Morada dos Espelhos

2 Capítulo 2 - Espelhos


Notas iniciais
Esse capítulo está mostrando um pouco mais do que realmente é a história. Estou contando a história com calma. Ficará mais interessante a cada capítulo, garanto.

Youngstown, Ohio

Os Davis chegaram na cidade, a Srª Sara, tia de Walter, os buscou de carro no aeroporto. E conversaram muito na viagem pro seu bairro.

–Sinto muito Walter pelo o ocorrido. Sei que essa situação não está sendo fácil pra vocês, mas assim que vocês chegarem na minha cidade, os deixarei em minha casa e irei te apresentar um corretor que conheço com preços perfeitos para você.

–Agradeço tia. Muito obrigado por nos ajudar nesse momento tão difícil.

Walter deixou as crianças com Marie na casa da Srª Sara e foi com sua tia ver os imóveis.

No caminho dos imóveis, de carro, Walter e sua tia Sara estavam conversando.

A cidade é bem pacata, — Disse a Srª Sara — Calma. Vocês estão acostumados com tanto barulho em New York, irão sentir falta.

–Realmente tia. Vamos sentir muita falta — Walter disse com ar de tristeza.

–Mas admito que será um prazer ter vocês perto de mim... Depois que Fred se foi... Que Deus o tenha. Fiquei muito solitária, meu filhos já estão casados e trabalham muito, não podem vir me visitar sempre.

–Não se preocupe tia, o prazer será meu em te ter como vizinha. — E Walter deu um sorriso amável olhando pra sua tia.

Walter foi com o corretor olhar as casas disponíveis na cidade, acompanhado de sua tia. Achou ótimos preços de casas a venda, casa um pouco ruins na verdade, mas uma casa em especial lhe chamou a total atenção por inexplicavelmente ter muitos espelhos. Em todos os cômodos tinhas espelhos, no mínimo três por cômodo.



–Sr. Peterson me responda a uma curiosidade de uma coisa notável que creio que todos os clientes terem tido, por que esta casa possui tantos espelhos?



–Sinceramente Sr. Davis, nossa agência recebeu a casa dessa forma e todas as famílias as quais moraram nela a deixaram com os espelhos, acharam bem peculiar, isso que me foi passado quando até eu mesmo perguntei sobre os espelhos, pois vejo cada detalhes das casas que vendo.

Walter continuou os observar com tanta firmeza, olhou toda a casa mais uma vez e quando já ia saindo antes do Sr. Peterson fechar a porta observou algo estranho de um espelho médio que fica de frente pra porta principal, como seu uma pessoa acabasse de passar em frente dele, imediatamente sentiu um calafrio e extrema impressão de ter visto algo e pediu pro Sr. Peterson abrir a porta mais uma vez, mas não disse o motivo, e quando olhou o espelho apenas refletia seu rosto de longe, nada, além disso.

O corretor o levou em seu escritório e em sua sala perguntou a Walter, com um sorriso magnífico estampado no rosto.

–Podemos fechar negócio Sr. Walter?

Walter torceu o nariz, pensou um pouco, pois algo o incomodava, mas estendeu a mão e disse.

–Estou com umas dúvidas, mas irei pensar mais um pouco antes de fechar e ligarei pra você Sr. Peterson lhe informando minha decisão. Tudo bem?

Peterson apertando a mão estendida de Walter fechou o sorriso e simplesmente olhou para o Sr. Walter e disse com uma voz notavelmente seca.

–Tudo bem Sr. Walter... Aguardarei o senhor se decidir, mas não prometo tê-la até amanhã, pois ainda virão ver a casa hoje...

Walter pensou mais um pouco e disse em seguida.

–Prefiro correr o risco Sr. Peterson, mas prefiro consultar minha esposa e conversar com ela antes de tomar essa importante decisão.

–Entendo... Aguardo sua ligação. Obrigado.

–Agradeço eu por ter me dado a atenção necessária e tirado minhas dúvidas. Até breve.

–Até.

Em Nova York, na antiga casa da família Davis no dia seguinte da mudança estava o policial perito, Petrick, e ele analisou o que o Sr. Jonatas, o inspetor sanitário, ligou pedindo a visita da policia e quando ele explicou ao telefone o perito muito interessado parou seu trabalho para ir ver o que Jonatas tinha encontrado. Alguns minutos depois de analise, a conclusão básica era que aquilo é algum tipo de bruxaria. O inspetor ficou pasmo e disse.

–Fique a vontade para verificar, analisar, o quiser fazer com isso...

–Isso é muito estranho... A família que estava aqui tinha crianças, todos eram aparentemente normais?

–Sim, tinha, eu conheço o ex-dono, Sr. Walter, mas tenho certeza absoluta que eles não fazem esse tipo de coisa. Vou contatá-los do ocorrido e... — Mas o perito, Petrick o interrompeu no exato momento.

–Não Sr. Jonata! Não conte isso a ninguém! O que tenho de lógico a se pensar é que colocaram isso na casa, e a finalidade desse tipo de bruxaria irei saber e contatá-lo assim que eu souber, mas os poupe de saber sobre isso, pois irei descobrir exatamente com o que estamos lidando — E a raposa se mexeu mais uma vez assustando o Sr, Jonatas e o fazendo ir embora com mais pressa ainda, por medo aparentemente notável.

O policial Petrick se perguntou guardando a suposta bruxaria (a raposa) numa sacola grande de plástico com muito cuidado.

–Por que será que fizeram esse tipo de bruxaria pra essa família? Irei descobrir...

_Continua

Notas finais
Espero ter gostado. Quanto mais escrevo, melhores ideias brotam em minha mente. Creio concluí-la em uns 10 capítulos no máximo. Não sou de escrever histórias muito grandes, mas alguma hora farei algo assim.