Morada

2 Sentimentos confusos


Notas iniciais
Preciso dizer que a história acontece de forma devagar, digo, até elas chegarem a se relacionar afetivamente, vai demorar um pouqinho. Então tenham um pouquinho de paciência, ok? Boa leitura!

Algum tempo depois de tomar a acertada decisão de agir como eu realmente sou, constatei que essa foi a melhor escolha, pois tudo estava em minha vida estava tomando um rumo que me fazia bem, fosse em casa ou na escola.

Como sempre, na hora da reunião com o pessoal do Glee, me sento numa das ultimas cadeiras e espero que todos cheguem para que a gente dê início às apresentações do dia. Vejo Santana e Brit caminhando com os dedos entrelaçados. Isso é algo acho curioso, pois, Santana coloca medo em qualquer um na escola, até mesmo em mim, mas eu jamais admitiria isso, mas com a Brit do lado, ela é simplesmente o ser mais doce que existe em Lima. Não é segredo para mim que há um sentimento bem maior que amizade entre as duas. O amor entre elas é algo tão bonito e difícil de ver hoje em dia. Não consigo vê-las com outras pessoas. Se de todos os casais do Glee, eu tivesse que apontar um como End Game, com toda a certeza, Brittana, seria a minha escolha.

Olhando bem para os casais do Glee, vejo que eles continuam os mesmo, com exceção de Rachel e Finn que não estão mais juntos. É certo que ela ainda quer voltar com ele, afinal, ela é Rachel e só Deus sabe o quanto ela é insistente nisso de ficar com Finn. Eu sei que ela já ficou com Puck e com Jesse, mas ela sempre volta para Finn.

– Disfarça, Fabray. Você está encarando a Rachel desde que ela entrou. Se continuar assim todos vão perceber essa sua obsessão por ela. – Essa é Santana me provocando, como sempre.

– Você só pode estar louca. Não estou encarando ninguém. Eu só estava distraída. – Respondo tentando demonstrar todo o meu descontento com o que ela estava insinuando.

– Então você está distraída todas as vezes que encontra com ela em algum lugar dessa escola. – É oficial, ela tem a incrível capacidade de me fazer querer voltar a ser a HBIC de antes.

Odeio quando Santana faz isso... essa coisa toda de me decifrar. Não é como se eu realmente estivesse encarando a Rachel, mas talvez por estar pensando nela e no relacionamento dela com Finn, eu realmente estivesse olhando para ela. Mas não da forma como Santana diz. Eu sei bem o que ela tentou insinuar com esse ultimo comentário, afinal, ela tem feito isso por bastante tempo. Me refiro a essa coisa de insistir que eu nutro sentimentos românticos por Rachel. Quanta loucura!

– Quinn, se você não estiver ocupada depois do ensaio, você poderia me ajudar com um trabalho de Matemática? – Puck fala um tom baixo para que ninguém mais o ouça. Ele detesta que os outros pensem que ele se dedica a escola, isso é algo que faria mal a fama de badboy, segundo ele.

– Até posso, mas desde que não demore muito. Marquei de sair para jantar com minha mãe. – Respondo para que fique claro que não tenho a intenção de passar muito tempo me dedicando a ajuda-lo com seja lá o que for sobre Matemática.

– Não vai demorar, prometo! São apenas algumas dúvidas e sei que você é a melhor nisso de fazer contas. – Falou ao mesmo tempo dando uma piscadinha, na tentativa fracassada de jogar charme para mim. Puck é um fofo quando quer, foi por isso que acabamos nos envolvendo. Coitado! Todo esse charminho lançado não funciona mais há um bom tempo, não comigo.

– Puck, você é amigo da Rachel não é? — Pergunto depois que terminamos de fazer os exercícios de matemática que ele estava tendo dificuldade para fazer.

– Somos. Não melhores amigos, mas gosto da Rachel, ela é uma garota legal quando não está tendo aqueles ataques de diva. – Analiso sua expressão facial enquanto ele fala da Rachel e conheço muito bem esse sorriso que ele acabou de lançar. É como se ele estivesse lembrando-se de algo realmente bom.

– Como foi ficar com ela? Digo, como é beijar a Rachel? – Pergunto sem ao menos pensar antes. Agora que a pergunta já saiu e olhando a expressão de Puck, acho que ele está tão assustado quanto eu sobre essa minha curiosidade. De onde saiu isso, afinal? Do meu inconsciente, talvez?

– Ahh, você sabe, ninguém resiste ao Pucksauro aqui. – Ele fala em meio a um sorriso convencido, típico dele mesmo. – Eu fui a casa dela e acabou acontecendo. Você não sabe, mas a Rachel é bem quente e beija bem. Muito bem, na verdade. – Notei que ele gostou de relembrar aquilo, mas de alguma forma eu odiei o fato dele ter proferido elogios à desenvoltura do beijo dela.

– Ok, já chega! — Anunciei de forma ríspida. Não sei como essa conversa conseguiu acabar com meu humor. Ciúmes do Puck? Não, definitivamente não.

– Calma, Quinn. Só respondi a sua pergunta. Você sabe que sempre será a que tem meu coração. – Prefiro deixa-lo pensar que estou com ciúmes dele a ter de explicar o desconforto que senti com essa conversa, pois ele se juntaria a Santana para fazer insinuações sobre meus sentimentos por Rachel.

Já em casa, depois do jantar com minha mãe, abro o MySpace e resolvo ver o ultimo vídeo postado por Rachel. Ok, talvez isso esteja ficando realmente estranho. É como se vê-la cantar nos ensaios do Glee não bastasse. Mas ela canta tão bem e isso é algo que não dá para negar. Ela coloca paixão quando canta as músicas, é nítida toda a emoção que ela expressa quando canta. Assim que o vídeo termina, posto um comentário dizendo o quanto ela esteve maravilhosa cantando, claro que em anonimato, afinal, ela não precisa saber que eu assisto aos vídeos que ela posta quase que diariamente.

– Você precisa de ajuda com alguma coisa aí nessa música? Vejo que você já está ha bastante tempo ensaiando. – Pergunto me aproximando até sentar no mesmo banco que Rachel, próximo ao piano.

– Não, Quinn. Está tudo indo bem. Mas se você quiser pode me dizer se realmente ficou boa a música com esse arranjo novo. – Ela responde enquanto me olha de forma expectante, demonstrando toda a ansiedade para ter a minha resposta.

– Ficou maravilhosa. Na verdade, acho que até melhor que a original. – Ela ri desse comentário que fiz. Percebo que ela fica um pouco corada e balança a cabeça como se estivesse achando um absurdo o que eu havia acabado de falar.

– Não precisa mentir dessa forma, Quinn. Só queria saber a verdade. – Ela abaixa a cabeça enquanto fala, demonstrando que não acredita mesmo no que eu havia dito.

– Mas eu disse a verdade. O que te faz acreditar que a música que você cantou está não está melhor que a versão original? Você foi espetacular, Rachel. – Ela me fita com aqueles olhos marrons super expressivos. Talvez agora ela esteja realmente acreditando que falei a verdade.

– Você acabou de falar o mesmo que um anônimo comentou nos meus últimos vídeos do MySpace. – Ela responde. Será que o fato de que eu tenha ficado tão vermelha quanto a roupa do Papai Noel podem me entregar?

Um barulho ensurdecedor me assusta, só então percebo que havia dormido. O computador foi parar no chão... Droga! Espero que ainda esteja funcionando. Mas... Ufa! Isso foi apenas um sonho. Um sonho assustador. O fato de ser mais próxima de Rachel agora, não quer dizer que devo mostrar a ela todos os meus segredos.

Depois de tomar um copo de água, algumas perguntas começam a vagar pela minha cabeça e me impedem de pegar no sono novamente. Acho que estou em mais uma grande encrenca, pois, talvez, só talvez, Santana esteja certa: Eu devo ter algum sentimento por Rachel. Sentimento daqueles que envolvem querer abraçar, sentir o cheiro e beijo e todas aquelas coisas de namoro? Não, claro que não, impossível! Mas por que então eu vivo pensando nela ultimamente? Que merda! Acho que estou convivendo demais com a Sant e a Brit, só pode! Não é como se eu estivesse de fato me apaixonando por Rachel, ou é?

Notas finais
Então, o que estão achando da história? Comentem, please!