Mundo da Máfia (1º Temporada)
30 Capítulo 30
Notas iniciais
Capítulo 30
–Feliz natal minha princesa! Acordei com beijos pelo corpo todo.
–Feliz natal. -Me espreguicei sorrindo
Faz seis dias que a família de Lucca chegou, faz seis dias que eu e Liesel aguentamos as provocações bestas de Jessie. Ela é insuportável e cheia de não me toque. Acha que porque está grávida, as pessoas tem que fazer tudo que ela quiser. Mike a mesma coisa, sempre quando está perto do Lucca fala sobre o filho que está na barriga. Escutei os choros e já sabia de quem era, Jack, só ele chora dessa maneira, berrando!
–Seu afilhado quer você -Lucca disse me beijando -E eu também. Beijou meu pescoço -Como faz?
–Meu afilhado, tem a mamãe dele. -Beijei seu maxilar -Que dá amor e carinho -Outro beijo -E você? Como fica?
Coloquei a mão em seu pescoço aproximado seu rosto do meu e sorrindo. Ele acariciou minha bochecha e beijou delicadamente meus lábios pedindo passagem e eu prontamente permiti aprofundando nosso beijo. Nossas línguas dançaram em uma sincronia, como sempre, e quando o ar se fez necessário, Lucca terminou o beijo com alguns selinhos.
–Todos vivem por uma razão, a minha é você Ellie. Arregalei os olhos e sorri feliz
–Eu amo você Lucca Bellusci.
–Eu também amo você Ellie Monroe
–Usando meu nome de solteira? -Falei sorrindo
–Gosto dele -Beijou meus lábios -O que acha de um banho?
Depois de tomar banho, nos vestimos bem quentinhos, pois o frio estava de matar. Saímos do quarto juntos e já ouvíamos um falatório no andar de baixo. Descemos as escadas encontrando todos na sala
–Tia Ellie! -Eden veio gritando -Eu, eu peguei o bebê no colo!
–Que bebê? -Falei passando a mão na cabeça dela
–O Pietro! E depois eu peguei o Jeff. Eles são pesados, como que se engole um bebê desse tamanho?
Olhei para todos sentados no sofá olhando com os olhos arregalados e sorrindo
–Engolem quando ainda são pequenos. -Lucca falou, Eden olhou espantada
–Eca! Lucca riu
–Pensei que não desceriam! -Liesel falou com o incrível tom de ironia dela -Já não aguentava mais ficar aqui aturando a grávida mais chata do século! -Falou ninando um dos gêmeos
–Ih menina! Não fiz nada! Cadê seu espírito natalino? -Jessie falou com uma voz irritante
–Ele se retirou no momento que você passou pela aquela porta. -Abaixei a cabeça sorrindo
–Filha! -Anabelle falou -Se comporte!
–Tenho paciência não mãe! -Liesel ajeitou Jeff nos braços — "Ah esse bebê está me enjoando" -Imitou a voz de Jessie -Me poupe né? Não aguentei e cai na gargalhada. Liesel se virou sorrindo para mim. -Ellie, pega Jack por favor? Tenho que trocar as fraldas
Assenti pegando Jack no colo de Caille e seguindo Liesel escada a cima. Entramos no quarto dos gêmeos. Liesel pôs Jeff no fraldario
–Não sabe como eu tenho vontade de matar essa garota! Olhei para Jack que me observava com os enormes olhos castanhos e as bochechas rosadas. Sorri
–Ela é chata, não adianta se estressar!
–Por que meu pai não ficou na casa dele aqui na Itália? Por que tem que trazer essa gente para cá? Já basta meu irmão, que é um mosca morta ainda trás a namorada do Mike? Ninguém merece!
–Eles vieram para casa nossa casa, para ver os gêmeos, já que vão embora logo depois do natal
Liesel ficou em silêncio apenas concentrada no Jeff
–Liesel?
–Sim?
–Vou te contar um negócio mas você não pode contar para ninguém. Nem para o Lucca!
Liesel colocou Jeff no berço e veio pegar Jack
–Não vou falar, estou curiosa, fala logo!
–Parei de tomar pílulas.
Liesel olhou para mim com os olhos arregalados e com um sorriso enorme no rosto
–Está brincando? Não acredito Ellie! Eu vou ter um sobrinho?
–Não! Eu parei de tomar anticoncepcional, ainda não estou grávida -Falei sorrindo com a alegria dela
–Vamos escolher nomes?! -Falou pegando Jack e se sentando na cadeira de amamentação.
–Liesel, não estou grávida!
–Se for menino, e vai ser! Acho Charlie bonito! -Falou me ignorando
–Gosto de Elliot. -Entrei na brincadeira -Como tem tanta certeza que se eu tiver um filho, será menino? -Perguntei
–Gosto de pensar positivamente.
–Não seria bom uma menina?
–Não, não uma menina filha do Lucca.
–Por que? -Perguntei confusa
–Lucca é ciumento, possessivo, controlador, autoritário. Imagina como essa criança vai sofrer! Sorri
–Vamos deixar esse assunto para lá. Não gosto de pensar nisso.
–Não gosta de pensar no seu filho? -Liesel falou tirando Jack do peito
–Não gosto de expectativas. Sempre que eu as crio, nunca dá certo.
–Você é louca! -Falou me entregando Jack -Faz ele arrotar para mim? -Assenti dando tapinhas nas costas de Jack
Liesel pegou Jeff se sentando na cadeira novamente
–De meninas, eu gosto de Lola e Nina
Ela não desiste! Sorri
–Não tenho de meninas em mente -Falei tentando sair do assunto
–Você é muito reservada -Resmungou -Henry disse que acharam o lugar onde aqueles homens se escondiam, aqueles que invadiram nossa casa
–Henry te disse isso? -Falei espantada
–Sim, falou que eles conseguiram fugir e já descobriram o líder parece. Bom, não me lembro bem, por que não pergunta ao Lucca?
–Farei isso.
Me levantei colocando meu afilhado no bercinho dele e saindo do quarto. Se Lucca sabe as coisas de Carl, por que não me conta sabendo do meu envolvimento sem intensão no assunto? Isso me irrita muito!
Desci as escadas a procura de Lucca porém ele não estava na sala, lá só estava Jessie com sua barriga mediana para fora e Henry sentado ao seu lado. Passei direto e encontrei Anabelle na cozinha em uma conversa agradável com Ada e as outras cozinheiras
–O que te preocupa Ellie? -Anabelle perguntou notando provavelmente minha feição nervosa
–Ah senhora Bellusci, estou apenas procurando Lucca
–Ele está no escritório com Henry.
–Obrigada!
Subi as escadas com agilidade indo em direção ao escritório. Cheguei na porta grande de madeira escura que estava fechada. Iria bater porém escutei vozes
–Eu só quero ele morto! Quero saber como ele conseguiu foto dos meus filhos! -A voz nervosa de Henry surgiu
–Vamos matar ele Henry, se acalma! Já mandei rastrear os celulares da agenda, vamos pegar ele!
–Espero mesmo Lucca!
A porta foi aberta e olhei para Henry assustada. Merda! Deixei ele passar e entrei no escritório fechando a porta
–Posso saber por que estava ouvi...
–Quem quer saber sou eu por que esconde as coisas de mim? Isso me interessa
–Não queria te preocupar Ellie
–Me preocupa mais o fato de você esconder isso de mim! -Aumentei o tom de voz pensativa -Só vou pedir -Respirei fundo -Que me conte, o que descobrir sobre esse assunto. Quero ficar informada
Lucca me olhou com os lindos olhos azuis
–Pode começar. -Falei segura
–Achamos a sede onde eles se reuniam -Falou sério -Muitas armas, estratégias, fotos, contatos
–Que fotos?
–Da Liesel com os gêmeos saindo do hospital, da nossa casa, sua.
–Como ele conseguiu? -Falei espantada
–As suas provavelmente pegou na casa em que morou com sua mãe, e as dos gêmeos com Liesel, tiraram na saída da maternidade
–Quer as suas fotos? -Assenti
Lucca abriu a gaveta sem tirar os olhos dos meus e pegou um envelope me entregando. Retirei as fotos do envelope analisando, a primeira era uma minha bem nova, um ano mais ou menos com um sorriso enorme e uma boneca de pano suja na mão, sem roupa, apenas de fralda e pés descalços sobre o sofá. A segunda era eu abraçada com minha mãe no lado de fora da nossa casa, uns cinco anos e usava um vestido amarelo, cabelos em uma trança, minha mãe abaixada para ficar do meu tamanho com um hematoma no joelho e um corte na bochecha, cabelos soltos e meus olhos. Nossa, quanto tempo não vejo minha mãe. A terceira foto era minha já com uns quatorze anos, estava na piscina da casa do Enrico brincando sozinha com uma bola colorida.
Entreguei as fotos para Lucca
–Quais foram as estratégias?
–Eles iriam atacar hoje mas como descobrimos, não sei se vão fazer isso, provavelmente não, de qualquer modo estamos preparados
Ao cair da noite, todos já arrumados na sala de jantar, a ceia já estava pronta e posta na mesa, deve estar deliciosa!
–Mas mamãe, por que tem um porquinho na mesa? -A voz de Eden soou curiosa
–Para comer amor. -Eden arregalou os olhos e o mesmo se encheu de lágrimas
–As pessoas comem porquinho?
–Sim.
Eden fez biquinho e começou a chorar
–O princesa, não chore, você não precisa comer o porquinho -Anabelle falou
–Pensa pelo ado bom querida, eles tem um sabor ótimo! -Jessie falou fazendo Eden chorar mais
–Cala sua boca garota! -Liesel disse -Ada, você poderia por favor tirar esse animal da mesa?
–Sim, claro, nos desculpe. -Ada falou pegando a bandeja
E naquele jantar, ninguém comeu o porco, mentimos para Eden dizendo que soltamos ele, e que agora estava com sua família.
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