Mundo Sombrio
4 Talvez seja Real
Notas iniciais
Elena deve ter perdido a hora, pois o sol atravessava a janela e batia em seu rosto com uma quentura muito forte para ser apenas seis ou sete da manhã.
Devia ser meio-dia.Resolveu levantar logo, antes que Jenna tentasse acorda-la novamente, com certeza ela já o fizera, e já que ela estava acordada a bronca por ter faltado a escola seria inevitavel.
Ainda sentada na cama pensou sobre a noite passada, aquele jantar.Ebora não tenha dado certo, para Elena correu tudo bem, pois tinha se aproximado um pouco mais de Stefan.
E Bonnie?Como será que ela estava depois da noite passada?Será que estava chateada?Elena propôs á si mesma a meta do dia: falar com ela, se desculpar, embora não achasse motivos para fazer isso, sabia que Bonnie era muito by Text-Enhance\">sentimental e que levava tudo á sério.Ainda mais agora que sua avó encheu a cabeça dela com essas histórias de bruxas e segredos.
Elena se levantou, ia para o banheiro que ficava em frente sua cama quando ouviu um barulho.Como se algo tivesse pousado em sua janela.Ao virar-se viu aquele corvo negro de olhos esbugalhados virados para ela.Congelou parecendo uma boba por ter medo de um corvinho idiota, mas aquele olhar...era capaz de lhe dar medo.
–Xô, xô.- disse espantando ele com uma toalha.Pelo menos funcionou.Tomou banho, e saiu de seu quarto.Passou pelo quarto de Jeremy, e ele saiu nesse exato instante.
–Ah, oi Elena.
–Oi.Onde está Jenna?
–Foi fazer by Text-Enhance\">compras.
–Ah.
–Porque não foi á escola?
–Não acordei á tempo.
–Percebi.
–Você foi?
–Alguém tem que estudar nessa casa.- ironizou Jeremy.Como se ele fosse muito estudioso.Mas apesar de tudo era muito inteligente.Sabia fazer desenhos e caricaturas como ninguém, e sabia como encantar uma garota com os poemas e pensamentos que escrevia.
–Até parece.São que horas?- Jeremy olhou o relógio no pulso.
–Meio-dia e cinquenta.
–O que?- gritou Elena.-Não acredito que acordei tão tarde!
–Pois é.Desculpe, mas agora eu tenho que ir.
–Aonde vai?
–Ao shopping com a Vicky.- Elena sorriu.
–Vocês estão namorando?
–Não sei se namorar é a palavra certa.- sorriu- Experimentar, talvez seja a palavra que mais se aproxime do que estamos fazendo.
–Então tá.Não vou descutir conceitos filosóficos com você.- riu também.
–Até mais.
–Até...- disse, enquanto Jeremy já estava descendo as escadas.Ouviu o barulho da porta abrir, mas não o de fechar.Alguém devia ter chegado, Jenna talvez.
Mas quando desceu, ainda na metade da escada viu Bonnie de frente para Jeremy.
–Oi.- disse ela timidamente.
–Oi.Elena está lá em cima...- apontou para a escada, e a viu ali parada.-Olha ela aí.
–Oi Bonnie.
–Oi.
*
–Desculpe por ontem.- disse Bonnie sentada no sofá com Elena no outro.
–Tudo bem.Não foi nada demais.
–É que...acho que tem razão.Minha avó está me enlouquecendo.
–Ah, acho que exagerei um pouco.
–Enfim...- um silencio tomou conta da sala.
Em cima da pequena mesa em frente aos sofás haviam dois portas retratos com as fotos, um dos pais de Elena e o outro dela com Jeremy.Ao centro da mesa, um jarro com três flores grandes.Mas algo fez eles tremerem um pouco.Elas olharam e da repente ele tremeu mais forte fazendo um barulho irritante.
–O que é isso?- Bonnie começou a respirar muito rapidamente.- Bonnie, o que é isso?- gritou Elena ao se levantar.Bonnie bufou, fazendo o encerramento da tremedeira do jarro e do respirar ofegante de Bonnie.
–Você está bem?- Bonnie caiu desmaiada no sofá.-Bonnie!!
Elena a colocou no sofá maior, estava tentando ligar para o hospital quando ela acordou.
–O que houve?
–Ah, Bonnie!- foi direto á ela- Você está bem?
–Eu acho que sim...
–O jarro da mesa começou a se mexer, então você caiu, achei que...
–Estou bem.- Elena analisou a expressão de Bonnie.
–Não parece surpresa.- Bonnie suspirou.
–Por que, pra mim, não é uma.
Elas se assentaram novamente,agora mais calmas.
–Acontece quando eu fico tensa.
–Ontem mesmo...quando estava voltando pra casa, aquela hiostória com o Stefan...Ao pensar nisso, veio um vento muito forte, e o alarme do carro no qual eu estava passando em frente disparou.
–Nossa.
–E não é só isso.Desde que mudei para a casa de minha avó, tenhjo sonhos estranhos, nos quais, eu estou na florestra vem uma tempestade, mas eu não tenho medo.Pelo contrário, eu fico bem calma.Ergo as mãos e a tempestade acaba.Como se eu a controlasse.
Elena não podia acreditar no que estava ouvindo.O que será que a avó de Bonnie estava dizendo á ela.
De novo o jarro voltou a tremer, um pouco mais fraco, mas foi agitando-se mais.
–Tá bom!Vem comigo.- o jarro parou.
–Para aonde?- perguntou Bonnie.
–Entregar as flores ao tumulo de meus pais.Todo dia uma flor, lembra?Quero que venha comigo.- levantou e estendeu a mão á Bonnie.
–Tudo bem.
Elena pegou as flores do jarro mesmo, e elas foram em direção ao cemitério.Ficava perto da floresta e os tumulos eram no chão mesmo.Ao chegarem lá o clima estava frio, diferente de quando Elena acordara.
–Aqui estamos, mais uma vez para zelar pelos corpos de meus pais.- disse Elena de frente para o tumulo.- E agora, entrgo mais uma flor, para...- fungou- lembrar a mim mesma que vocês continuam vivos aqui dentro...- começou a chorar, sempre se emocionava ao ir ali.
–Calma...-Bonnie a abraçou.
–Desculpe, desculpe, eu só...- sua fala foi interrompida pelo choro.
–Calma, ta tudo bem.
Bonnie a soltou.Elena ouviu aquele barulho de novo.De algo pousando.Virou-se ao tumulo, e sobre a lápide de seu pai estava aquele corvo maldito.Não conseguiu se mexer.Os olhos dele a fitavam de um modo, como se quizesse deixa-la com medo, embora aparentemente não pudesse fazer nada contra ela.Aquele clima de tensão, fez o vento de agitar, fazendo as folhas que caíram das grandes arvores ao redor fizessem redemoinhos com velocidade.
Elena olhou para Bonnie e segurou em seu braço ao soltar as flores.
–Vamos, embora.- viraram-se.
Elas dariam um grito se o corvo e aquele clima de tensão não tivesse tirado todo folego delas.
–Stefan?- foi a única coisa que ela conseguiu dizer.
–Olá.- disse apenas.Elena suspirou de boca aberta.Virou-se ao ouvir o barulho do corvo sair voando.
–O que estão fazendo?
–Entragando flores, mas já estamos de saída.- disse Bonnie apressada, que já saía, mas Elena a puxou.Bonnie encarou Stefan e depois Elena.
–Me encontre na estrada.- foi-se, deixando-os ali sozinhos.
–Como vai Stefan.
–Estou bem.Acho que você nem tanto.- Elena hezitou.
–Porque?
–Sua vida é tão triste quanto eu penso?
–O que te faz pensar que minha vida é triste?
–Te conheci não tem nem uma semana e já te encontrei no cemitério duas vezes, e óbviamente não são a primeira vez que faz isso, então não acha que eu tenho razões para achar que sua vida é triste?
–Meus pais morreram, tá?E eu fiz uma promessa de trazer flores, até...
–Até o que?
–O que está fazendo?- Stefan sacudiu a cabeça.
–Desculpe, eu não sou sempre assim.- Elena assentiu.-E sua amiga Bonnie, foi sem você?
–Não.Está na estrada me esperando.
–É impressão minha ou ela tem medo de mim?
–Não é isso.A avo dela é bem estranha, e nos últimos dias tem falado umas coisas que tem assustado ela.
–Que tipo de coisa?
–Não sei se ela gostaria que eu disse-se.
–Por favor.
–Ai, tudo bem.Coisas sobre bruxas, e segredos de familia.-Stefan não pareceu surpreso.-Desculpe, mas o que você disse ontem, sobre os parentes dela em Salém serem abilidosos, o que quis dizer?
–Elena, preciso que confie em mim e acredite no que eu disser.Bonnie é poderosa.
–Do que tá falando?
–Eu sei que foi ela que provocou o vento e o redemoinho, agora á pouco.E sei por que.Talvez a avó dela tenha razão, talvez essas histórias de bruxas sejam...
–Verdade?- interrompeu.Stefan hesitou.
–É.Sei que parece loucura dizer isso em voz alta mas, sei bastante coisa.E se quizerem a minha ajuda, podem falar.
–Por que eu confiaria em você?
–Por que também tenho um segredo.E quero ajudar Bonnie a descobrir o dela.
–Eutenho que ir.- Elena estava achando aquilo muito estranho.Qualquer um acharia.Stefan estava estranho naquele dia.
Ela foi para a estrada e encontrou Bonnie.
–O que vocês conversaram?
–Nada...
–Você não sabe mentir.- Elena suspirou enquanto balançava a cabeça.
–Não é nada.Ele veio com um papinho mistico ou sei lá o que...
–Estavam falando de mim?-Bonnie estava séria.Elena fez uma pausa.
–Sim.Ele disse que queria te ajuadar, não sei o que quis dizer, mas...acho que ele crê que tudo isso que sua avó diz, de bruxas, e segredo de familia, sejam reais.
–E você acredita nele?
–Eu não sei.Você disse que sua avó vive falando nisso...e embora vá contra tudo que eu acredito, eu acho que cri nele, porque...
–Por que o que,Elena?
–Ele também tem um segredo.
–Qual?
–Não sei.- suspirou, com um olhar de quem coloca um novo propósito ao dia-Mas vou descobrir.
Notas finais
Até o próximo capitulo!!
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