Motivos De Um Crime

2 Capítulo dois. Medos


Notas iniciais
Novo Cap *-*

Motivos de um crime

Capítulo dois — Medos


Estava andando de um lado para o outro no leito do hospital enquanto meu filho de 4 anos chorava com medo. Não era só ele que estava com esse sentimento enturpecedor. Eu esperava a chegada de meus amigos, eram poucos, na verdade só podia confiar em Stefan e Caroline em Elena, já que ela deixou para trás muitas de suas amigas que não aceitavam nossa união, em momentos assim penso em como prejudiquei a vida de minha pequena loira, e agora não tenho como ajudá-la.

— Klaus — olhei para trás parando de andar de um lado para outro, podia ver Stefan me olhando aflito trazendo consigo Elena, é parece que eles estavam juntos.

— Como ela esta? — me perguntou a morena dando-me um abraço em seguida, retribui, eu realmente estava precisando de um.

— O médico não me trouxe notícias ainda, ela estava desmaiada no nosso quarto, encontrei ela no chão quando cheguei do trabalho com Nick — estava inconformado e me controlava para não derramar lágrima alguma, não, eu não estava preparado para perder a minha amada.

Ela desviou o olhar de mim para Nick que ainda estava sentado no banco chorando, se abaixou em direção a ele e disse algo que eu não pude escutar, mas ele parara de chorar. Céus como as mulheres conseguiam ter jeito com crianças, eu mesmo tentei várias horas fazê-lo para de chorar, sem sucesso.

— Klaus vou leva-lo para casa comigo, se não se importar — desviei meu olhar para Nick enquanto Elena falava, eu precisava de alguém comigo, mesmo sabendo que hospital não era lugar para criança, eu desejava ter um pedaço de Caroline ao meu lado, não queria que levassem Nick, mas era o certo a se fazer.

— Obrigado Elena — disse me abaixando ficando do tamanho do meu pequeno garotinho — Filho, papai vai cuidar da mamãe, tudo bem?

— Plomete não deixar ela morrer? — os olhinhos azuis dele estavam levemente manchados de vermelho pelo choro. O abracei fortemente tentando passar segurando ao meu garoto.

— Prometo — beijei seu rosto e depois sua testa ficando de pé novamente.

— Me avisem do estado de Caroline — Elena forçou um sorriso, mesmo sendo visível que a morena estava preocupada e triste — Eu vou esperar, Nick brincará com Catherine, fará bem a ele.

— Por favor Elena, cuide bem do meu garoto — pedi.

Stefan deu um breve beijo na amada e por fim ela se foi, sumindo com minha vida em seu colo. Nunca poderei perder Nick, tão pouco Caroline e eu faria de tudo para não deixar nenhum deles longe de mim.

— Vai da tudo certo, amigo — disse Stefan me dando um abraço e dois tapas em minha costa, fortes ate demais.

— Assim espero — e me afastei voltando a andar de um lado para o outro, ideias passavam pela minha mente, modos de conseguir um tratamento melhor para Caroline, eu precisava de um coração, precisava de um coração O negativo.

Se passaram minutos, horas e o médico não dava sinal algum de vida, já me sentia frustrado sentado naquele banco com Stefan ao meu lado, ele não saira momento algum. Lembro-me de quando descobrir que ele era amigo de Caroline, quem diria que meu amigo de tantos anos conhecia a mulher com quem me casaria.

— Sabe que ela vai sair dessa — ele disse ainda olhando para a porta onde estavam atendendo Caroline e outros pacientes, area restrita para parentes.

— Ela é forte, vai conseguir — definitivamente minha loira não era forte, sempre fora frágil como uma boneca de porcelana, mas que ela ia conseguir eu não desconfiava. Não, ela não me abandonaria.

— E como esta a lista de espera?

— Caroline é a de número 14, diminuiu bastante já que ela era a de número 21 — dei um suspiro cansado, estavamos esperando a quase três anos já desde que a doença fora descoberta. Como disse, era raro conseguir um coração O negativo. E a maioria do número de pessoas diminuira, não pela chegada de corações e sim por vir a obito antes de terem a chance de conseguir um transplante.

Fora ai que senti um aperto em meu coração, a porta se abrio e vi o médico responsável pelo caso de Caroline. Era Alaric, um amigo da família, casado com Jenna, tia de Elena, por esse motivo eu conseguia um atendimento particular para minha esposa, ele era uma boa pessoa e sempre soube que faria de tudo para salva-la. Pelo menos eu esperava.

— Como ela esta? — perguntei me levantando aflito indo em direção a ele.

— Klaus preciso que se acalme — o loiro respirou fundo e meu coração apenas acelerava mais, por que ele não dizia simplesmente como ela estava?

— Me diga logo! — exigi nervoso, que diabos, ela não havia resistido?

— Caroline teve três paradas cardiacas desde que chegou aqui, conseguimos estabiliza-la mas, — pude vê-lo suspirar derrotado, céus daria minha vida pela minha esposa se fosse possivel, por que tinha que ser assim? — Receio Klaus, que ela não sobreviva nas próximas 2 semanas, o coração já esta bastante fragilizado e o risco de infarto é muito provável, por isso ela ficará internada aqui, preparei um quarto onde ela possa repousar e receber visitas de amigos, eu sinto muito — tocou meu ombro o apertando brevemente como se quizesse me passar força.

Mas não havia força alguma que me fizesse passar por aquilo, fiquei estático, em choque com a notícia. Ele se afastou e senti lágrimas se formarem em meus olhos, não, por Deus eu não poderia passar por aquilo sozinho, Caroline não merecia passar por isso. Ela era filha da xerife de Mystic Falls e do prefeito de Chicago, uma moça fina, refinada, cursara a universidade, tinha uma vida perfeita ate eu entrar nela. Desabei no chão chorando compulsivamente, como uma criança que acabara de ficar só no mundo. Abaixei minha cabeça e pela primeira vez me dexei levar pelo meu desespero, minha esposa, minha amada, estava a beira da morte e eu não podia fazer nada.

— Por que Deus? — levantei encarando o teto — Leva-me! Tira a minha vida mais deixe a dela!

Stefan tentara me controlar, mas não havia como, eu estava descontrolado, gritava, esmurrava a parede, chutava os bancos. Precisava descontar minha raiva, minha incopetencia, meu medo. Depois de várias pessoas se aglomerarem senti um dos enfermeros aplicarem uma injeção em mim e tudo escureceu.


Motel Galaxy, estrada de Chicago.

7 anos atrás — 02:45


— Eu não vou entrar num motel com você! — argh já estava ficando irritado com as exigências daquela loira.

— Você deve ser o tipo de menina que tem tudo, não? Um pai bom de grana que pague sua faculdade, uma mãe amorosa que faça torta aos domingos, um namorado respeitador com quem espera se casar e muitos amigos — a encarei e ela apenas continuava me fuzilando com aqueles belos olhos azuis, por minutos me deixei levar pela delicadeza da face dela, que mesmo emburrada continuava linda — Mas não é feliz!

— Quem pensas que és para dizer que não sou feliz? — dei um breve sorriso debochado a ela.

— Por que outro motivo entraria no carro de um estranho para depois caminhar chorando por uma estrada deserta? — a encarei e ela bufou.

— Isso não é da sua conta! — como aquela menina era irritante. Estavamos parados no estacionamento do motel a minutos e ela continuava fazendo birra sobre entrar ou não.

O que realmente me preocupava era a bolsa com dinheiro, eu precisava esconder tudo aquilo e continuar dirigindo não me parecia uma coisa muito segura, assim como parar em um motel qualquer na estrada. Felizmente eles não haviam visto meu rosto, mas conheciam meu carro e das três estradas eu escolhi uma, a polícia não desistia facil.

— Ótimo, então vamos ter um pouco de emoção — dei ré com o carro voltando a estrada, a poucos quilômetros havia passado por um precipício.

Dirigia em direção aquele precipício, a última coisa que desejava era ter carros da polícia me perseguindo. Aquela loira que eu nem sabia o nome poderia ser um problema, mas por algum motivo, eu acreditava que ela só queria um pouco de emoção a vida monótoma dela, ou não, talvez fosse acusado depois de sequestro e assalto ao banco. Ri com meu pensamento e ela me olhou intrigada.

— Por que estamos voltando para Chicago? — me perguntou e eu apenas sorrir de canto.

— Não estamos voltando para Chicago — afirmei e ela riu.

— Lógico que estamos!

— Espere e verá.

Continuei meu percurso chegando minutos depois ao precipício. Sorrir saindo do carro pegando minha bolsa recheada de dolores. A loira me olhou sem entender nada e saiu também, ficou me encarando como se eu fosse louco, só então reparei melhor nela, as pernas torneadas, curvas perfeitas marcadas pelo vestido que não chegava a ser vulgar, mas sim sexy, acho que qualquer roupa ficaria sexy nela.

— Tenho plena certeza que é louco — ela afirmou e eu rir.

— Por que? — joguei a bolsa no chão e fui para trás do automóvel, ela ainda me olhava confusa — Vou empurrar o carro precipício abaixo.

— Não, não, não, não, não! — tomei um susto quando ela se pôs na frente do carro empurrando-o para trás enquanto eu o empurrava para frente.

— Saia se não empurro você com ele!

— Tente — e ela continuava empurrando, argh, por que mesmo eu havia colocado ela dentro do meu carro?

— Saia dai, a polícia pode ver o carro, vem logo me ajudar a empurrar essa porra — e por incrivel que pareça ela foi.

Se juntou ao meu lado e juntos conseguimos rolar o carro precipício abaixo, só depois me lembrei que meu celular ficara lá dentro, junto também com a pequena bolsa que a loira levava, rir muito com a explosão dela.

— Eu não sei onde estava com a minha cabeça de entrar no seu carro! — ela gritava comigo na estrada enquanto andavamos procurando um motel mais perto do que o que saimos.

— Procurava uma diversão para a sua vida pacata!

— Vou acusá-lo de sequestro!

— E eu de tê-la como minha cúmplice! — Tuchê, ela não tinha argumentos.

Finalmente chegamos ao motel, ela com muita relutância entrou nele comigo e fiz o favor de pedir apenas um quarto. Não sei ao certo porque mas fora divertido ver a face dela ruborecida e irritada ao mesmo tempo.

Entrei no quarto, era um pouco pequeno, apenas uma cama de casal e uma suite, também tinha um estreito armário onde serveria para mim guardar a bolsa com dinheiro.

— Você pode dormir no chão — ela disse como se desse alguma ordem em mim, a encarei incrédulo, a loira nem parecia mais a menina que chorara horas atrás.

— Por que estava chorando? — perguntei enquanto tirava minha camisa, podia perceber o olhar dele, mesmo de costas. Sorrir de canto com isso.

— Meu pai, ele é muito... controlador.

— Acredite, eu sei como é isso.

Me virei de frente para ela vendo-a sentada na cama tirando o par de botas 'salto agulho'. Realmente ela era linda, e a julgar pela roupa que usava e o horário que a encontrei, deveria estar vindo de um festa ou algo do tipo. Não importava, agora estava comigo e ficaria ate eu decidir quando deixa-la ir.

— Qual o seu nome? — me perguntou e eu pensei em mentir.

— Nik — disse tirando minha calça ficando apenas com uma cueca box preta, ela não falara nada, apenas agia como se fosse a coisa mais natural do mundo, mas eu podia perceber a respiração dela decompassada enquanto seus seios acompanhavam o ritmo ofegante em que se encontrava — E o seu?

— Caroline Forbes — realmente Caroline combinava perfeitamente com ela.

Me aproximei e ela recuou me encarando surpresa com as orbes azuis olhando-me intensamente. Afinal nem eu mesmo sabia o que deveria fazer naquela hora, agarra-la? Tê-la por uma noite? Será que ela me queria ter por uma noite?

— Se presa o que tens entre as pernas, fique longe de mim — olhei-a surpreso pelo que havia dito, aquela menina estava me ameaçando? Ela não passava de uma Barbie um tanto abusada, mas ainda sim uma Barbie.

— É sempre tão hóstil?

E antes de me responder a TV ligou sozinha, aquilo me assustou e aposto que a ela também, passava o noticiario dando sobre o roubo que eu havia feito. Tudo estava certo, número de reféns, troca de tiros e fuga, mas quando mostraram a foto de uma loira identica a Caroline na tv dizendo que estava sendo feita refém por mim, engoli em seco. Peguei o controle da tv aumentando o volume, Caroline parecia surpresa como eu.

Caroline Forbes, a jovem filha do prefeito de Chicago esta sendo mantida réfem pelo assaltante do banco central de Chicago — a reporter dizia em frente ao banco que eu havia assaltado.

É estava em sérios problemas.

Mystic Falls, 23:11

Atualmente


Abri meus olhos, minhas lembranças ainda eram firmes do primeiro dia que a conheci. Suspirei derrotado, junto as minhas lembranças vieram também as de Alaric falando que minha Caroline corria risco de vida.

Levantei da maca encontrando Stefan dormindo sentado em um banco. Se eu queria dinheiro, precisava fazer algo que prometi a Carol nunca mais fazer, mas eu conseguiria seu coração, nem que para isso eu precise arrancá-lo de alguém.

Notas finais
Podem comentar leitores novos, eu n mordo, nhac ;3
Obrigada por lerem *-*