Motivos De Um Crime
10 Capítulo dez. Emboscada
Notas iniciais
Mais um cap e mt obrigada pelos comentarios *-*
Motivos de um crime
Capítulo dez — Emboscada
Rebekah pareceu me ouvir e o que pareceram horas eu já estava no Motel que havia me hospedado, ali nenhum sinal da minha irmã e isso me tranquilizou. Conhecia as regras, era matar ou morrer e como eu não matei, temia que Silas resolvesse me matar, bufei irritado com o pensamento.
Onde fui me meter, Caroline? Me questionei enquanto ligava a tv, a uma hora daquela Tyler já deveria estar bem longe com Hayley e seus filhos. Não sei ao certo porque, mas esse pensamento me tranquilizou. Estava vendo tv, passava um filme qualquer de terror quando meu celular resolveu tocar, e como sempre o atendi rapidamente.
— O que foi Stefan? — mais resmunguei do que falei, o sono era grande.
— Chegou três corações O negativo, parece que a mãe e os filhos morreram num acidente de carro — não pude deixar de ficar feliz e triste ao mesmo tempo, era desumano ficar feliz a custa da morte dos outros.
— Algum para Caroline? — eu esperava que sim, torcia para isso.
— A Caroline passou a ser a de número 11, Alaric falou que os corações chegaram no posto de saúde de Fell's Church e vão ser usados nas pessoas da fila, mas parece que o marido esta vendendo o coração da esposa — não pude deixar de by InstantSavings\">sorrir com a noticia de Stefan.
— E quanto ele quer? Alaric deu o número para você?
— Deu sim, ele disse que se podesse comprava o coração, mas os preços foram aumentando — pude perceber a voz de Stefan ficar mais pesada — Bem, o preço inicial era 22 mil, mas com o desespero de todos na fila esta passando de 50, eu não sei onde conseguir Klaus — ele suspirou e eu respirei fundo.
— Não é o primeiro que resolve by InstantSavings\">vender um coração Stefan, geralmente esses O negativos são bem mais caros — suspirei passando a mão no rosto — Uma hora dessas ele já deve ter vendido para alguém, eu... eu não se tenho mais forças para continuar nisso.
— Não desista agora Klaus, você apareceu na tv, quem falou foi Caroline e ela não ficou nada felz de vê-lo com a Hayley, fiquei feliz que você não a matou.
— Não consegui, acho que o Padre Richard realmente fez a paz entrar em meu coração — rir fazendo piada, só então percebi que a tempos eu não ria, a doença de Caroline parecia minha, me consumia junto a ela, no final, por dentro eu e a minha esposa estavamos iguais. — Preciso desligar, Caroline esta bem, não é mesmo?
— Sim, esta bem ate demais, não toma mais os remédios de três em três horas, Alaric disse que não é tão preciso assim.
— Esta com ela? — perguntei, estava louco para falar com ela.
— Os pais estão no quarto, Rebekah esta brincando com Nick, ela comentou que você se meteu em uma encrenca e a quiz longe, esta tudo bem?
Nem sei o que mais Stefan estava falando, travei assim que ele disse "os pais estão no quarto" os pais de Caroline estavam no hospital? Céus, eles me achariam uma droga maior ainda de genro, afinal, que marido não fica ao lado da esposa na doença? Bufei me levantando e chutando qualquer objeto a minha frente.
— Mais tarde eu ligo Stefan — e desliguei.
Céus, que compro é esse contra mim?
Olhei para porta assim que escutei baterem nela, rapidamente peguei minha arma que estava na minha calça, praguejei por a porta não ter olho mágico.
— Quem esta ai? — perguntei sem escutar resposta alguma — Quem esta ai? — perguntei outra vez com a mão na marçaneta e a outra segurando a arma.
Nada.
Nenhuma resposta que fosse, talvez a pessoa nem estivesse mais ali. Com esse pensamento me afastei depois de minutos, então pude escutar novamente o bater na porta. Aquilo estava me irritando tanto, a adrenalina de ser ou não ser um capanga de Silas. Decidido a não ficar ali atormentado abri a porta num susto, só para ver Damon com o nariz sangrando e segurando o braço que também sangrava.
— O que você quer aqui? — perguntei vendo ele entrar.
— Eu não vou morrer nessa sozinho! Porra Klaus era só matar ela — ele tirou a jaqueta de couro deixando a mostra o seu braço que tinha um ferimento, que eu pude ver ser causado por uma bala de raspão.
— Que? — o questionei.
— Silas vai nos matar, disse que eu me aliei a você, hoje mais cedo tentaram me matar, eu não tenho família muito menos amigos, para onde eu iria? Então lembrei do seu endereço e se fosse para morrer — o moreno deu de ombros e eu cerrei os punhos, aquele maldito trouxe a morte com ele — Que seja com o causador de toda essa putaria! Maldita hora que eu me aliei a você!
— Você se aliou a mim? — perguntei ironico.
— Eu não dei o endereço do hospital de Caroline — vi ele suspirar cansado — Não podia deixar eles irem direto para a minha única família, Elena e Stefan vivem lá com a filha deles, eles matariam todos.
— Você acha que eles encontrariam?
— Silas pode conseguir tudo o que quizer!
— Porra! — gritei chutando outro objeto, precisava fazer algo, mas o que? O que eu poderia fazer? Ainda envolvi minha esposa nisso, eu queria ajuda-la.
Minha vontade era de estrangular Damon ali mesmo, mas do que adiantava? No final ele não era meu inimigo, mas a que tudo parece Silas resolveu nos matar, ótimo, como se eu já não tivesse problemas demais na minha vida. Bufei praguejand algo enquanto passava as mãos pelos meus cabelos em sinal de agonia. Precisava fugir de Chicago e ir para Mystic Falls proteger Caroline, mas não podia fazer isso com Damon.
— Cara você não tem ideia do ódio que eu estou sentindo de você! — o moreno revirou os olhos indo para o banheiro, ficou olhando-se no espelho tentando concertar o nariz quebrado, estava muito nojento — Silas me tomou tudo, inventou várias dívidas na minha boate, eu perdi tudo, só tenho o dinheiro que esta no banco — Damon voltou para o quarto com o nariz limpo do sangue, só estava roxo — Imagina você estar prestes a ter um orgasmo quando entra um desgraçado armado tentando matar você.
— Não posso fazer nada Damon — dei de ombros, eu realmente não podia fazer nada, eu não sabia nem como sair dessa, ainda mais ajudar Damon.
— Não estou pedindo pra você me ajudar, estou dizendo que se eu morrer você vai junto — o moreno disse dando um breve sorriso de canto — Que lindo vamos morrer que nem Romeu e Julieta, tudo por você não ter matado aquela vadia!
— Os meus motivos de matar ou não ela, não são da sua conta — revirei os olhos respirando fundo, precisava sair dali e agora teria que levar Damon comigo.
Decidido do que teria que fazer me preparei para sair dali, eu tinha que proteger minha esposa, ainda mais agora de não ter conseguido seu coração e ainda colocar nossas vidas em risco. Céus como eu fui um burro.
[...]
Já estava no carro de Damon, isso me lembrava de que Hayley me devia um carro novo. Bufei irritado, eu era um dos herdeiros da fortuna dos Mikaelson mas havia negado tudo aquilo, tudo para provar ao meu padrasto que não precisava do dinheiro dele, não precisava de nada dele.
Eu estava errado.
Já estava quase dormindo quando meu celular tocou, o peguei rapidamente no bolso da jaqueta e estranhei vendo o número, eu não conhecia. Temi em atender ou não ele, talvez eu devesse atender, mas e se fosse um dos capangas de Silas? Bem, eu nunca iria saber se não atendesse, então resolvi atender o aparelho.
— Alo? — esperei alguma resposta, mas nada — Alo? — insisti.
— Niklaus Mikaelson — aquela voz, arregale meus olhos, eu reconhecia.
— Brother? — involuntariamente sorrir, a quantos anos não falava com Elijah, quando sai de casa ele ainda iria se formar na faculdade.
— Sinceramente eu esperava mais da sua casa — disse ele com uma voz entediada.
— O que?
— Mas devo dizer que sua esposa é realmente linda, Elena fez questão de mostrar as fotos de vocês, do casamento e do seu filho, meu sobrinho que você nunca fez questão de apresentar — pude perceber que ele parecia realmente magoado. Mas espere, o que Elijah fazia em minha casa?
— Onde você esta?
— Agora? Indo em direção ao hospital onde sua esposa estar entre a vida e a morte, a pergunta é, onde você esta?
— Chegando em Mystic Falls, o que faz ai?
— Rebekah, ela me contou tudo, Klaus eu não acredito que você foi tão orgulhoso a ponto de por a vida de sua esposa em risco para não pedir dinheiro, dinheiro que também pertence a você! — pronto só faltava ele vir com uma lição de moral pra cima de mim.
— Não venha com lições para cima de mim, do que esse dinheiro adiantaria? Preciso de um coração O negativo! O negativo Elijah! E Caroline, você, você não a conhece — suspirei cansado, tantos corações que eu poderia ter comprado, mas minha esposa nunca aceitou, não queria passar a frente de ninguém, não queria se sentir culpada por matar ninguém — Ela... ela nunca permetiria algum tipo de propina para salvar sua vida!
— Pelo menos o apoio da família ela merecia! — revirei os olhos, que familia? Eu não tinha família.
— Apenas fique longe dela, não quero que ela os conheça!
— Ah por favor Niklaus, achas que eu vou julgar sua esposa doente?
— Onde esta Kol e Esther? — nunca mais chamaria aquela mulher de mãe.
— Estão a caminho, não poderia ter nos privado disso, somos sua família!
Bufei irritado praguejando algo desligando o celular.
Fiquei tentado para joga-lo pela janela do carro de Damon, mas ainda faltava algumas pretações a pagar e eu não queria pagar nada em vão. Revirei os olhos, estava tudo bem, ou quase bem, eu não deveria ter ido atras de um coração para Caroline, não deveria ter me envolvido com Silas e agora minha esposa corria risco de vida, mais risco ainda.
— Problemas com a família assim como eu? — perguntou Damon dirigindo.
Apenas movimentei a cabeça confirmando dando por encerrado o assunto.
A viagem não fora demorada, Damon parecia respeitar meu silêncio e isso me fez ate atura-lo um pouco mais, em poucos mnutos estavamos chegando a Mystic Falls, e em menos minutos ainda ao hospital particular onde Caroline era atendida. Precisava me preparar para enfrentar os pais dela e a minha família, por Deus era muito para uma pessoa só, e ainda tinha Damon.
— Sabe que eles vão vir atrás de você — Damon não fez uma pergunta e sim uma afirmativa assim que estacinou o carro em frente ao hospital.
— Sei — bufei irritado, eu precisava ficar longe de Caroline para eles não a machucarem, mas e se eu me afastasse e eles resolvessem a machucar?
Sai do carro companhado de Damon, entramos no hospital passando direto pela recepção, a recepcionista já ate me conhecia das tantas vezes que eu entrei ali. Fui direto para o quarto de Caroline e ao dobrar o corredor quase fiquei em choque, estavam todos ali, toda a minha família e a familía da minha esposa.
— Wow, reunião de família? — Damon deu um sorrisinho se aproximando comigo.
Pude perceber Stefan olhar o irmão surpreso e depois desviar o olhar dele para mim, Elena estava ao seu lado com Catharina no colo dormindo. Olhei para Stefan como se pedisse desculpa, precisava explicar depois.
— O que faz aqui Damon? — lá se vai mais uma briga, Stefan se levantou imediatamente fitando o irmão que parara mantendo uma certa distância.
— Culpa do seu amiguinho ai, aliás o que houve no meu nariz também é culpa dele — Damon deu outro sorrisinho, céus aquilo estava me tirando a paciência.
Percebi que Stefan iria responder algo, mas toda a minha atenção foi tirada de meu mehor amigo para a mulher que praticamente me esmagava num abraço. Fechei os olhos reconhecendo aquele cheiro, o cheiro único dela, da minha mãe.
— Niklaus quanto tempo — Esther me apertou ainda mais num abraço e eu me vi obrigado em retribuir, afinal eu também sentia falta dela.
— Mother — mais sussurrei do que falei.
Ela se afastou de mim olhando nos meus olhos, eu podia sentir carinho e amor vindo dela, céus, eu realmente precisava da minha família, a quem eu queria enganar? Eu queria ter minha família, me sentia mais leve com eles ali comigo.
— Sua esposa é um amor de mulher — ela sorrio ternamente para mim — Não consigo acreditar que já sou avó, e que garoto adorável Nick, eu realmente estou muito orgulhosa de você.
Senti meus olhos marejarem, a quanto tempo eu queria escutar essas palavras "estou orgulhosa de você Nick" como eu desejava ser um orgulho para ela, ela que era minha mãe. Balancei a cabeça dando um breve e quase impersebível sorriso.
— Conversou com Caroline? Eu preciso falar com ela.
— Agora não vai da — Rebekah apareceu do lado da minha mãe, ela tinha um sorriso diferente nos lábios e lágrimas nos olhos, não parecia triste, muito pelo contrário, ela parecia muito feliz — Caroline esta fazendo um exame.
— Exame? — encarei minha irmã preocupado — O que houve? É o coração?
— Calma Nick, esta tudo bem — Rebekah deu uma risada da minha preocupação — Elijah foi tomar um café, ele esta com Katherine, por que trouxe Damon?
— Houve complicações — revirei os olhos e pude sentir os olhares da minha irmã e da minha mãe confusos sobre mim — Onde esta meu filho?
— Kol esta completamente encantado por ele — dessa vez fora minha mãe que falara, sorria — Eles foram tomar um sorvete, algo do tipo.
Suspirei passando minha mão sobre meus cabelos, eu precisava falar com Caroline e tira-la desse hospital, precisava afasta-la de tudo isso, de toda a confusão que eu me meti, mas como? Ela não podia sair.
— Klaus! — desviei meu olhar vendo uma das ultimas pessoas que eu desejaria ver em toda a minha vida, céus ela não.
— Boa noite Senhora Forbes — cumprimentei minha sogra que estava ao lado do marido, Bill.
— Não precisas de formalidades comigo, somos da mesma família — família? Desde quando ela dizia isso? A encarei confuso.
— Lizz tem razão Klaus, conversamos com Caroline e decidimos que era melhor esquecer o passado, afinal não posso negar um pedida da minha filha num estado desse — Bill estava inreconhecível.
O que havia acontecido com todos? Que diabos estava acontecendo ali? Encarei todos a minha volta, minha mãe em pé ao meu lado e de Rebekah, Bill e Lizz na minha frente, Stefan de pé encarando Damon que conversava com Elena e acariciava o rosto de Catharina que dormia. Desde quando as coisas eram tão calmas assim?
— Mikaelson! — virei de costas procurando o dono da voz que me chamava.
Então pude ver um homem parado no inicio do corredor, eu não o conhecia então como ele sabia qual era meu nome? Mal tive tempo de resposder as minhas perguntas, ele apontara uma arma para mim e antes de eu desviar ou algo do tipo sentir o metal me atingir misturado com os gritos de todos a minha volta.
Cai de joelhos no chão levando a mão aonde a bala me atingira, o gosto de ferro me veio a boca, era sangue identico ao que tinha na minha mão. Meu sangue, eu havia levado um tiro. Iria acabar assim? Eu iria morrer?
— Ca...ro...li...ne — cuspi sangue caindo no chão, então tudo escureceu.
Notas finais
So se eu merecer u.u|
Obrigada por lerem e ate a proxima *-*
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