Morrer de Amor
24 Capítulo 24
Notas iniciais
Com o coração acelerado e mais da estranha sensação calorosa que me envolvia sem aviso, eu abri meus olhos, tentando me situar.
Imediatamente reconheci a sala do apartamento pequeno no qual eu havia vivido por tanto tempo. O papel de parede sem graça, a decoração quase inexistente, a janela com cortinas que mal continham os tímidos raios solares e o sofá bege… que estava muito mais confortável do que eu me lembrava.
Ergui minha cabeça e encontrei o rosto plácido de Thayer.
Eu não sei quando aconteceu, mas eu havia adormecido, deitada no sofá. Assim como ele. Quando ele havia entrado aqui também era um mistério para mim, porém nenhuma destas questões podia distrair minha mente do quão agradável era ter o corpo de Thayer tão próximo do meu daquela forma. A pele quente dele e sua firmeza me arrancaram um suspiro e eu não resisti em me aconchegar mais a ele.
Senti sua mão vir até minhas costas, me incentivando a aproximar.
—Não existe maneira melhor de acordar. —ouvi sua voz rouca murmurar.
Soprei uma breve risada. —Quer dizer, em um sofá velho?
Seus lábios quentes descansaram em minha testa por um segundo, fazendo meu coração palpitar ainda mais. —Quero dizer, ao seu lado.
Afastei meu rosto de seu ombro, saindo da posição horizontal ao me apoiar em meu cotovelo, apenas o bastante para ter uma visão ampla de seu rosto. Com os cabelos dourados bagunçados por dormir no sofá e até uma leve barba ao longo de sua mandíbula ele parecia… gostoso.
O sorriso de Thayer me fez notar que minha inspeção estava durando demais.
—Eu pensei que poderia apenas me deitar ao seu lado e te assistir dormir, mas aparentemente nosso cochilo da tarde foi pura reposição de energias. —suas palavras me lembraram do por quê precisávamos repor as energias e isso trouxe um sorriso aos meus lábios. —Aliás, você deveria se lembrar de trancar a porta.
—Oh, bem, eu estava com a minha cabeça cheia de coisas. —suspirei.
—E quais coisas seriam? —Thayer uniu as sobrancelhas.
Me sentindo como se devesse tomar cuidado com as palavras, eu troquei de posição para que eu pudesse me sentar e analisar as reações de Thayer de cima.
—Sabe, eu não me lembro de ter me despedido… —comecei de forma incerta, colocando uma mecha do meu cabelo atrás da orelha. —Eu fiz uma longa viagem até um cemitério, em busca da Murtie. Tive uma breve conversa com ela e, quando eu finalmente cheguei em casa, eu notei que havia alguém no meu quarto.
Esta última parte fez Thayer sentar-se mais ereto de imediato. —Quem?
—Apenas uma visita de mãos atadas. —eu disse, colocando minha mão sobre seu peito ao tentar acalmá-lo. —Digo, literalmente de mãos atadas. Ivy o deixou de presente, amarrado à minha cama. E eu me alimentei dele. — A mão de Thayer deslizou para segurar uma das minhas que ainda descansava sobre seu peito plano enquanto seus olhos, claramente abatido. Ele estava tendo ideias erradas. —Ei, eu não fiz nada com o cara além de sugar sua alma.
Sim, eu fiz soar como se fosse pouco.
Um sorriso triste agora tomava conta de seus lábios. —Tento manter em mente a forma que você vê o nosso relacionamento. Eu sei que nós enxergamos isso de formas diferentes, mas você nunca se pronunciou sobre esse ponto.
Isso não é verdade. Eu podia lembrar algumas ocasiões que eu havia expressado bem o meu ponto. Mas nós realmente nunca desenvolvemos um diálogo sobre isso. E como poderíamos? Tudo estava acontecendo muito rápido. Estávamos juntos há menos de uma semana e havia essa sensação em meu peito que parecia querer apressar tudo ainda mais.
—Sobre isso… eu entendo que estamos juntos, mas talvez eu tenha sido precipitada. —joguei meus cabelos para longe do meu pescoço em um movimento de inquietude. —Eu sou muito mais velha que você.
Thayer parecia leve quando sorriu. —Parece bem conservada para mim.
—Thayer, você está vivo. E eu… eu estou morta já faz um tempo. Nós não podemos ter um relacionamento real. —eu deslizei pelo sofá, um pouco oprimida pelas minhas próprias palavras. Não deveria ser tão complicado explicar isso para ele. —Nós estamos envolvidos. Conectados, na verdade. E isso é minha culpa. Mas você tem que saber que, uma vez que resolvermos isso, teremos que nos separar.
Os ombros de Thayer caíram, acompanhando seu sorriso que esvaeceu.
—Sua culpa? —ele pareceu recitar, baixando os olhos. —Você trata isso que está acontecendo entre nós como um mal a ser concertado.
—E você trata isso como se não estivesse pondo sua vida em risco! —estourei.
—Cat, deixe-me te atualizar sobre uma coisa. —ele iniciou, se inclinando em minha direção, porém sem me encurralar. —Antes de eu conhecer você, eu já conhecia Claire, e tecnicamente já estava em perigo. Me separar de você não arrancaria todo o risco ao meu redor. Apenas arrancaria meu coração.
—Como você pode ser tão cabeça dura? —estreitei meus olhos, irritada.
—Ótimo. Então me dê uma outra razão para nos separarmos.
—Além do óbvio? —retruquei, mas ele apenas ergueu uma sobrancelha, me incentivando a continuar. Meus lábios se abriram enquanto eu pensava em motivos além dos citados. O perigo? Sim, este me perseguia desde que eu havia morrido. Mas Thayer tinha um ponto, o perigo também sempre o perseguiu.
A idade? O fato de eu estar morta? Era desprezível se não o incomodava.
Então, o quê? O que me deixava tão receosa?
—Eu… —não acredito no que estou prestes a dizer, mas, —tenho medo. Medo de ver você machucado. Este mundo que envolve Ceifadores e a Morte é escondido dos vivos por uma razão, e eu entendo isso agora. Não é apenas o perigo. Este lugar não é pra você. E eu ainda tenho medo.
Um momento de silêncio nos atingiu enquanto eu estava perdida na profundidade de seus olhos castanhos. Eu havia dito tudo aquilo sem pensar muito, hipnotizada pela beleza de Thayer, agora tomado pelo choque.
Suspirei. —É tão surpreendente que eu me preocupe com você?
—Na verdade, é mais gratificante que surpreendente. —Thayer riu, ainda que ele estivesse impressionado, seus ombros haviam relaxado, e o sorriso estampado em seu rosto não parecia que iria se esvair tão cedo. Ele parecia confiante quando prosseguiu. —Mas se esse é o único problema, nós podemos apenas dar um jeito.
—Dar um jeito na minha preocupação? —meu tom era despreocupado e incrédulo. —Como você pretende fazer isso, Einstein?
Sua respiração silvou pelos dentes e ele estreitou os olhos, fazendo uma expressão que arrancou uma risada minha. —Isso pode ser a parte complicada… Talvez eu pudesse mantê-la distraída o suficiente para esquecer as preocupações.
Coloquei meu dedo indicador momentaneamente sobre seus lábios. —Guarde esse pensamento. Eu realmente preciso de um longo banho agora.
—Uma coisa anula a outra? —ele ergueu a sobrancelha em divertimento.
Olhei-o como se ele tivesse duas cabeças. —Você quer dizer, sob o chuveiro?
—Espere… você nunca fez isso?
—No chuveiro? Não. —apesar de ter a voz calma, meu coração não seguia essa linha. Como ceifadora, eu já havia visto de quase tudo, e já havia satisfeito algumas presas com sexo, mas eles comumente não se importavam em diversificar, sempre focados demais em como se aproveitariam de mim e como me descartariam logo após.
Seus olhos acaloraram. —Então eu estaria dando uma primeira vez a você?
Me remexi contra o sofá. —Você está seriamente cogitando esta opção?
—Ah, estou sim. —sua mão deslizando por baixo de minha blusa para acariciar a pele nua de minha cintura e se aproximou o suficiente para eu sentir seus lábios em meu pescoço. —E por mais que eu adoraria descobrir com você o quanto isso pode ser divertido, eu sinto que devo pegar leve com você. Nós tivemos bastante ação ontem e você pode precisar de algum tempo de repouso.
Admitir que eu estava disposta a quebrar este repouso agora mesmo não ajudaria muito em seu ponto, então decidi mudar de assunto.
—Eu sinto muito, mas o café da manhã pode ser um problema.
Rindo de minha pobre mudança de assunto, Thayer iluminou a sala de uma forma que os raios de sol não poderiam fazer. Ele se ergueu e estendeu a mão para me ajudar a fazer o mesmo. As palavras que descreveriam o quão gentil ele era estavam na ponta da minha língua, mas sua beleza as roubou, então eu retribuí o sorriso.
***
Um sentimento confortável me invadia enquanto Thayer e eu estávamos sentados sob algumas almofadas no chão, de forma descontraída.
Nossas pernas sempre acabavam entrelaçadas enquanto conversamos e assistíamos televisão. Era uma atividade muito pacífica e um dos momentos em que eu me sentia verdadeiramente conectada com Thayer. Seu sentimento de diversão bem ao lado de minha descrença, em uma confusão dentro de mim.
—Fala sério, Thayer! As garotas deviam atacar você na faculdade! —insisti.
—Você desenha uma faculdade de Medicina muitíssimo mais animada do que a realidade. —Thayer elevou um dos cantos de sua boca, parecendo sexy.
Empurrei seu joelho com meu pé. —Isso não é uma reposta!
—Okay, okay… —ele se endireitou, sentando em uma postura mais ereta, mas permitindo que meus pés continuasse sobre suas pernas. —No início da faculdade, alguns amigos continuavam promovendo encontros embaraçosos, as garotas pareciam interessadas, mas com o passar dos semestres, elas se acalmaram.
A forma que ele disse que elas se acalmaram não significava que cessaram.
—Não paro de imaginar garotas com hormônios em fúria pulando sobre você. —sacudi a cabeça. Não importava o quanto ele fosse reservado, eu já havia visto em primeira mão o que ele causava em público.
Nossa visita à praia, apenas alguns dias atrás, foi repleta de mulheres babando pela visão de Thayer em um calção de banho, sem se importar se ele tinha companhia.
—E este é o momento que você tenta me convencer que não tinha dezenas de pretendentes aos seus pés em sua juventude. —Thayer apoiou suas costas no sofá, como se estivesse se preparando para ouvir uma longa história.
—Minha juventude ocorreu na década de 50. —falei como se explicasse tudo.
—Pessoas não namoravam na década de 50? —ele provocou.
Revirei os olhos. —Mulheres ainda eram vistas como peças de decoração na década de 50. Meu pai era um homem muito antiquado que planejava unir sua filha única ao melhor partido da cidade em busca de uma fortuna ainda maior quando estivesse velho demais para trabalhar como banqueiro. Além disso, ele achava que ter muitos pretendentes era obsceno.
—E Giuseppe? —Thayer tentou soar casual, porém havia algo mais em sua voz.
—O que há em você contra o Giuseppe? Ele era um bom rapaz e um amigo de infância. —por alguma razão, eu achava seu tom de voz divertido.
—Um amigo nitidamente interessado em você. Eu vi a foto em que vocês dois estão juntos e ele estava olhando direto para você. Eu reconheço um olhar apaixonado quando vejo um, Cat. —sua voz calma contradizia seus olhos que brilhavam do que eu imaginava ser ciúmes.
—Você não está com ciúmes de um amigo que escalava árvores comigo e que morreu muito antes de você nascer, está? —deixei meu escárnio transparecer tanto nas palavras quanto na curva dos meus lábios.
Um suspiro o deixou. —Tem razão, desculpe. Eu devo estar… louco.
Quando ele elevou uma mão para afastar o cabelo do rosto, eu o impedi, dando à sua mão um aperto suave. —Eu devo ter sido pior com seu lance com a Claire.
Thayer olhou diretamente em meus olhos de uma forma que estava fazendo meu coração bater mais rápido. Sua mão ainda segurava a minha e ele deslizou seu polegar ao longo do meu pulso, me acariciando. Ele era apenas absurdamente lindo.
Era um momento silencioso e íntimo. Enquanto eu me perdia na profundidade de seus olhos castanhos, eu me sentia melhor do que eu realmente era, mais leve.
Tal momento foi interrompido por uma batida na porta, e eu comecei a ficar de pé para atender quem estava do lado de fora. Antes de estar completamente ereta, eu ouvi o barulho de chaves abrindo a porta e Linda a abriu devagar.
—Tive a sensação que vocês estariam transando no sofá. —Linda brincou.
—Bom dia para você também. —acenei, jogando um braço ao redor de seus ombros logo que ela estava próxima o suficiente. —Você está cheirando a baunilha.
Com um sorriso triunfante, ela virou sua cabeça para Thayer. —Os serviços do seu SPA são simplesmente incríveis e fiquei surpresa de quão rápido eu esqueci que estava ao lado de um hospital cheio de áreas de tensão. Muito obrigada pelo passe livre. Tive o melhor tempo de nunca. Cat, eles até fizeram minhas unhas.
Oh, eu não duvidava nem um pouco.
Pela forma que seus ombros estavam relaxados, sua pele brilhante e polida, e até sua aura estava mais esvoaçante, eu tinha certeza que ela estava bem cuidada.
—Fico feliz que você pôde aproveitar. —Thayer sorriu.
—Você passou a noite inteira no SPA? —questionei em tom de acusação.
Reconhecendo meu estado de espírito, Linda se afastou do meu abraço, retirando os sapatos e sentando em uma poltrona. —Não realmente. Pensei que seria um desperdício ter minhas cutículas cuidadas pela primeira vez e não aproveitar para caçar. Não sei para que isso serve, no entanto.
—Você conseguiu alguma coisa? —peguei uma das almofadas no chão e abracei enquanto me sentava no sofá. Eu não queria mostrar o quanto apreensiva eu estava me sentindo desde o ataque de Phil sobre ela, mas eu sabia que não importava o quanto eu escondesse, ela saberia melhor.
Ela soprou uma mecha de cabelo para longe dos olhos e sorriu. —Nada.
Apesar da recente redução de almas, Linda parecia saudável como sempre, e depois de usurpar boa parte dos serviços do SPA, tudo nela parecia radiante.
Vi a máscara de descontração sobre seu rosto infantil cair. Com um suspiro cansado, ela deslizou os dedos pelo comprimento dos cabelos marrons presos em um rabo-de-cavalo, desembaraçando-os por distração.
—Quanto tempo até aquele desgraçado voltar? —Linda perguntou.
Ela não precisava especificar de que desgraçado estava falando.
—Não sei. —impaciente, movi meus cabelos para trás de meus ombros. —Murtie disse que não era a responsável por Phil, então as informações que eu posso conseguir sobre ele são mínimas. Eu deveria saber que a Morte não aceitaria humanos impuros como Ceifadores.
—A Vida é a criadora dele. —Linda soou feroz ao concluir isso.
—O que mais Murtie disse? —Thayer perguntou em um tom neutro.
—Que tenho minhas respostas. E que devo me preparar para um futuro ataque de Phil. —procurei os olhos cor de mel de Thayer ao terminar de falar. Todos nós sabíamos de que tipo de preparação eu estava falando.
—Você pode se alimentar apenas de mim? —Thayer parecia saber a resposta.
—Murtie citou moderação. —murmurei.
—Moderação não fortalece ninguém. Você precisa de mais almas. —Linda foi categórica. Em todo o tempo que fomos amigas ela pensou em mim como alguém a quem cuidar e dedicar sua força. Ela não entenderia se eu dissesse que desrespeitaria Thayer ao satisfazer outro homem sexualmente.
Uma outra eu da semana passada também não entenderia.
—Eu tive uma alma esta manhã. Presente de Ivy. —o olhar de Linda me dizia que isso não importava muito. —Sei que isso poderia ajudar contra um ataque rápido de Phil… e também sei que não serviria contra um ataque como o que ele aplicou contra você. E satisfazer sexualmente alguém… eu não sei…
—Cat, você sabe o quanto é difícil encontrar um fetichista que não precisa de sexo. —a Ceifadora na minha frente parecia mais com uma criança do que jamais havia me mostrado. Ela estava genuinamente preocupada.
—Talvez eu pudesse obter a ajuda de Ivy se lhe desse algo em troca. —apostei.
Foi a vez de Thayer suspirar. —Não podemos depender tanto dela. E se Phil atacasse antes do que esperamos? Você poderia… morrer.
—Por mais que eu queira ajudar, eu não sou boa em satisfazer sem envolver sofrimento. —Linda tinha um olhar de insatisfação consigo mesma, quase como se estivesse me pedindo desculpas ao franzir as sobrancelhas. —Eu não acredito que possa fazê-lo para alguém além de mim mesma.
—Eu não pediria isso para você. —me estiquei para segurar sua mão.
—Encontrar um fetichista é difícil, mas não é impossível, é? —Thayer questionou. Pelo olhar em seu rosto, ele não sabia o que diabos um fetichista precisava, mas ele enquadrava o que quer que isso fosse como algo melhor do que uma presa que precisasse dormir comigo.
—Podemos tentar. —Linda não pareceu confiante ao dizer isso.
Thayer prometeu que nos encontraria mais tarde no bar determinado.
Contrariando minhas expectativas, Linda não tentou dissuadi-lo. Nem eu tentei.
***
—Então, você já veio aqui? —Linda torceu o nariz para a fachada constituída por tijolos de um vermelho profundo e janelas de madeira clara com canteiros vazios. Mal havíamos descido do taxi e ela já estava colocando defeitos.
—Ora, não é tão mal assim. É um bar bem divertido. Apenas fique longe da área com um palco escuro e abandonado. Ele não fica abandonado para sempre. —tentando trazer humor até ela, deixei que minha voz soasse sombria na frase final.
Uma de suas sobrancelhas subiu. —Eles estripam pessoas lá?
—Pior do que isso. Eles as obrigam a cantar. —encenei um tremor.
Minhas tentativas funcionaram e consegui arrancar uma risada real de Linda antes que abríssemos a porta do bar. Porém, o meu tremor fingido se tornou um arrepio verdadeiro assim que minha mão espalmou a porta de madeira verde-musgo.
Como se a luz neon do letreiro vermelho sobre nossas cabeças tomasse vida e me chamassem para dentro do bar ao som das batidas pulsantes da música.
—Você sente isso? —sussurrei para Linda, quase ofegante.
—Sentir… o quê? —ela soou confusa.
A energia que se esgueirava até pelas frestas da porta era tão intensa e atrativa que a momentânea hesitação foi logo consumida pela minha curiosidade.
Pisando dentro do bar, meus olhos foram direcionados instintivamente para a fonte daquela força vibrante, um rapaz sentado em uma mesa próxima ao bar e vestido de preto dos pés a cabeça que estava de costas para mim.
Minha presa.
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