Muitos beijos e amores

4 Segredos, descobertas e conclusões


Notas iniciais
Olá lindossssss, Como vão? Aqui estou eu com mais um CAPITULO, da nossa fanfic. Espero que se amarrem. Beijocas e ótima leitura.

No dia seguinte...

– Mili, preciso falar com você. – falou, chegando no quarto afobada. – A sós... – concluiu, olhando para Cris, Bia e Marian.

– Está bem. Vamos no corredor. – concordou, indo em direção a porta.

– Nossa, essas duas vivem de segredinhos. Pensei que todos aqui fossemos amigas. – resmungou Cris.

– É, nem todos. – provocou Bia.

– Como assi... entendi. – disse Cris ao ver os olhares de Bia para Marian.

– Pode começar a fala cobrinha. O que você e sua gangue aprontaram para o Duda? – perguntou Bia na beirada de sua cama.

– Oi? – indagou tirando os olhos do seu celular. – Claro que eu não faria na para machucar o Dudinha. Pare com suas neusas. – afirmou retirando-se do quarto.

No corredor...

– Bom, agora comece a falar. – pediu Mili curiosa.

– Está bem. – concordou Pata. – O doutor Fernando descobriu o que deixou o Duda naquele estado. Ecstasy. – completou Pata, deixando Mili perplexa.

– O que? – indagou arregalando os olhos. – Não acredito nisso. Como soube?

– Eu pedi que o Junior me mantivesse informada e, assim que soube me telefonou. Só que ele pediu que eu não contasse a ninguém. – respondeu. – Como o assunto é delicado, preferiu que ele contasse pessoalmente.

– Entendi. – disse fazendo um coque. – As coisas são engraçadas. O Duda metido com essas coisas, nunca passou pela minha cabeça.

– Então, é sobre esse detalhe que quero falar com você. – disse ela. – Eu acho que não foi por vontade própria. Acho que armaram para cima dele.

– Isso passou pela minha cabeça. – concordou. – Ele pode ate ser meio desnaturado, mas agora, ingerir droga? Duvido.

– E tem mas...- falou ela. – Eu acho que sei quem foi. – concluiu.

Na praça próximo ao Orfanato...

– Olá. Vi sua mensagem, o que queria me dizer de tão importante? – perguntou Janu se juntando a Marian.

– Foi você não foi? – retrucou.

– Direta você hein. Do que está falando? – falou imaginando sobre o que estava falando.

– Sabe muito bem. – afirmou dando um sorriso sínico. – O lance que rolou com o Duda, foi você?

– Não me obrigue a responder algo que já sabe a resposta. – disse seria.

– Está bem, você perdeu completamente a noção do perigo. – murmurou com uma expressão de pena. – Acho que esqueceu que a família do Duda é riquíssima e que podem fazer algo contra você, se descobrirem que foi você que drogou ele.

– Ninguém vai descobrir, a não ser que, alguém conte. – falou passando a encara-la. – Não abra o seu bico, se não...

– Se não o que? Hein? Não está em condições de me ameaçar. – retrucou alterando a voz. – Tenho você aqui, na palma da minha mão.

– Qual é Marian? Achei que estava do meu lado. Tá amarelando? – indagou irritada.

– Não. Em nenhum momento concordei com sua obsessão pelo Eduardo. – respondeu olhando o visor do seu celular. – Meu negocio é com os orfãos idiotas.

– O Eduardo te deu um fora e, não sente nem um pouco de raiva? Pelo amor de deus. – disse.

– Raiva. Claro que sim. – concordou com um olhar inexpressivo. – Mas vingança contra um garoto cheios de problemas não é minha prioridade. Agora, vou voltar ao Orfanato, já está quase na hora do jantar. Amanhã nos falamos.

Assim, se despediram e cada uma seguiu para sua casa e o que não perceberam foi que alguém escutou tudo, cada detalhe da conversa das duas.

De volta ao Orfanato...

– Ei Cris. – chamou Samuca. – Chegou um email para você, do André. – avisou Samuca olhando para tela do computador.

– Ah, obrigada. – falou acenando com a mão.

– Tá tudo bem? – perguntou Samuca desligando a tela do computador. – Percebi que está lunática desde ontem.

– Estou? – perguntou passeando pela programação da TV. – Quer dizer... deve ser impressão sua.

– Escuta Cris, eu posso ser extremamente anti social mas isso não significa que não seja atento. Sei que está acontecendo algo com você. – afirmou ele.

– Tem razão, aconteceu algo sim. – disse ela desligando a TV e finalmente olhando em seus olhos, o deixando meio constrangido. – Mas isso não é da sua conta. – concluiu indo para os computadores.

– Desculpe. Não foi minha intenção ser intrometido. – murmurou para sim mesmo.

– Oi Juca. Tudo bem? – falou Marian entrando no Ornato falando ao telefone. – Estou bem. Obrigado. Então, desculpe se te incomodei mas é que eu queria saber se nosso passeio ainda está de pé? Ótimo. Então, até amanhã. Beijos. – Concluiu desligando o telefone. – Oi. – cumprimentou Cris e Samuca.

*******

– Que doidera o que houve com o Duda. – disse Binho lançando uma bola ao alto.

– Ele estava completamente...bêbado? – indagou Thiago.

– Em breve deveremos saber. – afirmou Mosca caçando uma blusa no armário. – Ai, vocês andaram usando minhas blusas? Não estou achando nenhuma aqui.

– Fica dificil saber o que e de quem nesse chiqueiro. – disse Rafa apontando para o armário. – Olha isso, daqui a pouco saiu um rato daí de dentro.

– Não fale isso. – disse Neco envolvendo seus braços nos joelhos.

– Meninos... – chamou Samuca botando apenas sua cabeça para dentro do quarto. – A Carol e o Junior estão lá embaixo e pediram para avisa-los que querem todos lá embaixo imediatamente.

– Já estamos indo Samuca. Obrigado. – agradeceu Rafa. – Então, não vamos deixa-los esperando. Vamos? – indagou Rafa saindo.

Tirando os meninos, todos já se encontravam reunidos na sala. Carol e Junior estavam em pé em frente as escadas conversando baixo, os dois com uma aparência cansada, afinal passaram a madruga com o Duda no hospital. Pata estava sentada na poutrona enquanto Mili encontrava-se em pé ao seu lado, de vez em quando elas trocavam olhares o que chamou a atenção de Bia. O resto das meninas se espalharam pela sala e o mesmo fizeram os meninos assim que se juntaram a eles.

– Boa noite meninos! – cumprimentou Carol com um sorriso de lado. – Peço desculpas por tira-los de seus afazeres, mas o que temos para dizer é de extrema importância. Como sabem, ontem o Eduardo teve um momento delicado durante a festa que vocês foram, o que deixou todos nós muito preocupados. – lembrou Carol enquanto todos escutavam atentamente.

– Pois bem, podem ficar despreocupados, ele já esta melhor e já se encontra em casa. – continuou Junior deixando todos aliviados. – Ele só não pode nos acompanhar pois estava muito cansado e o Doutor Fernando pediu que ele tirasse esse dia para um repouso.

– Mas então, descobriram o que fez ele agir daquela maneira? – indagou Mosca. Quando fez a pergunta Pata e Mili trocaram olhares rápidos.

– Felizmente sim. E esse é outro fato que viemos conversar com vocês. – respondeu Junior passando os olhos por todos.

– Tenho plena convicção que vocês já devem ter ouvido falar sobre o Ecstasy. O Ecstasy é uma droga, bastante comum nas noites, que, como consequências, temos sensação de bem estar, euforia, um desejo maior por relações sexuais, extroversão, entre outros. – explicou Carol. Todos se entreolharam curiosos .

– Quer dizer... você está querendo dizer que o Duda estava sobre o efeito de uma droga? – questionou Cris aparentemente confusa.

– Exatamente. Ele estava sobre o efeito do Ecstasy. – afirmou ela deixando todos boquiabertos. Segundos depois estavam todos discutindo sobre, em segundos o que era para ser um simples conversa passou a ser uma algazarra. – Por favor, silencio. – pediu Carol aumentando o tom de voz.

– Licença Carol. – falou Pata a puxando para o canto. – Eu preciso falar com você, sobre algo.

– Claro princesa, pode falar. – disse ela com seu jeito meigo de sempre.

– Podemos ir até a cozinha? Aqui não dar para conversamos direito. – pediu Pata.

– Esta bem. Vamos. – concordou ela a seguindo para a cozinha.

Na cozinha...

– Bem, já estamos aqui. Pode falar. – afirmou Carol.

– Claro. Queria perguntar algo a você. – falou Pata sentando-se em cima da mesa. – Contaram sobre a droga para o Duda?

– Contamos, mas ele afirmou que nunca ingeriu nenhum tipo de droga, que isso seria loucura. – respondeu Carol. — Ele parecia ter certeza do que estava falando, mas sua expressão parecia confusa.

– Acho que armaram para cima dele.... Digo, tenho quase certeza disso. – afirmou ela. – Você sabe que o pessoal do Orfanto tem uma rixa com umas pessoas aqui da vizinhança. Pois bem, ontem na festa, o Duda discutiu com a Janu, que faz parte desse grupo, porque ela insistia em dar em cima dele sendo que ele deixou claro que não queria nada com ela. Imagino que isso tenha sido uma vingança. E tem mas, eu vi o Janjão, que também faz parte da rixa, conversando com o Duda pouco antes dele dar aquele vexame todo. – concluiu Pata sem ar.

– Eu já vi do que esses indeliquentes são capazes mas imagino que não tenha provas concretas contra eles, certo? Será sua palavra contra a deles.

– Eu sei disso, mas mesmo assim temos que tentar tomar alguma atitude, esses idiotas já foram longes de mais. – afirmou irritada.

– Se estiver certa, vamos tomar atitudes, mas antes precisamos que o Duda se lembre de alguma coisa que possa nos ajudar. – disse Carol.

– Claro. Posso vê-lo? Hoje? De preferência agora? – indagou Pata.

– Calma Patrícia. O Duda ainda está meio desnorteado por conta do que houve, temos quer dar tempo a ele. Mas, prometo que assim que ele estiver melhor peço que ele venha ao Orfanto, assim vai poder conversar com ele.

– Desculpe, me empolguei um pouco. – afirmou rindo. – Está certa temos que esperar mas um pouco. Agora, vamos voltar a sala, o Junior deve estar lhe procurando.

No pátio...

Ligação On

– Alô? Bel?

– Oi Rafa.

– Foi mal não ter atendido antes, estava bastante ocupado.

– Não tem problema. Amor, tenho algo serio para conversar com você, é precisa ser o mas rápido possível.

– Claro, claro. Aconteceu alguma coisa?

– Aconteceu sim. Algo ruim. Podemos nos encontrar amanhã?

– Combinado. Pode ser aqui no Orfanato?

– É...acho que sim. Preciso ir, até amanhã. Te amo.

– Também te amo.

Ligação Of

– Estranho. O que de tão serio pode ter acontecido? – questionou Rafa para si mesmo. – Bem, terei que esperar até amanhã.

Notas finais
Tretas e mais tretas... Mariah e Janu dupla dinâmica. Ih Rafa acho que ferrou pro teu lado, hein. Espero que tenham gostado. Até breve. Beijocas