, olhei pela janela já vendo minha casa. Que saudade! A porta do helicóptero foi aberta e eu desci. E fui andando para mais próximo a casa, nada mudou tudo como antes. Fui me aproximando do carro escuro do motorista quando escutei o choro de cachorro. Máximus?

—Bom dia senhora Belluschi!

—Bom dia! Eu já volto, vou deixar as bolsas aqui dentro do carro

—Sim senhora! -Falou o motorista abrindo a porta traseira, coloquei a bolsa e fui andando seguindo o choro. Floresta! Ó que Máximus tá fazendo lá?

—Máximus? -Gritei apertando o casaco pelo frio

Ele deve estar na estrada atrás da casa! Oh céus! Lucca disse que tinha levado ele para empresa para ficar mais próximo dele, por que ele mentiria? Sai na estrada deserta olhando para todos os cantos

—Vamos Máximus! Para casa! -O choro parou e senti alguém atrás de mim

Minha respiração ficou pesada e me virei lembrando da primeira vez nessa estrada. Oh merda! Frederico! Andei para trás negando com a cabeça ao ver o sorriso dele. Ele colocou a mão em minha boca e me empurrou para dentro do carro. Onde estava esse carro que eu não tinha visto! Daisy entrou no banco traseiro ao meu lado e Frederico no passageiro, um homem ocupava o volante. Eu tentei abrir a porta mas estava trancada. O carro arrancou me fazendo ficar desesperada.

—Acho que ela pensa que somos idiotas! -Daisy falou me olhando a primeira vez

—Por favor, deixa eu sair!

Daisy fixou os olhos em minha barriga, sua expressão incrédula.

—Você viu isso Frederico? Essa vadia está grávida!

—Ela está o que? -Frederico se virou olhando para minha barriga. O sorriso dele foi involuntário -Pegamos dois reféns de uma vez!

—Não, não! Por favor, deixa eu sair. Me deixa em paz -Gritei sentindo minha neném chutar -Daisy, me deixa ir -Ela me olhou rindo

—Quieta Ellie! -Falou sorrindo -Eu quero matar o neném Frederico, você mata a mamãe! -Sorriu

Céus! O que vai ser da minha filha! Neguei assustada

—EU QUERO SAIR! -Gritei -ME DEIXA SAIR!

—Trouxe alguma droga Frederico? Está me irritando ela! -Daisy falou mexendo no celular

—Eu esqueci de pegar!

—Me deixa ir! -Gritei -Eu estou grávida! Céus, tenham piedade!

—Vou dar um jeito então! -Daisy soltou o celular e com uma mão empurrou minha cabeça contra o vidro do carro

À pancada foi muito forte e logo depois tudo ficou escuro.


Muita dor, estou com muita dor, minha cabeça latejava e abrir os olhos foi quase impossível. Onde estou?

—Lucca? -Gritei

Oh ceús! Coloquei a mão na minha barriga desesperada

—Filha, fala comigo! Mamãe quer ver se você está bem!

Acariciei a barriga recebendo os chutes. Agradeci aliviada. Me sentei no chão olhando para o local ao meu redor. Sem janelas, uma porta de ferro apenas com uma pequena grade em baixo, chão de cimento e um colchão em um dos cantos, uma privada no outro juntamente com um chuveiro. Aquilo me desesperou, nunca me senti tão insuficiente e burra. Me arrastei até as grades na parte de baixo da porta olhei e não dava para ver nada por conta da escuridão. Eu vou morrer aqui!

Eu quero meu filho, quero Lucca!

—Tem alguém aí? -Gritei -Me ajude! Por favor! -Ouvi o eco da minha voz -Me ajude... -Falei mais baixo me deitando no colchão

"Seja mais forte que a sua melhor desculpa querida"

Tia Constance, o que será de mim? O que será da minha menina? Ela está para nascer, Lucca precisa me buscar logo!

Fiquei por longos minutos observando a porta, maneiras de arromba-la mas nada vinha em mente, até que ela se abriu

—O que achou da sua nova casa? -Frederico perguntou ao entrar

—Acho que ela adorou! -Daisy resmungou ao fechar a porta depois de entrar.

—Me deixem ir! -Supliquei

—Estou abismada! Olha em quem Lucca foi fazer filho! Essa garota feia e retardada!

Olhei para ela com desdém

—Cala a boca sua piranha!

Ela veio até mim e puxou meus cabelos

—Acho melhor você ficar caladinha, pois com um chute eu acabo com sua vida, ou melhor, a de sua filha!

—Bom querida Ellie, o que queremos é bem simples. Saber o endereço do quartel de Lucca. E depois você estará livre

—Então me mata -Sussurrei me levantando -Pois de mim vocês não conseguiram nada!

—Eu odeio essa garota! -Daisy gritou -Teremos que torturar, será um prazer Frederico! Torturar vai ser delicioso!

—Vamos dar um tempo para você pensar melhor, talvez com fome você consiga!

—Filho da puta! Idiota! -Falei quando eles saiam e trancaram a porta

—Vamos ver quem é a idiota! -Daisy disse já lá fora -Sai garoto, não quero você aqui! -Daisy berrou e ouvi a outra porta batendo.

Me deitei no colchão novamente, minha menina não está me ajudando, as contrações só pioram no decorrer do tempo e o medo de entrar em trabalho de parto aqui toma minha mente.

—Moça? -Olhei pela grade abaixo da porta e tinha uma criança ali -Tudo bem?


—Olá, qual é seu nome? -Me aproximei da grade

—James.

"O nome dele seria James"

—James? O que está fazendo aqui? Quem são seus pais?

—Daisy é minha mãe, meu pai ela não me deixa conhecer -Falou com tranquilidade -E o seu nome?

—Ellie. -Respondi tentando vê-lo melhor, em vão devido à escuridão.

—Por que você está presa?

—Longa história -Falei insignificante -Consegue me soltar?

Ele se levantou do chão e ficou por alguns minutos em pé, mexeu na porta e se abaixou novamente

—Precisa da chave do cadeado. Desculpa. -Você é amiga da Daisy?

Neguei e ele sorriu

—Eu também não gosto dela. Ela tem mania de me bater, me machuca. Olha o que ela fez -Passou a mão pela grade e pude ver um machucado em seu braço

—Onde está seu pai?

—Na Italia

Não pode ser isso, não! Ele não pode ser o menino de Lucca!

—Sabe o nome dele?

—Lucca -Falou triste -Tia Onelia disse que minha mãe me esconde dele desde que nasci

Oh céus!

—Eu conheço ele.

—Você conhece meu pai? -Perguntou eufórico -Como conheceu? Eu também quero conhecer!

—Sou esposa dele

—Você namora o meu pai? -Assenti -Me leva? Me leva até ele?

—Levo sim, claro! Tenho que sair daqui primeiro. -Fiz careta de dor me ajeitando

—Você está bem? -Perguntou curioso

—É que sua irmã está me machucando

—Minha irmã?

—Sim, sua irmã está na minha barriga

—JAMES? -Escutamos um grito

—Desculpe tia, preciso ir. -Beijou minha mão que estava para fora da grade -Volto amanhã! Dá um beijo na minha irmã!

Sorri com o gesto de carinho de James. Céus, Lucca vai ficar muito feliz quando descobrir que o filho está vivo! Respirei fundo triste, vamos sair daqui menina...

Flashback On


—Eu quero minha mãe! -Gritei

—Você vai levar porrada garota, sai do meu escritório! Antes que eu corte sua garganta -Enrico gritou

—Seu velho nojento! Me leva embora! -Berrei

Em poucos segundo Enrico já estava em cima de mim, segurou meu pulso com força e o torceu. O grito fugiu de mim, não consegui clamar por ajuda, apenas sussurrei em desespero pela forte dor.

—É bom né? -Pegou o outro pulso me puxando -Venha, agora vamos ver você gritar! -Segurando meus pulsos saímos do escritório dele.

Enrico abriu a porta da sala ao lado -Onde em hipótese alguma eu podia entrar -Após entrarmos ele fechou a porta me soltando. O quarto tinha armas e facas em toda a parede do chão ao teto. Antes que eu voltasse meu olhar para Enrico ele me pegou pelos cabelos me empurrando em um buraco no chão. Bati com meu queixo ali gemendo pela dor do meu pulso.

—ENRICO! -Vi ele fechar o lugar que eu entrei

Lugar pequeno e escuro, semelhante à um poço mas não é profundo. Falta de ar, alguém me ajuda!

—TIA CONSTANCE! -Levantei segurando o pulso -ME AJUDA! ME MACHUQUEI!


E hoje completa um ano que vim morar com Enrico, um ano que perdi minha mãe e um ano que estou aqui, em um lugar onde tudo que me importo e prezo deixou de existir e de significar.

Flashback Off


—Tia, acorde! -Ouvi uma voz doce, que imediatamente me fez abrir os olhos

—Olá querido -Falei mais desanimada do que devia

Pela luz, que vinha das janelas do outro cômodo, James, sim certamente era filho de Lucca, o menino tem os olhos azuis como o de Lucca, a pele clara e cílios loiros igualmente o cabelo, seu nariz reto pequeno, perfeito para seu rosto.

—Você está bem? -Falou franzindo o cenho, idêntico ao Lucca!

—Sim -Sorri -Estou

—Mas dá para ver que seu olhar é triste, mesmo quando sorri. -Falou me olhando

—Eu vou tentar melhorar -Resmunguei surpresa

—Não fique triste. Olhe, eu trouxe pra você, peguei na casa de Daisy. Você e minha irmã devem estar com fome. -Passou o pacote de torrada pela grade. -Só não deixa Daisy ver. -Assenti apaixonada por ele, como uma criança pode ser assim?

—Quantos anos tem James? -Abri o pacote de torrada

—Tenho sete. Me conte como é meu pai?

Olhei intrigada

—Claro! -Pensei por alguns minutos -Lucca é uma pessoa maravilhosa, carinhoso, se você estiver triste ele...

Flashback On

—Não adianta me enrolar Ellie, por que está triste? -Lucca virou meu rosto para ele

—Eu não quero falar sobre isso.

—Mas eu quero saber. O motivo desse biquinho perfeito -Encostou os lábios no meu rapidamente

—Fico pensando, como seria minha vida se eu não estivesse ido morar com Enrico. -Pensei um pouco -Se eu não tivesse perdido pessoas queridas.

—Oh minha querida -Acariciou meu rosto -Não fique assim, tudo tem um porquê, nada é por acaso. Se você não tivesse ido morar com Enrico, não teria me conhecido, nem conhecido Pietro. Talvez fosse para o mundo das drogas, como sua mãe. Tem inclusive um poema sobre isso, quando eu achar leio para você! -Beijou minha testa -Não fique triste meu amor.

Flashback Off

—Tia? Você está bem? O que ele faz se você estiver triste?

—Desculpa querido. Ele te anima -Falei sorrindo -Vai gostar dele James -Ele sorriu me olhando

—Quero gostar dele como gosto de você. -Me olhou

Oh céus, não chore Ellie!

Ele colocou a mão por dentro da grade e fez carinho na minha.

Notas finais
E então? Oh céus, estou paralisada com esse capítulo! Quero opniões! O que acharam?? Até o próximo!