Mundo Sobrenatural
1 Prologo
Notas iniciais
Aproveitem ^^
Mundo sobrenatural
Todos pensam que coisas como fantasmas ou espíritos não existem, pensam que é apenas invenção para dar um outro lado a morte e assim não terem tanto medo quando estiveram cara a cara com ela. Eu também pensava assim, também acreditava que tudo isso era mentira e que fantasmas eram apenas invenções de uma pessoa com imaginação muito fértil, mas depois que tudo aconteceu acho que nunca mais poderei dizer que não acredito, porque minha opinião mudou completamente logo depois que os conheci.
Acho que estou me adiantando de mais. Tudo começou quando minha mãe se separou do meu pai, por sorte eu e meu irmão conseguimos ficar juntos, com a custodia de minha mãe. Foram dias de alivio sem nosso pai, já que o mesmo era bruto, abusava de minha mãe e me machucava sempre, meu irmão, mais velho por dois anos, sempre tentava nos ajudar, mas sempre acabava tendo o triplo pior que eu e minha mãe, juntas. Mas minha mãe começou a ficar com medo de perder nossa custodia porque depois de dois anos perdera o emprego e tudo começar a desmoronar.
Um dia ela conheceu um cara que lhe ajudou a ter outro emprego e assim manter a sustentabilidade da casa. Os dois então começaram a namorar e parecia que tudo estava indo as mil maravilhas apesar de eu e meu irmão não gostarmos muito do fato de termos um novo pai, já tínhamos traumas o suficiente com o antigo. Mas então o cara propôs minha mãe em casamento e ela, obviamente, aceitou. Não preciso dizer que eu e meu irmão odiamos a idéia e nos recusamos plenamente a ter aquele homem como nosso pai, porem nossa mãe nem nos deu ouvidos e se casou com aquele homem.
Então ele teve a brilhante idéia de nos mudarmos, já que ele acabara sendo promovido como gerente de uma pequena fabrica que tinha em uma pequena cidade no fim do mundo no interior de nosso enorme país, conhecido como Alemanha. Novamente eu e meu irmão nos recusamos a deixar tudo o que conhecíamos para trás e ir, mas novamente nossas objeções não foram ouvidas e acabamos sendo arrastados para um pequena cidade conhecida como .
Então era o seguinte: Nova cidade, nova escola, novos colegas e novamente a dificuldade de se enturmar. Porque, digamos de passagem, eu e meu irmão não éramos os exemplos perfeitos de garotos que ficam sendo populares, rápido. Com o trauma que tivemos com nosso pai nossas personalidades eram consideradas até mesmo anti-sociais. Ele muito sozinho, só conversava comigo, fanático pela física quântica e por qualquer coisa que envolva tecnologia, age como um cientista louco na maior parte das vezes e não sabe ter uma conversa normal com uma pessoa. Eu fiquei paranóica, simplesmente não conseguia falar com ninguém alem de meu irmão, passei a usar sempre preto, tinha medo de quase tudo, principalmente de garotos e não mais gostava de ter um contato físico com alguém. Meu sorriso, que quando pequena quase sempre ficava no meu rosto, desapareceu e eu nunca mais consegui ver alegria em varias coisas, meu pai me tirara toda minha infância.
Deu para perceber que tudo seria difícil, principalmente que nosso novo pai tinha comprado uma casa velha, antiga como a própria terra e que era simplesmente enorme! E foi então quando tudo começou, uma coisa que eu nunca esperava aconteceu e eu me vi metida em uma confusão que poderia colocar minha própria vida em risco, por pessoas que nem vivos mais estavam. Acha isso complicado? Então venha ver minha historia e como passei de uma garota assustadiça para uma adolescente cheia de coragem e disposta a fazer de tudo para ajudar amigos que já tinham morrido.
“Correr era minha única salvação. Podia ver os espectros de meus amigos indo atrás de mim, tentando me dar força para fugir e finalmente ter uma vida normal e alegre, uma vida que quando eles estavam vivos não puderam. Podia ouvir os passos daquele homem vindo atrás de mim, e sabia que se me alcançasse eu estava literalmente morto. Minha respiração estava agitada de tanto correr e parecia que nunca chegaria no final dessa maldita casa.
Com um salto pulei os cinco últimos degraus da escada e cai no hall de entrada. Dei uma ligeira olhada para trás enquanto voltava a correr. O homem estava a poucos metros de mim segurando um machado já ensangüentado, o sangue de meu irmão. Fechei os olhos com força apertando as mãos em punhos, tentando conter a raiva e o ódio que eu sentia naquele momento. A memória da morte do meu irmão, recente deveria dizer, ainda passavam por minha mente. De como ele havia morrido em meus braços por um ferimento nas costas, um profundo ferimento.
Sentia-me culpado por ter aproveitado aquilo para fugir, mas não queria morrer, prometi a meu irmão que seria livre por todos e era isso que faria. Abri as enormes portas de entrada e fui para a liberdade do lado de fora. Mas nem deu para apreciar a doce sensação de sentir a grama debaixo de meus pés descalços, tive que voltar a correr, disparando para a cidade que devia estar a uns cinco quilômetros de distancia de onde estava a casa. Consegui ouvir, por trás do barulho de minha respiração agitada, o estrondoso som de portas sendo abertas em um forte empurrão e sabia que era provável que logo o teria novamente em meu encalço.
Não podia tropeçar, não podia cair, não podia me desconcentrar, isso era o que todos me diziam a meu lado e eu queria gritar que já sabia disso, mas um enorme nó em minha garganta me impedia, o medo subia por meu corpo apesar de ser forte e poder me defender daquele homem que devia ser apenas dez anos mais velho que eu sabia muito bem que mesmo se eu o enfrentasse não estaria garantindo nada mais nada menos que minha própria morte.
Para melhorar a situação uma forte chuva começara a cair e o frio que se chocava com meu corpo mal protegido era insuportável. Tentei apressar o passo, podia já ver a cidade logo a frente, mas para meu azar, também pude ver um portão que a cercava, fortes grades de ferro que a separavam do mundo exterior e que agora me impediam de ter minha salvação. Não tinha tempo para parar, se o fizesse morreria, então um de meus amigos me apontou uma floresta que tinha logo ao lado.
Sem escolha corri na direção da floresta torcendo para estar a uma distancia razoável daquele homem e assim poder me esconder e fugir. Em poucos instantes já me via rodeado de enormes arvores que me protegiam um pouco da forte chuva que caia. Sentia meu pé sendo perfurado por galhos e pedras, mas não parava, continuava a correr querendo escapar. Mas tudo tem seu fim e o meu chegou quando fui obrigado a parar na margem de um rio que cortava a floresta. O rio estava agitado por causa da chuva que caia e seria impossível atravessá-lo. Esse era meu ponto final.
— O que vai fazer agora garoto? – perguntou uma voz atrás de mim que logo me fez virar e ver um pouco embaçado a figura de um homem forte e alto, um pouco mais alto que eu e que tinha em suas mãos, segurando firmemente, um machado que reluzia com a pouca luz do lugar. Engoli em seco e olhei novamente para o rio. De qualquer jeito morreria, isso era confirmado agora. – Do que adiantou fugir? Agora será castigado por sua ousadia!
— Não vou morrer sem vingar meus amigos! – gritei por cima do forte barulho da chuva e corri na direção daquele homem, segurando seu machado antes que pudesse me atingir. Com um forte movimento retirei o machado de sua mão o jogando longe perto da margem do rio. Ele me deu um soco no rosto, mas eu logo retribui com uma joelhada no estomago. O direcionei até o rio e enquanto segurávamos um ao outro para nos golpear ele tropeçou fazendo a ambos caírem no rio agitado.
Senti meu corpo sendo esmagado por uma forte pressão, sendo empurrando de um lado para o outro e se chocando com todos os tipos de coisa. O gosto ruim de estar se afogando inundou minha garganta fazendo a mesma arder como nunca. Pelo menos, pensei comigo mesmo, aqueles que tinham sobrevivido teriam sua liberdade e meus amigos foram vingados.
Uma mão se colocou sobre a minha e mesmo estando perto da morte sorri, sorri por sentir a presença dos meus amigos do meu lado. Mas nossa liberdade ainda não tinha sido alcançada... E cheguei a pensar, enquanto morria lentamente, que nunca a alcançaríamos.”
Notas finais
Bjsss e até o proximo cap!
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