Depois de tantas horas de viagem, tantos fuso horários ultrapassados o cansaço dominou Quinn e ela dormiu, acordou no dia seguinte com um buzina, um grito de tchau de Franny e a porta da frente batendo. Levantou a tempo de observar pela janela, oculta pelas cortinas, o rosto sério de Rachel virado na sua direção quis saber o que ela estava pensando, se ela sentiu a mesma saudade, se ela chorou pelo menos metade do que Quinn havia chorado, mas assim que a irmã surgiu na porta principal Rachel deu um sorriso e acenou, se ela teve Franny para abraçar e beijar. Franny correspondeu ao comprimento e deu a volta, assim elas partiram em um carro simples que não condizia com a vida glamourosa que a estrela deveria ter.

“Quantas vezes ela me beijou pensando em Franny? Ela se encontravam enquanto eu estava aqui?”

Aquelas malditas perguntas. Quinn voltou para a cama e dormiu por toda a manhã tentando não sonhar com Rachel.

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Judy estava ao telefone com uma equipe de som, e no celular com um DJ da moda resolvendo as questões do som, ela estava aumentando uma festinha surpresa para um evento como Lima nunca havia visto. Escutou a filha caçula descer do quarto e zanzar pela cozinha.

— Sim… Não… Por favor, não aceito um absurdo desses. Sabe, de uma coisa se vai ser desta forma eu acho melhor achar outra pessoa que pode fazer este serviço do jeito que quero. — Ela desligou os telefones e deu atenção a Quinn. — Tem uma salada de frutas pra você na geladeira. — Sorriu, logo o telefone tocou e seu sorriso cresceu.

— Não vai atender? — Quinn se sentava na mesa da cozinha e assistia a mãe trabalhar.

— Não estou ocupada falando com o concorrente. — Contou até cinco e pegou o telefone. — Judy Fabray falando. — Seu sorriso cresceu e saiu andando pela casa. — Claro, acredito que agora seus termos fazem mais sentido…

Quinn riu, para si, Judy Fabray, Promotora de festas.

Andou pela casa e se viu parada na porta de Franny, respirou algumas vezes e tocou a maçaneta pronta para entrar e ver um mundo de fotos de Rachel, sorrindo, fazendo poses, quando sua mãe chamou por ela a mão ainda estava na maçaneta e seu coração disparava, levou um baita susto se afastou da porta como se fosse contaminada, encontrou a mãe na sala falando com mais algum distribuidor ao telefone e se questionou quanto dinheiro a mulher estava gastando com tudo aquilo.

Depois de responder um interrogatório gigantesco sobre sua vida fora e suas escolhas alimentares a campainha soou e a mãe deu um sorriso de quem estava aprontando.

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— Eu juro que não sabia do retorno da Quinn. — Franny repetia mais uma vez enquanto a morena parava o carro. — Te garanto que teria avisado se soubesse de algo, mas minha mãe com essa insistência de surpresas para meu aniversário… — a Loira deixou o corpo cair contra o banco.

— Então você sabe sobre a festa, não preciso te distrair na sexta-feira… — Franny observava enquanto a mais nova colocava a língua para fora para poder estacionar. Parecia que ela tinha 16 anos novamente, quando Franny assistia a Quinn a ensiná-la a parar o carro e implicava com as caras e bocas que Rachel fazia.

— Eu não disse isso… — murmurou para si. — Nosso jantar no Breadstix ainda está valendo? — perguntou fingindo desinteresse.

— Sim, Francine, se você ainda tiver ânimo para tal. Além, é claro, se me prometer fazer uma cara surpresa quando te deixar em casa. — Rachel foi abrir o café.

Um sorriso sincero cresce no rosto de Franny.

— Tipo essa. — Ela faz uma careta e Rachel balança os cabelos agora curtos na altura do ombro. — Ok… Ok… Vou treinando até sexta. E não me chame de Francine sabe que não gosto — Franny passa mais algumas portas e abre seu consultório, na porta em letras garrafais: Dra Francine Fabray — Psicóloga.

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De dentro de um hotel do outro lado da rua, um homem assiste a interação das moças, seu plano inicial era aparecer e falar com Felicity, Felicity não, Francine, mas o aniversário desta chegando parecia uma ótima opção, parou em frente ao espelho do banheiro e resolveu cuidar da aparência, afinal tinha que estar apresentável para a sua garota.

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Gritos histéricos atravessaram todos os cômodos da mansão Fabray. Brittany gritava e pulava com Quinn, pareciam ter voltado para o ensino médio.

— Ah, Q… É tão bom ter você aqui! — Brit a apertava com força. — Senti tanto a sua falta. — elas se sentaram na sala e colocaram a vida em dia. Quinn contou como foi viver tão longe e das pessoas e lugares que conheceu na Austrália, Brit contou que agora trabalhava como aulas de dança e como se divertia com isso. Santana formada em advocacia tinha uma pequena firma que havia começado em Lima e já tinha alguns clientes importantes. Contou como as duas ainda estavam juntas e como planejava pedir Santana em casamento. Quinn sempre acreditou que ela e Rachel casariam primeiro que as duas loucas. A lembrança lhe trouxe um suspiro. — Se você não perguntar eu não vou responder.

Quinn detestava a capacidade que Brit tinha de ler pessoas.

— Ok. Finn?

Brit achou estranho começar por ele e não o foco de todos os suspiros e lágrimas, mas manteve a palavra e respondeu.

— Acidente de carro algumas semanas depois que você partiu. Rachel estava no carro, ela estava grávida. — Brit suspirou. — Quase que ela se foi também, ficou meses internada.

A notícia fez com que o coração de Quinn doesse, imaginou uma versão miniatura de Rachel correndo pela casa. Não conseguia evitar de imaginar a criança correndo pelos corredores da mansão Fabray, e pelo visto ainda seria uma possibilidade… Só que a criança não a chamaria de mamãe, mas sim titia… Ela não sobreviveria a isso.

— Franny? — Fez uma careta.

— Essa eu não saberia responder. — Brit olhava com pesar pela janela. — Depois que você se foi Quinn, todos se revoltaram com Rachel, ninguém do Glee aceitou a traição. As coisas que ela ouviu de Santana, Mercedes, até mesmo o Sr. Schue que babava ovo para o Finn não deixou de falar algo. Ela se afastou de todos nós ou nós a afastamos, à essa altura não sei dizer, o único que ainda a via era Finn, e depois do acidente, que ela perdeu o bebê, ela não deixou ninguém se aproximar, como Franny conseguiu ou qual o tipo de relação que elas têm eu não faço ideia. Depois de alguns anos ela abriu o café e agora mora no apartamento sobre dele sozinha.

Uma vida inteira havia passado em tão pouco tempo.

— Agora vamos a delegacia, temos que visitar Puck.

Notas finais
Mil agradecimentos para Ávila e bfournier!