Mundo da Máfia (1º Temporada)
41 Capítulo 41
Notas iniciais
Capítulo 41
Pov Lucca
Dois dias faz um dia que ele está com Ellie. Frederico está com Ellie. Ele pegou minha Ellie! E a única coisa que penso é em fazer a cabeça dele de troféu sobre minha lareira. Meu filho só sabe chorar, pedindo pela mãe, e ele não faz ideia de que ela foi sequestrada, provavelmente reparou a agitação.
Eu não sei o que fazer, não sei o que pensar, não sei como resolver, Frederico não deu sinal, não me liga falando algo. Se ele quer a máfia Italiana para ele, só pegar! Eu só quero minhas meninas em casa, de preferência vivas!
—Senhor... -A porta foi aberta
—Sai daqui -Falei sem olhar para a porta
—Mas senhor...
—EU MANDEI SAIR! -Taquei meu copo contra a porta
Fui até a garrafa e coloquei mais whisky em um novo copo. Um gole.
Bateram na porta e logo após foi aberta.
—Já mandei sa... -Parei quando vi minha mãe
—Meu querido! Olha só para você! -Me abraçou -Faz quanto tempo que não dorme? Essas olheiras
Me encostei na mesa apoiando os braços ali e abaixando a cabeça
—Seu menino Lucca, está chorando lá fora, não estão conseguindo acalmar ele
Olhei para minha mãe e andei em direção à porta escutando o choro, quarto dele. Antes que eu entrasse, escutei Liesel falando
—Sua mãe viajou querido.
Abri a porta do quarto e ele me olhou rápido. Fui até ele o pegando no colo. Seu rosto vermelho de choro. Ele deitou a cabeça em meus ombros e não falou nada, apenas soluçava, como se estivesse parando de chorar. Andei até o escritório, onde minha mãe não se encontrava mais. Me encostei na mesa segurando Pietro com um braço só. Por alguns minutos ficamos ali, o único som era dos soluços de Pietro.
—A mamãe não viajou. -Falou convicto
Eu sinceramente não sei o que dizer, então minha única reação foi o silêncio. Pietro em momento algum olhou em meus olhos, continuou deitado em meu colo, até eu ouvir sua respiração leve. Abri a porta do escritório e o levei para o quarto dele, coloquei na cama e o cobri. Respirei fundo e sai dali.
Essa não era minha casa, com mais de dez pessoas, incluindo crianças, não se ouvia nada, um silêncio ensurdecedor. Eu preciso fazer algo, preciso ajudar Ellie, preciso pegar minhas meninas. E não vou esperar Frederico entrar em contato, preciso agir.
Tem seguranças no apartamento de Daisy, e em todos os lugares do Mexico. Francesco já rasteou todos os números, já fui atrás de todos, celulares velhos usados apenas para uma ligação e jogado fora. Não posso deixar Pietro aqui, ele precisa de mim. Ó barulho do meu celular tocando me fez correr até meu escritório para atende-lo
—Lucca! -A voz irreconhecível
—ONDE ELA ESTÁ?
—No momento em algum lugar, sem comer a três dias
Fechei os olhos passando a mão nos cabelos
—Você quer a Máfia Italiana? Ela é sua. Só me entregue ela!
—Quero mais que isso.
—Só me deixe saber se ela está bem, deixe eu falar com ela!
—Não.
—Como vou saber se ela está bem?
—Seguinte -Falou calmamente -Conhece os peitos dela? Posso te mandar um deles por correio.
Fechei os olhos e serrei o punho.
—Frederico, vamos tratar disso como homens, solte Ellie e venha conversar comigo.
—Vou, claro que vou. Mas ela não, ela fica até eu conseguir o que quero. Saiba que estou torturando-a nesse tempo
—MAS QUE MERDA VOCÊ QUER?
—A Cosa Nostra. -Disse com simplicidade -Mate os donos das outras, convoque uma reunião, e mate todos eles.
—Tudo bem. Farei isso, como entro em contato com você depois?
—Te ligo em quarenta e oito horas. -Desligou
Guardei o celular no bolso e desci as escadas, estavam todos na sala em silêncio sentados no sofá.
—Pai, liga para todos da Cosa Nostra, diga que faremos uma reunião.
—Por que? -Meu pai se levantou
—Frederico ligou. -Disse seco
—E então? O que ele quer.
—A Cosa Nostra.
—Mas... Meu filho, isso é impossível!
—Ele não precisa saber pai. Vamos apenas chamar reforço. Não é isso a Cosa Nostra? Uma grande família. -Falei esnobe.
—Você está ficando louco filho! -Sussurrou Jonh
—Ele disse que só me entregava ela quando a Cosa Nostra estivesse no comando dele.
—Temos que ter paciência!
—Paciência não é uma das minhas virtudes
—Oh meu Deus, se acalma meu filho -Minha mãe veio até mim, vamos resolver isso, tem que ter paciência!
—A minha já se esgotou. Vou para ó Mexico. -Coloquei a mão no bolso e conferi que meu celular estava ali.
—Vou com você Lucca. -Henry pronunciou levantando-se
—Amanhã vamos para lá filho, boa sorte.
—Tome conta de Pietro Liesel.
Fechei a porta de casa.
Dentro daquele avião foi as piores horas da minha vida. A agonia de saber que Ellie está sozinha em um lugar qualquer. Caralho, não aguento mais!
—Vamos ficar no apartamento de Daisy?
—Sim, quero revirar aquela merda toda, quero encontrar algo.
—Liesel mandou mensagem... Falou que Pietro está desesperado
—Ele não está acostumado com a gente fora de casa. -Falei seco abrindo a porta do carro
Entrei no apartamento simples e comecei a subir as escadas até achar o quarto duzentos e dois. Bati na porta que foi aberta imediatamente. Mandei alguns seguranças para casa de Daisy, para pegarem se ela voltar. Fui andando pelo apartamento olhando para os lados
—Boa tarde senhor Belluschi -Um dos homens se levantou do sofá para me cumprimentar
—Descobriram algo?
—Não senhor. -Assenti indo até o corredor de três portas
À primeira é o quarto de Daisy, e sinceramente não entendi o motivo de ele estar impecável, se eu mandei que revirassem tudo! Fui até o guarda-roupa abrindo-o, tirei as roupas de Liesel jogando-as na cama, enfiei a mão no bolso de cada roupa procurando por algo, umas tinham notas fiscais, moedas e finalmente achei algo importante. Um papel escrito um número telefônico e "Jorge armas"
Percebi que eles reviraram bem!
Guardei o papel no bolso e fui até os criados-mudos e revirei as gavetas, porém não tinha nada ali, apenas bijuterias baratas. Sai daquele quarto prosseguindo para o cômodo ao lado. Paredes brancas e apenas um colchão de um lado, do outro duas malas reviradas. Fui até uma das malas onde só achei roupas de criança, menino para ser mais preciso. Na outra mala também roupas, junto delas algumas folhas, conferi os papéis e eram só desenhos de criança, um menino com um homem. Um ônibus em cima de uma mulher parecendo estar morta. Dinossauros e outro desenho de um homem com um menino.
Tem certeza que esse apartamento é do Daisy?
POV Ellie
Vai fazer três dias que estou aqui. A dor que estou sentindo não me deixa pensar maneiras de sair. Sinto que minha menina está chegando e eu não quero te-la aqui, nesse lugar horrível.
—Está pior hoje do que ontem, do que antes de ontem. Eu trouxe biscoito. -Passou um pacote de biscoitos pela grade
—Você é um anjinho James. -Ele sorriu fechando completamente os olhos
—Trouxe isso aqui também. -Passou uma faca pela grade. Olhei assustada
—Para que isso?
—Você não é saco de pancadas. Se eles te machucarem, você machuca também.
Suspirei pegando o objeto.
—Quando minha irmã vai nascer? -Mudou de assunto.
—Eu não sei o dia certo. Torço que eu saia daqui antes. -Comi um biscoito
—Eu estava pensando como te tirar daqui. Nos desenhos, eles geralmente quebram a porta. Você tem super força ou algo assim?
Neguei sorrindo.
—Eu também não nasci com super poderes -Falou triste. -Eu poderia chamar alguém para te ajudar.
—Como amor? Você não sai daqui.
—Vou tentar arrumar um celular, para falarmos com meu pai.
—Só não deixe Daisy saber. -Sussurrei ouvindo passos -Vá James, acho que tem alguém vindo
Ele me olhou assustado e saiu correndo. Fui. Até o colchão escondendo os pacotes de biscoito e a faca entre o colchão e a parede. Escutei o barulho da porta abrindo e me virei.
—Querida Ellie! -Olhei para Frederico -Sua última chance de dizer onde é a "empresa de Lucca e o local que a Cosa Nostra se reune
A Cosa Nostra se reune em uma ilha certo? Fui uma vez com Lucca, ele me disse que lá tem todos os dados da Cosa Nostra, como: fornecedores, armamento geral, dinheiro, papelada, localização dos integrantes, coisas insignificantes.
—Fale logo Ellie, pois quem vai torturar você sou euzinha -Sorriu
—Eu não vou falar nada. Vocês vão matar meu marido. -A expressão de Daisy se fechou
—É, você tem razão, mas se você não falar, mato você.
Eu fiquei em silêncio, sabia que eles não me matariam, se eu não falar onde a Cosa Nostra se reune, eles nunca descobriram!
—Estou sem paciência! -Me levantou do colchão pelo cotovelo. -Vamos, estou afim de te machucar
Daisy segurou meu braço e fomos andando, Frederico estava atrás de nós. Passamos por duas portas e começamos a subir as escadas
—Tenho uma ideia incrível! -Daisy disse segurando mais meu braço
Ao longo do caminho, pude ver que esse lugar é uma casa, casa de Frederico provavelmente. Fomos para a parte dos fundos e saímos pela porta.
—Frederico, não acha que Ellie está um pouquinho suja? -Olhei para piscina a minha frente e arregalei os olhos
—Você é a melhor Daisy! -Olhei para Frederico que sorria sem parar
—Vai dar um mergulho Ellie -Daisy me empurrou na piscina, antes que eu pudesse reagir já estava toda dentro da piscina e Daisy fazia força para que eu continuasse. No início eu não estava com falta de ar
—Lucca podia estar sentado assistindo -Ouvi Daisy
O ar começou a fazer falta e automaticamente tentei tirar a mão de Daisy da minha cabeça. Me debatia ouvindo falas embargada. Já não tinha mais ar preso e aos poucos meu corpo cansou de lutar. Se eu parar de me debater, talvez ela pense que desmaiei e me tirem. E assim foi feito, Daisy puxou meu cabelo colocando meu rosto para fora.
Assim que sai cuspi toda a água e minha mão foi direto para cara de Daisy, o soco mais forte que consegui. Ele colocou a mão no rosto apavorada e revidou com um tapa no meu rosto.
—Tira ela dai ou vou mata-lá afogada! -Falou para Frederico que ria
—Você é uma merda como torturadora, amanhã nem adianta pedir.
Segurei na borda da piscina por enquanto saia
—E então? O endereço?
—Não adianta Frederico, não tenho medo de vocês, não vou dizer. -Coloquei os cabelos para trás
À expressão de raiva de Frederico não me colocou medo
—Não adianta Frederico, você não me coloca medo! -Cuspi na cara dele
—Eu vou matar você sua piranha! -Me deu um tapa na cara
—Acho melhor você calar sua boca de vadia, e não dar uma palavra. Ou então eu vou abrir sua barriga com você viva e tirar esse bebê daí de dentro e matar na sua frente, você sentindo dor, terá que ver seu filho morrer. Teremos uma cesariana na máfia, emocionante!
Meus olhos se encheram de lágrimas e comecei a bater em Frederico, disparei tapas e socos pelo seu peito e braços
—Eu te odeio! -Fui para dar um tapa no rosto porém ele segurou meu braço sorrindo
—Ele vai sentir menos que você.
—Deixa minha menina em paz! -Dei uma joelhada no precioso brinquedo dele -Ele se ajoelhou urrando
—Levem-a para o subsolo. -Ordenou entre gemidos. Imediatamente um homem começou a me empurrar e em poucos minutos estava trancada ali novamente.
As paredes daquele local geladas igualmente o chão de concreto, nenhuma janela deixava o local extremamente frio. Tirei o casaco molhado estendendo no chão, me sentei no colchão com a calça jeans molhada tremendo os lábios. Esfreguei uma mão na outra em uma tentativa inútil de aquece-las.
Fico me perguntando o que Lucca está pensando, onde ele acha que estou, será que pensa que fugi? Sorri. Imagino como ele deve estar preocupado e como ele foi contra em relação a consulta no médico.
"Para de ser teimosa garota!"
"Você é insuportável! Que teimosia Ellie!"
Imagino também como deve estar meu menino, sentindo falta minha, eu prometi que voltaria, nunca vi ele tão nervoso com minha saída. Será que ele pensa que eu o abandonei? Como ele deve estar comendo de só gostava de comer junto comigo?
Suspirei sentindo dor.
—Oh menina -Choraminguei -Está doendo, se acalma querida, mamãe está aqui.
Minha menina se batia muito e me deitei no colchonete cantando para ela e acariciando minha barriga.
Acordei com líquido quente em minhas pernas... Não é possível que eu tenha feito xixi nas calças!
Oh céus, isso não é xixi!
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