Mundo da Máfia (1º Temporada)
31 Capítulo 31
Notas iniciais
Eu não aguento mais esse frio congelando meus dedos, as lareiras e aquecedores acesos todo tempo para manter os gêmeos aquecidos, eles choram de frio. Para dar banho neles é um inferno, não vejo a hora do inverno acabar e finalmente a primavera chegar. O ano novo está próximo e os problemas só aumentam, Carl não para de perturbar nos ameaçando, falando que vai tirar Lucca e Louis da liderança das máfias se contarem para os outros membros da Cosa Nostra que jogamos sujo. Tenho medo que aconteça algo com Lucca ou a família dele, acho essa história de máfia perigosa, vi o que esses caras podem fazer. Não acredito que Lucca consiga fazer coisas tão dolorosas e desumanas por dinheiro, Lucca é diferente, ele não faria maldades como o Enrico fazia com outras pessoas por simples dez mil, para eles, dez mil não é nada.
O resmungo de Jeff me tirou dos meus devaneios
–O que foi menino? -Falei com a voz carinhosa fazendo ele sorrir -Está com fominha é? -Ele sorriu com os olhos azuis igual os de Liesel -Mamãe está dando banho no irmão
Jura Ellie? Dá para notar isso pelos berros que vem do banheiro. Não precisa passar muito tempo com os gêmeos para notar que a personalidade deles são totalmente diferentes. Jeff é um bebê calmo e sorridente, raramente chora, e quando é por uma razão totalmente compreensível, fome. Os olhinhos mais azuis de todos e as bochechas sempre rosadas, seus cabelinhos loiros sempre arrepiados com as bochechas enormes. Jack, a personalidade dele combina bem com o nome forte, reclama de tudo e quase não sorri, Anabelle disse que é idêntico ao Lucca quando era bebê, sempre de cara fechada e não dá muita confiança para ninguém.
–Se tivéssemos vizinhos, o conselho tutelar já estaria aqui na porta, quem não conhece acha que eu espanco, mas não, é só um banho -Liesel saiu do banheiro com Jack no colo
Na compra do enxoval, Liesel comprou as roupinhas todas iguais e ela sempre veste eles iguais. Roupa do dia é um macacão todo de pelinho azul com capuz, toquinha branca e botinhas brancas
–Jack é escandaloso, terá que se acostumar mamãe -Brinquei olhando para Jeff que dormia em meus braços encolhido -Seu bebê anjo já dormiu, vou deixa-lo no berço e ajudar Ada
–Vá sim -Resmungou aconchegando Jack nos braços
Deixei Jeff no berço com uma manta sobre seu pequeno corpo, desci as escadas em direção ao quarto de Ada, Pietro já tem nove meses e está a cada dia mais levado, ele cisma que tem que engatinhar e ''andar'', ele tenta com ajuda das paredes, sendo que está ficando difícil de Ada trabalhar e ao mesmo tempo cuidar de Pietro, por enquanto ele ficava quieto o berço, tudo bem mas agora ele não fica mais. Bati na porta do quarto de Ada
–Ada?
–Ellie, pode entrar!
Abri a porta do quarto encontrando Pietro no chão engatinhando, como sempre, Ada guardava os brinquedos que estavam caídos no chão
–Como está Ada?
–Confusa, não sei por quanto tempo conseguirei trabalhar aqui -Falou triste
–Por que diz isso? -Falei pegando Pietro do chão
–Eu não estou conseguindo fazer as tarefas com ele Ellie, estão me pagando para morar na casa de vocês e dar trabalho com meu filho
–Que isso Ada, não fale assim, gostamos de você e dele também, não precisa pensar em ir embora!
Um silencio se instalou, Pietro segurava uma mecha de meu cabelo com sua pequena mãozinha.
–Ada, onde está o pai de Pietro? -Perguntei curiosa
–Namorei com o pai de Pietro mas muito cedo acabei engravidando e erámos muito novos e acabou que quando descobriu da minha indesejada gravides, sumiu. -Falou se sentando ao meu lado
–Sua família?
–Não sei, sai do orfanato quando completei a maioridade, assim que nasci fui para lá e nunca fui adotada. -Falou sem se importar -Você fica com ele para mim? -Assenti -Preciso resolver uma coisa na cidade e não queria levar ele para ser mais rápido -Falou com seu sorriso contagiante
Ada está acostumada a deixar Pietro comigo quando ele não fica quieto e sinceramente? Amo esse menino! Ada saiu do quarto e eu também sai fechando a porta atrás de mim. Subi as escadas com Pietro no colo ele olhava atentamente para tudo, entrei no meu quarto que estava completamente arrumado e com um maravilhoso cheiro de limpeza, liguei a televisão colocando ele sobre a cama. Pietro usava um casaquinho branco que eu dei para ele, um gorro branco, calça azul escura e meias azuis combinando com as luvinhas
–Mamá' -Falou ao olhar para mim
–Cadê sua mamãe?
Ele olhou para os lados e piscou os enormes olhinhos castanhos fazendo biquinho para chorar. Oh, que amor!
–Mamãe está ocupada. -Falei ao pega-lo no colo
Pietro encostou a cabeça em meu ombro e fiquei balançando ele até sua respiração se acalmar. Olhei para seu rostinho depois de um tempo observando ele totalmente relaxado, coloquei ele na cama com travesseiros em volta e me deitei ao lado fechando os olhos.
–Ellie. -Ouvi a porta sendo aberta com violência -Pietro está com... -Lucca parou de falar assim que viu Pietro ao meu lado
–O que aconteceu? -Me levantei assustada
–Foi a Ada. -Falou com a voz triste -Mataram ela Ellie
Um frio percorreu minha coluna
–O que? Como assim? Onde ela está? Onde foi isso?
–As cozinheiras falaram que ela foi na cidade resolver algo e deixaram o corpo dela na estrada aqui em frente. Só queria ter certeza que não tinham pego Pietro. Cuida dele Ellie, vou atrás deles. -Falou se retirando do quarto
Olhei para Pietro deitado boquiaberta. Não é possível, Ada morreu por causa da merda da máfia! Mais uma vítima inocente disso! O que ela tinha com isso? Por que pegaram ela? Para mostrar do que são capazes? Quem fez isso? Carl? Frederico? São tantas perguntas em vão! Esfreguei o rosto segurando as lágrimas, lágrimas de ódio, minha vontade é de matar esses merdas que destroem famílias para mostrar poder! Esfreguei o rosto revoltada sentindo as lágrimas descendo até escutar o murmuro de Pietro. Olhei para trás vendo Pietro se esticando na cama e abrindo os olhinhos. Ele olhou para os lados e como não viu ninguém começou a chorar.
–Oh amor, não chore! -Esfreguei o rosto e peguei ele nos braços -Deve estar com fome, venha! -Sai do quarto com Pietro no colo e fui em direção ao quarto dos gêmeos.
–Liesel -Falei assim que vi ela na cadeira
–Eu sinto muito Ellie! Meu Deus, o que vai ser desse menino? Sem a mãe? Onde está a família dela? O pai dele? -Liesel falou em desespero
–Ada disse que o pai de Pietro sumiu, e ela não tem família.
–Ellie! -Passou a mão nos cabelos — E agora? -Falou olhando para Pietro
–Agora eu não sei, Pietro precisa de comida e eu não faço a mínima ideia do que dar, temos que cuidar dele Liesel
–Vem cá, tenho leite de sobra. -Liesel pegou Pietro dos meus braços
–Obrigada Liesel. Eu já volto, preciso resolver algumas coisas, não demoro.
–Fique a vontade
Sai do quarto e desci as escadas, a casa estava toda em silêncio, assustador. Ouvi meu celular tocando em meu quarto e fui andando para lá seguindo o som. Encontrei o meu celular sobre o criado-mudo atendendo imediatamente
–Ellie! Quanto tempo querida! -A respiração ofegante é certamente ele, Carl -Vou dar apenas um aviso. Fale para seu maridinho que o que fiz com a empregadinha, não foi nada, avise que eu quero o poder da Itália ou então, eu vou pegar um por um, inclusive você e os queridos gêmeos da família. Ele pensa que é esperto Ellie mas você sabe do que sou capaz.
O ar que eu esperava ter não me veio mais, a mesma sensação de quando aconteceu, a sensação que não tenho à anos
–Acho melhor ser rápida querida, ou eu vou invadir essa mansão de vocês e torturar as meninas da família, nem os seguranças nem Lucca vão me impedir.
Desliguei o celular sentindo um aperto enorme. Nem minha mãe nem Enrico nem até mesmo Frederico conseguiram me deixar tão assustada como Carl. Olhei para o celular ainda em acreditar na ligação que recebi. Percebi que tinha uma nova mensagem e fui verificar ainda me tremendo
De: Ada
14:08
Eles vão me pegar. Não deixe meu filho órfão. Não deixe que ele esqueça de mim.
Ada, uma mensagem de Ada antes de morrer, três horas atrás! Sem pensar disquei o número de Lucca que me atendeu rapidamente.
–Lucca -Sussurrei nervosa -Carl ligou.
–O que ele falou?
–Que quer o poder da Itália, ou vai matar todos nós -Falei com a voz trêmula
–Não se preocupe Ellie. Não saia de casa, vamos pega-lo. -Falou com a voz tensa e após isso desligou.
Eu não posso comentar isso com Liesel para não deixa-la nervosa. Como queria o Lucca aqui, isso me preocupa tanto.
Eu não aguento mais esse frio congelando meus dedos, as lareiras e aquecedores acesos todo tempo para manter os gêmeos aquecidos, eles choram de frio. Para dar banho neles é um inferno, não vejo a hora do inverno acabar e finalmente a primavera chegar. O ano novo está próximo e os problemas só aumentam, Carl não para de perturbar nos ameaçando, falando que vai tirar Lucca e Louis da liderança das máfias se contarem para os outros membros da Cosa Nostra que jogamos sujo. Tenho medo que aconteça algo com Lucca ou a família dele, acho essa história de máfia perigosa, vi o que esses caras podem fazer. Não acredito que Lucca consiga fazer coisas tão dolorosas e desumanas por dinheiro, Lucca é diferente, ele não faria maldades como o Enrico fazia com outras pessoas por simples dez mil, para eles, dez mil não é nada.
O resmungo de Jeff me tirou dos meus devaneios
–O que foi menino? -Falei com a voz carinhosa fazendo ele sorrir -Está com fominha é? -Ele sorriu com os olhos azuis igual os de Liesel -Mamãe está dando banho no irmão
Jura Ellie? Dá para notar isso pelos berros que vem do banheiro. Não precisa passar muito tempo com os gêmeos para notar que a personalidade deles são totalmente diferentes. Jeff é um bebê calmo e sorridente, raramente chora, e quando é por uma razão totalmente compreensível, fome. Os olhinhos mais azuis de todos e as bochechas sempre rosadas, seus cabelinhos loiros sempre arrepiados com as bochechas enormes. Jack, a personalidade dele combina bem com o nome forte, reclama de tudo e quase não sorri, Anabelle disse que é idêntico ao Lucca quando era bebê, sempre de cara fechada e não dá muita confiança para ninguém.
–Se tivéssemos vizinhos, o conselho tutelar já estaria aqui na porta, quem não conhece acha que eu espanco, mas não, é só um banho -Liesel saiu do banheiro com Jack no colo
Na compra do enxoval, Liesel comprou as roupinhas todas iguais e ela sempre veste eles iguais. Roupa do dia é um macacão todo de pelinho azul com capuz, toquinha branca e botinhas brancas
–Jack é escandaloso, terá que se acostumar mamãe -Brinquei olhando para Jeff que dormia em meus braços encolhido -Seu bebê anjo já dormiu, vou deixa-lo no berço e ajudar Ada
–Vá sim -Resmungou aconchegando Jack nos braços
Deixei Jeff no berço com uma manta sobre seu pequeno corpo, desci as escadas em direção ao quarto de Ada, Pietro já tem nove meses e está a cada dia mais levado, ele cisma que tem que engatinhar e ''andar'', ele tenta com ajuda das paredes, sendo que está ficando difícil de Ada trabalhar e ao mesmo tempo cuidar de Pietro, por enquanto ele ficava quieto o berço, tudo bem mas agora ele não fica mais. Bati na porta do quarto de Ada
–Ada?
–Ellie, pode entrar!
Abri a porta do quarto encontrando Pietro no chão engatinhando, como sempre, Ada guardava os brinquedos que estavam caídos no chão
–Como está Ada?
–Confusa, não sei por quanto tempo conseguirei trabalhar aqui -Falou triste
–Por que diz isso? -Falei pegando Pietro do chão
–Eu não estou conseguindo fazer as tarefas com ele Ellie, estão me pagando para morar na casa de vocês e dar trabalho com meu filho
–Que isso Ada, não fale assim, gostamos de você e dele também, não precisa pensar em ir embora!
Um silencio se instalou, Pietro segurava uma mecha de meu cabelo com sua pequena mãozinha.
–Ada, onde está o pai de Pietro? -Perguntei curiosa
–Namorei com o pai de Pietro mas muito cedo acabei engravidando e erámos muito novos e acabou que quando descobriu da minha indesejada gravides, sumiu. -Falou se sentando ao meu lado
–Sua família?
–Não sei, sai do orfanato quando completei a maioridade, assim que nasci fui para lá e nunca fui adotada. -Falou sem se importar -Você fica com ele para mim? -Assenti -Preciso resolver uma coisa na cidade e não queria levar ele para ser mais rápido -Falou com seu sorriso contagiante
Ada está acostumada a deixar Pietro comigo quando ele não fica quieto e sinceramente? Amo esse menino! Ada saiu do quarto e eu também sai fechando a porta atrás de mim. Subi as escadas com Pietro no colo ele olhava atentamente para tudo, entrei no meu quarto que estava completamente arrumado e com um maravilhoso cheiro de limpeza, liguei a televisão colocando ele sobre a cama. Pietro usava um casaquinho branco que eu dei para ele, um gorro branco, calça azul escura e meias azuis combinando com as luvinhas
–Mamá' -Falou ao olhar para mim
–Cadê sua mamãe?
Ele olhou para os lados e piscou os enormes olhinhos castanhos fazendo biquinho para chorar. Oh, que amor!
–Mamãe está ocupada. -Falei ao pega-lo no colo
Pietro encostou a cabeça em meu ombro e fiquei balançando ele até sua respiração se acalmar. Olhei para seu rostinho depois de um tempo observando ele totalmente relaxado, coloquei ele na cama com travesseiros em volta e me deitei ao lado fechando os olhos.
–Ellie. -Ouvi a porta sendo aberta com violência -Pietro está com... -Lucca parou de falar assim que viu Pietro ao meu lado
–O que aconteceu? -Me levantei assustada
–Foi a Ada. -Falou com a voz triste -Mataram ela Ellie
Um frio percorreu minha coluna
–O que? Como assim? Onde ela está? Onde foi isso?
–As cozinheiras falaram que ela foi na cidade resolver algo e deixaram o corpo dela na estrada aqui em frente. Só queria ter certeza que não tinham pego Pietro. Cuida dele Ellie, vou atrás deles. -Falou se retirando do quarto
Olhei para Pietro deitado boquiaberta. Não é possível, Ada morreu por causa da merda da máfia! Mais uma vítima inocente disso! O que ela tinha com isso? Por que pegaram ela? Para mostrar do que são capazes? Quem fez isso? Carl? Frederico? São tantas perguntas em vão! Esfreguei o rosto segurando as lágrimas, lágrimas de ódio, minha vontade é de matar esses merdas que destroem famílias para mostrar poder! Esfreguei o rosto revoltada sentindo as lágrimas descendo até escutar o murmuro de Pietro. Olhei para trás vendo Pietro se esticando na cama e abrindo os olhinhos. Ele olhou para os lados e como não viu ninguém começou a chorar.
–Oh amor, não chore! -Esfreguei o rosto e peguei ele nos braços -Deve estar com fome, venha! -Sai do quarto com Pietro no colo e fui em direção ao quarto dos gêmeos.
–Liesel -Falei assim que vi ela na cadeira
–Eu sinto muito Ellie! Meu Deus, o que vai ser desse menino? Sem a mãe? Onde está a família dela? O pai dele? -Liesel falou em desespero
–Ada disse que o pai de Pietro sumiu, e ela não tem família.
–Ellie! -Passou a mão nos cabelos — E agora? -Falou olhando para Pietro
–Agora eu não sei, Pietro precisa de comida e eu não faço a mínima ideia do que dar, temos que cuidar dele Liesel
–Vem cá, tenho leite de sobra. -Liesel pegou Pietro dos meus braços
–Obrigada Liesel. Eu já volto, preciso resolver algumas coisas, não demoro.
–Fique a vontade
Sai do quarto e desci as escadas, a casa estava toda em silêncio, assustador. Ouvi meu celular tocando em meu quarto e fui andando para lá seguindo o som. Encontrei o meu celular sobre o criado-mudo atendendo imediatamente
–Ellie! Quanto tempo querida! -A respiração ofegante é certamente ele, Carl -Vou dar apenas um aviso. Fale para seu maridinho que o que fiz com a empregadinha, não foi nada, avise que eu quero o poder da Itália ou então, eu vou pegar um por um, inclusive você e os queridos gêmeos da família. Ele pensa que é esperto Ellie mas você sabe do que sou capaz.
O ar que eu esperava ter não me veio mais, a mesma sensação de quando aconteceu, a sensação que não tenho à anos
–Acho melhor ser rápida querida, ou eu vou invadir essa mansão de vocês e torturar as meninas da família, nem os seguranças nem Lucca vão me impedir.
Desliguei o celular sentindo um aperto enorme. Nem minha mãe nem Enrico nem até mesmo Frederico conseguiram me deixar tão assustada como Carl. Olhei para o celular ainda em acreditar na ligação que recebi. Percebi que tinha uma nova mensagem e fui verificar ainda me tremendo
De: Ada
14:08
Eles vão me pegar. Não deixe meu filho órfão. Não deixe que ele esqueça de mim.
Ada, uma mensagem de Ada antes de morrer, três horas atrás! Sem pensar disquei o número de Lucca que me atendeu rapidamente.
–Lucca -Sussurrei nervosa -Carl ligou.
–O que ele falou?
–Que quer o poder da Itália, ou vai matar todos nós -Falei com a voz trêmula
–Não se preocupe Ellie. Não saia de casa, vamos pega-lo. -Falou com a voz tensa e após isso desligou.
Eu não posso comentar isso com Liesel para não deixa-la nervosa. Como queria o Lucca aqui, isso me preocupa tanto.
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