More Than Friends

18 Capítulo 18 - This is Halloween!


Notas iniciais
AHHHH, mais uma recomendação!! Vocês querem me matar pepecudas! Me matar de tanta felicidade! OWNNNN, muiiiiiiito obrigada Ane13, minha Pepecuda Favorita! Huashuashuahsua! Espero que gostem!

Capítulo 18 – This is Halloween!



– Acho que as pessoas deveriam de ter um manual de como não agir em uma festa de halloween. Sério. – Taylor falou, observando um pessoal com umas fantasias estranhas e mal feitas. Tinha até gente que estava sem fantasia.

– E que não deveriam fazer certas obviedades como colocar a trilha sonora de O Estranho Mundo de Jack na festa. – sorri ao ouvir a música This is Halloween.

– Blé, olha. – ela apontou para uma garota que, pelo visto, resolveu vir de Eva. Só um cordão de folhinhas em torno do corpo, tampando lugares estratégicos. Todos os homens olhavam para ela, que sorri e gargalhava feito uma vadia.

– Nossa. Mas era essa fantasia ou colocar uma placa no peito dizendo “olhem para mim!”. – Taylor riu.

– Eu estou sexy, mas, por favor, não estou tão exagerada. Não estou exagerada, né? – ela perguntou pela décima vez desde quando chegamos, ficando de frente a mim.

Tirando o fato de que ela usava apenas um espartilho vermelho e uma minissaia curtinha com um rabo de organza preta, ela estava ótima. Eu sabia que ela iria escolher sair sexy na fita, mas pensei que ela iria mais discreta. Tinha também a cartola, as luvas e a meia rastão com sapatos de salto agulha. Bem, ela definitivamente queria causar. E acho que conseguiu, pois tinha uns caras que não paravam de olhar para ela. Bufei.

– Sabe, isso é halloween. É para ser algo assustador. Não é para vir vestido com uma coisa engraçada ou sexy. É para assustar! Por isso que estou de Kayako! – reclamei, jogando os braços para o alto.

– Sorte que pelo menos você colocou uma sapatilha branca, senão teria que ficar descalça por aí. E, cara, como você está sinistra! – ela falou, me observando de cima em baixo de novo.

– Bem, eu apenas pintei meu cabelo, fiz chapinha e ele está assim. – sorri, sabendo que ela não conseguiria ver direito meu rosto, por causa do cabelo bagunçado e sujo na frente dele.

– É, mas o vestido e essa brancura sobrenatural... Como você conseguiu ficar... Meio azul?

– É uma técnica que aprendi, vendo uns vídeos na internet. Calma, isso é só pó branco com uma coisa estranha cinzenta. – eu tinha sujado meus braços, pernas, colo e rosto com aquilo. – Ah, e o sangue é falso.

– Mas é tão real! – ela encostou no meu braço. – Você até arranjou um saco plástico e ensaguentou ele também. Está perfeita! Só faltava ter os olhos puxados da Kim para ficar estupenda. E a maquiagem no olho ficou legal.

– Ah, demorei meia hora fazendo isso. Sem contar que foi difícil pingar o sangue falso nos lugares certos do rosto. Ah, e quando seca, fica duro e rachando depois. Por isso trouxe essa garrafinha de sangue! Aí posso me lambuzar durante a festa toda, sem perder a pose! – vibrei, abrindo a garrafinha e jogando um pouco de sangue na roupa. Taylor ficou observando com um careta.

– Você tem que ganhar o prêmio de melhor fantasia feminina. Sério. – ela foi andando pelo ginásio da faculdade, onde ocorriam alguns jogos da turma de basquete universitário, e parou em frente a um pessoal que estava pegando inscrições de quam queria participar do concurso de fantasia.

– Oh, sério? – perguntei, animada com a possibilidade de ganhar.

– Oh, sim! Quero inscrever essa menina aqui. – ela falou para um cara fantasiado de Neo, do filme Matrix. Ele olhou ela de cima em baixo e sorriu largamente.

– Claro, mas acho que você também deveria se inscrever. Tem grandes chances de ganhar. – ela revirou os olhos com o comentário dele.

– Não, obrigada. É ela quem vai participar. – ela apontou para mim.

– AH! – quando o cara me olhou, pulou na cadeira de susto. – Putz, você ganha com certeza! – ele disse, com os olhos ainda arregalados. – Qual o seu nome baixinha?

– Alice Lancaster. – falei, controlando a raiva. Eu sei que eu era baixinha, e ficar ao lado de uma Taylor de salto agulha, usando apenas sapatilhas, não me favorecia. Mas, por favor, não poderia ter usado um outro adjetivo? Eu até aceitava “ensaguentada” ou qualquer porcaria mais inteligente que a mente pequena dele bolasse.

– A fantasia é sobre... É o que? – ele ficou me analisando atentamente, ainda chocado.

– Baseada em uma personagem de um filme de terror japonês, Kayako Saeki. – soletrei o nome dela para ele.

– Bem... Nós, nós vamos tirar uma foto para os juízes julgarem melhor. – ele pegou uma câmera e tirou uma foto minha de corpo inteiro. – Dá... Para fazer uma pose assustadora? Não que você precise, claro.

– Okay. – me enfiei no meu saco plástico e fiz uma pose estranha, bem Kayako mesmo, com os braços estendidos, querendo agarra-lo, uma expressão desesperada e amedrontadora no rosto. Taylor ficou segurando minha garrafinha.

– Se fosse um vídeo e não uma foto daria até para você fazer aquele barulho dela. – Tay comentou.

– Esse aqui? – apertei o botãozinho do meu gravador, que eu tinha escondido entre os seios. O grunhido da Kayako se fez audível e eu retorci minha expressão.

– Minha nossa Senhora. – o cara fez o sinal da cruz. Não pude conter uma risada.

– Você consegue fazer esse barulho? – perguntou, chocada.

– Na verdade estou com um gravador aqui. – apontei para onde ele estava escondido. Fazia um volume no meu peito, mas com aquele mar de cabelos bagunçados e pretos, ninguém perceberia.

– Haha, menina você é demais mesmo! – ela fez menção de me abraçar, mas pensou melhor.

– Acho que não vou conseguir dormir hoje. – falei, com uma careta.

– Por quê? – ela perguntou enquanto nos afastávamos da entrada do ginásio. Ainda pude ouvir o cara dizer “essa foi a fantasia mais sinistra que já vi em toda minha vida”.

– Eu morro de medo do filme, Ju-On. E resolvo me fantasiar da mulher que mais já me deu medo na minha vida. Credo. Passei o dia com ela na cabeça, pintando o cabelo, fazendo maquiagem e sangue falso... Parecendo ela. Hum, vou ter pesadelos malditos hoje, sério. – choraminguei.

– Meu Deus, você é tão idiota mesmo! Ela se fantasia da coisa que mais assusta ela! Você é demais também, mesmo assim. Te admiro garota! – ela pos o braço sem querer em meus ombros. – Oh, saco! Esqueci!

– Haha, você é uma vampira com aversão à sangue? – perguntei, com um sorriso.

– Não, mas a esse sangue, sim. – ela limpou as manchas na parte que ainda estava limpa do meu vestido.

– E, cara, você já viu Ju-On? Meu Deus, a vez que eu vi a versão americana foi em 2005, à meia noite. Traumatizei legal, sério. Fui ver a continuação. Não sabia que dava para sentir mais medo do que aquilo. Aí, poucos dias atrás, me deixo convencer pelo Louis, de assistir a versão japonesa. Nunca achei que teria tanto medo em toda minha vida! A cena final é horrível! Daquelas que te fazem chorar. Por isso resolvi fazer isso, como forma de tentar combater o meu medo! – fechei a mão em punho, heroicamente.

– É, pelo visto nadou para morrer na praia. Isso tá assustador. Você não pode se ver no espelho enquanto essa noite não acabar, porque senão aí sim que terá pesadelos. – ela disse, meio fatalista.

– Eu sei! – mais choramingos da minha parte.

– Bem, e onde será que está o Senhor Malik-Garanhão-Mor? – Taylor pegou o celular dela que estava enfiado na cinta liga da meia. – Já é mais de nove da noite.

– Por falar nisso, tem pouca gente ainda, né? – tinhas apenas umas 40 pessoas ali, no máximo, a maioria ainda estava lá fora, fofocando e tirando foto.

– Acho que deveríamos ter vindo à meia noite, só para causar mesmo! É à meia noite que as pessoas deixam sua fachada de lado e liberam o seu instinto. – ela deu uma risada diabólica.

– Você me dá medo às vezes. – falei. – Brrrrr, está começando a esfriar aqui. Sorte que não estamos lá fora. – me arrepiei ao sentir uma corrente de ar frio entrar.

– Nem me fale. Até o final da festa estarei congelada. Estou praticamente semi-nua aqui! – ela esfregou os braços.

– Bem, espíritos vingativos não sentem frio. São eles causadores do frio. – falei, séria, encarando obsessivamente a decoração cheia de preto, vermelho e laranja.

– Ui, gostei de ouvir essa. – ela ficou me olhando. – Sério, tira esse olhar do rosto, está me deixando com medo. – o DJ pôs uma música leve e baixinha nessa hora e aproveitou para ir tomar um ponche.

Virei a cabeça para olha-la e nesse instante meu pescoço estralou. Ela deu um pulinho, obviamente ouvindo e me encarando com um expressão assustada.

– Para. Alice, para. – ela levantou as mãos. Sorte que meu cabelo estava bem bagunçado em frente ao meu rosto. Eu apenas levei a mão rapidamente ao gravador e apertei play. – Se você não parar agora eu juro que te deixo sozinha a festa toda e fico só ao lado do Malik! Alice! – estiquei o braço direito, tentando agarra-la. Ela se afsatou. – Para mulher! Ah! – tentei dar um passo, mas retorci minhas costas, como se meus ossos estivessem quebrados e fosse difícil andar. – Meu Senhor Jesus Cristo, eu juro que eu vou te ligar de madrugada e fazer esse som só para te matar de medo! – aproveitei e dei um gemido.

– Oi gente... – Kim chegou e parou ao me ver.

– Ah, oi Kim! – parei com a encenação e acenei para ela. Taylor respirou fundo, aliviada.

– Coreana? – Taylor perguntou ao ver Kim paralisada.

– Isso é uma fantasia? É tão real. – ela parecia prestes a chorar.

– É, calma! – fui até ela.

– Nossa, é que onryos*... São tão amedrontadores. Minha avó contava histórias sobre eles, pois minha avó é japonesa, ela apenas se casou com um coreano. Eu morria de medo.

– Hum, desculpa por ter te assustado. – falei, sem graça.

– Não, tudo bem. É halloween, não? – ela sorriu. – E que coisinhas são essas? – Kim apontou para uma mesa com uma bandeja cheia de túmulos feitos de pasta americana.

– Ah, acho que são bolinhos em formato de túmulos. – Taylor pegou um e enfiou na boca.

– Oh, isso é muito bom! – ela mastigou avidamente.

– O Zayn não apareceu ainda? – Kim perguntou.

– Não. Estou com medo que ele não venha.

– Calma, vamos nos divertir, okay? – tentei anima-la.

Kim estava vestida com um daqueles vestidos de lolita gótica e ela tinha rasgado algumas partes, inclusive as meias de seda e estava suja de sangue. Ela estava arrasando.

– Vamos nos divertir então! – Kim levantou os braços.

***

Pouco mais de dez da noite, sinto meu celular, escondido ao lado do gravador, tocar. Na hora de pega-lo eu apertei foi o botão do gravador, fazendo o grunhido da Kayako sair. Bufei de raiva.

– Hey! – escutei uma voz animada atrás de mim ao mesmo tempo em que a escutava no celular também. Na hora em que me virei, Harry 2 deu um grito e pulou para trás. – Puta que pariu, que droga é essa?

– Sou eu, Alice. – resmunguei. Além de ele ter demorado o cara me chama de droga. Belo dia!

– Nossa, você está irreconhecível. E assustadora. Aposto que vai ganhar o prêmio de melhor fantasia feminina. – ele sorriu. Harry 2 realmente se vestira de “rei”, usava uma roupa do século XVIII, cheia de babados, rendas, bordados, uma coroa tosca sobre uma peruca branca e até mesmo um cetro.

– Você também está legal. – falei, só para ser educada.

– Onde estão a Taylor e a Kim? – ela olhou para os lados, animado.

– Dançando na pista. – beberiquei minha quinta taça de Bloody Mary. Nada como se sentir mais leve por causa da bebida. O problema é que também estava me sentindo sincera demais. Teria que controlar minha língua.

– Ah, também me inscrevi no concurso de melhor fantasia. Imagina se nós dois ganhamos? – ele chegou perto de mim, com um sorriso sedutor.

– Ai, que infortúnio seria, não? – sorri forçadamente quando ele pegou minha mão.

– É, um grande infortúnio. – ele continuou com o sorriso.

– Você sabe o significado de infortúnio? – perguntei, já sabendo a resposta.

– Claro. – revirei os olhos.

– Ah, você está se sujando de sangue falso. – falei, observando a mão dele tocando minha mão suja de sangue falso.

– Nossa...! – ele me soltou na hora, pegando um lencinho e limpando a mão.

– Afs. – bebi o resto da taça de uma vez só.

– Uh, calma aí, Alice. Ou devo te chamar de japonesinha assustadora? – ele se aproximou novamente, mas sem me tocar dessa vez.

– Japonesinha... Sério? – perguntei, indignada.

– Bem, se você preferir outro apelido... – ele percebeu que eu estava mau humorada, finalmente!

– Não, eu não prefiro outro apelido.

– Mas, bem...

– Não. – me virei para pegar mais uma taça com o barman.

– Alice, que tal você parar com esse atitude difícil? – ele chegou, mais sério.

– Querido, eu sou naturalmente difícil. Eu não gostei de você, talvez só da sua beleza, mas você é burro, chato, metido, sofre de “nervosismo leigo” e consegue ser mais bipolar do que eu às vezes! – falei tudo isso enfiando meu indicador em sue rosto.

– Espera, você está sendo bem grossa... – ele tentou falar, dessa vez zangado, mas i interrompi novamente.

– Não, você que ainda não percebeu que estou sendo sincera! Você, Harry 2, nem se compara ao Harry 1! – solucei. Inacreditável, eu já estava bêbada? – Agora, me dê licença, tenho coisas mais importantes para tratar do que ficar perdendo tempo com você! – me afastei dele com nojinho.

Fui andando até a pista de dança, onde tive que me enfiar entre os corpos se esfregando e dançando. Fui quase esmagada umas três vezes, o que me deixou mais mau humorada.

– Hey! Tem uma pessoa aqui! Sei que sou baixinha, mas não dá para me ignorar tão facilmente assim não! – resmunguei para as pessoas que... Bem, obviamente me ignoraram. Saco, é tão difícil lidar com seres humanos! Principalmente seres humanos bêbados! Olha quem tá falando...

– AHHHHHHHHHHHHH!!! – Taylor gritou, pulando loucamente com outras pessoas.

– Ei, o Harry 2 é um porre. – cutuquei Taylor e ela parou de dançar, me observando.

– Quantas horas? – Kim perguntou à Taylor. Ela parou, tirou o celular da liga da meia rastão e conferiu as horas.

– Oh, já vai dar onze. Falta um minuto. Está quase na hora. – ela sorriu para ela.

– Na hora do que? – perguntei, boiando.

– Vamos ter um show aqui de uma banda exclusiva! – Taylor deu um gritinho.

– McFly? – Tay também gostava deles, por isso os chutei.

– Não! – o celular dela tocou. — Sim? Já chegou? Então tá!

– Porque eu estou com um pressentimento... Não! – a compreensão tomou conta de mim.

– Yeah! – Kim agitou os braços, ela tinha bebido algumas taças de Bloody Mary, por isso estava bem alegrinha.

– One Direction? – mal terminei de falar e de repente ouço uma música nova começar a tocar.

I, I wanna save your

Wanna save your heart, tonight

He'll only break ya

Leave you torn apart, oh

Ai meu Deus porque?! Porque? Os cinco apareceram no palco que havia sido montado, todos eles fantasiados e lindos, maravilhosos, principalmente o Harry e... Se controla mulher! Niall estava vestido de um duende, o que achei divertido, considerando de onde ele veio. Zayn realmente estava meio James Dean, com jaqueta de couro, calça jeans de cintura mais alta, blusa branca e um topete perfeito e recheado de brilhantina. Liam estava fantasiado de Batman, mas estava sem a máscara e, nossa, ele estava maravilhoso mesmo! Que perfeição! Louis tinha optado por uma fantasia de oficial da marinha britânica do século XVIII, só que ele era uma zumbi, pelas roupas sujas, rasgadas, manchadas de sangue e uma maquiagem legal no rosto. Harry – acho que foi o ápice da minha noite vê-lo assim – usava uma roupa do Pequeno Príncipe versão adulta. Droga, ele passava mesmo pelo Pequeno, só faltava o cabelo loiro, pois o rosto fofo já estava ali. Já ia me virando para fugir, mas Taylor agarrou meu vestido, me mantendo ali.

– Não! Não faça isso comigo! Eu estou horrorosa, grotesca, monstruosa! Todo mundo tá com medo de mim e, além disso, estou bêbada. Bêbada depressiva! – choraminguei, abraçando Taylor.

– Oh, não! Não borre ainda mais sua maquiagem naturalmente borrada! Kim, me ajuda aqui! – as duas seguraram-me e tentaram me levantar.

– NÃO! AH! Suas traíras! – berrei, indignada.

Harry me localizou primeiro, arregalou os olhos e sorriu. Bem, pelo menos eu não estava perto dele para ouvi-lo dizer o quanto eu estava horrivelmente assustadora.

It's a quarter to three, can't sleep at all

You're so overrated

If you told me to jump, I'd take the fall

And he wouldn't take it

All that you want’s under your nose, yeah

You should open your eyes but they stay closed, closed

Harry cantou sua parte olhando para mim, diretamente. Fiquei totalmente sem saber como reagir.

– Ai, você engordou? – Tay resmungou, abaixo de mim. Aquilo foi o suficiente para e começar a chorar!

Poderia me chamar de sinistra, de feia, de sobrancelha de taturana, de “coisa mais feia do planeta”, mas só não me chama de gorda. Aquilo me deixava tão triste e com ódio de mim mesma! Depois de anos de bullying e de todas as pessoas que conhecia me diziam que eu era gordinha, fofinha, eu tinha desenvolvido um trauma em relação aquilo!

E, pensando bem, eu deveria de estar horrorosa mesmo ali em cima, com uma careta, chorando, manchando a maquiagem e o sangue falso seco. Pus as mãos no rosto e Kim percebeu minha crise.

– Abaixa ela! Ela tá se sentindo mal! – ela pediu e Taylor me abaixou.

– O que foi Alice? – Tay perguntou, preocupada.

– Eu estou de boa. A gorda aqui está de boa. – consegui dizer. Ela fez uma expressão de compreensão seguida de uma culpada.

– Ai, me desculpa baby! – não deixei que ela me tocasse.

– Estou bem. – observei o palco com dificuldade, tinha milhares de pessoas que eram uma cabeça mais alta do que eu, pulando ainda por cima. Mas consegui ver um Niall com uma cara preocupada e... não vi o Harry, hum.

– AHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHH!! – as pessoas gritaram tão alto que achei que ficaria surda.

– Com licença! Preciso passar! Estão precisando de ajuda! Com licença! Oh, oi também! – escutei a voz de Harry no microfone, indo contra o ritmo e a voz de Zayn. Ficou um silêncio durante uma parte. – Ah, tá!

What you want, what you need has been right here, yeah

I can see that you're holding back those tears,

– ALICE! – ele gritou ao invés de “tears”. Hã?

De repente ele apareceu na nossa frente, todo bagunçado, com fãs tentando agarra-lo.

– Você está aí e... Ei! Haha, não pode tocar aí, não! – ele riu. – Eu sinto cócegas! – ele se contorceu e finalmente desapregou de algumas meninas que não o largavam. – Sorte que canto pouco nessa música. – ele sorriu e ao me ver seu sorriso murchou.

– Okay, eu sei que eu estou “a coisa mais feia, grotesca, assustadora que você já viu”, mas... – eu ia falando quando ele pos os dedos em minha boca, me silenciando.

– Vem! Vamos sair daqui! – ele pegou minha mão e saiu me arrastando.

Ai meu Deus, o que diabos poderia acontecer para piorar a minha noite?

*

*

*

*Espíritos vingativos do folclore japonês que tem o poder de voltar ao mundo físico em busca de sua vingança.



Notas finais
Malikisses pepecudas queridas!