Notas iniciais
Postei esse cap antes do previsto pq vou viajar : .
boa leitura :*

Na manhã seguinte fiquei mofando no meu quarto como antigamente. Não queria que ninguém fosse atrapalhar o meu momento “fazendo nada”. Mais minha tranqüilidade chega ao fim.

- Clarie você esta bem? – Minha mãe dizia puxando uma cadeira e se sentando ao meu lado.

- Ah... Estou sim mamãe. Isabella te contou o que aconteceu ontem no shopping não é? – Eu dizia ligando meu computador.

- Sim ela me contou. – Minha mãe deu uma pequena pausa. Sabe aquelas pausas que dão medo? – Diga-me querida por que fez aquilo na frente de todos?

- Por que eu odeio a Laura. Essa é uma boa resposta mamãe? – Eu disse friamente olhando pra ela seria.

- Você não pode odiar ninguém.

- Como você não odeia a vizinha que vive te espionando?

- É diferente...

- Não, não é! A Laura é tipo assim... Eu consigo arrumar um amigo. UM amigo, e o que ela faz? Da uma de coitadinha e quase come e menino. Eu to cansada disso mãe, eu to cansada dessa garota ficar se intrometendo na minha vida!

- Hã... É... Querida seja bem sincera comigo, pois não a melhor amiga que sua mãe. Você gosta do garoto?

- A qual é mamãe! Eu nem sei por que eu to conversando com você. Agora me da licença que eu preciso conversar com a Alice.

- A Alice nem esta aqui garota!

- É por isso que existe uma coisinha chamada... Internet!

- Há... Grande coisa eu uso o telefone! – Minha mãe saia do meu quarto mostrando a língua pra mim. Parecia uma criança de 5 anos.

Fiquei a manhã toda conversando com Alice... Assuntos muito idiotas. Xingamos de tudo quanto é nome a Laura e até inventamos alguns palavrões. Dei um time pra telinha do meu computador abri a cortina e comecei a olhar pra fora. As pessoas passando na rua, as crianças brincando, os carros passando. Enfim de alguma forma tudo ali me inspirava. Avistei minha irmã brincando no quintal da minha casa. Coloquei alguma roupa casual pela primeira vez. Desci as escadas e corri para ver minha irmã brincando mais de perto.

- Oi Clarie! – Isabella dizia pegando a bola de basquete.

- Oi Isa. Olha me desculpe fazer você passar por tudo aquilo ontem.

- Tudo bem... – Ela dava um sorriso forçado.

- Escuta... – Levantei o rosto dela de forma que olhasse diretamente nos meus olhos. – Você não devia ter dito pra mamãe. Eu mesma iria falar ano que vem.

- E falta quanto tempo pro ano que vem?

- Cinco meses... Não importa mais. Você já contou mesmo. – Olhei para a cesta de basquete que estava baixa para minha irmã alcançar. – Ta afim que jogar? – A desafiei prendendo meu cabelo que pela primeira vez estava arrumado.

- Claro! – Aceitou minha irmã na hora.

Obviamente eu a deixei ganhar. Eu era a melhor jogadora de basquete da minha escola mais minha irmã não sabia. Deixei que ela fizesse 5 cestas. Fiz apenas uma. Vi que uma pessoa conhecida estava andando pela minha rua. Sim era Rafael.

- Clarie! Preciso falar com você.

- Fale. Ninguém esta te impedindo. – Eu disse curta e grossa.

- Uau! Muito obrigado pela simpatia Clarie. – Ele dizia ironicamente enquanto eu me aproximava lentamente dele. – Por que fez aquilo na minha frente depois de ter mandado aquela carta?

- E por que você continua com a Laura depois da carta que te mandei?E da que você me mandou... – O deixei em uma situação sem saída.

- Eu terminei com a Laura depois da confusão que deu ontem no shopping. E não adiantaria nada ficar com ela sendo que eu amo você.

Confesso que me emocionei mais ouvindo aquelas palavras da boca dele. Fiquei complemente sem reação. Senti meu corpo ficar gelado. Comecei a tremer e sentir lagrimas correndo pelo meu rosto.

- Não vai dizer nada? – Ele estava com o tom de voz de decepção.

- Eu... – Vi minha irmã correndo na rua para pegar a bola que havia escapado de suas mãos, mais havia um carro em alta velocidade vindo em direção a ela. – ISABELLA! – Gritei o mais alto que podia. Mais isso apenas piorou, ela virou-se para olhar pra mim sem prestar atenção no carro.

Quando minha irmã virou-se pra mim, o carro tentou parar mais já era tarde. O vidro do carro quebrou-se com a cabecinha da minha irmã.

- ISABELLA! – Gritei enquanto corria para tentar ao menos socorrê-la. – Fala comigo Isabella! – Gritei enquanto a chacoalhava. – Coloquei minha cabeça sofre seu peito e comecei a chorar enquanto as pessoas ali em volta observavam. Alguns chamavam a ambulância. Rafael tentava me acalmar. Com minha cabeça sobre o peito da minha irmã tinha esperanças de ouvir seu coraçãozinho bater forte ainda. Mas não adiantava. Não conseguia ouvir nem sentir seu coração bater.

Sentia uma lagrima atrás da outra correrem no meu rosto. Vendo minha irmã ali deitada sem conseguir se mexer. Eu não conseguia ouvir seu coração bater. Seu corpo esfriando aos poucos. Não via mais o sorriso dela no rosto. Seja o que acontecesse ela sempre estava ao lado de todos tentando nos animar com seu sorrisinho simpático no rosto. Rafael estava ao meu lado me aconselhando. Comecei a mudar meu jeito de ser com minha irmã, e um pequeno tempo depois ela se vai. Eu sabia que ela havia morrido.

Logo a ambulância havia chegado, pegaram de pressa o corpo da minha irmã e colocaram na maca, com esperanças de que ainda estivesse viva ou poderiam salva-la. Como meus pais estavam trabalhando eu mesma fui junta a ela. Rafael pegou um táxi e seguiu a ambulância e ia de pressa ao hospital. Fiquei ao lado da minha irmã. Nunca havia derramado lagrima se quer por ela. Aquilo era forte dentro de mim. Minha vontade era estar no lugar dela. Não viver mais e sim deixar que ela fosse feliz. Chegando ao hospital ela foi encaminhada de pressa a uma sala. Não me deixaram ver nada do que acontecia lá dentro. Médicos e enfermeiros tentavam em acalmar. Logo Rafael chegou ao hospital. Agachou-se em minha frente e me abraçou. O calor do abraço dele fazia-me bem.

- Ela vai ficar bem... – Ele dizia chorando junto a mim.

- E se ela não ficar? Eu vou me sentir culpada Rafael! – Meu corpo magro abraçava o mais forte possível ao corpo dele.

-Tenha fé Clarie! Eu não vou te abandonar agora ok? Nunca! Eu amo você vou ficar ao seu lado sempre... E ela vai ficar bem!

Aquilo me comoveu. Ele ficou comigo no hospital até que alguém fosse me mandar novidades sobre Isabella.

Notas finais
me dediqueii muito
review?