Mundo Sombrio
5 A Descoberta
Notas iniciais
Elena foi direto para casa, Bonnie a seguiu sem dizer uma palavra, mesmo sem gostar daquela ideia.As duas não ficaram para ver Stefan sair do cemitério.Por um momento Elena se perguntou, "O que será que ele estava fazendo lá?." Mas deixando de lado os próprios questionamentos, abriu a porta e deixou-a escancarada, esperando que Bonnie a fechasse.
–Elena, o que vai fazer?- disse Bonnie desesperada.
–Acalme-se.Prometo não envolver você nisso.
–O que você vai fazer?- repetiu a pergunta, encarando-a.
–Stefan estava muito misterioso, não que ele já não fosse...Mas estava diferente.Os olhos dele estavam longe, e mais escuros do que o normal...- Elena se movimentava como se procurasse algo- Então, amanhã...- parou- vou segui-lo.
–Você tá ficando doida,né?- Elena se sacudiu reprovando a reprovação da amiga, e voltou a procurar o que quer que fosse.
–Bonnie, o que quer que eu faça?Tem algo que ele está escondendo...- ela a segurou pelos braços parando-a.
–Mas e daí?Não é da sua conta!Você nem conhece ele!- Bonnie raciocinou por um minuto, soltando Elena lentamente- Á não ser que...
–O que?
–Elena!Não minta pra mim!Você está gostando dele, não está?-Elena deu um tapinha na mão de Bonnie que apontava para ela.
–E se estiver?
–É por isso que você quer saber por que ele estava estranho hoje?
–Talvez...- como Bonnie era inteligente.Baixinha, com o rosto de maçã, e os cabelos ondulados cor chocolate, Bonnie sempre foi muito criativa, e prestava atenção em tudo.Até nos mínimos detalhes, então não admirava Elena, que de vez em quando, ela bancasse uma de "expert".-Mas o que você tem á ver com isso?Já disse, não vou te envolver.
–Elena, você nem sabe quem ele é.Ele pode ser um assassino como na minha premonição!
–Ah, agora essa coisa tem nome?- o tom de voz de Elena se alterou- Olha Bonnie, eu sei que você não gosta do Stefan, mas vir aqui e me insultar...
–Insuntar?- gritou Bonnie.- Quem aqui está insultando quem?
–Você, sua...
–Ei!- gritou Jenna que acabou de entrar na pequena saleta.-O que está havendo?Gritando como duas...- arfou-isso não tem nome!
–Desculpe, SrªGilbert.-disse Bonnie encarando Elena e saiu.Elena bufou.
–O que houve?- perguntou Jenna novamente.
–Nada, só uma discussão...Nada de mais.
–Nada de mais?Me admira que o bairro inteiro não tenha aparecido para ver o que estava acontecendo.
Jenna brigou com Elena que permaneceu calada, mas se irritou, e logo as duas estavam discutindo.No fim, Elena ficou de castigo.Subiu com raiva e foi para o quarto.
Ficou lá o dia todo, nem para comer desceu.Jeremy que foi até lá e entregou comida a ela, á pedido de Jenna.Mas ela nem deu ás caras.
Logo a noite chegou, e se foi, e Elena estava mais motivada do que nunca.Mas precisaria de um carro, para realizar o seu plano.Sem fazer barulho, roubou o carro de Jenna.Ela mesma não sabia se o termo "roubar", seria o correto, pois Jenna deixava ela usar o carro dela mesmo sem pedir, se fosse necessário.Mas com a briga de ontem, ela não sabia se ela gostaria disso.Mesmo assim partiu para a escola.Suas preces foram atendidas, Jeremy já havia ido, provavelmente com Vickye.Não sabia porque, mas achava que tinha que fazer tudo na surdina.
Ela viu Stefan chegar ainda no carro.O carro dele, era vermelho, muito bonito.O ronco do motor era baixo, e provavelmente ele era mais confortável que o carro velho de Jenna.
Não viu Bonnie.Viu Tyler chegar, Caroline, e viu Jeremy beijando Vickye na "telha da maconha", onde todos os drogados da escola- e eram muitos- se reuniam e faziam o que faziam de melhor.Mas agora, além do jovem casal, não havia ninguém.
Saiu do carro, e foi á entrada da escola, e ficou olhando Stefan que veio em sua direção.
–Olá.Bom dia.- disse ele simpaticamente, diferente do dia anterior.
–Oi.- disse estendendo o braço.
–Queria me desculpar por ontem, eu fui muito grosseiro.Não era um dia legal.
–Tudo bem.
–Por isso estava no cemitério.-disse, como se não a tivesse ouvido.- Quando estou triste, vou á um lugar triste, e acabo percebendo que minha angústia, não deve ser tão rui, comparada á tristeza que os parentes e amigos, daquelas pessoas devem estar sentindo.
–Entendo.Tudo bem.- repetiu e ele assentiu.- Por que estava triste?- uma pontada de curiosidade invadiu a cabeça de Elena.
–Não sei, ás vezes eu fico.Run...- sorriu, e ela deu um sorriso indiferente.
O sinal tocou, e eles entraram.Durante a aula toda Elena ficou encarando Stefan, vendo se havia algo de diferente nele.Mas ele se comportava normalmente, como qualquer outro aluno.
Depois da aula, ela não falou com ele, pois não queria atrasar o seu plano.Se escondeu na "telha da maconha", e ficou o olhando até ele ir.Embaixo daquela telha dava para ver a escola toda, deve ser por isso que a escolheram, assim dava para ver se vinha alguém, como o diretor."Bem pensado", distraiu-se a mente de Elena ao pensar nesse fato.Mas logo voltou seu olhar á Stefan que entrou no carro.Rapidamente ela foi até o de Jenna que estava á umas duas ou três vagas ocupadas do dele.Quando ele partiu, não perdeu tempo, acelerou e foi atrás dele.
Ele foi direto, depois virou.Passou por umas ruas estranhas que nunca tinha visto.Ele devia estar indo para a floresta.Mystic Falls, era cercada por uma mata bem densa que tornava a cidade quente, num lugar mais arejado.
Stefan diminuiu a velocidade.Virou no que parecia ser uma parede de trepadeira, que cercava uma casa.Mas ninguém a tinha posto ali, foi feita naturalmente, não precisava de cuidados por que era perfeita.Pelo menos aos olhos de quem via.
Elena parou o carro, e saiu, se ali fosse algo como o quintal dele não podia ser vista.Espiou pelo mato e viu que ele estacionou quase atrás da casa.E que casa!
Ela era muito grande.Devia ser feita de concreto, mas bem revestida de ceramica e uma bela decoração.Era alta, devia ter três andarem, e as janelas tinham uns quatro metros, bem detalhadas com um vidro fumê quase escuro.Toda a madeira devia ser de acácia, o tipo de madeira que muitos surfistas usavam para fazer sua pranchas, com melhor qualidade.A telha triangular não era fraca, devia ter suportado as fortes chuvas e ondas de calor- que poderiam quebra-las- que haviam na pequena cidade, na Virginia.Havia uma parte sem telhas o que realçava o modelo de casa, que apesar de ser antiga, não parecia.Quem via assim, provavelmente daria uns dez ou vinte anos no máximo.
Stefan entrou pela porta da frente igualmente grande, e a fechou.Elena aproveitou e correu, abaixando a cintura, e agradecendo polas grande janelas estarem com uma cortina que impedia a vista do lado de fora daquele grande terreno gramado.
Ela chegou em frente á grande porta.E agora?Devia entrar.Independente da resposta da pergunta que fez a si mesma, entrou sem fazer barulho.Devia estar na sala, grande, com paredes que iam quase até o teto, com imensas prateleiras cheias de livro.
"Será que ele realmente mora aqui sozinho?", perguntou-se Elena, "é esse cara tem muito o que explicar", concluiu.Foi andando, onde será que ele estava.Alguma passagens levava á grandes corredores que se seguiam."Ai, meu Deus!É como num filme de terror"
–Stefan.- chamou.Quase se arrependendo.Ela se aproximou do sofá, onde á frente haviam um mesa, com várias coisas em cima.Havia uma faca, e ao lado um copo com algo vermelho.Ela se aproximou.
"O que é isso?Esse cara é maluco".Se aproximou e tocou no copo, sujando o dedo, do que quer que fosse aquilo.Aproximou do nariz."Isso é sangue!"
–O que você está fazendo aqui?- disse uma voz alta e autoritária.Stefan. Automaticamente ela pegou a faca na mesa.Mas ela não calculou o movimento e pegou-a do lado da faca, que cortava tirando sangue de sua mão.Ela gritou, mas logo endireitou a faca e mirou nele.
–Por que você tem sangue...-seu tom de voz era baixo- num copo?- agora gritou.
–Elena.Você não devia estar aqui.- disse ele olhando o sangue.-Não é seguro.
–Então por que disse para eu e Bonnie virmos?
–Disse que podia ajudar!Não que podiam vir!
–Explique, isso, já.- Stefan hesitou.- Bonnie estava certa!Você é um assassino!- apesar do tom de acusação, ela estava perguntando.Coisa bem idiota, se ele fosse mesmo, não confessaria.-De quem é esse sangue?
–Elena, há coisas sobre mim que você não sabe, e nem iria querer saber.
–Então é verdade!
–Elena, procure se acalmar.- disse quando Elena corria em sua direção com a faca.Não queria mata-lo, só feri-lo á tempo de fugir, ou fazer o que deveria ser feito, apesar de não saber.Quando ia rasgar o braço dele ele correu.Uma velocidade sobre-humana, já estava atrás dela.Sem vê-lo ainda, ela virou a faca e ele segurou o pulso dela, tão rápido...como instinto.
–Você está indo longe demais!- Ela jogou a faca em seu rosto, e saiu correndo e gritando.Foi para cozinha, aparentemente procurar mais facas.Mas não havia nada ali.Só uma mesa de centro e um freezer.Virou-se para porta, e ele estava lá.Com o rosto totalmente curado, como se nunca o tivesse ferido.Ela deu mais um grito rouco.E se sacudiu, tentando achar uma saiada.Mas a porta, era o único caminho.
–Stefan, -suplicou ela quase chorando- pare... Por favor...
–Acalme-se.- as palavras de Stefan tiveram efeito contrário.Ela foi para perto do freezer."Ele vai me matar...", pensou.Ela pensou em tanta coisa.Arfava como se tivesse corrido uma maratona.-Elena, eu não vou te machucar.
–Você...você, é rápido!-apontou.-Como se curou.
–Eu posso explicar.- disse ele aproximando-se dela lentamente.Elena se agarrava na parede, esfregando-se nela.Piscou, e Stefan, que agora mesmo, estava á cinco metros dela, agora estava bem na sua frente.
–Aahh!!- gritou, e caiu recostando-se no freezer.
–Elena, eu posso responder o que quiser, mas por favor, não haja como se estivesse prestes á morrer.
"Você não vais me matar?", foi a primeira coisa que veio á mente de Elena, mas ao pensar no que acabara de ver, soluçou e disse:
–O que você é?- disse definitivamente.Stefan hesitou e agachou-se.
–Eu...- paralisou e disse:- Eu sou um vampiro.
Notas finais
Não perca o próximo capitulo!!
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