Motivos De Um Crime
11 Capítulo onze. Pesadelos
Notas iniciais
Julia Bennett cap dedicado a vs e ao KunerFurious *-*
Seus lindos eu amei as recomendacoes e os comentarios s2
E mt obrigada Pamela pelo comentario, ele foi o unico T_T
Enfim, leiam as notas finais, e importante u.u
Motivos de um crime
Capítulo onze — Pesadelos
Abrir meus olhos e meu corpo estranhamente estava leve, pisquei os olhos algumas vezes e então pude ver onde estava, sentei sentindo uma dor na minha coluna, o mais engraçado era eu estar vestido com aquelas camisolas de hospital, Caroline com certeza faria um comentário do tipo 'Azul não é sua cor, Nick'. Rir e então senti a preocupação vir a tona, onde estava Caroline? Precisava ver como ela estava.
Levantei da cama, o quarto estava escuro e vazio, mais estranho ainda era não ver ninguém ali, onde estavam todos? Revirei os olhos saindo do quarto. O corredor estava vazio, mas ao contrario do quarto, iluminação era o que não faltava, o chão causava arrepios enquanto eu andava descalço sentindo o piso gélido contra o meu pé.
— Senhor Mikaelson? — virei para trás vendo uma enfermeira, bem, era a mesma enfermeira que eu vira no elevador.
— Onde estão meus familiares? — a questionei.
— Receio senhor Mikaelson que estejam todos no...
— Klaus! — virei vendo minha mãe no inicio do corredor, ela correu ate mim e me abraçou, estranhei ela estar toda de preto — Filho pensavamos que você só acordaria mais tarde.
— O que? — não entendia nada, só pude ver a enfermeira sair me deixando a sós com minha mãe no corredor — Preciso falar com Caroline.
— Meu filho, você foi baleado, não se lembra?
Então como se tudo visse a toda me lembrei perfeitamente do motivo de estar ali, eu tinha sido baliado, céus uma dor horrivel se fez em meu peito, parecia que algo dilacerava ali dentro, cheguei a ficar de joelhos prendendo grunidos de dor que queriam escapar da minha boca.
— Niklaus! Mamãe o que esta acontecendo? — levantei o olhar reconhecendo Rebekah, ela também usava preto e isso já estava me deixando preocupado.
— Onde... — me calei sentindo algo quente subir pela minha boca e ao cuspir pude ver que era sangue — Caroline, Rebekah onde ela esta?
— Klaus — minha irmã se ajoelhou a minha frente acariciando meu rosto, tinha os olhos marejados e eu estava ficando cada vez mais preocupado.
— Me diga!
— Morta, ela morreu enquanto você estava na cirurgia.
E todo o meu mundo girou, fechei os olhos sentindo uma dor ainda maior, não era física e sim sentimental, a dor de perder Caroline era avalassadora. "Não, não, não" repeti mil vezes para mim enquanto tudo rodava, não via mais Rebekah e como se eu fosse sugado de volta a uma vida que deveria ser a minha, tudo se acabou.
— Ele esta acordando — abrir meus olhos, haviam luzes em cima de mim, eu queria me mover mas não conseguia — Doutor Alaric, ele acordou, estava no estado REM — pisquei algumas vezes, podia escutar a voz de uma enfermeira.
Não conseguia ver mais nada se não as luzes sobre mim e o que seria os olhos de uma enfermeira e um pano azul que me impedia de ver meu corpo.
— Ele estava sonhando, aplique a anestesia, ele voltara a dormir — eu reconhecia aquela voz, ela era de Alaric, céus com certeza... e antes de eu completar meu pensando me vi pesar em sono, muito mais sono do que eu estava acostumado a sentir, meu corpo desfaleceu e aos poucos fechando meus olhos consegui dormir.
Abrir meus olhos, a claridade me fez querer fecha-los outra vez, suspirei me apoiando e me levantando, só então ao abrir os olhos novamente pude ver onde estava. Paraiso, acho que aquele jardim deveria denominar-se paraiso, havia um vasto campo verde, pude ver uma cachoeira ao longe e uma brisa fresca tocava meu rosto.
Fechei os olhos aproveitando daquela sensação de paz. Será que eu havia morrido e estava no céu? Bem, agora eu podia acreditar no que o Padre Richard me dissera, o céu era realmente muito bonito, mas será que eu estava no céu?
— Niklaus — aquela voz, céus, eu reconhecia aquela voz.
Me virei mais surpreso do que assustado podendo ver aquela figura a minha frente, aquele que eu jurava nunca mais encontrar, aquele que eu culpava por todas as decisões ruins em minha vida.
— Father — praticamente cuspi as palavras o encarando.
— Não pensei em vê-lo aqui, Niklaus — Michael deu um breve sorriso se aproximando de mim, eu recuei alguns passos mantendo distância.
— Onde estou?
— Onde você acha que esta? — ele olhou envolta parecia apreciar a paisagem, e realmente era uma bela paisagem.
Logo imaginei Nickolas correndo dentre os jardins arrancando flores e jogando em qualquer lugar, meu filho era um mini destruidor, rir do pensamento complementando-o com Caroline brigando com ele dizendo que era errado e por fim meu pequeno garotinho vir para o meu lado onde eu o mimaria. Céus, que saudade imensa é essa da minha família? Onde estava Nick? Onde estava Caroline?
— Me diga onde estou — disse curto e grosso.
— Esta em transição, você esta morrendo Niklaus.
"Você esta morrendo Niklaus, você esta morrendo" aquelas palavras latejaram em minha mente. Não, eu não podia morrer, eu precisava cuidar de Caroline, precisava cuidar de Nick, eu amava minha família, não podia abandona-los, não eu não podia morrer agora.
— Eu não posso morrer!
— Não é você que decide isso — ele se sentou no gramado e eu podia jurar nunca ver meu padrasto tão descontraido, ele fora a figura paterna mais próxima de mim, estava ao meu lado desde que eu me lembre, mas eu sempre soube que ele não era meu pai — Assim como eu não decidi morrer na mesa de jantar.
— Preciso voltar, você é algum espirito da morte? Veio me levar embora? Vá embora e me deixe voltar para a minha famíla!
— Tsc, sempre apressado, estou aqui para lhe pedir perdão Niklaus — ele se levantou se aproximando de mim — Fui muito rude com você, mas não por você não ser meu filho — senti ele tocar meu ombro e eu nunca estive mais confuso — De todos os filhos você era o que mais se parecia comigo, e eu temia que virasse o que eu era.
— Que palhaçada é essa agora? — me afastei dele bruscamente, aquele homem acha que o que? Só por que eu estou morrendo vai ficar tudo bem?
— Niklaus eu nunca menosprezei você por não ser meu filho e sim por ser identico a mim, sempre foi contra tudo o que eu dizia, e isso desde pequeno.
Fora então que Finn apareceu, ele estava sorrindo e de mãos dadas com a esposa, ambos usavam branco identicos ao meu padrasto, eu era o unico que usava as mesmas roupas de quando fui baliado.
— Escute o que nosso pai tem a falar Nick — Finn se aproximou de mim sem soltar as mãos de Sage, a ruiva parecia em paz identica aos outros e eu cheguei a me perguntar se não desejava uma paz identica a deles.
— Finn — sorrir me aproximando de meu irmão e abraçando-o, a quanto tempo não falava com ele, a quanto tempo não o abraçava, anos, muitos anos — Você faz falta.
— Quando morrir papai também estava aqui — ele se afastastou me olhando colocando a mão em meu ombro — Klaus, viamos tudo o que você fazia, estou muito feliz de você ter tomado jeito — ele riu me fazendo rir também.
— Olá Klaus — Sage me cumprimentou, lembro-me de tê-la visto no dia do casamento do meu irmão, acho que só aquela vez mesma.
— Olá Sage — a cumprimentei de volta.
— Niklaus — escutei a grossa voz de meu padrasto, virei para ele e respirei fundo.
Será que eu estava capaz de perdoa-lo? Será que eu havia mudado tanto assim para poder perdoar e pedir perdão do homem que me criara?
— Eu o perdou — disse calmamente desviando o olhar do dele, fitando um ponto qualquer ao longe, não queria olha-lo nos olhos, não depois de tudo que eu fiz.
— Eu também lhe perdou — Michael se aproximou de mim e antes que eu pudesse afasta-lo ou me afastar, ele me abraçou.
Não me lembrava da ultima vez que o abracei. Apenas retribuiu o abraço dando um breve e quase impersebível sorriso, afinal só quem me fazia sorrir verdadeiramente era Caroline e Nickolas, mas eu estava naquele momente feliz.
— Venha conosco — ele disse se afastando me olhando. Deu dois breves e leves tapas em meu rosto, como se fosse acariciar. Rir do 'carinho' recebido.
— Vem Klaus — Finn disse me chamando a atenção — Você fez tudo que pode.
Então uma luz grande se fez presente, como se fosse um portal, transmitia paz e felicidade, vi meu irmão e minha cunhada passarem por lá. Meu pai colocou a mão em meu ombro andando comigo, as luzes faziam breves cocégas em minhas mãos, o que me fez lembrar de Nick quando tentava fazer cócegas em mim em plena guerra de cócegas.
Meu filho.
Me afastei por um breve momento, e se eu fosse com eles? Como ficaria Caroline? Como ficaria Nickolas? Eu não podia ir, não podia morrer, eu não queria morrer.
— Não! — me afastei mais daquela luz vendo meu pai me seguir — EU NÃO VOU MORRER! — gritei em alto e bom som, logo todo o campo tremeu, o portal se fechou e a ultima coisa que pude ver fora meu pai, tudo escureceu novamente.
Andava no escuro vendo aos poucos uma luz no final, corrir em direção aquela luz e ao passar por ela pude ver que era uma sala de cirurgia, nela eu via Alaric, e ao ver melhor eu conseguia me ver ali desacordado. Céus, o que estava acontecendo?
Pi. pi. pi. pi.
A máquina que contava meus batimentos cardiacos disparou, eu estava me vendo morrer, por Deus eu não podia morrer, eu não queria, por favor Deus não me deixe morrer, eu precisava cuidar de Caroline e Nickolas.
— Por que você não passou pelo portal Nicklaus? — meu pai apareceu ao meu lado, assistiamos a minha morte como se fosse algum filme em 3D.
— Eu estou morrendo, faça alguma coisa!
— Isso não sou eu que decido Niklaus. — ele se aproximou do meu corpo sobre a maca assim que os batimentos cardiacos pararam. Aquela linha vermelha no visor diagnosticava a minha sentença, a minha morte.
— Vamos reanima-lo, rápido! — Alaric apareceu com aquelas máquinas que dão choque — Um, dois, três — ele colocou a máquina sobre meu peito e deu o choque, vi meu corpo sacodir, ao lado tinha um pote e nele a bala com sangue, só então vi que em meu peito tinha um corte fechado. Então eles já tinham tirado a bala?
— De novo, um, dois, três — novamente Alaric deu choque e meu corpo sacodiu.
— Doutor não há mais o que fazer — uma enfermeira disse recolhendo os equipamentos.
Alaric parecia realmente triste, olhou em seu relógio de pulso.
— Hora da morte, 11:53 — ele balançou a cabeça e suspirou — Vá em paz Nick.
Eu havia morrido?
Fora então que pude perceber, meu pai já não estava mais ali. Eu estava só vendo minha própria morte. Suspirei abaixando minha cabeça, havia fracassado, não consegui o coração de Caroline e agora estava morto.
Senti uma mão em meu ombro e ao virar vir meu pai, ele sorria.
— Obrigado por me perdoar Nick, poderei descansar em paz, mas receio que terá que esperar mais para morrer.
Ele apontou para a maquina que havia começado a apitar novamente, eu mal conseguia acreditar. Sorrir verdadeiramente como sorria só para Caroline e Nickolas, mal tive como falar algo e me sentir se sugado, dessa vez eu sabia, eu acordaria vivo, vivo graças ao meu pai.
[...]
— Ele esta acordando, oh meu Deus obrigada — abrir pausadamente meus olhos encontrando os olhos da minha mãe. Esther sorria com os olhos marejados.
— O que houve? — questionei, nunca senti tanta dor de cabeça como sentia agora — Onde estou?
— Querido você é um vencedor — ela me abraçou e meu corpo inteiro doeu.
Apenas retribui o abraço enquanto via no quarto Rebekah, Elijah, Kol e minha mãe. Ela afroxou o abraço o que me fez poder respirar, desde quando minha mãe era tão carinhosa assim com os filhos? Nem aquele maldito, fora então que ao lembrar de Michael eu não senti todo aquele odeio de antes, na verdade não havia odio algum e ao contrário do que eu sempre fazia, estranhamente sorrir, sentindo uma paz estranha dentro de mim.
O que havia acontecido?
Pude ver que não fora só eu que mudara nesses longos sete anos, Rebekah não era mais tão mimada como antes, estava ate mais amável e menos controladora. Quanto a Elijah eu não podia afirmar nada, mas só de vê-lo no meu quarto já era um grande avanço e Kol, o irmão mais novo da família parecia mais maduro e certo das suas escolhas. Por fim, com certeza não fora só eu que mudara nesses anos.
Então me vi vagar por um mundo na minha cabeça, como seria se Caroline não estivesse doente? Eu talvez nunca poderia reconhecer as novas pessoas que meus irmãos e minha mãe se tornaram.
Caroline.
Onde estava minha esposa? Céus e se ela descobera da minha cirurgia? Com certeza estaria muito preocupada, eu precisava vê-la.
— Onde esta Caroline? — perguntei tentando me levantar, o que foi impossivel pela dor que se fez no meu corpo.
— Caroline esta bem Nick — ouvi Rebekah dizer se aproximando de mim, ela segurou minhas mãos e as beijou com os olhos marejados — Eu rezei tanto por você, pensei que nunca mais iria escuta-lo, seu chato.
— É mano, você nos deu um belo susto — Kol sorrio se aproximando também — Seu filho é muito diferente de você, por isso gosto dele, confesso que achei que fosse morrer, assim poderia ser uma especie de pai-tio, isso seria legal.
Deu uma breve risada acompanhando a de Kol para então ver minha mãe o fuzilar com os olhos. Estavamos sendo uma família normal, Elijah se aproximou de mim e isso me deu um certo receio, não que meu irmão me assustasse, muito pelo contrário, mas de todos ali ele sempre fora o mais reservado e o que mais me odiara.
— Fico feliz que esteja bem, afinal — ele respirou fundo, como se quizesse criar forças para estar ali, talvez criar forças para me aturar — Você preciso conhecer seu futuro sobrinho ainda.
Todos sorriram, só eu então não sabia da novidade?
— Katherine esta grávida, depois de anos tentando finalmente conseguimos — e então minha mãe o abraçou, todos pareciam muito felizes contudo aquilo, mas desde quando Elijah era estério? Talvez Katherine seja.
— Fico feliz, brother, nós seremos uma grande família como nunca formos — todos se entre-olharam sorrindo, mesmo que faltassem alguns, Finn e Michael, ainda eramos uma família e seriamos ainda mais unidos.
Eu devia isso a Caroline, só desejava que ela aguentasse compartilhar dessa minha felicidade, que ela aguentasse um pouco mais a doença, por mim e pelo nosso filho.
Notas finais
Entao gente, vcs sabem que eu me esforco mt pra postar uma vez por semana ne? Mas as provas da facul tao chegando e eu acho que vou voltar so em julho ;/ tanto nessa minha fic como na outra T_T
Ainda sao suposicoes, talvez eu consiga manter as duas fics e mais as provas, n sei ainda .-.
Ate ;*
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