Notas iniciais
Ando ficando triste com os poucos comentários, desculpa se fiquei um tempo sem postar, prometo melhorar isso aí, como estou fazendo. Mas mesmo assim, obrigada a vocês que comentam! Um enorme beijo e boa leitura!

Capítulo 32

–Amigo! Quero encontrar com você o mais breve possível. Antes que eu encontre Ellie primeiro. Ela te falou que tivemos uma conversa? Dez minutos atrás.

–Carl. Pensei que iria continuar com os recadinhos. -Falei seco -Vamos nos ver hoje no meu cassino as duas, te espero lá -Desliguei

–Conseguiu Lucca? -Henry me olhou intrigado

–Peça que prepare as armas. -Henry assentiu e sai

Eu sinceramente nunca fiquei tão ansioso por matar alguém, esse cara já encheu! Mas antes de matar, quero que ele me fale umas coisas, as quais não sei se Ellie me contaria, quero saber porque Ellie tem tanto medo dele, aí eu decida se irei tortura-lo por horas ou por dias. A porta da sala foi aberta

–Qual é o plano? -Henry disse se sentando e colocando algumas armas na mesa. Sorri

–Eu pareço alguém que tenho um? -Falei não me importando -Temos armas o suficiente?

–Sim, está tudo pronto.

–Ele chegou Lucca. -Costa, o segurança do Cassino avisou

–Mande-o entrar. -Dei um gole no uísque

Costa assentiu se retirando. Cassino 97, assim que me mudei para Itália abri o maior daqui, quem está nesse meio sem um bom cassino né? Olhei para porta observando Carl entrando, está bem mais velho do que eu me lembrava de terno azul com uma gravata listrada.

–É um prazer te ver novamente, Está crescido, homem. Agora já sei porque a gostosa da Ellie aceitou casar com você.

Soquei a mesa me levantando e respirei fundo. Tranquei o maxilar e cerrei os punhos

–Fica com raiva quando falam dela é? Se apaixonou na virgem gostosa

Sem pensar duas vezes fechei o punho e dei um soco em seu rosto. Os capangas que estavam atrás dele ameaçaram a vir mas ele levantou o braço mandando parar e sorrindo para mim

–Gosta mesmo dela...Interessante como você é burro. Menos de um minuto com você e já descobri seu ponto fraco. E eu pensando que que você tinha se casado apenas pelo poder da Itália -Passou a mão pelo maxilar -Você tem um soco forte -Sorriu

–Vamos falar do que interessa, certamente você não veio aqui falar da minha vida pessoal.

–A proposta é simples, ou você me da o poder da Itália ou mato sua família, e como sabe, eu tenho poder para isso. Você sabe que não tem opção pois sei que encobriram o Enrico para pegar o poder da Itália e se eu contar para os outros da Cosa Nostra, vocês serão expulsos

–Carl, acho que você está muito confiante em relação a isso. Não sou burro, não tenho porque não deixar as coisas claras para você. Não tem como você fazer nada disso quando se está morto.

Escutamos tiros lá fora e Carl arregalou os olhos

–Suponho que seus seguranças a esse ponto não possam mais te ajudar.

A porta da sala foi fechada e sim, era os dois capangas que estavam atrás de Carl, tinha me esquecido deles

–Acho que os seus também não.

Um disparo em minha direção por um dos capangas de Carl, desviei puxando minha arma do cós e disparando na direção deles, Carl se abaixou atrás da mesa. O mesmo que atirou estava carregando a arma e eu dei uma coronhada com a minha na cabeça dele fazendo-o cair. O outro segurança atirou em minha direção e em um movimento rápido acertei um tiro na cabeça dele. Me virei e dei dois tiros no que estava caído. Ouvi um barulho a mais e dor, Carl acertou meu braço direito. Ouvi meu seguranças arrombarem a porta, mudei a arma de braço e disparei na direção de Carl, como eu queria, feri sua perna

–O senhor está bem? -Um dos meus seguranças perguntou

–Sim, leve-o para o porão com vida!

Me sentei na mesa pressionando o braço. Filho da Puta! Três homens levaram Carl e outros cinco ou seis recolhiam os corpos

–Porra Lucca! Você se machucou cara! Eu devia ter ficado aqui mesmo sem você deixar -Balbuciou Henry ao se aproximar de mim

–Não foi nada Henry, algum homem se feriu?

–Não.

–Como eu imaginava, as armas deles são péssimas, nossa máfia sempre vai ganhar por armas e os homens também são bem treinados. -Pressionei o braço sentindo dor -Vamos torturar? -Falei rindo e Henry assentiu também sorrindo

Desci da mesa e fui seguido por Henry até o porão. O porão do Cassino era literalmente um lugar de tortura, igualmente o que tenho na empresa, uma parede tenho todo tipo de arma, na outra, vários tamanhos de facas, pendurado no teto, correntes na qual uma delas Carl mantinha seus braços presos

–A pergunta é simples e a decisão de quando morrer é sua, pode escolher morrer hoje ou em seis dias aos poucos e sofrendo. O que você fez com Ellie?

Ele me olhou com um sorriso

–O que o amor não faz, resolveu me torturar para tentar descobrir o que ela não quer te contar

–Fala logo!

–Eu já bati, enforquei, desmaiei ela, já abri a cabeça dela umas duas ou três vezes, joguei água quente e tentei estuprar, agora me mata logo -Falou naturalmente me enchendo de ódio

Aquilo me encheu de ódio em uma intensidade, por saber que Ellie, minha Ellie já sofreu tanto nas mãos dele

–Prepare a água quente -Falei para um dos seguranças

–Filho da puta! -falou quando percebeu que faria igual com ele -Me mata logo seu corno!

Me virei para trás pegando uma corda e dei uma volta com ela no pescoço de Carl puxando com força, ele se debateu por pouco tempo até perder as forças e ficar pendurado pelos braços com o corpo mole. Joguei a corda no chão sentindo meu braço doer, merda de tiro!

–Tire esse terno dele -Falei apoiando meu corpo na mesa

Dois dos seguranças que estavam ali foram com uma faca cortando o terno dos braços e deixando-o sem camisa

–A água ferveu? -Alessandro assentiu -Jogue nele

Olhei para Henry que estava de pé ao meu lado sorrindo. Ouvi os berros de Carl ecoando pelo porão

–Pensei que não iria acordar! -Falei irônico indo até ele -Pensei -Uma coronhada -Que já tinha -Outra coronhada com um grito -Deixado a gente -Outra coronhada

Os poucos fios de cabelo que Carl tinha agora são vermelhos, e sangue escorre pelo rosto dele

–Me mata logo Bellusci filho da puta! Você é pior que seu pai e seu irmão juntos, me mata logo maldito!

–Bom...Você tentou estuprar Ellie...Vamos ver o que posso fazer -Fingi estar pensando por alguns segundos -Arranquem o brinquedinho dele.

–O QUE? ESTÁ MALUCO?

–Sempre fui

Disso sinceramente, eu não preciso presenciar.

–Chamei o médico para ver o seu braço -Henry falou por cima dos gritos

–Certo. Sabe como as meninas estão?

–Falei com Liesel faz tempo, ela falou que os três estavam dormindo e ela estava conversando com Ellie -Gritos desesperadores soavam pelo porão.

Ao ver que já tinham acabado a missão e Carl ainda uivava de dor, peguei uma faca e fui na direção dele

–Belluschi, por favor, faca não, pegue a arma e me mate logo

–Sabe por que uso facas? -Enfiei a faca em sua barriga o fazendo berrar -Armas são muito rápidas! -Um corte próximo ao olho direito -Você se juntou com Frederico? -Ameacei com a faca no pescoço dele fazendo-o assentir

–Frederico quer a Itália também -Sussurrou -Governaria com ele se conseguisse

–Só está Frederico? Ou tem mais alguns bostas como você?

–Só Frederico

–Ele que mandou os ataques na minha casa e matar Ada? -Ele assentiu -Está mentindo? -Enfiei a faca em outro lugar de sua barriga fazendo-o gritar

–NÃO! Não tenho porque mentir! -Gruniu

Me virei para trás deixando a faca e pegando minha arma colocando-a na testa de Carl

–Por trás de um triunfo, há sempre uma vingança amigo. Quando chegar no inferno, avisa que eu te mandei -Com isso disparei a arma em sua testa fazendo seu corpo desmoronar -Eu disse que seria fácil, envie o corpo com os pedaços para Frederico.

Sai da sala de tortura deixando os homens fazendo o trabalho, Henry me seguia

–O médico está na sua sala -Assenti subindo as escadas desabotoando meu terno

Após deixar meus braços expostos entrei na minha sala a qual o médico já me aguardava

–Por que eu não me assusto quando recebo essas ligações? -Dr. Avanzo falou

Sorri me sentando sobre a mesa. Dr. Avanzo se aproximou do meu braço examinando. Mexeu por alguns minutos me fazendo sentir dor, meu celular tocava sem parar em algum lugar da sala

–Você teve sorte dessa vez Lucca. A bala não chegou a perfurar, não atingiu nenhum nervo

–Sabia que não precisava de médico. -Falei confiante

–Você nunca precisa -Falou irônico -Os cuidados você já sabe, não é sua primeira vez, qualquer coisa me liga

Dr. Avanzo saiu da sala me fazendo reparar melhor, meu braço com um curativo simples, os homens mortos não estavam mais ali e o que antes estava suo de sangue, limpo, a mágica que eles fazem eu não sei. Se essas salas não fossem aprova de som, iriamos expulsar todos do cassino com os tiros e o idiota do Carl não parava de gritar. Ouvi o toque do meu celular e fui a procura, o encontrei em um canto do chão

–Você está bem Lucca? Henry está bem? Ninguém atende nessa merda! Ellie ligou muito e ninguém atendeu, está na sala e falou que vai te esperar

–Estou bem, já vamos para casa, não se preocupe. -Falei desligando

Coloquei meu blazer e sai da sala

–Henry, sua esposa está te caçando. -Brinquei

–A sua também. Já vamos? -Assenti saindo pelos fundos onde o motorista esperava

Entramos na no banco traseiro do carro preto e em menos de dez minutos chegamos em casa. O carro parou na garagem, Desci do carro sentindo o vento gelado do lado de fora, mas não demorou muito pois entrei em casa me deparando com Ellie deitado no sofá com o rosto totalmente relaxado perdida em um sonho, sobre ela, estava Pietro, com as pernas uma de cada lado do corpo de Ellie e rosto afundado no pescoço da mesma, no chão estava Máximus também dormindo.

–Parece que ganhou um filho amigo. -Henry deu dois tapinhas em minhas costas e saiu subindo as escadas

Sorri e admirei a cena por longos minutos até perceber meus olhos fechando cansados. Me aproximei do sofá onde estavam pegando Pietro dos braços de Ellie. Ele nem se mexeu, simplesmente deitou o rosto em meu ombro mas Ellie acordou assustada se sentando no sofá

–Eu fiquei preocupada -Esfregou os olhos se levantando, beijei sua testa.

Subimos a escadas com Máximus atrás, o cão de guarda de Ellie. Entrei no quarto limpo e cheiroso como sempre, próximo a cama estava o berço de Pietro, que antes ficava no quarto de Ada

–Eu pedi que colocassem ali -Ellie só jogou na cama murmurando

Fui até o berço colocando Pietro lá e o cobrindo logo após

''Ganhou um filho amigo''

Notas finais
Eu quero comentários! Lembre-se sempre que são vocês que me motivam então quanto mais opiniões, dicas, e sugestões mais animada eu fico! Beijoos e até!