Mudanças
5 Capítulo 5
Notas iniciais
Nayuki estava emburrada na sala da hokage, ter que lidar com a burocracia era um saco, mas precisava dos fundos da vila. A única coisa divertida era ir no seu lugar favorito fazer o que mais gostava: fazer alguém sofrer. Já era tarde da noite e não havia tido nenhum progresso com o garoto Hyuuga, ela foi criativa na tortura, mas Neji não cedeu. Verme teimoso, pensou. Acabou por deixar ele aos cuidados de sua fiel subordinada e foi organizar as pilhas de documentos que estavam sob a mesa.
(...)
— Só me diga o que Nayuki quer saber garoto, e tudo isso vai parar. – Dizia Hinamori, a subordinada de Nayuki. Ela não gostava de ter que torturar aquele adolescente, mas faria qualquer coisa que sua mestra lhe pedisse.
— Não. – Respondeu Neji cansado. Já estava exausto de tudo aquilo, mas nunca iria trair seus amigos, nunca.
Hinamori se aproximou dele e disse:
— Olha, só responda ok? Nayuki não vai te dar descanso até você responder.
O Hyuuga não respondeu. Hinamori suspirou.
— Mas que saco! Diga logo de uma vez! – Ela alterou-se. Alguém bateu a porta. Hinamori pediu que entrasse. Era um Anbu.
— Nayuki está chamando você. – Disse o Anbu e depois retirou-se.
Hinamori saiu da sala. Quando a kunoichi já estava longe o Anbu seguiu até a ala das celas e trancou-se lá. Feito isso ele caiu.
Não muito longe dali, encontravam-se Shikamaru, Ino e Chouji.
— Boa Ino! – Disse Shikamaru a companheira. Em seguida comunicou-se com Naruto pelo equipamento que usava.
— Naruto,Sakura, é com vocês.
— Certo. – Respondeu Sakura.
— Pode deixar! – Disse Naruto energético. Sakura deu-lhe um cascudo.
— Fale baixo seu idiota!
Os dois seguiram caminho até onde Neji estava. Encontraram-se com Kiba e Hinata em frente a porta.
— O caminho para a saída está limpo. – Disse Kiba.
O quarteto então abriu a porta. Neji estava lá amarrado à cadeira de cabeça baixa e ensanguentado.
— Neji! – Disse Hinata e correu até o primo. Começou a desamarra-lo. Sakura aproximou-se para dar uma olhada nele.
— Hinata... – Disse Neji, quase como um sussurro.
— Vamos tirar você daqui. – Disse Hinata.
Após desamarra-lo, ela e Sakura apoiaram os braços de Neji em seus ombros e o quarteto seguiu caminho rumo a saída.
— Não tinham muitos guardas aqui, e nenhum Anbu... – falou Kiba desconfiado.
— Sim. – Respondeu Shikamaru pelo comunicador. – Como eu havia dito pode ser uma armadilha para nos capturar. Cuidado. Sabem o que fazer.
O grupo continuou seguindo. Shikamaru, Chouji e Ino estavam do lado de fora. Quando Kiba, Naruto, Hinata, Sakura e Neji finalmente chegaram a saída, deram de cara com Nayuki, Hinamori e cinco Anbus.
— Vocês são realmente estúpidos. Caíram direitinho na minha armadilha. – Disse Nayuki com um sorriso no rosto. – Peguem eles! – Ordenou aos Anbus.
Os cinco Anbus e Hinamori partiram para cima do grupo. Naruto e Kiba colocaram-se em posição de batalha.
— Parem! – Gritou Nayuki de repente.
— O que foi mestra? – Perguntou Hinamori incrédula.
— Olhem para eles! São clones! – Disse Nayuki com raiva.
Já na floresta ao redor de Konoha, corriam Shikamaru e todos os outros.
— Ela notou que são clones. – Disse Naruto.
— Então precisamos nos apressar. – Shikamaru informou a todos.
(...)
Mas tarde naquele mesmo dia...
Kisame e Kei estavam a caminho do local da missão. Eles foram ordenados por Pain a procurar um dos templos amaldiçoados. Essa foi a missão designada as akatsukis. Pain havia obtido informações sobre um arsenal de jutsus proibidos e armas ninjas lendárias. Ninguém sabia onde era, só que se precisavam de quatro chaves para abrir e em uma delas estaria a localização. As chaves tinham sido escondidas em quatro templos amaldiçoados, repletos de armadilhas.
— Mas eaí Kisame, o Pain costuma mandar todos fazer missões baseadas em boatos? – Perguntou Kei ao nukenin. Kisame riu.
— Você só está brava porque foi Yuriko que disse a ele sobre isso. – Kisame respondeu. Yuriko era a sacerdotisa que Deidara e Sasori recrutaram. Kei a detestava.
— Aquela vaca é muito inútil! Ela entrou na Akatsuki pra cuidar do Itachi e ele está cada vez pior! – Disse Kei indignada.
— Sim, realmente. – Respondeu Kisame. Kei de repente parou de caminhar, virou-se para Kisame e disse animada:
— Ei! Nós deveríamos matar ela!
Kisame riu mais uma vez.
— Não podemos matar um membro. – Disse ele.
— Ah ninguém ia saber! Não vai nem fazer falta.
— Tem regras bem rígidas contra matar um membro da organização sabia?
— Mas ela tá lá a pouco tempo!
— Você também.
— Vocês sentiriam minha falta. – Disse Kei.
— Ahãm, continue pensando isso. Venha, temos que achar esse templo logo. Você está tagarelando demais hoje.
— É porque não tenho o corpo sexy do Itachi pra admirar. Não gosto muito da cor azul...
Kisame riu.
— Vai se ferrar Kei.
— Vai você.
(...)
Já no esconderijo de Orochimaru, Mai e Suigetsu conversavam longe de todos.
— Eles estão cheios de conversinhas esses dias, não é? – Disse Karin a Sasuke. O Uchiha nem respondeu.
Suigetsu e Mai estavam tomando chá.
— E foi assim que ganhei daquele cara. – Contava Suigetsu sobre uma luta qualquer que o ninja teve.
Mai ria da história.
— Eu nunca batalhei contra ninguém sabia? – Disse a garota.
— Sério?!
— Sim. Bom, teve uma vez... mas acho que não conta.
— O que houve?
— Bem, vou direto ao assunto...
Suigetsu ficou atento.
— Eu tinha uma família. Mãe e duas irmãs. Meu pai já havia falecido. Um dia quatro ninjas invadiram nossa casa e da nossa família eu era a única com alguma habilidade de luta, mesmo que defeituosa. Eu tentei atacar um dos caras e o acertei com meu chakra, ele caiu, porém, os efeitos colaterais me acertaram e acabou que não consegui fazer mais nada. Os outros bandidos mataram minha família bem na minha frente. Depois de roubarem algumas coisas cortaram minha garganta e foram embora. Eu regenerei antes de perder sague demais. Segui os bandidos até a floresta, mas eles já estavam mortos. Foi quando conheci Orochimaru. Acho que os caras tentaram capturar ele para pegar alguma recompensa.
— Má escolha a deles. – Disse Suigetsu.
— Sim.
(...)
Shikamaru e os outros continuavam correndo.
— Precisamos achar algum lugar para nos esconder. – Disse.
O grupo continuou correndo. Ao chegar em uma clareira quatro Anbus- Ne apareceram.
— Droga! – Disse Kiba.
— Entreguem-se e não precisarão lutar! – Disse um dos Anbus.
— Fora de cogitação! – Respondeu Sakura, já vestindo suas luvas de combate.
Todos já se preparavam para lutar, mas antes de avançarem alguma coisa muito rápida matou três Anbus e segurou o outro pelo pescoço. Era um homem. Tinha os cabelos negros e lisos que iam até os ombros, cada uma de seus olhos era de uma cor, um tinha um tom de azul vívido e o outro era preto. Ele tinha a pele pálida e algumas veias de seu rosto também eram negras. Usava uma capa. A capa da Akatsuki.
— Quem é você desgraçado?! – Disse o Anbu ainda pendurado pelo pescoço.
— Não gosto de Anbus. – Disse o akatsuki, e usou a mão que não segurava o Anbu para arrancar o coração do mesmo. O ninja caiu sem vida.
O akatsuki levou o coração do Anbu até a boca e começou a comê-lo. Shikamaru e os outros assistiam em choque. Quando o ninja terminou sua refeição olhou para o grupo. Ino começou a tremer.
— Quem é você? – Disse Shikamaru.
— Ori...
O akatsuki virou-se e começou a ir embora.
Então eles já recrutaram alguém, pensou Shikamaru.
— Precisamos ir. – Disse ao resto do grupo. Ino ainda tremia, mas seguiu caminho junto aos outros.
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