Motivos De Um Crime
7 Capítulo sete. Sacrifícios
Notas iniciais
Postando mais cedo >< pq o cap é curtinho >
Nos vemos nas notas finais ^^
Motivos de um crime
Capítulo sete — Sacrifícios.
Você se sacrificaria por alguém amado? É exatamento isso que estou fazendo agora, sacrificando toda a moral que construi, tudo de bom que existia em mim, tudo que Caroline mudou para me transformar em uma pessoa melhor. Nada importa mais do que ela, nada importa mais do que o coração que preciso conseguir para minha esposa. Suspirei pesadamente enquanto dirigia o carro, Rebekah estava ao meu lado. Depois de sairmos do hospital deixamos Nick na casa de Stefan e partimos.
— Você deveria deixar eu dirigir — ela resmungou cruzando os braços.
— Rebekah você tem certeza que quer me ver matando uma pessoa? — perguntei ciente de que ela fosse ficar com medo e desistir de me seguir.
— Estou aqui para não deixar você fazer uma besteira.
Não falei mais nada, seria tudo em vão. Quando estava de madrugada chegamos a Chicago, eu procurava o endereço que estava no papel e me surpreendi quando o encontrei. Era uma mansão com guardas na frente, seria impossivel entrar lá. Talvez agora eu compreenda o que Damon disse: "Digamos que vai ser difícil atingi-la" e realmente seria. Com certeza ela havia se casado com um milionário ou alguém do tipo, para alcança-la teria que ser devagar, dois dias no máximo, ou talvez apenas um café juntos.
Desci do automóvel indo em direção aos portões, logo que me aproximei dois seguranças apontaram respectivamente suas armas para mim, apenas levantei os braços em defesa.
— Preciso falar com a Hayley, Nick quer falar com ela.
Ambos seguranças começaram a rir.
— Esta louco? A Sra. Lockwood não recebe visitas em casa, muito menos de madrugada! — disse um dos guardas.
— Engraçado porque fora ela que marcou comigo agora de madrugada — dei um sorriso sarcastico e os guardas se entre-olharam.
— Estas ofendendo a moral da Senhora Lockwood? — apenas rir do que me perguntaram.
— Não, claro que não — acenei para eles e voltei para o meu carro.
— Não acredito que você vai fazer isso! — disse Rebekah visivelmente irritada, céus, minha irmã conseguia me irritar quando queria.
— Calada, vamos ao café colonial amanhã de manhã, se for realmente comigo vai ter que parar de se intrometer onde não é chamada — revirei os olhos me praguejando por ser tão rude assim com minha irmã, droga eu estava sobre pressão, teria que matar Hayley.
Rebekah não falara comigo o resto da noite, chegamos em um Motel qualquer onde dividimos um quarto. Eu tentei conversar com ela mas a mesma apenas me ignorava. Desistindo de tudo resolvi dormir na esperança de que no outro dia ela já falasse comigo.
[...]
— Açucar ou adoçante, Sr. Mikaelson? — me perguntou a garçonete, escolhi açucar e ela pôs duas pedras em meu café.
Revirei os olhos tediado, estava na cafeteria mais sofisticada de Chicago, havia familia ricas por todos os lados e eu de certa forma me sentia deslocado naquele meio de pessoas, não que tivessem me tratado mal, muito pelo contrário, por conta do meu sobrenome as pessoas estavam me paparicando ate demais.
— Gostando de brincar de ser rico, Nik? — me perguntou Rebekah.
— Você sabe muito bem porque estou aqui — bufei tomando o café.
— Desejas mais torradas, Srt. Mikaelson? — a garçonete perguntou a Rebekah que negou balançando a cabeça nem tendo o trabalho de olhar para a moça em total desden — Gostaria de frutas para acompanhar o suco de laranja?
— Se eu quizesse mais alguma coisa você não estaria em pé puxando o meu saco e o do meu irmão, estaria trabalhando — Rebekah deu um sorriso falso a garçonete que pediu licença e saiu dali, encarei minha irmã decepcionado.
— Por que tratas as pessoas assim?
— E por que não tratar? São inferiores a nós — bufei mais irritado, já sabia porque ela estava assim — Afinal, se me pagarem bem eu posso ir lá e mata-la.
— Rebekah...
— Rebekah nada! Você vai matar uma mulher casada que provavelmente tem filhos, consegue entender isso?
Iria responder minha irmã, mas o motivo de estar naquela cafeteria acabara de entrar. Hayley não mudara quase nada, os cabelos castanhos ainda estavam longos, o corpo magro e belo ainda era mantido sob o vestido sofisticado que usava, acompanhado de um chápeu fino e óculos escuros. Uma verdadeira mulher da classe alta, usava saltos pretos combinando com a roupa. Só então pude reparar que ela segurava em ambas as mãos duas crianças.
— É ela? — me perguntou Rebekah olhando para Hayley assim como eu.
— Shiu!
As crianças correram pelo salão e se sentaram numa mesa onde havia outro homem. Arquiei minhas sobrancelhas ao reconhecê-lo, era Tyler Lockwood, ex namorado de Caroline. Ele abraçava os filhos, uma garotinha e um garoto, ambos de cabelos escuros e olhos castanhos, belos, sim, eram crianças lindas e deveriam ter a idade de meu filho.
Fora então que despertei daquela cena, a voz feminina me chamara.
— Klaus? É você mesmo? — Hayley tirou os óculos se aproximando de mim — Oh meu Deus você não mudou nada.
Me levantei sorrindo falsamente. Ela me abraçou e eu retribui.
— Quanto tempo Hayley — disse ainda forçando meu sorriso, ousei acariciar o rosto dela enquanto ela mantia o sorriso bobo em seu rosto, parecia não acreditar que eu estava ali. — E como você esta? — perguntei.
— Bem, eu me casei depois que você me largou com meus pais.
Dei uma breve risada.
— Nosso acordo era achar seus pais.
Ela desviou o olhar de mim e olhou para Rebekah que ainda estava sentada.
— Sua namoradinha? — perguntou em desdén.
— Não, Hayley essa é minha irmã Rebekah — Rebekah nem ao menos se levantou para cumprimenta-la, apenas deu um sorriso forçado mostrando que era falso e acenou, Hayley retribuiu com o mesmo sorriso.
— Gostariam de sentar com... — Hayley foi cortada.
— Hayley, não vai me apresentar?
Desviei meu olhar para a figura masculina que segurava o braço de Hayley, de forma ate que possessiva. O reconheci de imediato, era realmente Tyler.
— Olá Tyler — disse e o moreno me olhou surpreso parecendo também me reconhecer — Klaus Mikaelson, lembra? Eu estraguei seu noivado com Caroline — dei um breve sorriso e estendi minha mão para apertar a dele, o mesmo não se moveu.
— Prazer em revê-lo, se não se importa eu e minha esposa precisamos terminar nosso café, temos uma viagem à noite, com licença.
E tão rapido como chegou, se foi. Sentei na mesa novamente, meus planos estavam ficando cada vez mais complicado. Teria que matar ela entre o intervalo da tarde e da noite, antes dela viajar.
— Triste pelo seu planinho ser adiado? — desdenhou Rebekah.
— Não minha querida irmãzinha, eles serão adiantados.
Terminamos nossa café e Hayley ainda estava sentada na mesa com sua família. Precisava de uma maneira de revê-la, sozinha de preferência. Peguei um guardanapo e uma caneta, nele escrevi Central Park 14:00. Levante-me da mesa indo em direção a mesa dela, pude ver Tyler me encarar assim que toquei os ombros de Hayley a chamando atenção.
— Já estamos de saída — disse me despedindo, ela sorrio.
— Quando nos vemos de novo? Gostaria que visitassem minha casa qualquer dia, um chá da tarde seria ótimo com sua esposa — ela realmente havia se tornado uma mulher de alta classe, tão educada quanto minha mãe ao falar com as amigas.
— Caroline adoraria ir, mas passa por algumas complicações de sáude — pude reparar que Tyler ficou surpreso, quero dizer, me pareceu mais preocupado.
— Ainda estão juntos? — ele perguntou dando um breve sorriso sarcastico — É, pensei que fosse apenas um dos mais casos dela, mas parabéns Mikaelson, você conseguiu prender a herdera da fortuna Forbes.
— Não fale assim dela, Lockwood — disse firme, irritado — Afinal, você sabe que ela sempre fora uma perfeita dama.
— Ate conhecer você — continuou ele, revirei os olhos.
— Não desejo prolongar esse assunto, Caroline esta precisando de mim.
— O que ela tem afinal? — juro que não o ia responder, mas queria ver o desespero em seu olhar.
— Precisa de um transplante de coração, AB- — menti o tipo sanguínio, afinal Hayley era O- e uma coisa que a morena não era, era burra.
Tyler se engasgou com o pão que comia quando disse, me olhou perplexo, completamente perdido. Será que mesmo depois de tanto tempo ele ainda amava a minha loira? Suspirei, ele estava com o sentimento de perda, assim como eu.
— Já conseguiu o coração? — perguntou Hayley entrando na conversa.
— Ela tem apenas duas semanas de vida, não vendem corações com tipos sanguínios raros em qualquer esquina — debochei — Mas se me dêem licença — segurei a mão de Hayley beijando a costa da mão dela delicadamente, aproveitando desse movimento para lhe entregar o papel com o local marcado do encontro.
Ela sentio o papel e rapidamente o escondeu, apenas sorrir de lado me distanciando, sim ela iria, algo dizia que ela iria.
Notas finais
Ate o fds Lõl
Fale com o autor