Morada

24 O que seremos depois que formos embora?


Notas iniciais
Olá! Estou aqui com o penúltimo capítulo e só tenho uma coisa a dizer: Desfrutem!

Cedo demais para expor esse sentimento grandioso que tem habitado em mim há algum tempo? Não. Eu definitivamente não acho que seja cedo. Ao contrário, foi um longo tempo para que enfim eu externasse aquilo que eu apenas eu tinha certeza: O meu amor por Rachel.

Quando falo de amor, não me refiro a esses sentimentos iniciais de paixonites adolescentes. Falo do amor propriamente dito. Daqueles que em filmes as pessoas se encontram e desencontram, se juntam e separam, mas ele continua ali... no mesmo lugar, e, por mais incrível que pareça, cada vez mais forte. Quando penso em mim, em Rachel e no relacionamento que temos, é assim que penso... os romances de filmes, onde tudo pode acontecer, mas, continuamos por aqui, sempre juntas, porque o sentimento maior que tem nos unido, o amor... ele é forte e seguro suficiente para aguentar qualquer imprevisto que venha a acontecer.

– Não vi graça nenhuma nessa saída de armário. Ainda acho que eu faria melhor se eu tivesse expulsado vocês de Narnia. Que graça teve esse beijo nojento no meio da pista do baile? – Rachel e eu ainda estamos na pista de dança. Mas sem realmente dançar, apenas ouvindo as asneiras de Santana. Ainda que minha mão sinta uma leve ardência devido à necessidade de estapear essa latina mal educada, me contenho, pois, tudo não passa de provocações falsas. Sei que na verdade ela torce para que eu e Rachel darmos certo. Assim como tem sido ela e Brit.

– Acredite, Santana. Não há nada mais nojento que a sua cara de vadia. – Santana, assim como eu, fica de boca aberta, sem conseguir uma reposta para dar a Rachel. – Vamos, Quinn, temos algumas fotos para tirar. – Ela me puxa pela mão enquanto eu apenas a sigo. Se é incomum ver Rachel sendo rude com alguém, é mais incomum ainda vê-la chamando palavrões, e ainda mais sendo para Santana. Pior ainda é ver que a latina nem ao menos reagiu. Que hilário!

Contudo, em toda a situação, o mais surpreendente é que não houve repressões além da brincadeira nada gentil de Santana. Por mais incrível que pareça, nossos companheiros do Glee até nos felicitaram pelo relacionamento que temos. É claro que houve algumas piadas bem maldosas com a de Puck. Mas... qual é? Estamos falando de Puck. Em que mundo ele seria ele mesmo se não fizesse nada sobre eu e Rachel?

O único que parece realmente não ter gostado nada em saber que estamos juntas é Finn. Desde o momento em que eu o deixei com cara de bobo na pista de dança, ele simplesmente desapareceu. Se eu bem o conheço, a essa hora ele deve estar em casa, chorando em frente a televisão, enquanto desconta boa parte de sua raiva no controle de vídeo game. Fazer o que se a vida tem dessas coisas de que nem todos podem se sentir felizes ao mesmo tempo? Enfim...

– Quinn. Rachel. Eu realmente estou feliz por vocês. – Kurt nos abraça animadamente.

– Eu também devo dizer que me sinto feliz por vocês, meninas. – Sam nos cumprimenta com um desajeitado abraço.

– Você não está surpreso ou nada do tipo? – Pergunto curiosa.

– Surpreso? – Mercedes intervém. – Quem ficaria surpreso com isso? No Glee tudo acontece, então, por que vocês não aconteceriam? – Olho com espanto para Rachel que parece ter dificuldades para segurar o riso. – Sem falar que era obvio demais toda essa aproximação. Além de que, nas Nacionais, eu ouvi gemidos bem inconvenientes no quarto. Mas, Santana e Brittany estavam lá, aí fiquei na dúvida. – Um leve ataque de tosse me consome instantaneamente. Rachel passa a mão por minha costa, como se aquilo me ajudasse a retomar o ar.

– Ei, não éramos nós duas, Mercedes. – Ela tenta nos defender. – Como você disse, Santana e Brit estavam lá.

– Tanto faz. – Ela dá de ombros.

– Deixe, não diga mais nada. – Sussurro em seu ouvido. Rachel me olha um tanto frustrada, ou seria envergonhada? – Temos fotos para tirar, segundo você. – Rachel sorri sem graça para mim, mas, segue comigo para o grande dinossauro que se balança mecanicamente para frente e para trás incontáveis vezes. As fotos seguiram em meio a grandes gargalhadas. Esse sim é um dos momentos que vale a pena ser guardado não apenas na memória, mas, nas fotografias que tem o poder de guardar o visual daquilo que representa coisas realmente boas.

– Q, eu tenho algo aqui para você ver. – Rachel me leva até a área externa da festa, para uma espécie de coreto. Aqui está mais calmo, menos barulhento. Rachel tira dois envelopes de sua bolsa de mão. Dois envelopes brancos com logotipos diferentes, mas, impossíveis de serem irreconhecíveis. Trata-se de nossas cartas das faculdades, sei disso. – Eu peguei com sua mãe hoje cedo, quando fui a sua casa. Achei que deveríamos fazer isso juntas. – Ela sorri forçadamente, tão nervosa quanto eu.

– Claro, é compreensível. – Ela estende o envelope com o símbolo de Yale para mim. Olho para o papel em minha mão e o aperto com uma força a mais. Trata-se de nossos futuros, nossas vidas. As poucas palavras escritas aqui, provavelmente, ditarão todo o rumo que seguiremos nos próximos dias. E isso é um tanto aterrorizante, confesso. – Rach... – Seguro em suas mãos. Ela me olha atentamente, tão assustada e ansiosa quanto eu. – Só me prometa que o independentemente do esteja escrito aqui, nada mudará entre nós duas. Você pode me prometer isso?

– Claro, amor. Nada mudará. – Ela me beija nos lábios lenta e suavemente. Os olhos dela estão levemente lacrimejados, assim como os meus.

Aprovada no processo de seleção de novos alunos de Yale. Sim, eu consegui. É minha carta de aceite! Meu coração acelera assim que consigo compreender a pequena frase no papel timbrado que treme em minhas mãos. Levo a mão à boca e encaro Rachel. Agora já não contendo as lágrimas que se espalham rapidamente por minha face. Ela reproduz meus gestos, desde a mão a boca, como as lágrimas.

“Consegui”. “Fui aceita”. Falamos ao mesmo tempo. Não controlando nossos corpos que se chocam um contra o outro num abraço totalmente apressados e apertado. Giro Rachel no ar animadamente. Não controlamos nossos risos que se misturam a choro de felicidade. As duas aprovadas. As duas na faculdade. As duas tendo sucesso. Sim, isso está totalmente certo.

– Parabéns, baby! – Falo contra o ouvido dela, deixando um beijo demorado e apaixonado sobre seus lábios.

– Parabéns para você também, meu amor. – Ela me prende ainda mais em seus braços. — Vamos à universidade!

– Sim, nós vamos! – Meu coração continua a bater agitado em meu peito. – Nossos sonhos estão se tornando reais, Rach. Você está a poucos passos de ser a grande estrela da Broadway! – Empurro levemente em seu ombro.

– Ei! Não exagere. Falta muito para isso acontecer. Esse é apenas o primeiro passo. – Embora suas palavras sejam contidas, seu sorriso é radiante.

– Mas, é um passo, certo? – Ela assente. – Já vejo nossos nomes nos jornais... – Olho para o horizonte, tentando dar forma a minha imaginação. – Rachel Berry, a estrela da Broadway e sua esposa, Quinn Fabray. Em baixo, uma foto nossa onde você segura seu primeiro Tony. – Rachel ri sonoramente.

– Esposa? – Ela questiona levantando uma das sobrancelhas. Eu a pego em meus braços para iniciarmos um dança lenta, no ritmo da música que toca dentro da escola.

– Esposa. Ou você pensa em me deixar? – Pergunto despreocupada, pois sei bem a resposta para essa pergunta.

– Não. Deixar você não é uma opção. – Ela deita a cabeça sobre meu ombro. Ainda nos balançamos lentamente.

– Não mesmo. – Sussurro contra seu pescoço exposto, deixando um beijo casto ali.

– Mas, um Tony, heim? – Ela levanta a cabeça para me olhar. – Nada mal a ideia de ganhar um Tony.

– Você alcançará, Rach. Isso é claro. – Beijo em seu rosto.

– Obrigada por acreditar em mim. – Rachel é linda e incrivelmente talentosa. E tudo isso e muito mais são características que compõe o ser maravilhoso que ela é. Eu a beijo novamente, dessa vez com paixão, com todo o desejo que tenho por ela. Deixo minha língua correr sem delongas por sua boca. Ela retribui o toque. Nossos beijos sempre foram perfeitos e despertam os sentidos mais insanos que temos.

– Obrigada por ser minha. – Murmuro contra seus lábios deliciosos.

– Não ser sua não é uma opção. – Repetir as falas uma da outra, mas, em contextos diferentes, sempre foi um vício entre nós duas desde o princípio. Isso e algumas coisas a mais fazem parte do que somos juntas.

O baile vai até tarde, claro que utilizamos boa parte do tempo para nos divertir com nossos amigos também. Contamos a novidade para eles, fato que consequentemente representou mais um motivo para melhorar a comemoração do baile, resultando em um Puck altamente embriagado.

– Estou saindo de casa. Nos encontramos na escola? – R.

– Não sei... não quero ter que sair da escola. Prefiro me formar em outro ano. – Q.

– Não seja idiota. – R.

– Você é tão carinhosa, Rach. – Q.

– Você sabe que eu sou. Mas, me diga, vai demorar a ir? – R.

– Não, amor. Já estou a caminho. — Q.

– Não se atrase, Quinn. Você precisa sentar ao meu lado. – R.

– Não seja mandona. – Q.

– Demore a chegar e ficará sem beijos e outras coisas a mais. – R.

– Chego em cinco minutos. – Q.

– Idiota. – R.

A escola está totalmente enfeitada para a cerimônia de formatura, o momento mais esperado do ano. E esse ano, somos nós, do Glee, ou boa parte do clube que estará se formando. O que por consequência, acarreta em nossa saída do Glee, das Cheerios, do time de futebol americano (no caso dos meninos), ou dos vinte outros grupos que Rachel teimosamente faz parte.

Antes da cerimônia, nos concentramos na sala do Glee que está incrivelmente espaçosa hoje, deixando um ar de despedida ainda maior. O professor fala algumas palavras de incentivo aos formandos. Os que ainda ficaram na escola nos desejam boa sorte para essa nova etapa.

É claro que uma apresentação de despedida acontece, arrancando lágrimas verdadeiras e doloridas de todos, até mesmo de Santana e Puck. Foi um ano realmente bom, acredito que para boa parte de nós. Ganhamos as Nacionais assim como a competição Nacional de Lideres de Torcida, fomos aceitos nas faculdades e inúmeras outras coisas pessoais que somam todos os momentos felizes que temos tido.

É uma sensação contraditória que toma conta de mim nesse momento, pois, se me sinto feliz por meus sonhos e daqueles que eu tenho algum tipo de apreço, estarem se realizando, significa que estou encerrando essa fase da escola, onde facilmente poderei sentir saudades deprimentes de tudo o que temos vivido aqui. Contudo, isso faz parte da vida, não é mesmo? Um ciclo se fecha para dá espaço a outro, e assim por diante, até que nossa passagem por esse espaço terreno esteja cumprida. Ao menos é nisso que creio.

– Quem diria que estaríamos fazendo isso juntas, heim? – Rachel me abraça confortavelmente pelas costas, enquanto observo por trás da cortina o auditório lotado, ocupado por nossos amigos e familiares.

– Quem diria que terminaríamos juntas. – Acentuo o “terminaríamos” para que ela note onde quero chegar.

– Verdade. – Ela passa para a minha frente. Eu a abraço encostando meu queixo em seu ombro. – Olhe só para eles. Muitos estão felizes... – Ela aponta para Puck que entra apressado no palco quando é chamado pelo diretor. – Outros, nem tanto. – Olhamos para Santana que dá um sorriso tristonho em direção a Brittany. A loira não conseguiu alcançar as notas necessárias. Santana vai sozinha para a faculdade. – Mas, todos evoluíram em algum ponto.

– Sim. Olhe só para nós duas... vivíamos em conflitos. – Ela me olha de esguelha. – Agora o único conflito que temos é quando você ameaça me deixar sem seus beijos e outras coisas. – Mordo levemente seu ombro. Rachel ri abertamente.

– Essas ameaças são invalidas, você sabe. – Ela se vira de frente para mim. – Punir você dessa forma é o mesmo que me punir. E não é como se eu quisesse ficar sem você e todos os beijos deliciosos que você tem. – Rachel arrasta a língua suavemente sobre meus lábios e logo se volta para frente. Numa postura extremamente marota, pois sabe que atiçou em mim alguns sentidos inapropriados para esse momento.

– Eu quero você. – Sussurro em seu ouvido, arrastando meus dentes lentamente pelo lóbulo de sua orelha. Meu corpo pressionando as costas dela de forma firme, enquanto minha mão esquerda a prende pela cintura para que ainda sob a roupa de formatura, sua bunda se friccione em meu centro. Mas, tudo isso, com o cuidado necessário para que ninguém nos veja. Rachel se vira surpreendida para mim, olhando para meus olhos e desviando o olhar para minha boca. – Se recomponha, Berry. Você será a próxima a ser chamada. – Antes que ela respondesse qualquer coisa, meu nome é chamado e me direciono ao palco.

Ouço palmas e assobios animados de meus amigos. Minha mãe está na plateia, assim como os pais de Rachel. Eles se levantam para me saudar. Aceno para os dois homens e mando um beijo no ar para minha mãe que demonstra tanta felicidade quanto eu. Caminho em direção a Sra. Pillsbury para pegar o diploma. Logo em seguida o Sr. Schue gira o cordão de meu capelo, simbolizando a conclusão daquele nível escolar.

Me junto aos outros que já estão no palco, recebendo um longo e afetuoso abraço de Santana. Rachel é chamada e me viro para vê-la entrar com o sorriso mais lindo do mundo. Ela é aplaudida em pé por todos. Esse é o momento onde todos a reconhecem como a capitã do clube, como a aluna modelo. A que era considerada uma “perdedora”, dando a volta por cima e mostrando todos os seus valores. Sinto-me tão orgulhosa por ela!

– Nos formamos! – Ela me abraça assim que se junta a nós.

– Parabéns a nós todos! – Nos abraçamos deixando Santana se juntar a nós duas, logo em seguida sentindo mais corpos nos pressionarem em um gostoso abraço coletivo. Sim, isso realmente chegou ao fim. É o fim de um ciclo. É cada um seguindo caminhos diferentes. É o fim de uma história.

Rachel brinca com a linha solta do lençol que cobre parcialmente seu corpo nu. O quarto está com uma claridade baixa, mantendo um clima gostoso de início de noite, me fazendo lembrar de nossa primeira vez aqui nesse mesmo quarto. Ela está de bruços sobre a cama, com os longos cabelos castanhos espalhados por sua costa, olhando na direção da janela, enquanto eu me detenho a olhar cada canto daquele corpo que acabou de ter e me levar a um orgasmo enlouquecedor, como sempre.

– Sono? – Murmuro contra sua nuca, deixando leves beijos ali.

– Não. – Ela fala em um tom de voz rouco. – Apenas estou recuperando as forças... você foi fantástica. Mas não é como se você não soubesse disso. – Um riso incontido sai de mim.

Corro meus dedos por sua coluna, fazendo o caminho que vai de sua nuca ao início de sua bunda. Rachel suspira pesadamente incontáveis vezes. O cheiro pós sexo que emana de nossas peles é a combinação perfeita. Arrisco-me a dizer que essa acaba se tornando uma fragrância afrodisíaca, se é que isso realmente existe ou não... a questão é: Fazer amor com ela apenas uma vez não é suficiente, nunca foi, na verdade. Pois, só tenho uma vontade quase insuportável de possuí-la mais uma vez.

Deixo beijos por sua pele macia, aproveitando para me colocar sobre ela. Afasto seus cabelos para que eu tenha melhor acesso a sua nuca e ombro. Eu a beijo por toda a extensão de sua costa, descendo com minha língua em direção a sua bunda. Rachel geme sonoramente para mim. Isso faz minha excitação aumentar. Levo minhas duas mãos a sua bunda, apertando gostosamente aqueles dois pedaços maravilhosos de carne. Eu a mordo levemente em cada lado. Rachel levanta os quadris para que eu faça aquilo de forma mais cômoda, inclinando os seios contra o travesseiro. Olho para ela, ali a minha frente, numa posição de total entrega, isso me excita assustadoramente.

– Vou foder você de novo, Rachel. – Falo quando volto a cobri-la com meu corpo, mordendo levemente o lóbulo de sua orelha, para logo em seguida deixar minha língua penetrá-la ali.

– Faça isso, Q. – Sinto sua bunda pressionar fortemente contra meu centro, me enviando ondas de prazer. – Quero que você me coma.

Com toda a intimidade que criamos, falar coisas sujas durante o sexo se tornou comum entre nós duas, ao menos, tem se tornado recorrente nos momentos de mais excitação, onde não buscamos tanto romantismo, mas sim, algo mais próximo do selvagem.

Ela se apoia nos cotovelos, ficando de quatro enquanto eu me direciono a sua bunda novamente, deixando beijos e mordidas por ali. Levo minha mão a seu centro, Rachel está encharcada. Tomo um pouco de seu líquido em meus dedos quando os esfrego em seu clitóris. Sem cerimônias, introduzo dois dedos dentro dela, voltando a sentir a gostosa sensação de ter suas paredes tão apertadas prendendo meus dedos nela. Rachel geme sem se reprimir. Seus pais nos escutariam facilmente se estivessem em casa. Estoco fortemente algumas vezes dentro dela, deixando um tapa leve sobre sua bunda, antes de virá-la de frente para mim. Rachel tem a bochecha corada e os cabelos totalmente bagunçados, ainda assim, ela não deixa de ser perfeitamente linda.

Ela se coloca sobre mim, deixando minha mão entre meu centro e o dela, cavalgando em meus dedos de forma apressada. Por conta da posição, uma leve dor se alastra por meu pulso, mas, ainda assim não cessamos os movimentos. Teremos nosso segundo orgasmo.

– Está gostoso, amor? – Pergunto para ela enquanto levo minha mão livre a seu rosto. Rachel continua a se cavalgar sobre mim, sobre meus dedos, com movimentos firmes e graciosos. Seus seios se movimentam no mesmo ritmo que o resto do corpo, e essa é com toda a certeza, uma das melhores coisas que já vi em minha vida. Ela faz isso de olhos fechados e ainda assim vejo todo o prazer nitidamente espalhado por seu rosto, por seu corpo, por sua pele ligeiramente arrepiada a cada vez que meus dedos vão mais fundo.

– Está perfeito! – Ela se inclina para me beijar intensamente, num beijo molhado e saboroso. – Mas agora... – Ela se retira de cima de mim. — Eu quero comer você também.

Involuntariamente meu ventre se contrai já prevendo todo o prazer que seguirá. Rachel se vira na cama. Colocando seu centro na direção de meu rosto. Isso é tão intimo e tão... fodidamente gostoso. Seguro firme em sua bunda, arrastando minha língua por seu feixe de nervos preguiçosamente, fazendo-a arquear as costas.

Ela se inclina sobre mim, indo com o rosto em direção de meu centro. Sinto seus dedos abrirem meus grandes lábios sem pestanejar. Rachel é direta... ela leva a boca até meu ventre lambendo toda a extensão de meu clitóris, chegando até a minha entrada e me penetrando com a língua.

É incrivelmente boa a sensação de dar e receber toques em tempo concomitante. Rápido, nossos dedos assumem a posição predatória ali. Penetramo-nos de forma igual, na mesma velocidade. Rachel é a primeira a dar indícios de que o orgasmo está perto, me concentro para que façamos isso juntas. Meu centro passa a pulsar descontroladamente. Nossos gemidos se misturam, ganhando mais intensidade, assim como nossos movimentos. Nossos corpos se contorcem cada vez mais. O prazer que me consome é avassalador e não tarda para que o gozo chegue para nós duas.

Rachel se deixa descansar completamente sobre mim, enquanto nossas respirações voltam ao normal lentamente. Nosso suor misturado, deixando tudo mais íntimo do que seria possível. Com o resto de energia que me resta, me permito acariciar suas pernas e bunda, um carinho singelo e preguiçoso, sem segundas intenções.

– Volte para cá. – Puxo-a pela mão. Rachel demora a se mover, mas, faz quase que de forma arrastada. – Vem aqui, preguiça. – Ouço-a sorrir.

– Ei, você sugou minhas forças, Quinn. – Eu a beijo com ternura quando ela se posiciona na mesma direção que eu. Nossos corações ainda demonstram a agitação de ainda pouco, pois, eles batem de forma acelerada, ainda que minimamente.

– Você está reclamando? – Arqueio uma sobrancelha para ela. Rachel se detém a deitar a cabeça sobre meu peito. – Prometo que da próxima vez serei menos intensa e não haverá uma segunda rodada.

– Nem brinque com isso. – Rachel abocanha um de meus seios, chupando meu mamilo levemente. – Temos muitos orgasmos pela frente... você sabe. – Sorrio ternamente para ela. Sua boca abandona meus seios, deixando um beijo suave no local. Ela acaricia meu abdômen de forma lenta e carinhosa.

– Quinn? – Ela pergunta após um tempo de silêncio absoluto no quarto. Movo minha mão por seu cabelo, demonstrando que estou ouvindo-a. – Estou me sentindo estranha. Sentindo-me aflita, na verdade.

– Alguma dor? Eu machuquei você? – Me apresso para saber o que a aflige.

– Não. Você foi perfeita... como sempre. – Ela sorri amavelmente para mim.

– Então o que você está sentindo? – Me preocupo. Ela se move para ficar na mesma direção que eu. Nossas testas se encontram. Ela beija docemente sobre meus lábios.

– Eu estou feliz por tudo o que temos conquistado. Completamente feliz... Sinto-me realizada. – Ela olha em meus olhos como se pudesse ver minha alma, de forma calorosa. Mas, que rapidamente dá espaço a um olhar cheio de angustia... cheio de medo. – Porém... – Ela toma um leve fôlego. – O que seremos depois que formos embora? Como vamos sobreviver à distância e a todas as sensações que vem junto a ela?

Notas finais
Preparados para o capítulo final? Não deixem de acompanhar, pois, além de ser o fim da história, darei alguns avisos e tals. Ps.: Não deixem de comentar.