Motivos De Um Crime
9 Capítulo nove. Morte?
Notas iniciais
Estou dedicando esse cap a Pammela Margara pela recomendacao que ela fez, mesmo que o Nyah ainda n tenha aprovado .-.
Sejam bem vindos novos leitores e n esquecam de comentar *-*
Obrigada a todos os comentarios, vcs n sabem como me deixam feliz >< Wee, falando um pouco do cap, esta sendo na versao do Klaus, assim como sera ate o final da fic u.u
Motivos de um crime
Capítulo nove — Morte?
Exatamente as 14:00 eu parei meu carro no Central Park, logo na entrada e como esperava, vi uma limusine estacionar perto do meu carro, dele saiu Hayley, tão exuberante como nunca, vestia um vestido de grife e salto altos, nem parecia que iria à um Park, mas era assim, as mulheres de milionários esbanjavam sofisticação.
— De onde você tirou essa lata velha? — ela me perguntou enquanto se aproximava de mim, deu uma risada sarcástica.
— É de criação, não consegui me desfazer, receio que teremos que dar uma volta nele — Hayley abaixou os óculos e deu um sorriso malicioso, sim, ela esperava que teríamos um 'reencontro'.
— O carro é o de menos, Nik — disse se aproximando de mim e dando um breve beijo no meu rosto, deu volta no meu carro entrou sentando-se o mais charmosa possível ao meu lado.
Entrei no automóvel e fechei a porta logo dando partida nele, já estava tudo pronto, o local era um pouco afastado da cidade, ninguém sentiria a falta dela por muito tempo. "Sim Nik, você consegue mata-la!" Repeti várias vezes para mim enquanto dirigia em direção à chácara. Hayley a todo momento falava em como a vida dela se tornara superficial, mais ainda sim, era muito boa. Rir tentando parecer prestar atenção em suas piadas.
— E então no outro dia nos casamos, ele é um bom marido quando não esta me traindo — ela deu um breve sorriso — E quanto a você Niklaus? O que tem de tão especial nessa tal de Caroline? Afinal, ela foi sua escolhida.
— Você de novo com essa história de escolhida — revirei os olhos.
— Mas é a verdade, eu fui a mais próxima de ser sua escolhida, talvez se você não tivesse me largado com meus pais, poderíamos estar casados, você não pensa nisso?
— Sabe que o acordo era deixar você com seus pais.
— Hm, você não sentiu minha falta? — me perguntou com a voz manhosa.
Dei um breve sorriso de canto vendo que estávamos chegando, já estava tudo pronto, a mataria ali, o médico contrabandista tiraria o coração dela para mim e eu voltaria para Mystic Falls como se nada tivesse acontecido, sim, estava tudo pronto.
— Chegamos — disse apenas, chamando a atenção dela.
— Wow Nik, uma chácara? Desde quando você se importa tanto assim comigo para trazer-me a um lugar tão lindo?
Mal sabia ela que o local pertencia a Damon e ele próprio me dera às chaves para mata-la ali. Respirei fundo, precisava criar coragem para fazer o que deveria. Então com toda a minha coragem, desci do carro ajudando-a a descer também, nem passava pela cabeça dela que eu a mataria ou faria algum mal. E o mais rápido entramos na Chácara, era enorme.
— Uma das suas propriedades?
— Não, de um amigo — tranquei a porta, podia vê-la olhar abobada para a chácara, era realmente linda — Uma bebida? — perguntei me aproximando das bebidas.
Separei dois copos e servi a mim e a ela com wisk. Hayley pegou o copo e virou de uma vez enquanto eu bebericava o meu aos poucos. Liguei o som que tocava uma música calma, a morena dançava ao ritmo do som tirando o casaco deixando-o sobre o sofá.
— Vem dançar comigo Nik — me chamou, deu um breve sorriso de canto me aproximando.
— Conte-me Hayley — a enlacei pela cintura juntando-a ao meu corpo enquanto dançávamos em um ritmo lento — O que sabes sobre Sillas?
Ela deu uma risada.
— Sillas é o maior cafajeste que existe, a cidade de Chicago ta sofrendo com ele, o prefeito Bill era mil vezes melhor.
— Conhece Sillas pessoalmente?
— Digamos que ate demais — sussurrou ela próxima ao meu ouvido logo descendo os lábios para meu pescoço — Que tal subirmos Nik?
— Suba e me espere na cama — sorrir de lado e ela mordeu meu queixo.
— Não demore — disse antes de se afastar e subir as escadas para o quarto.
Suspirei passando a mão no meu cabelo, sentei no sofá. Decisões, decisões, o que eu deveria fazer? Céus precisava salvar Caroline e para isso teria que matar Hayley, por Deus o que eu deveria fazer? Bufei frustrada, seria rápido, isso, seria rápido e ninguém precisava saber. Muito simples.
— Hayley, espero que esteja pronta — gritei me levantando do sofá.
Tirei minha arma de dentro do casaco que usava, o tiro precisava ser na cabeça e certeiro para não danificar os outros órgãos, principalmente o coração. Subi as escadas, nunca fiquei tão nervoso em matar alguém, talvez seja porque eu sempre matei bandidos, mas Hayley não era uma bandida, uma assassina ou qualquer coisa relacionada a isto, ela era apenas uma esposa mexeriqueira demais na vida dos outros, e a curiosidade acabou levando-a aonde estava: morte. Eu iria mata-la por ela ter descoberto as artimanhas de Sillas, era justo? Eu tinha esse direito? Céus, ate a igreja eu ia todos os domingos e agora teria que matar uma pessoa. O padre Richard não ficaria nada feliz com meu confessionário.
Rir por lembrar da igreja, será que Deus estaria me pondo à prova? Não, não, lógico que não, que ideia mais idiota. Revirei os olhos chegando a porta do quarto, "seja rápido, sem perguntas e nem choro, apenas atire!" Repeti para mim mesmo várias vezes antes de abrir a porta e foi isso que eu fiz.
POU.
— Aimeudeus! — gritou Hayley assim que eu errei o tiro, como eu pude errar? — Não, não, não Nik, você não vai me matar — choramingou ela.
Céus era um compro contra mim, eu deveria ter matado ela antes de escutar qualquer coisa. Revirei os olhos apontando a arma para ela, Hayley estava, pelo que eu pude ver, nua e se enrolava no lençol vermelho de seda que estava na cama, tinha lágrimas nos olhos e implorava pela sua vida. "Aperte o gatilho Klaus, aperte o gatilho!" repetia minha mente, mas meu corpo estava travado, engoli em seco.
— Hayley, my love, não é nada contra você e sim o trabalho — respirei fundo.
— Nik nada importava para você? Eu por exemplo? Por favor eu... eu... eu tenho meus filhos e um marido — choramingou ela outra vez.
— Sillas mandou mata-la, acho que merece saber antes de morrer — apontei novamente a arma para ela, "atire, atire".
— Silas esta desviando dinheiro dos hospitais públicos, várias pessoas já morreram, Klaus você não pode estar trabalhando para ele.
— Nunca falei com ele antes e nem sei quem é, estou matando-a porque seu coração servirá para o transplante da minha mulher, Caroline esta morrendo como lhe disse, desculpe my love mas antes você do que ela — fechei os olhos, parecia ate um principiante, estava a apertar o gatilho quando meu celular tocou.
Errei novamente o tiro só aumentando o desespero de Hayley que chorava alto, céus, por que não desliguei o aparelho? "Caroline" o nome veio a minha mente e rapidamente abaixei a arma pegando o aparelho em meu bolso. Assim que fiz isso Hayley se levantou da cama afim de correr, apontei a arma para ela, o que a fez voltar e finalmente atendi o aparelho.
— Klaus? — escutei a voz da minha sweet do outro lado da linha..
— Esta tudo bem Caroline? — a perguntei mais nervoso ainda, será que havia acontecido algo?
— Klaus o que houve? Por que sua voz esta assim?
— Nada sweet, só me diga que você esta bem — insisti, a ultima coisa que Caroline era, era burra.
— Sim, esta tudo bem, quando você volta? — me senti aliviado quando ela me confirmou que estava tudo bem.
Finalmente voltaria, mataria Hayley e voltaria com o coração da minha sweet.
— O mais cedo que imagina, meu amor.— disse e a escutei respirar fundo.
— Klaus não faça nada de errado, sabes que mexer com Damon é cadeia na certa, por favor meu amor, eu lhe imploro, não faça nada que vá se arrepender.
Céus por que Caroline precisava me dizer aquilo naquela hora? Olhei para Hayley que chorava compulsivamente, praguejei-a mentalmente por não se calar. Matar ou não mata-la? Por Deus era a vida da minha esposa em risco.
— Klaus — a escutei, mas parecia estar tão distante — Klaus me responde! — ela exigiu quase gritando me trazendo de volta.
— Estou aqui Caroline — disse, podendo escuta-la respirar fundo.
— Klaus onde você esta? — pude escutar a voz dela trêmula — Klaus me responda! — céus por que ela precisava me questionar tanto?
— Estou voltando, me perdoe Caroline — e mesmo que contra vontade deslguei.
Desviei meu olhar para Hayley enquanto colocava meu celular no meu bolso, ela chorava tanto, a maquiagem borrada em seu rosto e eu, naquele momento, senti pena dela, senti pena de mim mesmo e do que iria fazer. "... Eu lhe imploro, não faça nada que vá se arrepender" as palavras da minha sweet voltaram a minha mente, eu precisava eu tinha que matar Hayley ou jogaria fora todas as chances de Caroline sobreviver.
Apontei a arma para Heyley e fechei os olhos, esperei pelo som da bala mas ele não aconteceu. Eu não podia mata-la, assim como Rebekah havia dito, não era justo. Então com uma força que não sei ao certo de onde tirei, abaixei minha arma guardando-a novamente, pude ver Hayley suspirar pesadamente e voltar a chorar.
— Escute Hayley, você vai me contar parte por parte do que sabe sobre esse tal de Sillas — disse me aproximando dela.
A morena confirmou com a cabeça e quando eu pensei que ela fosse gritar ou fazer qualquer coisa do tipo, ela simplesmente se pos de joelhos na cama e me abraçou, chorava enquanto me abraçava e eu retribui o abraço, pouco me importando dela estar nua a minha frente.
— Obrigada por não me matar Nick, mesmo sabendo que sua esposa morrerá por isso — ela sussurrou dentre choros — Eu tive tanto medo.
— Hayley me escute — a encarei e ela se cobriu com o lençol da cama me fitando — Você precisa sair do pais com sua família, eu não a matei mas outro poderá matar — respirei fundo praguejando-me por me meter onde não devia — Irei embora o mais rápido possivel antes que isso sobre para mim e eu não quero por minha família em risco.
— Entendi Nik — ela enxugou as lágrimas e me abraçou novamente — Obrigada mais uma vez e eu nunca, nunca vou esquecê-lo assim como não esqueci ate hoje.
Que mulher mais louca.
Sai do quarto para ela se vestir, precisava avisar ao médico que me esperava no outro quarto, que não havia mais corpo nenhum para se tirar o coração. Ao me aproximar do quarto pude ouvir a voz dele ao telefone com alguém.
— Sim chefe, eu escutei os tiros e agora tudo esta silencioso, ele deve esta tirando as evidências, vai me chamar na hora certa — coloquei o ouvido na porta para escutar mais da conversa.
— Eu sei, eu sei, devo mata-lo assim que ele entregar o coração para a mulher, espere, mas Damon sabe disso? Não quero confusões para mim, parece que eles são amigos — arquiei minhas sobrancelhas surpreso, eu seria morto?
Desviei meu olhar para a porta assim que Hayley saiu dela, rapidamente coloquei meu dedo sobre a boca para ela não fazer barulho algum, a mesma pareceu me entender e rapidamente tirou os saltos se aproximando de mim na ponta do pé.
— Já deve ter dado tempo, irei tirar o coração antes dele danificar, certo certo.
Encarei Hayley e segurando sua mão a tirei dali, era uma emboscada para mim, aquele canalha do Damon iria me pagar. Sai da casa da chacará arrastando Hayley pelo pulso, assim que cheguei ao meu carro o médico apareceu na porta da casa apontando uma arma para mim.
— Não vão fugir! — ele gritou disparando.
— Abaixa Hayley — avisei a ela, a morena se abaixou enquanto eu entrava no carro. A bala atravessou o parabrisa do carro deixando os cacos cairem sobre Hayley, já que o tiro foi na direção dela — Maldito! — o praguejei dando partida no carro e me distanciando dali.
Pude escutar outro tiro e a bala atravessou meu vidro traseiro. Acelerei saindo da chacará. Hayley chorava compulsivamente enquanto repetia que iriamos morrer, era o fim, droga por que eu não a matei mesmo?
— Nik eu não vejo eles na estrada — disse ela dentre soluços.
— Vem! — estacionei o carro próximo a um precipício, o mesmo que parei com Caroline. A morena me encarou confusa — Anda me ajuda a empurrar!
— O-o q-que? — guaguejou ela nervosa.
Revirei os olhos empurrando meu carro, não podia chamar atenção, eu precisava de ajuda e só podia ligar para uma pessoa: Rebekah. Peguei meu celular depois que empurrei o carro e entrei com Hayley dentro da floresta que ficava ao lado estrada, aquilo deveria levar a algum lugar, melhor do que sermos perseguidos e mortos.
Pareceram horas ate que um dos homens da segurança de Tyler nos encontrou, Hayley contou que quase foi morta e que eu a salvei, no final acabei me passando por heroi, pelo menos nos olhos dos outros porque nos de Tyler a disconfiança era clara.
— Quer dizer que devo a vida da minha mulher a você? — o moreno se servia de uma bebida qualquer enquanto se aproximava de mim com outro copo na mão, me oferecendo. Dei um breve sorriso pegando o mesmo.
Estavamos no escritório da enorme mansão dele, podia escutar a gritaria das crianças correndo o que parecia ser na escada, não pude deixar de lembrar do meu pequeno Nickolas e logo de Caroline.
— Não me deve nada Tyler — disse bebericando o que descobrir ser vinho.
— Não pensas que eu acreditei nisso?
— Tão pouco me importo se você acredita — me levantei da poltrona — Se eu fosse você estaria muito feliz e com os passaportes em dias.
— O que? — ele me perguntou confuso.
— Vá por mim, você não vai querer estar aqui em Chicago por muitos meses, faça como eu, saia antes que Silas pegue você — dei uma breve risada.
— Você trabalha pra ele não é seu maldito?
— Dou ate o final da noite para você sair de Chicago, protegi sua mulher dele, mas não prometo fazer o mesmo por você!
Sai do escritório, não queria contar nada mais do que o necessário para ele. A verdade é que eu desejava internamente que Tyler fugisse com sua família, que eles fossem embora e ficassem seguros. Estranho, a poucas horas eu iria matar a esposa dele, a mãe do filho deles. Caroline me ajuda ate mesmo sem saber.
— O que foi Rebekah? — revirei os olhos atendendo o celular.
— Por onde você esteve Nik?
— Temos problemas — suspirei, sabia que agora o pessoal do Silas podia ficar na minha cola — Quero que vá para Mystic Falls e fique com Caroline, não saia de lá me entendeu?
— M-mas Nik... como... onde... você esta?
— Quanto menos você souber é melhor, apenas saia daqui!
Notas finais
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Bem, ate o proximo fds >
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