Mudanças

4 Capítulo 4


Notas iniciais
Boa leitura.

Após treinar por um tempo com Sasuke, Suigetsu volta ao esconderijo. Enquanto caminhava pelos corredores passa pela porta do quarto de Mai e escuta a garota tossindo. Ele decidiu entrar.

— Mai, está tudo bem aí?

Mai estava sentada na cama, extremamente pálida.

— Não me lembro da Karin deixar você tão ruim assim.

A garota suspirou.

— Ela não deixou. Feche a porta Suigetsu.

Ele fechou a porta e sentou-se ao lado de Mai.

— O que foi? – Perguntou.

— Lembra quando você e os outros me perguntaram porque eu vim para cá?

— Sim. Você disse que tinha seus motivos, mas não disse quais eram.

— Então, é esse.

— Não entendo. Você está morrendo, doente ou algo assim?

— Não. É que meus jutsus de ataque tem efeitos colaterais. Eu vim para cá porque Orochimaru me disse que poderia tentar consertar isso, mas só depois que ele conseguisse implantar meu poder de regeneração nele.

— Você não consegue regenerar os danos?

— Não. E é bem provável que quando Orochimaru achar uma maneira de cortar os efeitos colaterais eu perderei meu poder de regeneração.

— Isso me parece um acordo ruim...

— De certo modo sim. Mas eu prefiro lutar do que me curar. Me curar só salva a mim mesma...

A garota ficou quieta. Seus pensamentos pareciam estar longes. Tem um passado nessa escolha, pensou Suigetsu.

— Suigetsu, por favor não conte nada disso aos outros.

— Seu segredo está seguro comigo.

— Obrigada.

(...)

Duas semanas depois...

(...)

Itachi acordou sentindo-se péssimo. Já cuspia sangue na pia do banheiro a meia hora, seu corpo parecia querer desabar. Os remédios não estavam mais fazendo tanto efeito quanto antes. Quando finalmente parou de tossir, ligou a torneira e lavou o rosto, olhou-se no espelho da pia. Estava acabado, nem sabia quando tinha piorado tanto. Nem sabia quanto tempo ainda tinha.

Secou seu rosto na toalha e saiu do banheiro.

— Há quanto tempo está aí? – Disse Itachi. Kei estava encostada na parede ao lado da porta.

— Não muito tempo. Adoro ver coisas bonitas sofrerem. – Disse a garota. O Uchiha sentou-se em sua cama respirando pesadamente, estava cansado, muito cansado.

— Nossa você está péssimo. Posso fazer alguma coisa? – Perguntou Kei.

— Pode pegar o frasco dentro da segunda gaveta, por favor.

Ela buscou o remédio. Era um pequeno frasco branco, quando abriu viu uma pequena quantidade de pílulas verdes. Pegou uma e levou a Itachi, que enchia um copo d’água com a jarra que estava em cima do criado mudo.

— Aqui está. – Disse Kei entregando-lhe a pílula. Ele agradeceu e tomou o remédio.

— Vou descansar um pouco. – Disse o Uchiha e deitou-se na cama.

— Ok. Pode deixar que eu e o Kisame cuidamos das missões.

— Obrigado. – E adormeceu.

Kei foi em direção a porta do quarto, Kisame estava do outro lado.

— Oi. Só um segundo. – E silenciosamente fechou a porta atrás de si. Então a garota suspirou. – Ele é tão lindo pra morrer...

— Como ele está? – Perguntou Kisame.

— Muito mal. Acho que seremos só eu e você nessa.

— Ok. – Ele disse. – Pegue seu equipamento, já estamos indo.

(...)

Nayuki caminhava pelos corredores de seu local favorito. Era ali que podia interrogar a todos, que podia fazê-los sofrer. As duas últimas semanas tinham sido interessantes. Acabar com a resistência dos jovens ninjas de Konoha era crucial, já havia interrogado e trancado alguns, sentia que estava chegando perto de descobrir o que aqueles que não tinham sido afetados estavam planejando.

Virou no corredor a esquerda, o som de seus sapatos enquanto caminhava e os gritos distantes eram os únicos barulhos por ali, e Nayuki adorava isso. Parou em frente a uma porta de metal e entrou. A sala era pequena, úmida, tinha o cheiro metálico de sangue e suor. Neji estava no centro, amarrado a uma cadeira de madeira.

— O que você e os outros estão planejando? Quero nomes e respostas! – Disse Kakashi.

— Kakashi, você não entende! Ela fez algo com você e os outros! Precisa acordar! – Disse o Hyuuga desesperado.

— Não foi isso que perguntei! – Disse Kakashi, e eletrocutou Neji mais uma vez, que apenas gritou.

Nayuki riu.

— Pode parar Kakashi. Eu assumo daqui.

— Sim senhora. – Disse o ninja. Fez uma reverencia e retirou-se da sala.

— Tudo seria mais fácil para você se simplesmente me dissesse o que quero saber. – Disse ela, e começou a caminhar circulando a cadeira onde Neji estava.

Ele não respondeu. Ela parou atrás da cadeira, aproximou-se e disse no ouvido do garoto:

— Eu posso tornar tudo isso três vezes pior! É só questão de tempo até eu descobrir o que você e aquele bando de vermes estão planejando!

Ele ainda não disse nada.

— Ok. – Nayuki disse. – Vamos ver se consegue ficar tão calado depois que eu passar um tempinho com você.

(...)

O time 7 e os outros times estavam escondidos em um templo do clã Hyuuga.

— Hinata, tem certeza que ninguém mais vai vir aqui? – Perguntou Sakura.

— Sim. Não se preocupe. – Respondeu.

— Precisamos bolar um plano para salvar o Neji. – Disse Tenten.

— Por que não simplesmente só invadimos lá?! – Lee disse.

— Não podemos! Eu não quero ter que lutar até a morte contra meus pais! – Disse Ino aflita. – Ninguém de nós quer!

— Eu sei. É só que não podemos só ficar aqui sem fazer nada! – Disse Lee. – Temos que salvar o Neji!

— Ei, Shikamaru, não conseguiu pensar em nada ainda? – Perguntou Chouji a seu companheiro de equipe.

— Espere só mais um pouco. – Shikamaru respondeu.

— E de pensar que aquela bruxa conseguiu controlar até o Kakashi. – Disse Sakura.

— Precisamos entender melhor como o jutsu dela funciona. – Disse Sai. – E planejar o que fazer depois de salvar Neji.

— Precisamos sair de Konoha. – Disse Naruto, que estava calado até então.

Kiba levantou-se e agarrou Naruto pela gola da camisa.

— Kiba! – Disse Hinata.

— O que foi que você disse seu idiota?! Você quer fugir?! Essa é nossa vila! Nosso lar! – Gritou Kiba.

— Isso mesmo! E temos que salvar o Neji! – Disse Tenten.

— Vocês não entenderam! – Disse Naruto, tirou as mãos de Kiba de sua blusa. – Eu quis dizer que-

— Que depois de salvarmos Neji devíamos ir embora e nos escondermos, planejar um jeito de derrotar a Nayuki de fora da vila. Assim as chances de termos que lutar contra nossa família diminui. – Disse Shikamaru.

— Sim. – Disse Naruto.

— Não é um plano ruim. – Disse Sai.

— Podemos tentar pedir ajuda as outras vilas, ao Gaara. – Naruto falou.

— Acho que ela fez algo as outras vilas também. – Começou Shikamaru. – Mas precisamos confirmar.

— Ao Gaara?! – Alterou-se Naruto.

— Fale baixo garoto! – Disse Sakura e deu-lhe um cascudo.

— Aii Sakura! – Naruto disse massageando o calo em sua cabeça.

— Shikamaru, já pensou em um plano para salvar o Neji? – Perguntou Hinata.

— Sim. Vamos fazer o seguinte...