Mudanças
18 O segredo é tentar controlar
Notas iniciais
A detalhe: Não me perguntem qual o nexo do titulo que eu tambem não sei... XD
Boa leitura e até as notas finais!
Pov’s Gaara
Existem momentos em sua vida em que você acaba por prever o que pode acontecer no seu futuro, momentos em que você vê tudo o que pode acontecer e então você programa tudo. Como em um filme ou um jogo. E de repente vem a porra do conselho e fode com tudo! Eu já tinha escolhido a mãe dos meus herdeiros, quantos filhos eu ia ter, o nome deles e cada função ninja deles. Mas agora tem essa maldita loira, e pela primeira vez me vi desejando ardentemente viver uma paixão. Eu sou o Yondaime Kazekage, tenho responsabilidades para com a minha vila. Esse turbilhão de sentimentos estranhos está me sufocando. O que está acontecendo?
—Seu pai já sabe sobre nós dois, não é?
—Sim, contei para ele. Já está pensando no que vai falar?
—Não. Vou deixar para improvisar na hora. Se eu ficar memorizando o que falar vai soar muito falso.
—Tem razão. Já estamos bem perto. À partir de agora já começamos. –Ela parou de pular nos galhos e desceu para o chão, pulei ao seu lado e segurei sua mão, entrelaçamos nossos dedos e pelo canto dos olhos vi seu rosto corado, mas preferi não dizer nada. Deve ser nervosismo.
Seguimos caminhando com calma e logo varias casas muito parecidas começaram a aparecer, ela me guiou até uma delas, a que parecia estar no centro da pequena vila, e lá já estava um homem loiro e com os olhos claros muito parecidos com os dela, de pé, nos esperando.
Meu sogrão.
Espero que eu nunca mais repita isso!
—Boa noite, Ino. –Ele falava sério e nesse instante senti como se uma onda passasse pela minha cabeça. Eu tenho de me controlar ou então vou acabar entregando o jogo para ele. E pela intensidade ele vai saber de tudo com muita facilidade, coisa que eu não posso permitir de jeito nenhum.
—Boa noite, papai. Esse é o ... –Sua voz tremia ligeiramente.
—Sei quem é! É um pouco difícil não reconhecer, mas aqui você não é o Kazekage, aqui é só Gaara. Um garoto impertinente que acha que pode me enganar e usar minha filha como se ela fosse um simples objeto. Entre, nós temos muito que conversar, não é?
—Pai, por favor não fale dessa forma!
—Não, está tudo bem Ino. Ele tem razão, temos muito que conversar. É um prazer, Senhor Yamanaka.
—Pena que eu não possa concordar. Entre! –Seu tom seco e ríspido. Vai ser algo muito... tenso! Disso eu tenho certeza. Eu entrei na frente e Ino, ainda de mãos dadas comigo, logo atrás. Ele foi o ultimo a entrar batendo a porta com uma força desnecessária. Ino me conduziu até a sala e juntos sentamos de um dos lados da pequena mesa de centro. As almofadas eram de cor clara, assim como as paredes que variavam em tons de azul claro. Uma típica sala japonesa e em respeito á isso me sentei sobre minhas pernas e com as costas retas. Minha mão ainda estava com a dela e eu podia sentir ela tremer de leve. Ela soltou um ofego mínimo quando o pai dela sentou, obviamente em reação aos pensamentos dele.
Uma mulher loira e alta, cabelos compridos e olhos castanhos, quase verdes, entrou na sala e com delicadeza e elegância nos serviu chá. Beberiquei o conteúdo do meu copo e esperei que ele começasse a falar.
—Vou ser objetivo. O que quer com a minha filha, Gaara-Chan? –O sufixo foi praticamente cuspido na minha cara, e a intenção, era clara, pelo menos para mim. Era pra aquilo soar como um xingamento, ele estava, claramente, me chamando de criança.
—Quero me casar com ela. Para mim, não há como viver sem ela ao meu lado. –Fui sincero na medida do possível. Eu realmente quero me casar com ela, para poder manter a paz e meu posto, não há outra saída. Sua expressão não relaxou, ele parecia ainda mais desconfiado. Porra! Achei que Ino iria impedi-lo de ver minha mente! O ar parecia pesado, parecia que minha cabeça, todos os meus pensamentos, estavam expostos. Me senti totalmente nu.
—Pai! Não ouse! Eu nunca entrei na mente do Gaara, eu confio totalmente nele! Você precisa confiar também! E-eu amo e-ele pai!
—Eu ouvi coisas Ino! Na mente de algumas pessoas ligadas à Hokage! A aliança entre Suna e Konoha está fragilizada com esses ataques repentinos! Que maneira perfeita para consertarem isso, hein?! Ainda de quebra eles conseguiriam fortalecer o tratado de paz, estreitar os laços com Suna! Não permito. Não vou deixar que seja uma moeda de troca! Como pode Ino? É sua vida! Seu corpo!—Ela chorava abertamente agora, o corpo curvado para frente e as mãos na frente do rosto. Vi ela tentar segurar as lagrimas, mas seu esforço foi inútil. Eu podia ver o quanto aquelas palavras vindas do pai à tinham machucado. A mulher loira que tomei por mãe dela não falava nada, mas sua expressão dizia o que seu coração estava sentindo naquele momento. Dor e pena. Ela estava achando que eu estou enganando Ino. Que eu estou fingindo estar apaixonado por ela para nos casarmos e a paz perdurar. Já o pai dela parecia acreditar que ambos sabíamos. Concentre-se. Parece que conforme passa os minutos eu posso sentir as forças que tentavam penetrar minha mente e meus pensamentos melhor. Dessa vez senti que havia algo, como uma parede, que me protegia de suas investidas. Deve ser uma defesa mental de Ino, mas ela parece estar ruindo. Provavelmente por causa do descontrole emocional dela. Me adiantei e passei os braços pela cintura fina, no mesmo instante ela se aninhou contra meu peito, apertando seu rosto contra minha camisa. Deixei que ela chorasse.
—Lamento profundamente que pense dessa forma, Inoichi-San. Meus sentimentos por sua filha são sinceros. Gosto de Ino. –Tomei cuidado com as palavras, mas mesmo assim ele não parece convencido. Só irritado. Não esperava que tudo ocorresse assim.
—Não sente vergonha, Kazekage-Sama? Ino é só uma garota inocente, não merece ser enganada por você dessa forma e por um motivo tão baixo! –A mãe dela gritou pondo-se de pé, derrubando seu chá pelo chão e me apontando um dedo acusatório. Ela parecia descontrolada. Acho que agora sei de onde vem essa parte sentimental da Ino. Ótimo! As coisas só pioram.
—Isso não é verdade! Como a senhora pode dizer, ou sequer pensar em uma coisa dessas?! Sua filha é muito especial e eu jamais faria nada para magoá-la. –Sei que me excedi, mas eu precisava fazer ela calar a boca e fazer Ino se acalmar.
—Não acredito em você. Tire as mãos da minha filha, agora! –Apesar de estar visivelmente descontrolada ela não avançou para mim, o que foi muito bom na minha humilde opinião.
—Não vou soltá-la. Vocês não estão vendo como estão deixando ela? Por acaso não acreditam que alguém possa amá-la de verdade? Por quê? Ela é perfeita! Linda, carinhosa, alegre... –Soltei um suspiro cansado antes de continuar a falar. –Por muito tempo eu não senti nada, mas Ino me fez mudar, não importa se vocês acreditam ou não em mim. Tudo o que me interessa é o bem estar de Ino. Foi por isso que eu vim aqui hoje. Ela já havia me dito que seria complicado convencer vocês do meu sentimento, mas eu não ligo. Só vim por que ela me pediu, portanto se forem ficar fazendo ela chorar eu vou embora agora mesmo e a levo comigo, é claro. –Eu completei a sentença rapidamente já prevendo que a mãe dela me mandar embora. Sei que eu menti descaradamente, mas essa era minha ultima chance. Se ela não se recuperar logo e refazer essa defesa mental tudo estará perdido mesmo.
—Não acredito em você! –Ela voltou a repetir a voz esganiçada, seu marido com o cenho franzido e então percebi que ele se concentrava em invadir minha mente. Tenho de agir rapidamente. –Por favor, Ino?! Nos conte o que está acontecendo! Somos seus pais, vamos cuidar de você. –Estreitei meus braços a sua volta e beijei seus cabelos com carinho.
—Acalme-se, por favor, Ino. Sabe que eu não gosto de vê-la triste, me entristece também. –Falei já com o tom de voz controlado.
—D-desculpa G-g-gaara. Eu sou uma boba, né? Vivo chorando. –Ela levantou a cabeça e sorriu triste para mim. E por algum motivo eu odiei aquilo.
—Não é verdade. –Retribui o sorriso e sequei seu rosto bonito com as pontas dos dedos. –Você é perfeita! Corajosa, determinada, linda e frágil. Como uma flor. Minha flor.
—Mas não existem flores no deserto, Kazekage-Sama.
—Está errado Inoichi-San. Existem sim, não são muitas, mas elas são belíssimas. Apenas Ino consegue ser ainda mais bonita que elas.
—Obrigada, Gaa-Kun! –Os apelidos de novo não! Seu sorriso aumentou ao ver minha cara de desagrado e logo ela estava rindo, parecia bem mais alegre e calma. –Eu amo o Gaa-Neko. Acredito nos sentimentos dele papai, e eu quero me casar. Sei que vou sentir falta de Konoha e dos meus amigos, mas eu já tentei viver sem o Gaara e já vi que é impossível.
—Ino! Você está sendo uma boba apaixonada! Pense melhor nisso! Veja o que você está falando!
—Não mãe. Estou sim apaixonada, mas não sendo boba ou idiota.
—Não consigo entender! Não dá para entender esses sentimentos que passam por vocês! Droga, Ino! Se o que diz é verdade então retire essa proteção mental e me deixe ver! Me deixe sentir esse sentimento que você diz existir entre vocês! –Ele voltou a sentar corretamente sobre a almofada, a cara fria e impassível. Totalmente serio.
—Não posso papai. Será que não entende?! Quem ama confia! Esse é o problema da nossa família! Sempre desconfiados, sem nunca acreditar de verdade! Eu quero, preciso acreditar. Não acha que eu já me senti tentada? O próprio Gaara me mandou fazer isso, mas eu não quero! Tudo o que eu preciso é acreditar que ele me ama e, caso, ele não me ame de verdade ao menos eu sei que eu amei de verdade. –Ela falou calma e decisiva, mal terminou de falar e se levantou, me puxando com ela, caminhando com passos largos, mas calmos em direção á porta da frente. –Gomen ne, Gaa-neko-kun! Você estava certo, vir aqui foi um erro. –Ela parecia realmente triste. Aquilo não estava parecendo uma reles encenação para ela.
—Eu que estava errado, Ino. É sua família, é claro que eu tenho de me dar bem com eles. –Dei meu melhor sorriso, e devo confessar que não me sai nada mal, essa historia de ficar sorrindo. Envolvi sua cintura fina com meus braços e dei um beijo leve em seu pescoço. –Vamos nos sentar e conversar civilizadamente, meu amor.
—Não temos mais o que conversar Gaara-Chan. Pelo menos não por agora, mas espero que possamos conversar à sós amanhã. Tenho certeza de que não se negará em me receber para... –Ele foi interrompido por uma voz doce muito conhecida e que agora demonstrava firmeza.
—Papai! Será que não pode confiar em mim?
—Não! Não posso e não vou! Ponha-se daqui para fora! E você Ino, é melhor que vá para o seu quarto e descanse, reflita melhor e amanhã nós resolvemos isso. –Ele também de pé agora, o rosto serio e decepcionado. Que vontade de dar um belo soco na fuça desse idiota só por ele ter tido a ousadia de falar com ela dessa forma. Quem ele pensa que é? Ele pode ser o pai dela e tudo, mas não pode tratar ela como um objeto, e pior mandar que ela fique longe de mim! É um absurdo.
—Não sei se você se lembra pai, mais eu sou maior de idade,dona do meu nariz e responsável pelas minhas atitudes e decisões. Não vou aceitar que me trate como uma criança mimada qualquer. Não sou um objeto e sei exatamente o que eu quero para minha vida! –Olha o movimento feminista-maiorista-de-idadista aí gente! Putz, não sei o que é pior: o nome tosco, parecido com meus apelidos, ou o tom de narrador de enredo de escola de samba de quinta categoria! Mas, sinceramente, eu adorei atitude dela. Ela preferiu ficar comigo ao invés da família dela, mesmo que nós tenhamos nada um com outro.
Por mais que possa parecer, e seja estranho mesmo, essa sensação de formigamento na barriga e essa vontade maluca de rir, gargalhar, na cara dele, só pode ser por que eu estou muito feliz. Uma felicidade simples e louca, explosiva. Mesmo que eu ainda não consiga entender o motivo de toda essa alegria. Mas se tem uma coisa que eu estou sentindo e que eu consigo entender perfeitamente é essa vontade absurda de dormir com ela, não transar, mas ficar perto. Sentir o cheiro e a maciez da pele.
Eu devo estar ficando maluco mesmo.
Mas para evitar isso só me resta esquecer essa vontade idiota. Qual é?! Eu não posso pirar! Eu sou o Kazekage, tenho de me casar, ter herdeiros e cuidar da minha vila.
Por que convenhamos amor é irremediavelmente igual á loucura.
Veja o Sasuke, por exemplo: só falta babar em cima da Sakura, beija o chão em que ela pisa, mal consegue transar com outra garota sem gemer o nome dela (e o pior que ele é tão cretino que quando a mulher pergunta quem é Sakura ele ainda consegue responder, com a cara mais deslavada do mundo, que era um elogio. Que ela era a flor de cerejeira dele. Depois eu que sou o cretino e outras coisas), chora (que eu sei) por ela e está disposta a se humilhar e ela NEM NOTA!!! Como isso é possível?!! Ela é cega por acaso? Se não for caga é bem burra mesmo.
Mas como é que eu fui parar nesse assunto mesmo?
Eu apaixonado?!
Eu apaixonado pela Ino?!
Aí está o sentido literal da palavra NUNCA!!!
Ela é linda, charmosa, gostosa, forte, determinada, meiga, lega (do jeito dela), esqueci alguma coisa? Acho que não.
Mas isso na importa! Não importa mesmo.
O que importa agora é a cara de assassino do pai dela. Apertei sua cintura com um pouco mais de força e resolvi que é melhor interferir de uma vez.
—Ino, meu bem. Se acalme agora mesmo. –Usei o tom mais suave possível, tenho de ser amável com ela afinal de contas, mais ainda sim era uma repreensão. –Nós já falamos sobre isso, querida. São seus pais, eles te amam, assim como eu. Só querem o seu bem, é natural que desconfiem de mim. Se alguém chegasse aqui e me dissesse que eu teria de viver o resto da minha vida longe de você eu também não ia gostar. Nos exaltemos demais hoje, vá para a cama e durma. Eu vou para o hotel, nos falamos amanhã e então acho que podemos voltar a tentar a conversar. –Dessa vez falei olhando para o pai dela, que não pareceu muito feliz, mas estava satisfeito por hora.
—Não vou conseguir dormir. –Ela fez biquinho e me encarou com os olhos brilhantes.
—Tente Ino. Precisamos mesmo descansar um pouco.
—Sei disso, mas não vou conseguir dormir nessa casa. Posso ir para o hotel com você?
—Claro que pode meu amor. –Ui! É tudo o que tenho a dizer. O que ela está querendo com isso? Me deixar louco? Subindo pelas paredes? Por que será que algo me diz que ela vai conseguir exatamente isso? E por que será que ultimamente eu só tenho perguntas e nenhuma resposta na minha cabeça?!
—Não! O que você está pensando Ino?! Você não vai dormir com ele! –Ela não quis esperar ele berrar mais alguma coisa, simplesmente me puxou e juntos saímos porta à fora.
Essa noite promete ser bem longa.
Pov’s Shikamaru
Problemática. É assim que eu posso resumir minha vida. O plano é continuar saindo com ela, beijando ela... meu corpo está entrando em ebulição! Puta merda! Isso por que o irmão mais velho dela nem sabe! Pode parecer loucura, não. Na verdade é loucura. Mas eu estou sentado no Ichiraku Rámem rindo e brincando com o Naruto. E, ao meu lado, está ela, com um ar risonho, mas que com certeza está analisando cada palavra que dizemos: a razão da minha existência e de todos os meus malditos problemas! Como ela consegue atormentar tanto a minha mente? Sou considerado um gênio pela vila, um prodígio pelo clã, um homem com inúmeras virtudes, segundo meu pai e minha mãe, mas perto dela eu volto a ser apenas uma criança perdida.
Um garotinho.
E eu odeio essa sensação! Odeio não conseguir me controlar, odeio não saber o que ela está pensando, odeio sentir falta dela de cinco em cinco minutos, odeio essa vontade de prender ela no meu pulso e nunca mais soltar, e principalmente: odeio esquecer esse meu ódio toda vez que vejo os olhos dela.
Hinata, que está sentada ao lado do Naruto, está mais calada, com um sorriso tímido. Outra garota que está me deixando perdido. Uma hora ela é desbocada e fala o que quer, em outra está quieta e tímida. Pelo amor de Kami, qual o problema das mulheres?!
—Oe Naruto! Não coma tanto. Depois não vai conseguir dar conta da Hinata na cama! –Tinha de ser a Temari a soltar essa. Não pude evitar de rir quando Hinata corou profundamente e Naruto cuspia metade do ramem. Ele olhou para ela com uma cara de “cês tão falando sério?”
—Isso é verdade Naruto. Hinata é mulher demais para você, então você tem de se cuidar para não ficar barrigudo e ela te largar! Uma nova explosão de riso ocorreu em nossa mesa.
—Não fique dizendo uma coisa dessas, Shikamaru! A Hina nunca me trocaria por ninguém, não é Hina? –Ele agora a encarava nos olhos e tinha aquele sorrisinho sapeca, do tipo que quer conquistar, levar a loucura.
—C-claro que n-não, N-naruto-Kun. Sabe q-que e-eu só a-amo v-você. –Acho que ela vai explodir de tão vermelha que ela ficou. Só o Naruto para fazer ela se declarar para ele novamente, e em publico. Quem me dera conseguir fazer com que Temari falasse essas mesmas palavras olhando nos meus olhos como Hinata fazia. Eu, sinceramente, não sei como o Naruto ainda tem duvidas do amor dela.
—Eu também te amo, minha pequena! –Eu e Tema nos encaramos e ela sorriu bobamente. Parecia feliz, bom feliz para quem está sendo obrigada a se casar.
—Ain... vocês são tão cuti-cuti! O amor é tão lindo! É o casal mais fofo que eu conheço. –Passei meu broco por seus ombros, em um meio abraço desajeitado. A puxei, com gentileza, para mais perto, até poder sentir as curvas femininas coladas ao meu corpo. Nossos rostos ficaram a milímetros de distancia, quando ela virou sua face risonha para mim, aquilo criava uma sensação gostosa de ansiedade no meu baixo ventre. Um pequeno sorriso apareceu em meus lábios, e logo esse aumentou, conforme a respiração dela se descompassava ao entrar em contato com a minha. Ela parecia tão desejosa e ansiosa por aquilo quanto eu.
—Se você está classificando os casais o que nos somos? –Perguntei descontraído.
—Eu não sei, acho que somos complicados demais para classificar, acho que vou precisar de ajuda. –Ela sorria sapeca e me encarava nos olhos, como se mais ninguém estivesse por perto, era nisso que eu queria e precisava acreditar para conseguir manter essa farsa pelo tempo necessário, que ela também sentia algo, por mais insignificante que fosse. –Podemos descobrir juntos! –Sua mão, que estava livre, alcançou a minha e entrelaçou seus dedos nos meus, a voz arfante e suave, como se estivesse tentando controlar seus sentimentos ou desejos.
—Isso soa ótimo para mim! Podemos começar com você classificando os outros casais, que tal?
—Parece bom. –Ela riu e fez uma expressão pensativa muito kawaii. –Vamos começar pelo Gaara e Ino, esse eu acho que está mais para um pervertido...
—É, não posso discordar desse, mas talvez eu usasse uma palavra mais branda, como um casal ardente! –Ela riu alto antes de responder.
—Soa no mesmo para mim! Agora: Tenten e Neji-Baka. Esse seria o casal... esse tá difícil! Talvez o casal educadinho. Não sei, não consigo pensar em nada melhor, mas o gênio daqui é você mesmo.
—Hun! Que tal o casal certinho ao extremo?
—Fale só pelo Neji, Tenten consegue ser terrível quando quer! –Nem me virei para ver o Naruto enquanto este falava. Tinha até esquecido que ele estava aqui.
—Nem vem, o Neji consegue ser um bicho às vezes! Mas eu acho que é bom, gosto disso. Eles são certinhos demais. Agora: Sakura e Sasuke. Esse é tenso! Não faço a menor idéia!
—Nem eu, talvez algo como casal problema.
—Não. Esse casal é vocês! O casal problemático, Shika e Tema. –Acho que eu devo concordar com ela, Hinata está certa quanto à classificação. –Acho que fica como casal glamour. Eles sempre arranjam um jeito de serem as estrelas! –Vou concordar com ela de novo. Eles são tipo assim o casal chamativo.
—Certo, certo. Chega disso! – Temari riu alto e relanceou os olhos pelo restaurante, estávamos em uma mesa central e todos no encaravam. É deu certo. Todo mundo ouviu nossa conversa. –Tá todo mundo encarando a gente.
—Então deixe eles olharem para verem nossa alegria. –Me adiantei até seus lábios e os tomei em um beijo calmo, explorando cada canto daquela boca deliciosa. Ela retribuiu de pronto, enlaçando seus braços no meu pescoço. Ouvi gritos, que reconheci de imediato como sendo o Naruto, que ria alto e nos mandava ir pra casa, e algo mais que eu acredito que seja a cama. Nos separamos e Naruto, abraçando Hinata pelos ombros, ria alto chamando ainda mais a atenção de todos.
—Cale a boca, Naruto! Não empata a minha vida. Ainda não sei o que a Hinata viu em você, baka! –Falei num misto de seriedade e diversão. Acabou com nos quatro rindo.
—Só você mesmo Naruto, trazer sua namorada e futura noiva para comer ramem! Cadê o romantismo? –Temari parecia meio bêbada,mas ela mal tinha tomado dois copos de sakê! Ou talvez ela só esteja encenando muito bem. –E ainda por cima convenceu o meu namorado a vir também!
—Noivo! Também não acredito que eu fiz mesmo o que você queria!
—O fato é que eu tenho o poder de convencer às pessoas. E pra isso eu uso meu super intelecto e minha beleza surreal. –E nesse momento todos no restaurante caíram na gargalhada.
Não se passou nem meia hora e já estávamos saindo de lá. E ainda tive de pagar a conta sozinho! Isso por que o Naruto deu uma desculpa qualquer e saiu correndo e arrastando a Hina. Safado, lazarento e dobe dos infernos! Lá se foi todo o dinheiro da minha ultima missão. Merda! Ficamos caminhando pela vila de mãos dadas, como um verdadeiro casal apaixonado. A levei até o hotel e mais uma vez paramos à porta e ali trocamos muitos beijos famintos. A boca pequena e saborosa era explorada pela minha de forma apressada e apaixonada, a encostei na parede e prensei seu corpo com o meu. Um fogo caminhava pelas minhas veias, queimando tudo pelo caminho. Ela parecia sentir o mesmo calor que eu por que segurava meus cabelos com força e arranhava meu pescoço de leve. Ela estava me excitando com aquilo tudo.
Foi tudo muito rápido! Mas alguém estava tentando nos atacar. Minhas sombras detectaram e logo paralisaram o atacante. Puxei seu corpo para trás do meu e fiquei observando as sombras engolirem todo o corpo, que parecia ser de homem. As sombras não seriam capazes de matar, só segurar enquanto eu me preparava para lutar. O que seria bem difícil uma vez que eu não trouxe nenhum equipamento ninja comigo.
Por eu ser o líder, ou melhor dizendo futuro líder, do clã Nara minha relação com as sombras evoluíram bastante. Descobri que doando um pouco do meu chakra, ao menos uma vez por mês, as sombras seriam parte de mim, e assim seria praticamente impossível me atacarem de surpresa ou pelas costas, desde que o local em que eu esteja tenha sombras.
—O-o que está acontecendo Shika?! –Ela tinha as mãos nos meus ombros e o corpo muito próximo ao meu, o que atrapalhava e muito minha concentração. A pessoa que estava dentro da cúpula de sombras fazia muita força para se soltar, minha única alternativa seria fugir com ela, uma vez que eu não sabia exatamente quem era o atacante.
Minha sombra deveria detê-lo por pelo menos mais uns 5minutos, tempo suficiente para tirar ela da linha de frente e atraí-lo para outro lugar. Onde seria seguro lutar.
Logo vi que toda a minha estratégia tinha ido por água a baixo, estávamos totalmente cercados. Não havia uma só brecha para uma fuga, por mais rápida que está seja...
—Não sei, Tema! Mas estão nos atacando sem nenhum motivo!
—LARGA MINHA IRMÃ!!! –Ela apertou meu ombro ainda mais forte, nós reconhecemos aquela voz ao mesmo tempo.
Kankurou! Mas o que ele estava fazendo aqui?! E por que está atacando a própria irmã dessa forma?!
Os ninjas que estão nos atacando sã shinobis de Suna! Uma traição...?
—Meu irmão...? O que ele está fazendo aqui?! O que significa tudo isso?
—Temari-Sama! Afaste-se desse homem!
—Ele não merece à senhora!
—É um crápula! Temari-Sama!
Ah! Entendi! O irmão dela descobriu e tá puto da vida. Outros gritos se juntaram aos primeiros. Todos gritavam basicamente a mesma coisa.
—Chega! Não vou tolerar que insultem ele! Agora deixe de palhaçada e se acalme Kankurou! Onde já se viu sair atacando um aliado pelas costas dessa forma?!
—E você Temari?! Pretendia se casar sem me falar nada? –A voz dele já estava mais baixa e controlada, já não lutava mais com as minhas sombras, que já começavam a se afastar lentamente. O chakra dele as repelia monstruosamente, com uma força monstruosa, esmagadora.
—É claro que não! Eu ia te contar, mas sabia que você ia reagir dessa forma. Pare de ser criança e tente respeitar minhas vontades! Entenda de uma vez que eu cresci! Agora, solte meu irmão Shika! –Ela berrou no meu ouvido, com a voz esganiçada, parecia fazer força para não chorar.
—Hai! –Ordenei, mentalmente, que minhas sombras se afastassem e imediatamente elas sumiram. Não tenho a menor intenção de piorar toda essa situação. –Por favor, se aclame. Você nervoso só deixa a Temari nervosa também. –Ele soltou um rosnado ao ouvir minha voz, agora já totalmente controlada.
—E daí que você cresceu?! Isso é motivo para esconder as coisas de mim?! Será que somos uma família ainda? –Ele parecia imensamente magoado com a atitude dela. Era tudo o que faltava para deixar ela ainda mais deprimida.
—Será que podemos conversar Kankurou? Atacar dessa forma não vai melhorar nada.
—Eu sei disso, mas perdi a cabeça. Também acho que agora não é a melhor hora para conversarmos. Você já perdeu a chance de agir e me contar essa novidade. Estou retornando para Suna, diga a Gaara que eu lamento minhas atitudes e a forma como liderei os ninjas dele. Vou aceitar qualquer punição que ele venha me dar. Até logo. –Ela ainda berrou o nome dele umas três vezes, mas de nada adiantou. Ele, de forma, silenciosa, se virou e ordenando os ninjas para que o seguisse foi embora.
As lagrimas dela eram abundantes, molhando todo o seu rosto bonito. O corpo dela desabou em meus braços aos prantos. Não fazia a menor idéia do que fazer, mas para a minha sorte Gaara e Ino chegaram.
Pov’s Sakura
Como? Será que alguém pode, pelo menos, tentar me ajudar a superar isso? Aqueles lábios, aquele cheiro, aquela voz, aquela pele, mas tudo isso se perdia quando e lembrava que era mentira. Uma farsa para conquistar a confiança do povo.
Por muitos anos meu coração esteve quebrado, mas eu tinha esperança de conseguir colar os pedaços depois que ele estivesse aqui, na vila, e feliz.
Mas acho que tudo o que me resta é deixar os restos do meu coração ser, mais uma vez, pisoteado. Até que não resta nada, só minhas lagrimas borrando o retrato da minha vida.
Por hoje, mais nada. Amanhã eu permito que as lagrimas venham e que levem todas as minhas forças, e será assim. Hoje, amanhã, depois, depois e depois. Vivendo com uma constante mascara.
Puxei os lençóis da parte de cima do meu closet e um dos travesseiros da cama. Espero que ele não fique desconfortável, posso estar triste, mas não quero e nunca vou querer que ele sofra. Seja o que for.
Voltei à sala e ele ainda estava de pé, no mesmo lugar onde o deixei. Suas bochechas estavam levemente rosadas. Estaria ele com vergonha?
Não me parece possível.
—Aqui, Sasuke. Meu apartamento é pequeno, por isso não tenho um quarto de hospedes, nem um lugar mais confortável para você passar a noite, mas acho que frio você não passa. –Dei um sorriso sem graça e estendi os lençóis para ele. –Qualquer coisa meu quarto é a ultima porta daquele corredor, o banhei a penúltima e a cozinha é a porta antes do corredor. Sinta-se a vontade para pegar qualquer coisa que quiser.
Não esperei ele responder, me virei e a passos rápidos voltei para o meu quarto. Fiz uma força extrema para não bater a porta, também não cheguei a trancá-la. Sei que ele não vai fazer nada comigo. Ele não teria essa coragem.
Fui direto para o banheiro tomar um banho bem relaxante para tentar dormir um pouco essa noite. Mas alguma coisa está sussurrando no meu ouvido que problemas se aproximam!
Pov’s Sasuke
OK! A mulher mais gostosa que eu já vi na minha vida está amenos de 15 metros de distancia tomando banho e eu estou aqui, tentando arrumar minha cama improvisada. O que eu faço?
É claro que eu não vou entrar no quarto dela e atacar ela, mas que vai ser difícil eu me controlar isso vai. Tudo bem, respira e relaxa Sasuke. Pensa em uma coisa bem tensa, do tipo nojenta mesmo.
Arrumei minha “cama” de forma impecável, como eu normalmente fazia todas as minhas coisas desde pequeno, coisas de clã.
Retirei meus sapatos rapidamente e me deitei no sofá, até que era bem confortável, dava para dormir bem ali. O barulho do chuveiro finalmente parou e tudo o que pude ouvir foi um leve baque, como uma porta se fechando. Ela finalmente se deitou para dormir.
Como me era de costume deixei que meu chakra fluísse do meu corpo, até alcançar os andares de baixo. Eu normalmente fazia isso em casa, me certificava de que não havia nenhum perigo por perto, por que é melhor prevenir do que remediar.
E eu tinha razão.
Quatro andares a baixo de nos três ninjas rastreadores se mantinham atentos. Será possível que a Hokage tenha mandado nos vigiar? Não. Certamente que não. Ela sabia que isso era uma farsa, para que todos pudessem confiar em mim novamente.
Mas ainda tinha aqueles que não sabiam que era uma farsa, não é? Era, justamente, por causa deles que deveríamos fazer uma farsa muito boa. Devíamos fazer parecer real.
Ao que parece eles querem ter certeza absoluta, não estão muito confiantes. Ótimo.
Notem meu profundo sarcasmo!
Me levantei do sofá tendo todo o cuidado do mundo para não deixar eles perceberem qualquer oscilação no meu chakra. Só espero que eles não fiquem para ver, ou melhor, sentir nosso chakra, transar. Tenho certeza que ela vai pirar com isso.
Antes de seguir para a ultima porta do corredor passei na pequena cozinha organizada e peguei uma garrafa de água gelada. Isso mesmo Sasuke, pensa em coisas geladas, nada de calor. Nada de pernas torneadas, nada de seios perfeitos, nada de lábios carnudos, nada de gemidos arfantes enquanto eu a penetro com força... Tá, deu para entender bem!
Com passos calmos, de quem conhece bem a casa, fui para o quarto. Será que ela também sentiu? Será que devo bater? Sei que seria estranho o namorado bater na porta do quarto dela, mas ela me mata se eu entrar sem bater. O que eu faço, Itachi? Meu santo das causas cegas!
Sentiram minha ironia? Sou foda nisso, né?
O que eu faço? O que eu faço? O que eu faço? O que eu faço?
Será que resolve alguma coisa se eu fizer uma dançinha de galinha e chamar pela minha mãe, como eu fazia quando era pequeno?
Por favor, espero que ninguém tenha um gravador por perto. Ninguém me ouviu pensar isso.
Agora imaginem os pingüins de Madagascar: “Vocês não viram nada”
Respira, Sasuke.
É só bater na porta bem de leve e entrar. Provavelmente ela também já sentiu os chakras lá embaixo. Ela é uma ninja formidável, deve ter percebido!
Deixei minha mão vagar até a maçaneta e respirei fundo. É isso! Já sei! Vou entrar de cabeça baixa e falando alto, assim se ela estiver nua dá tampo de se cobrir.
—Sah! Você acha que dá tempo de arrumar tudo pro nosso passeio? ‘Tá tão em cima da hora, você não acha? –girei a maçaneta e entrei rápido, sempre olhando para o chão. Assim que botei os pés dentro do quarto me virei em direção à porta, como se minha intenção fosse fechar a mesma. Espero que ela perceba, ou então está tudo acabado. Eles vão fudê comigo!
—Sasuke? O que você está falando? –Girei na direção da voz dela calmamente. Diga que está vestida...
—Da praia. Só falta dois dias para o fim de semana. –Ela franziu as sobrancelhas e cruzou os braços embaixo dos seios perfeitos. Ela parecia extremamente desconfortável vestida apenas com aquele roupão branco. Se controla Sasukinho!
Força e concentração para manter o Junior dormindo confortavelmente. Vamos homem, controla essa hemorragia nasal! E pior do que eu me motivando é a cara dela de que não está entendendo nada. Se ela me der um soco eu morro! Ela não notou. Merda! O que eu faço?
O mais discretamente possível apontei meu indicador para baixo e me aproximei dela. Minha expressão deve ter denunciado que o assunto era mesmo urgente.
—O que?! –Ela perguntou em duvida, mas mesmo assim retribuiu meu abraço. Apertei a cintura fina e esperei que ela respondesse. –A-ah! Sim! Olha que cabeça essa minha, quase esqueci! E-eu a-acho que dá sim, Sasuke. —Ela soltou uma risada nervosa. Ficamos em silencio por alguns minutos, deixei que meu chakra fluísse novamente, agora mostrando para ela onde observar.
—Vou falar com o Dobe amanhã mesmo, já que ele me encheu para ir treinar com ele amanhã cedo. Ele ‘tá entediado de ficar na vila o tempo todo, acho que ele vai gostar da idéia.
—Claro que vai! Eu fico preocupada com ele tristonho dessa forma, se não fosse Hinata para animar ele não sei como ele estaria. Ficar preso na vila nunca foi um dos programas favoritos dele, especialmente depois que ele treinou com o Jiraya-sensei.
—É verdade! Vai trabalhar amanhã? –Perguntei com meu melhor tom falso, enquanto acariciava seus braços com carinho.
—Vou e ainda tenho plantão! Ser médica é tão cansativo! Especialmente em dia de plantão.
—Depois de nos casarmos você poderia diminuir a carga horária, não? –Fiz biquinho e ela sorriu. Bancar o marido solitário antes mesmo do casamento é importante.
—Nós vemos isso depois de nos casarmos! Pode me buscar amanhã?
—Claro! Então dormimos lá em casa, certo? –Dei um sorriso de canto característico. Ela corou fortemente. Se possível ficou ainda mais linda.
—P-parece ótimo! –Ela pousou a cabeça no meu ombro e com cuidado colou sua boca, deliciosamente quente, ao lado da minha orelha. –O que? –Parece que ela não conseguiu rastrear muito bem, mas pelo menos acreditou em mim logo de cara.
—Três. Dois andares a baixo. Rastreando nosso chakra.
—Por que? –Não respondi. Eu não sabia a resposta mesmo. Dei um beijinho no pescoço dela e a senti estremecer. Bom! Muito bom mesmo!
—Não está cansada? É melhor irmos dormir logo, você trabalha tanto! –A puxei para cama com extremo cuidado. –Você anda trabalhando demais, mal tem tido tempo para mim. Seu namorado se sente solitário sabia?
—Ah! Meu gatinho você também trabalha muito e praticamente me esquece aqui em Konoha! –Ela levantou da cama, onde estávamos deitados lado a lado, e foi ao armário. Pegou um moletom qualquer e se virou para mim novamente, minha deixa para virar de costas. Disfarcei o maximo possível, mesmo que minha maior vontade fosse me virar. –Nem demorou muito e ouvi a voz dela novamente, me virei e encontrei ela deitada vestida apenas com uma calça de moletom escura e uma camiseta simples. Encantadoramente perfeita. Seria maravilhoso dormir com ela todas as noites assim! Deitei ao lado dela e passei os braços pela cintura, a acomodei sobre meu corpo com gentileza. Será que eles pretendem passar a noite inteira nos vigiando? Espero que não!
Alguns minutos depois, enquanto eu tentava, inutilmente, dormir um pouco Sakura resolveu se manifestar. Com delicadeza ela se virou ficando com o corpo totalmente em cima do meu e o rosto a meros milímetros do meu. Assim fica meio difícil de me controlar, né?
É perseguição? Hoje é o dia de atormentar o pobre e inocente Sasukinho e ninguém me avisou? Qual é? É um complô! Uma perseguição!
Itachi, seu maldito é tu né? Não tinha nada melhor para fazer ai no além e resolveu tirar uma com a minha cara! Seu malvado, bulinador de criancinhas sofredoras do bem!
Aff...! A cada dia que se passa eu estou ficando pior. Será alguma doença degenerativa? Do tipo que vai comendo meu cérebro aos poucos, como naqueles filmes de zumbi!
Tá parei!
Entendi logo o que ela estava fazendo, e me adiantei até seus lábios com extrema lerdeza. Eu não queria(mentira, queria sim!), mas é necessário simular uma cena romântica, afinal logo ela vai aparecer grávida. Colei meus lábios aos dela com carinho, ela correspondeu prontamente. Aprofundei o beijo colocando minha língua em sua boca. Ficamos nos beijando até o ar ficar escasso, inverti as posições ficando, agora, com meu corpo totalmente em cima do dela. A beijei novamente com carinho, passando minhas mãos pela lateral de seu corpo com cuidado, puxei a barra de sua camiseta lentamente. Quando já estava na altura dos seios desliguei meus lábios dos dela e encarei seus olhos. Eles brilhavam de desejo, ou pelo menos era nisso que eu queria acreditar, por que meu desejo era nítido! Com um aceno mínimo de cabeça continuei puxando sua blusa com o intuito de tira-la. Mesmo deitados eu consegui, a deixei desnuda da cintura para cima, os seios pequenos e perfeitinhos estavam presos e ainda cobertos por um tope preto. Deixei meus lábios vagarem na direção do pescoço alvo dela, beijei com delicadeza dando leves mordidinhas, com cuidado para não marcá-la. Da boca perfeita saia suspiros altos e excitantes.
Meu chakra já estava totalmente bagunçado, isso por que não estamos nem perto dos finalmentes. Isso nunca aconteceu, meu chakra sempre ficou sob meu total controle, nenhuma mulher fora capaz de causar essa mistura de sensações, que é ao mesmo tempo angustiante e um alivio arrebatador.
As mãos delicadas desceram hesitantes, para a barra da minha camiseta. Sorri em meio às caricias que eu fazia em seu pescoço e parte do colo. Afastei-me e ouvi um leve resmungo de protesto, encarei seu rosto corado e sorri bobamente para ela, levantei meu tronco e com impaciência arranquei minha camiseta do corpo, eu precisava sentir mais e mais daquela pela macia e cheirosa. Desci meus lábios novamente para seu pescoço, o perfume dela ali me confundia e entorpecia de maneiras inimagináveis!
Meus pensamentos eram simples borrões. Ela correspondia ao meu ataque da mesma forma intensa.
Parece que minha noite será muito longa, e proveitosa.
Notas finais
Isso é tudo pessoal!!! (assistindo muito Tom & Jerry rsrsrsr)
Kissu Kissu XD
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