Mudanças
19 Capítulo 19
Notas iniciais
Pov’s Temari
As lagrimas saiam de meus olhos sem minha permissão. Por mais que eu fizesse força para controlá-las era tudo em vão. Os olhos verdadeiramente magoados do meu irmão mostravam, claramente, os erros que eu havia cometido e todos que eu ainda cometeria.
Desde sempre Kankurou foi minha família, minha única família. Gaara fora criado longe de mim e dele, nosso pai sempre estava ocupado com a vila, nossa mãe era a única que nos dispensava alguma atenção, mas como ninja tinha suas obrigações. Ele como mais velho cuidou de mim, como se fosse meu pai. Ele amadureceu muito cedo e sempre teve à mim, unicamente a mim, para confiar. E eu não confiei nele.
Quantas vezes eu não havia visto as lagrimas em seus olhos, prontas para cair, mais seguras pela força e carinho que ele nutria. Eu me sinto um monstro,é como se eu tivesse sujado uma fonte pura.
Antes de Gaara se tornar mais sociável eu lembro que toda noite Kankurou passava por cima das ordens do nosso pai e ia até lá, dar um beijo de boa noite nele.
Não vou suportar perder meu irmão. Minha fonte de força. Se eu cheguei até onde estou hoje é por que ele esteve lá. Se machucando nas missões para me proteger, enfrentando meu pai e todos na vila que não gostavam ou acreditavam em mim.
Agora já não me importa que todos vejam o quanto eu sou fraca e sensível, não importa que eu esteja no chão, presa apenas pelos braços fortes do Shika, não me importa que ele veja minha fraqueza, por que nada mais importa. Não me interessa ter essa imagem de durona sem minha família.
Shika parecia totalmente perdido, ele nunca me vira chorar, então é natural que ele esteja assim. As lagrimas continuavam a descer e nada parecia ser capaz de pará-las, nem mesmo as poucas palavras de conforto vindas dele. De um momento a outro seus braços não só me sustentavam, mas agora cumpriam a tarefa de impedir que eu saísse correndo. Por mais que eu colocasse força e implorasse para que ele me soltasse com gemidos fracos ele não o fazia. Eu precisava ir atrás do meu irmão e ele não entendia isso. Eu não consegui enxergar nem ouvir mais nada a minha volta, tudo o que importa é fazer o Kankurou me perdoar, vou contar toda a verdade para ele, é isso! Pedir, implorar se preciso, pelo perdão dele. Eu faço qualquer coisa para tirar a magoa dos olhos dele. Para ouvi-lo dizer que vai ficar tudo bem.
—Me solta! Agora! Eu preciso... preciso ir atrás dele! Me deixe ir Shika! –Essa foi à primeira frase que eu tive certeza de sair dos meus lábios, todo o resto tinha sido grunhidos e gemidos de pura dor e agonia.
—Não Tema! Se acalme que eu vou atrás dele para você! Eu o trago de volta...
—Não, Shikamaru! Deixe ele ir, ele ainda está muito nervoso é melhor esperar que ele se acalme. Ele e Temari sempre foram muito próximos, deve ser difícil para ele. Muito bem, agora se acalme Temari. –A voz de Gaara saiu como um comando, sei que essa não era a intenção dele, mas me pareceu tão insensível. –Venha, vamos subir.
—Não seja tão frio Gaara! Temari está mal! –Ela se abaixou deixando seu rosto muito próximo do meu, seus olhos tinham um brilho melancólico, mas seus lábios guardavam um sorriso de conforto. –Essa não é a Tema que eu conheço, não pelas lagrimas e pelo sofrimento, mas sim por que você ainda está sentada aqui, esperando palavras de conforto ao invés de levantar e ir à luta! Se ele não quer te ouvir agora prepare sua voz para quando ele estiver pronto para ouvir. –Devolvi o sorriso da melhor maneira possível, mas as lagrimas continuavam a escorrer dos meus olhos. –Vamos subir. A noite foi muito longa para todos nós.
—Você está certa! Essa não sou eu. --Com dificuldades me levantei, tendo os braços fortes ainda presos ao redor da minha cintura. –Primeiro eu preciso de um bom banho e uma boa noite de sono.
Subimos os quatro juntos, o Shika ainda abraçado a minha cintura e Gaara segurando a mão da Ino. Pareciam até um casal de verdade, talvez esse casamento não fizesse tanto mal a eles no final. Meu quarto ficava de frente com o do Gaara e chegando nessa parte eu notei a quantidade de ninjas que me observava.
Bando de abutres nojentos. Não preciso deles me encarando, ou tendo dó de mim. Entrei no meu quarto sendo seguida pelo Shika, ainda não sei por que ele não foi embora. Antes de fechar a porta Ino ainda tentou conversar.
—Quer que eu fique ai, com você? –Sorri de canto para ela antes de responder.
—Não precisa, o Shika ‘tá aqui e eu sei que não foi para bancar a minha baba que você veio. –Vi ela corar e sorri ainda mais. –Podem ir namorar a vontade, que eu não vou atrapalhar! –Ouvi o Shika soltar uma risada que foi acompanhada pela minha própria. Ele já estava dentro do meu quarto com os braços na minha cintura, apertando de leve.
—Vocês podem ir descansar, Konoha é de minha inteira confiança, não há a necessidade de ficarem de guarda. Só ordenei que ficassem aqui para não preocupar os anciões. –Gaara falou para os shinobis que nos encaravam e sem esperar uma resposta ele se adiantou até me abraçar com delicadeza, afastando as mãos do Shika. Um pouco aturdida retribui o abraço, nesse momento ouvi a voz dele, sussurrando para o Shikamaru. –Por que ainda não foi embora?
—Vou ficar aqui. Não se preocupe, não vou fazer nada demais. Só que deixar ela sozinha em um momento como esse é muito estranho. –Ele sussurrou em resposta. E tenho de admitir que têm muita lógica a resposta dele, mas não gostei nada de ter de dormir com ele. Mesmo sabendo que vamos dormir juntos depois do casamento. Não sei se estou preparada para isso, mas também não quero ficar sozinha essa noite.
—Se eu ao menos sonhar que você encostou um dedo nela você morre, mesmo sendo meu amigo, Nara. Não vou pensar duas vezes, nem hesitar.
—O mesmo vale para você. Ino é como uma irmã para mim, Sabuko No. –Seu tom era serio, não entediado como sempre. Eles estavam mesmo ameaçando a vida um do outro. Gaara começou a se afastar e logo percebi que nenhum dos ninjas de Suna estavam ali, ninguém seria louco o suficiente para contradizer uma ordem dele.
—Não se preocupe com ele Tema, eu já fiz muitas coisas que ele não gostou, mas ele sempre esteve lá. Vai te entender e perdoar, só de tempo a ele. –Concordei com um pequeno aceno de cabeça a acompanhei, com os olhos, ele e Ino entrarem no quarto da frente e só depois eu fechei a porta do meu quarto.
Shika voltou a me abraçar, na me fiz de rogada retribuindo o abraço, afundando meus rosto em seu peito, as lagrimas voltando com força renovada.
—Vou passar a noite toda aqui com você, chore o quanto quiser.
Pov’s Sakura
Os beijos molhados dele estavam retirando toda a minha sanidade. Seu torso nu, em cima do meu, gerava um atrito excitante. Não sei se o que ele estava falando era mesmo verdade, mas ele não tinha motivo para mentir e ficar me dando uns amassos na cama?
Tinha?
É lógico que não Sakura! Ele não gosta de você, é só para manter a farsa.
Mas isso não significa que eu não vá aproveitar. Ele está bem aqui, me beijando de forma esfomeada, nada mais me interessa. Minhas mãos agarravam seus cabelos e gemia sem pudor algum, tudo o que estava na minha cabeça naquele momento era aproveitar. Seus beijos estavam agora concentrados em meus seios,mesmo por cima do tope que eu usava. Aquilo era bom, muito bom.
Deixei minhas unhas passarem pelas costas dele em uma pequena provocação, que foi respondida por uma mordida no bico do meu seio esquerdo e um gemido rouco dele, que foi acompanhado pelo meu próprio.
—S-sakura!... P-posso? –Ele perguntou se referindo a minha calça de moletom. Mesmo muito temerosa eu acenei que sim. Pode até ser que nós transemos hoje, mesmo eu sendo virgem, ser dele sempre foi o meu maior desejo, então não importa se não vai ser o romântico ou especial.
Só tem que ser com ele. Se for com ele já vai ser a maior alegria da minha vida.
Eu sou mesmo um ser desprezível, sem amor próprio e sem vida. Sempre disposta a morrer por ele. Disposta a tudo por ele. Em inúmeros momentos eu estive disposta a deixar Konoha para ir atrás dele. Disposta a deixar minhas amigas, Naruto, minha mestra, tudo, mesmo que fosse para mim ser apenas a medica-nin dele. Mesmo que eu valesse ainda menos do que a Karin valia. Mesmo que ele me matasse, como tentou fazer com ela.
“Sakura hira hira mae yori te ochite
yureru omoi no dake wo dakishimeta
kimi to haru ni negai shi ano yume wa
ima mo mieteiru yo
sakura maichiru”
“A cerejeira floresce após ter caído.
Cada uma das pétalas é um pedaço do meu amor.
Mesmo agora, estou vendo ainda sonhando em poder desta Primavera.
A cerejeira floresce são dispersar.”
Mesmo que ele dissesse que me odiava, dia após dia, eu ainda estaria ao lado dele. Por que é assim que esse meu coração estúpido e estraçalhado pensa. É assim que eu estou fadada a viver pelo resto dessa minha vida amaldiçoada. Viver como um zumbi, que se contenta com os malditos restos.
“Densha kara mieta no wa
itsuka no omokage
futari de kayotta
haru no oohashi
sotsugyo no toki ga kite
Kimi wa machi wo deta
iroku kukawabe ni
ano hi wo sagasu no
sore zore wo michi wo erabi
futari wa haru wo oueta
saki hokoru mirai wa atashi wo aserasete
odakyu sen no mado ni
kotoshi mo sakura ga otsuru
Kimi no koe ga kono mune ni kikoete kuru yo”
Um cachorro vagabundo, de rua. Sem vida, sem amor, sem esperança em um amanhã. Sem nem mesmo querer que exista um amanhã. Queria poder entender as coisas por que já passei, entender o que eu fiz para merecer esse sentimento tão imenso.
“A partir da janela do trem eu podia ver
A trilha que esse dia
Em uma importante ponte que nos encontramos.
O tempo que chegamos Graduados
E você março, na cidade.
No banco colorida, procurando viver novamente nesse dia.
Os nossos caminhos separados
E que bela primavera chegou ao fim.
Meu futuro é como uma flor de cerejeira,
Isso faz-me sentir assustado.
Este ano, novamente, a cerejeira floresce estão a cair
Através da janela do trem Odakyuu.
Dentro de meu coração
Eu ouvir a sua voz.”
Quantas vezes eu já não me peguei implorando por uma morte, de preferência bem dolorosa. Por que só assim para mascarar a dor que eu sinto toda vez que seus olhos encontram os meus e tudo o que encontro é a frieza costumeira.
As caricias continuavam, cada vez mais intensas, assim como meus gemidos, que agora estavam mais altos e estridentes. Não sei ao certo quando ou como, mas já podia sentir que minhas pernas estavam livres da minha calça de moletom. Os braços fortes estavam presos ao redor da minha cintura e os lábios famintos devoram meu seio esquerdo, mesmo por cima do tecido preto que o resguardava de um toque mais intimo.
Minha respiração já não passava de um ofegar rápido, meu corpo estava entrando em ebulição, todas as minhas células pareciam queimar. Eu poderia ter sido lançada em uma pira, que para minha estaria tudo bem. Por que era a respiração DELE que batia, apressada, contra o meu pescoço, por que eram as mãos DELE que tocavam minha pele com aquela delicadeza estrema. Que ele faça o que quiser e bem entender com meu corpo, por que esse é dele, minha alma, meu corpo, meu coração, meus sentimentos, minhas memorias, são todos dele. Será que ainda existe algo meu nesse mundo maldito?
Eu espero que não, a dor de perder mais alguma coisa para esse amor frio, vai ser o meu fim. Disso eu posso ter certeza, não posso continuar assim, mas não existe outra saída. Meu conforto é continuar vendo a alegria dele e dos meus amigos. É tudo o que me resta. Tudo o que sobrou para mim.
Ele estava totalmente vestido enquanto eu só possuía minha calcinha, rosa clara, e meu top preto. Minhas mãos estavam presas na sua nuca, puxando os fios negros, seus lábios beijavam meu pescoço com fome, enquanto dos meus saiam gemidos escandalosos, o que era muito vergonhoso. Ele se afastou alguns milímetros e me encarou nos olhos, meu rosto que já estava vermelho ardeu ainda mais, seu sorriso era o maior que eu já tinha visto em toda a minha vida. Suas próprias mãos seguiram até a barra da camiseta dele e rapidamente a arrancou, jogando em qualquer conto do quarto. Seu corpo voltou para cima do meu novamente e meus lábios foram tomados pelos dele novamente. Seu peito nu roçava no meu de forma provocativa e deliciosa. Minhas mãos desceram para o cós da sua bermuda, a puxei com força e vontade. Precisava sentir mais e mais do corpo dele. Com a ajuda dele eu consegui retirar sua bermuda, deixando ele só de cueca. Nossos lábios se encontraram novamente. Suas mãos passeavam pelas laterais do meu corpo, bem devagar, passei as unhas, arranhando as costas dele de leve.
Não demorou muito para meu top sair do meu corpo me deixando ainda mais exposta. Seus olhos pareceram brilhar, mas não deu para ter muita certeza por que ele logo abaixou a cabeça tomando meu seio direto com os lábios e acariciando o outro com as pontas dos dedos. Puxei seus cabelos com mais força quando ele deu uma pequena mordida no bico, ele dava lambidas, mordidas e chupões fortes alternando entre os dois. Ele abandonou meus seios e seguiu com a boca pela minha barriga, parando no umbigo e fazendo ali uma poça de saliva. Seu nome saia constantemente dos meus lábios cerrados, em uma vã tentativa de me conter. Meu corpo queimava e o dele parecia tão quente quanto o meu. Nem percebi quando, mas minha calcinha foi arrancada do meu corpo e sua boca acariciava, agora, minha intimidade que já estava encharcada. Sua língua penetrava meu corpo com delicadeza arrancando muitos suspiros da minha boca. Seus dedos substituíram sua língua, me estocando com força e pressão. Meus olhos rodavam pelas orbitas e um berro de puro prazer saiu da minha boca. Seu corpo voltou para cima do meu e nossos lábios se conectaram. Minhas mãos se concentraram em tentar retirar a cueca dele, as mãos dele também estavam concentradas nessa tarefa de suma importância. Nada era mais importante do que sentir ele completamente, do que pertencer a ele total e completamente. Nada era mais importante do que ele e eu, apenas isso, apenas nós dois.
Ele foi mais rápido do que eu e retirou a peça incomoda. Meus olhos estavam fechados, mas eu podia sentir que seus olhos estavam grudados no meu rosto. Que vergonha!
—S-sakura... você t-tem c-certeza...?
—S-sim! Q-quero ser s-sua, p-preciso s-ser s-sua!
Senti seu membro começar a me penetrar devagar, a dor existia, mas não era insuportável. Senti o momento exato em que seu membro alcançou meu hímen, ele parou imediatamente e me encarou assustado.
—S-sakura... Você a-ainda é...?
—S-sou, p-por que eu só posso ser sua Sasuke. Eu pertenço somente a você, meu a-amor. –Não pude evitar me declarar para ele, levei minhas mãos ao rosto dele e sorri. Ele retribuiu meu sorriso e continuou a penetração, agora ainda mais devagar do que antes.
—Me diga se quiser que eu pare! Ou se estiver doendo muito. –Assenti com um aceno de cabeça, seu membro deslizava para dentro de mim com delicadeza, onde eu mal conseguia sentir alguma dor.
Pov’s Temari
Com os braços em volta da minha cintura ele me puxou, com delicadeza, até a cama de lençóis claros. Nos deitamos e as lagrimas voltaram a escorrer dos meus olhos, mesmo contra a minha vontade. Os soluços agora eram inaudíveis, apenas as lagrimas quentes, que queimavam minha pele e minha sanidade, ainda persistiam em saltar dos meus olhos.
Devia ter se passado cerca de meia hora quando finalmente as lagrimas cessaram. Meu corpo já não tremia, deve ter sido assim que ele notou que meu momento “frágil” tinha, finalmente, passado. Seus braços se estreitaram a minha volta, prendendo mais meu corpo contra o dele, suas mãos passeavam pela extensão do meu braço, indo até a mão e voltando segundos depois para o ombro.
—Está melhor? –Sua voz saiu tremida, meio abafada.
—Sim, desculpe-me por isso, às vezes eu sou uma boboca chorona. –Soltei uma risada triste enquanto segurava sua mão, impedindo que ele continuasse com a brincadeira suave de subir e descer pelo meu braço com ela.
—Tema... eu, eu sinto muito. Não queria que você brigasse com seu irmão por minha causa. Odeio te ver triste, é como machucar à mim. –Minha respiração travou com a fala dele. –Vou entender se ficar brava comigo, pode me bater, xingar e maltratar o quanto quiser. Eu sou totalmente seu.
—Você não devia me dizer isso, sabe que eu sou uma sádica! –Rimos juntos por um momento, antes dele se levantar. Ele sentou na cama e me encarou nos olhos, ele sorriu de canto e com carinho me puxou pelos ombros, até eu ficar sentada de frente para ele. Seus lábios se colaram aos meus, um beijo calmo, mas extremamente sexy. Com os dentes ele mordia e arranhava meus lábios de leve, às vezes sugando-os para dentro da boca dele. Quando o ar faltou seus lábios passaram para o meu pescoço, beijando, lambendo e chupando suavemente. Não pude evitar que um gemido baixo escapasse dos meus lábios. Suas mãos se ocuparam em soltar meus cabelos com calma, retirando prendedor por prendedor, eu, mais afoita, os dele com pressa e desajeitadamente. Suas mãos desceram, firmes, pelas minhas costas, desabotoando meu vestido com as pontas dos dedos. Alguma coisa, que eu acredito ser a tal consciência, me alertava para que eu parasse imediatamente, mas como eu nunca fui de ligar sobre esse tipo de coisa, fiz exatamente ao contrario, me agarrando ainda mais nos ombros largos dele, gemendo com vontade. Ele deslizou meu vestido, agora já todo aberto, até a cintura com calma e lentidão. Suas mãos voltaram as minhas costas ao mesmo tempo que a boca máscula tomava a minha novamente, dessa vez com mais fúria e paixão.
Sem me dar tempo de respirar, muito menos de pensar, ele abriu meu sutiã e o livrou. Meus seios desnudos tocaram em seu colete ninja e um arrepio perpassou minha coluna.
Minhas mãos afoitas, totalmente opostas as dele que eram calmas e precisas, se apressaram em arrancar aquele empecilho incomodo, mesmo um pouco atrapalhada eu consegui me livrar da peça e da camisa de mangas cumpridas que ele usava por baixo, deixando nos dois nus da cintura pra cima.
Os beijos foram sendo seguidos de outros, ainda mais ardentes e esfomeados. Alguma coisa continuava me mandando parar e eu continuava mandando ela pra puta-que-pariu. Vou deixar para pensar no amanhã, amanhã. É tudo o que me resta a fazer.
Minutos, ou segundos quem sabe, depois ele se afastou. Abri meus olhos, confusa, e encontrei os dele fechados firmemente, antes que eu pudesse perguntar qualquer coisa ele vestiu a camiseta do meu pijama em mim. Não sei de onde veio à camiseta, que devia estar no meu armário, mas obedientemente levantei os braços para facilitar, deixei que ele fechasse os botões com calma. Os olhos dele permaneciam bem fechados, me impossibilitando de, pelo menos, tentar entender o que se passava. De repente ele começa a me beijar e mais inesperadamente ainda para tudo. Eu não consigo entender! Depois as mulheres é que são complexas e confusas! Problemático. É isso que ele é.
Só depois de ter me vestido é que ele abriu os olhos, mas não me encarou por muito tempo. Se afastou, indo até os meus pés, com delicadeza ele soltou as correias das minhas sandálias ninja e as retirou. As colocou no chão, ao lado da cama, suas mãos subiram pelas minhas pernas, parando na barra do meu vestido. Ele voltou a passar um braço ao redor da minha cintura e com esse braço ele me levantou poucos centímetros do colchão, apenas o suficiente para puxar o vestido para fora do meu corpo. Antes que algo, seja coerente ou não, escapasse dos meus lábios- ainda abertos de surpresa e confusão-ele me vestiu com a bermuda curta do meu pijama.
—Agora vamos dormir! –Ele deu um sorriso fofo antes de tirar as próprias sandálias e me puxar de volta para os travesseiros. Minha expressão deve ter congelado, confusão era pouco, muito pouco, para o que eu estava sentindo naquele momento. A respiração dele estava calma, como de costume, enquanto a minha ainda lutava para deixar de ser apenas um esbaforido apressado. Humilhante, com certeza essa palavra era perfeita para descrever a cena.
Minutos depois eu finalmente consegui controlar minha respiração e tirar a expressão surpresa e irritada do rosto. Me aconcheguei mais em seu corpo e deixei que, aos poucos, meu coração se aquietasse e a inconsciência me levasse ao mundo dos sonhos, onde o rosto dele me esperava com um belo sorriso.
Pov’s Hinata
Foi realmente divertido sair com o Shika e a Tema, e claro com o Naruto. Ele continua sendo o mais engraçado e alegre de todos nós. Agora estamos caminhando de mãos dadas para a minha casa, seu sorriso era enorme, parecia muito satisfeito, mas deve ser por que ele conseguiu sair sem pagar novamente, e o pobre do Shika que pagou a conta sozinho. Ele ainda era o mesmo crianção de sempre.
Absolutamente encantador.
Como se fosse necessário mais algum motivo para se apaixonar por ele, como se ele já não fosse irresistível de qualquer modo. Se eu tivesse ao menos alguma chance de conquistar o coração dele, se ele ao menos quisesse me dar uma chance ou se importasse comigo o suficiente para me dar uma única palavra de consolo, qualquer coisa. Mas nada. Nem ao menos isso eu mereço.
Já estávamos na estrada de terra que levava á entrada principal do clã, onde meia dúzia de ninjas faziam a guarda. Não estava com a menor vontade de discutir com meu pai de novo. Meu bom humor já tinha morrido á muito tempo.
Nossos passos eram pequenos e mansos, sem pressa alguma. Aquilo poderia durar eternamente.
—Você está melhor Hina? Eu sei que discutir com o seu pai não deve ser muito agradável.
—E não é mesmo, mas o pior é morar com ele. Acho que já passou da hora de eu ir embora dessa casa. –Soltei um suspiro cansado e sorri me virando para ele. –Mas está tudo bem, você está aqui comigo e eu sei que vai ficar pra sempre do meu lado, não é?
—Pode ter certeza de que eu não te largo nunca mais, minha bonequinha! Mas você não disse que não pode ir por que só você pode assumir o controle do clã?
—É, duvido que eles me deixem livre de assumir o cargo.—Nós tínhamos parado de caminhar e agora nos olhávamos nos olhos. Resolvi que talvez não tivesse problema contar a ele. –Durante a guerra, eu estava em uma situação critica e então eu descobri, ou melhor, consegui ativar uma parte do Byakugan que nem mesmo meu pai possui.
—Isso quer dizer uma coisa que eu sempre soube: minha bonequinha é bem mais poderosa do que aquele velho rabugento. –Ele deu um sorriso e se inclinou para mim, nossos lábios se tocaram, ele começou um beijo calmo e gostoso. Retribui com o mesmo entusiasmo, mas logo nos separamos e continuamos nosso caminho.
Nos despedimos com um beijo calmo e eu entrei para casa, meu pai estava na sala, mas não me dei ao trabalho de sequer olhar para a direção dele, segui direto para o meu quarto e tranquei a porta. Amanhã será um grande dia, nem consigo acreditar que vou mesmo fazer isso. Ir embora daqui não é o problema, na verdade eu sempre desejei estar o mais longe possível de tudo isso, mas saber que amanhã eu vou estar um passo mais perto de me casar com o grande amor da minha vida, isso sim é confuso e cansativo.
Não gosto nem de pensar em como as coisas serão daqui para frente, vou apenas deixar a vida seguir seu curso e tentar sobreviver pelo bem da minha vila. Como uma boa shinobi.
Tomei um banho bem gelado e fui me deitar, orando silenciosamente para que Kami-Sama me ajude a proteger a vila, que me ajude a suportar tudo o que está por vir, que me ajude a colocar minha família-meu clã-de volta para o caminho certo, e que eu tenha força para segurar as ideias malucas do meu pai.
É tudo o que eu peço, mas acho que já é muito, não é mesmo? Não vale nem a pena continuar com as minhas preces, nem mesmo pensar no Naruto.
A noite foi longa, mas calma sob alguns aspectos. O sono foi difícil de chegar, mas enfim eu dormi.
Pov’s Naruto
Deixei Hinata em casa e voltei para o meu apartamento, talvez eu devesse dar uma olhada na casa que eu herdei dos meus pais, afinal vou me casar com ela logo, então precisamos de um lugar decente para viver. E criar nossos filhos. É isso!
Meu apartamento continuava a mesma bagunça de sempre, mas não ‘tô afim de limpar nada agora, segui direto para minha cama. Depois de comer aquela quantidade absurda de ramem nada melhor do que dormir. Peguei no sono quase que imediatamente e sonhei com o sorriso tímido dela.
Pov’s Gaara
Ino sentou na ponta da cama e sorriu para mim, como se desculpasse.
—Se eu ficasse em casa meu pai poderia tentar captar alguma coisa dos meus sonhos e isso estragaria com todos os nossos planos. Mas não se preocupe que eu não vou atrapalhar você de dormir. –Ela parecia envergonhada, o que era mesmo de se admirar. Aquela mulher exuberante, sentada na minha cama e ainda mais com aquela carinha de vergonha. Só pode ser um castigo.
Um castigo de alguém com muita raiva de mim. Só pode.
—Não se preocupa com isso, Ino. Não vai me atrapalhar em nada. De qualquer forma você é que está me fazendo um favor. –Sorri de volta para ela, ou o que eu considerava um sorriso pelo menos. —Vamos dormir? –Tirei minha camiseta e as sandálias, deixei minha urna de areia do meu lado da cama e deitei. Ela demorou um pouco, mas logo retirou as sandálias e se deitou também. Ficamos deitados de lado, um de frente para o outro. Seus olhos se fecharam pouco tempo depois, mas um adorável tom rosado permaneceu no seu belo rosto. Ela era mesmo uma mulher muito bonita.
—Você já tinha pensado nisso, Gaara? –Seus olhos permaneceram fechados então ela não pode ver minha expressão de confusão. –Digo, em se casar, ter filhos, essas coisas.
—Não. Na verdade nunca me passou pela cabeça esse tipo de coisa. Não que eu não queira isso, mas... –Eu não soube terminar a frase, mas acho que ela entendeu.
—Entendo. Você acharia que eu sou vazia se eu te dissesse que também não consigo? –Pensei naquelas palavras por alguns instantes e depois sorri.
—Você pode ser muita coisa Ino, menos vazia. Lembre-se disso. –Passei os braços pela cintura fina e arrastei seu corpo para cima do meu. Ela se acomodou em meu peito e soltando um suspiro satisfeito ela adormeceu.
Minhas mãos pareceram agir por conta própria, seguiu direto para os fios dourados e acariciaram com delicadeza. Ela parecia tão frágil, tão diferente do que eu pensava sobre ela e as outras meninas.
Os minutos se arrastaram e logo o sono chegou, me carregando para um mundo distante.
Pov’s Sasuke
O corpo perfeito abaixo do meu estremeceu quando meu membro finalmente entrou totalmente. Uma sensação de paz me invadiu, que ficar parado esperando ela se acostumar com meu volume dentro dela não foi nenhum sacrifício. Seu rosto corado, a respiração descompassada e o sorriso delicado formavam o melhor quadro de toda a minha vida. Um gemido profundo e estupidamente alto saiu dos meus lábios, mas não deu para evitar. Recebi seu consentimento para me mover com um pequeno aceno de cabeça, não me fiz de rogado e comecei a estocar aquele corpo com delicadeza, mas ainda sim com força. Ela gemeu em resposta.
Meu corpo já não respondia mais aos meus atos, tudo o que eu queria e precisava era ter um orgasmo delicioso. Aumentei o ritmo da penetração, eu estava enlouquecido. É, era essa a palavra que definia bem a situação. As estocadas continuaram aceleradas até que eu pude ouvir seu gemido, mais longo e rouco que os anteriores, e eu soube que ela tinha chegado. Me movi mais algumas vezes até me derramar dentro do corpo daquela garota que eu amava loucamente.
Notas finais
Quanto ao proximo eu não sei bem, mas não deve demorar mais do que esse.
Kissu Kissu e me mandem muitos reviews meus amores!
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