Morada

13 Nacionais - Parte 1


Notas iniciais
Capitulo fofo e ao mesmo tempo hot, para vocês desfrutarem. Boa leitura!

– Rachel, você precisa parar. – Os lábios dela estão descendo em direção ao vale que fica entre meus seios. Se continuarmos no ritmo em que estamos, provavelmente, não conseguirei parar e eu não estou bem certa se ela está preparada para levar as coisas a um nível maior. Meu corpo todo arde de desejo por Rachel, mas o mínimo de razão que há em mim nesse momento me faz levar a mão até o rosto dela, trazendo-a de volta a minha boca.

– Não, Quinn. – Ela choraminga entre o beijo quente e molhado. – Não precisamos parar.

– Rachel... – Seguro em seu rosto com as duas mãos para que ela me olhe. – Apenas pense um pouco. Você está preparada para ir adiante com isso? – Ela desvia o olhar para minha boca. Sinto que ela vai me beijar novamente, mas me afasto.

– Você me impediu de te beijar? – Rachel parece estar assombrada, mas sei que se trata de uma brincadeira.

– Apenas porque não quero nada saia de nosso controle. – Eu a abraço mais forte passando meu nariz por seu ombro, deixando um beijo casto nesse mesmo lugar.

– Não sei se você percebeu, mas controle é uma das primeiras coisas que não há nessa relação. – Sorrio ao constatar que há verdade nessa afirmação. Desde o princípio, quando descobri meus sentimentos por ela, até nosso primeiro beijo, não houve controle, se houvesse, não estaríamos na situação em que nos encontramos agora. Por isso, penso que às vezes, apenas às vezes, é muito interessante perder o controle de nossos pensamentos e ações.

Rachel sai de cima de mim. Ela levanta e gira a saia aio redor de sua cintura, logo em seguida, ela abaixa a camisa. Os cabelos dela estão realmente bagunçados, mas acabam lhe dando um ar extremamente sexy. Tudo que a envolve se torna muito intenso, e esse último amasso foi realmente quente. Sorrio para a forma desajeitada que ela tenta por a roupa no lugar.

Levanto da cama e vou até onde ela está. Rachel me olha como se tentasse entender o que eu faria. Levo minha mão a sua cintura e a outra a nuca, puxando-a para mim. Eu a beijo. Nosso beijo é carregado de desejo. Levo a mão que estava na nuca até a bunda dela, por baixo da saia. Rachel se surpreende com o movimento e morde levemente meu lábio inferior. Eu aperto com vontade aquela deliciosa parte do corpo dela fazendo com que ela fique na ponta dos pés. Levando a mão ao meu pescoço, ela se prende mais em meu corpo. Quando aperto novamente minha mão sobre sua bunda, nossos centros de friccionam e ela solta um gemido carregado de erotismo. Eu gozaria tão fácil se isso acontecesse mais uma vez.

Separo-me dela novamente. Rachel está com as pálpebras dilatadas. Seu olhar é muito intenso, me causa ligeiros arrepios, mas ela não saberá que tem esse poder sobre mim. Não por enquanto. Caminho para o banheiro. Ela ainda espera para ver o que farei. Tranco a porta do banheiro e começo a me despir para tomar um banho. Preciso urgentemente diminuir essa excitação que deixa meu centro dolorido e molhado. Não passa três minutos para que eu ouça algumas batidas na porta.

– Quinn Fabray, não saia tão cedo desse banheiro. Se sair, eu mato você. – Reviro os olhos para essa ameaça ao mesmo tempo em que sorrio largamente. Rachel me deseja da mesma forma que eu a desejo.

Após o desentendimento, da noite passada, que tivemos por conta de Sam e Finn, as coisas voltaram ao eixo no mesmo momento em que fizemos as pazes. O problema de agora é que com a competição pelas Nacionais se aproximando, Rachel tem ficado muito tensa, por vezes, estressada demais.

Agora, na semana em que viajaremos para Nova York, nós mal temos tido tempo para alguns beijos. Eu sei bem que para ganharmos qualquer título, dependemos muito de Rachel, assim como também sei que ir ganhar essa competição faz parte do grande sonho dela, afinal, estamos falando de ganhar as Nacionais em Nova York, por isso não faço nem um tipo de pressão para que ela deixe um pouco os ensaios de lado. Ao contrario, tento ficar ao máximo por perto, mesmo que seja apenas para ouvi-la cantar pela 127ª vez a mesma música ou para lembrar que ela precisa se alimentar. Ela meio que tem esquecido que precisa ter saúde suficiente, para poder se manter em pé no palco. Essa é minha forma de dizer que estou com ela em tudo e para tudo.

Chegado o dia de viajar para a competição, ficamos juntas no avião, Rachel passa boa parte do tempo dormindo e eu fico aliviada por isso, pois ela estava bem ansiosa, falando mais que de costume com todos do Glee. Eles já estavam quase se aborrecendo de verdade com ela. No hotel, Mr. Schuester anuncia que por conta do baixo orçamento, só podermos ter dois quartos. Todas as meninas do Glee e Kurt em um mesmo quarto e meninos em outro.

– Bem, eu estou indo caminhar. – Anuncio para todos que estão no quarto. – Eu realmente não vejo necessidade de ficar enclausurada aqui já que só vamos ensaiar pela tarde.

– Mas Quinn, você não pode sair. – Rachel me segura pelo pulso. – Todos temos que descansar.

– Eu sei, Rach, mas temos a noite para isso. Qual a necessidade de ficarmos trancados aqui enquanto tem um mundo para conhecermos lá fora? – Ela me solta, mas continua a me olhar.

– Quinn, tem razão. Vamos sair, ver um pouco da cidade. – Puck fala enquanto abre a janela do quarto para que o ar entre. – Depois voltaremos para cá e daremos nosso melhor no ensaio.

Era o que faltava para saíssemos do hotel para nos divertir. Fomos juntos lanchar na escadaria do Met. Confesso que fiquei muito tentada a entrar para conhecer o museu, mas a falta de tempo vai contra a minha vontade. Sem falar que eu gostaria de fazer isso apenas com a Rachel, não com todos do Glee, mesmo porque isso viraria uma bagunça.

Depois do lanche, enquanto alguns dos garotos foram caminhar pelo Central Park, fui com Rachel, Santana e Brit, conhecer a tão famosa Time Square. Claro que ficamos deslumbradas com todos aqueles letreiros e anúncios cheios de tecnologia de ponta, mas nenhuma de nossas reações se comparou a de Rachel. Nova York, NYADA, Broadway são o sonho dela. Não há Rachel Berry sem esses lugares. Na verdade, não a vejo em qualquer outro lugar que não seja algum desses.

– Você está feliz? – Pergunto a ela quando Santana e Brittany se afastam de onde estamos.

– Claro! Como eu não estaria? – Ela se afasta e olha ao redor de onde estamos. – É meu futuro lar. – Rachel abre os braços de modo a mostrar que se refere às ruas, às lojas, ao movimento dos carros, ao cotidiano da cidade.

– Sabe... – Me aproximo dela envolvendo-a em um abraço. – Eu estou com uma vontade enorme de beijar você. – Beijo em seu rosto.

– Quinn, mesmo adorando a ideia de beijar você aqui. – Ela se separa de meu abraço para segurar em minhas mãos. – As meninas podem nos ver e só Deus sabe o quanto Santana nos atormentaria com isso. – Rachel brinca com um botão de meu casaco. Ainda que contrariada, me conformo, pois sei que é verdade o que ela fala.

Após o almoço, voltamos para o hotel. O quarto continua cheio. Sinto-me um pouco entediada. Há tanta coisa para fazer na cidade e nós temos que ficar trancados aqui. Se Rachel ao menos estivesse comigo, o tempo passaria bem mais rápido, mas ela não sai do lado de Kurt. Ainda pouco eles falavam sobre Broadway e Barbra e Tiffany e Boradway de novo, eles tem gostos tão parecidos e falam em um ritmo tão acelerado que às vezes me perco.

– Esse quarto está lotado, estou entediada e eu realmente quero beijar você em Nova York. Posso? – Q.

O celular de Rachel vibra, anunciando a mensagem que eu havia acabado de mandar. Vejo-a se afastar um pouco de Kurt quando vê meu nome na tela. Imediatamente ela olha para mim, em resposta eu apenas arqueio uma sobrancelha. Vejo um pequeno sorriso se formar nos lábios dela. Tenho certeza que meu celular logo vibrará.

– Você sabe que não podemos sair até termos feito o ensaio. – R.

– Então isso significa que você saíra comigo depois? – Q.

– Se você quiser. – R.

– Eu quero. É só o que quero. – Q.

– Só? Apenas sair? – R.

– NÃO! Quero sair com você, mas também quero seus beijos, seus abraços. Quero você. – Q.

– Acho que posso fazer isso por você, Fabray. – R.

– Depois do ensaio então? – Q.

– Teremos que fugir dos outros. – R.

– Isso não será problema. Q.

– Santana, será que podemos sair para passear depois do ensaio? – Estamos sentadas lado a lado em uma das camas. Sinto o cheiro doce que ela tem e que quase não combina com a sua personalidade.

– Eu estava justamente pensando nisso. – Ela diminui o tom de voz. – Quero sair para jantar com Brit.

– Então dá um jeito de sair sem que ninguém nos veja, não podemos? – Preciso muito que ela me apoie nisso. Rachel precisa se esquecer por alguns minutos a competição, da mesma forma como eu preciso dela.

– Nós até poderíamos, Quinn. – Noto ela franzir a testa. Ela está agoniada com alguma coisa. – Não me leve a mal, mas eu sairia com a Brit em um encontro, entende? – Ela pensa que quero ir com elas. Sorrio timidamente.

– Não, Sant. Você não entendeu. – Me aproximo mais dela. – Quero sair com a Rachel, só com ela. – Santana abre a boca formando um circulo. Ela provavelmente está muito surpresa agora que entendeu a que eu me referia.

– Está acontecendo algo entre vocês? –Embora Santana tenha demonstrado que posso confiar nela, não me sinto preparada para contar sobre Rachel e eu. Acho que ainda não é hora para isso.

– Não. Mas você sabe o quanto ela sonha com Nova York. – Deito minha cabeça sobre o ombro dela. – Quero que ela se distraia um pouco. Ela precisa estar leve para a competição de amanhã. – Santana apenas desvia o olhar para onde Rachel está. Ela não fala mais nada. É bem provável que nesse momento ela esteja formulando algum plano absurdamente bom para podermos escapar daqui.

Ainda está claro quando desço com Santana para frente do hotel. Saímos do quarto dizendo para as meninas que íamos até a lanchonete comer alguma besteira. Não demora muito para que Rachel chegue acompanhada de Brit. Para facilitar as coisas, vamos juntas em um mesmo taxi. Pedimos para que o taxista nos leve até o Central Park, já que não havíamos ido pela manhã. Despedimo-nos de Santana e Brittany, prometendo nos encontrar novamente no hotel.

– Isso estava parecendo um encontro de casais. – Rachel fala enquanto caminhamos por um dos corredores de árvores.

– Estava mesmo. – Passo meu braço ao redor do ombro dela. Assim seguimos caminhando abraçadas. Está um clima agradável nesse lugar. Rachel está vestida em um casaco colorido, usando meias vermelhas que se estendem até as coxas, sapato de salto amarelo e uma adorável boina branca. Essa combinação de cores ficaria estranha para qualquer pessoa, mas isso é tão Rachel Berry que ela não fica nada menos que linda vestida desse jeito. – Podemos caminhar um pouco?

– Claro que sim. – Ela passa a mão por minha cintura. Se estivéssemos em Lima, tenho certeza que não poderíamos andar desse jeito. Mas aqui, é como se tudo fosse mais fácil. – Me diga, por que estou me sentindo em um encontro?

– Porque estamos caminhando abraçadas pelo Central Park. Porque o clima está muito bom, e isso só me faz querer te ter mais perto. – Estamos paradas em frente a um lago, não há muito movimento de pessoas por aqui. Eu paro em frente a Rachel e a seguro contra mim. – Porque eu vou te beijar apaixonadamente agora.

Quando nossos lábios se encontram e passam a se movimentar em busca de incrementar a deliciosa sensação do beijo, consigo perceber o quanto eu sentia saudade de tê-la dessa forma. Não havíamos tido oportunidade de ter qualquer tipo de contato por dois longos dias. Só agora me dei conta o quanto estou viciada nos beijos de Rachel Berry.

– Estava com saudade de você. – Falo assim que nossas bocas se separam. Rachel segue acariciando meu rosto.

– Mas estávamos juntas esse tempo todo... no avião, no hotel. – Consigo ver o ar de risos em seus olhos.

– Você sabe a que estou me referindo. – Beijo em seu nariz. Arrastando meus lábios até o pescoço dela para logo em seguida aspirar todo o maravilhoso cheiro que ela tem.

– Hummm. – Ela solta um gemido rouco. – Não sei. Mostre-me. – É o que faltava para iniciarmos mais uma seção de beijos quentes e ao mesmo tempo doces. Não há pressa ou qualquer tensão sexual. Há apenas carinho.

Após caminharmos por algum tempo, decidimos ir jantar em um restaurante Vegan. Enquanto esperamos nossos pedidos, nos envolvemos em uma conversa sobre coisas que diz respeito a nossa apresentação de amanhã. Ouço atentamente todas as ideias de Rachel, concordando com algumas coisas ou apenas discordando do que ela fala por pura implicância. Isso nos tira boas gargalhadas.

Ver Rachel sorrindo é um de meus passa tempo favoritos. Acho que consegui cumprir com o objetivo de tirar um pouco da tensão que estava se formando nela, por conta das Nacionais. Tenho certeza que qualquer pessoa que nos olhe interagindo, como agora, saberia fácil que há muito mais que amizade entre nós duas. Por diversas vezes, nossas mãos se acariciam sobre a mesa. E como se estivéssemos longe demais, Rachel troca de lugar para se sentar ao meu lado. Deixando nossos corpos incrivelmente colados enquanto desfrutamos de nossa sobremesa.

Gosto de me sentir assim... Completa. Em um estado em que sinto não precisar de mais ninguém para a minha vida. De certa forma, tenho por minha melhor amiga, algo que beira o que denominamos de amor. Com Rachel as coisas são bem mais fáceis. Consigo conversar sobre coisas que eu jamais falaria para qualquer pessoa. Compartilhamos de ideias e gostos similares sobre diversos assuntos. Só consigo pensar que sou uma puta de uma sortuda por tê-la comigo, ainda que nada esteja oficializado entre nós.

Sei que não podemos dormir tão tarde. Precisamos estar bem para a competição. Por isso logo retomamos ao hotel. O quarto está escuro. Acendemos a luz do banheiro para clarear um pouco. Todas as meninas já dormem, inclusive, Santana e Brittany. Eu tinha certeza que elas chegariam bem depois que eu e Rachel. Olho ao redor do quarto e constato que há apenas uma cama desocupada. Uma cama de casal. Dormiremos juntas e isso não é nada bom quando temos uma boa quantidade de pessoas no mesmo quarto.

– Está muito escuro, Quinn. – Não conseguíamos enxergar nada. – Acenda a luz do celular. – Assim caminhamos até a cama. Não sem antes tropeçar em alguma mala deixada no meio do caminho.

– Será que vocês podem fazer menos barulho? – Mercedes parece estar realmente chateada por ter acordado.

– Desculpa. – É só o que digo antes de me jogar sobre a cama.

Deito encarando o teto que não consigo enxergar por conta da escuridão. Sei que Rachel está ao meu lado, mas não nos tocamos. Tê-la tão perto e não poder beijá-la e dormir abraçada a ela não é algo fácil. Se um termômetro pudesse diagnosticar meu desejo por ela, provavelmente ele estouraria nesse preciso momento. Minha respiração fica irregular. Só consigo pensar em ter os beijos de Rachel.

Como se estivesse lendo meus pensamentos, ela aproxima a mão para tocar a minha. Sinto seus dedos prenderem os meus. Alguns carinhos são feitos na palma de minha mão. Sinto o colchão afundar um pouco mais perto de mim. Rachel se aproxima.

– Eu posso ter um beijo de boa noite? – Ela sussurra e isso definitivamente não foi uma boa ideia, pois há algumas partes de meu corpo muito arrepiadas.

– Não sei, Rach. – Uso o tom de voz mais baixo que consigo. Minha voz sai mais rouca que o normal. – Tenho medo que alguém nos veja.

– Está tão escuro aqui. – Lentamente ela se inclina contra mim, ficando com a metade do corpo sobre o meu. Meu coração acelera imediatamente. Sinto-a passar a mão por meu abdômen, me fazendo carinho. Ela tateia até encontrar meu rosto e se inclina mais ainda para a sua boca encostar-se a minha.

O beijo é lento. Não podemos fazer nenhum tipo de barulho. Rachel acaricia meus lábios através dos seus, puxando-os vez ou outra. Ela arrasta os lábios para meu rosto, pressionando-os diversas vezes por minha pele. Sinto o hálito quente dela batendo contra a minha face. Merda. Como eu a quero!

– Eu quero muito a sua língua. – Ela sussurra em meu ouvido. – Você pode me dá? – Hummm. Isso foi um gemido quase inaudível que escapou de minha boca. – Não faça barulho, Q.

Ela volta a beijar minha boca. Sinto-a sugar meu lábio inferior de forma preguiçosa. Como se ela estivesse me beijando em câmera lenta. Mas ainda assim isso é o suficiente para que meu corpo todo queime de desejo nesse momento. Não aguentando aquela provocação, mordo suavemente um de seus lábios. Ela se afasta de mim. Mas logo retorna ao lugar de antes para logo em seguida invadir minha boca com essa deliciosa língua.

Nosso beijo é faminto. Não há como negar que tem muito desejo em cada movimento de nossas línguas. Ainda assim não emitimos som algum além do que é formado por nossas respirações que agora estão aceleradas. Eu a puxo para cima de mim. Nossos corpos estão em contato direto agora. Isso faz o beijo se tornar mais ardente.

Ela se solta do beijo e percorre meu pescoço com a boca. Sinto seus dentes arranharem minha pele e isso me excita mais que o normal. Instantaneamente levanto minha pelve para encontrar com a dela. Ela corresponde a essa investida com a mesma intensidade que eu propus. Isso não deveria estar dessa forma. Alguém pode acordar e nos pegar nesse amasso fodidamente quente.

– Rach. – Consigo pronunciar entre o beijo. – Você sabe que precisamos parar. – Ela leva a boca até meu colo, passeando com a língua por cada parte de minha pele.

– Não, Quinn. – Ela volta a investir contra meus lábios. – Seu beijo está me deixando louca. – Ela sussurra novamente contra meu ouvido. Sinto-a arrastar a língua por trás de minha orelha, para logo em seguida ela penetrar de forma extremamente sensual a língua em minha orelha. Porra! Estou completamente molhada agora. Ela percebe que isso me causou o efeito esperado por ela, pois eu a aperto mais no abraço. – Ainda devemos parar? – Antes que eu responda ela arrasta os dentes pelo lóbulo de minha orelha, deixando uma mordida suave naquele local.

– Foda-se! – É o que consigo pronunciar antes de virar o corpo dela sobre a cama. Passo a assumir o lugar que ela estava me deitando sobre o pequeno e delicioso corpo que ela possui.

Pressiono nossos centros novamente. Agora os movimentos são ritmados. Nos movemos na mesma intensidade, mas ainda assim sem fazer qualquer barulho exagerado. Levo uma de minhas mãos à camisa se seu pijama. Levantando-a até a altura dos seios. Logo em seguida faço o mesmo com a minha. Quero nossas peles em contato. Deito-me novamente sobre ela. Assim que nossos abdomens se encostam, sem nenhuma barreira formada por roupa, soltamos gemidos fracos, porém profundos, tamanha a intensidade do prazer que esse ato nos proporcionou. É a primeira vez que temos um contato assim.

Continuo a me movimentar sobre ela. Dessa vez com minha coxa pressionando contra o ventre dela. Rachel deve estar tão excitada quanto eu. Ela leva uma das mãos ao meu ombro, me forçando assim a ficar colada a seu corpo cada vez mais. Levo uma de minhas mãos ao quadril dela, colocando um de meus dedos por dentro do short que ela usa. Minha vontade é tirar essa peça de roupa, mas isso seria ousado demais.

– Tire. – Eu estremeço. Talvez eu tenha escutado errado. Mas ela volta a repetir. – Tira, Quinn.

– Não Rachel. – Cesso os movimentos de meu corpo. – É arriscado demais. – Eu a beijo no rosto a abraçando forte.

– Mas eu quero sentir você melhor. – Ela choraminga em meu ouvido. Ela se move ainda em baixo de mim friccionando nossas intimidades.

– Porra, Rachel. – Puxo cada um de seus lábios com os dentes. – Facilite as coisas.

– Mas não vamos transar aqui. – Continuo parada sobre ela. – Isso é apenas um amasso, Quinn. – Eu estou a beira de ter um orgasmo e ela fala isso tão tranquilamente? Por vezes sinto que eu sou a que nunca teve experiência sexual aqui.

– Não faça barulhos, certo? – Eu a beijo novamente.

Puxo a coberta para nos cobrir. Tiro meu short e logo em seguida faço o mesmo com ela. Quando nossos centros se encontram, mesmo com estando vestidas de calcinhas, sinto ondas de eletricidade invadir cada célula de meu corpo. Não há como controlar nossos gemidos a não ser ocupando nossas bocas com beijos.

Levo uma de minhas pernas para ficar entre as delas. Sinto toda a sua excitação em minha coxa. Ainda com a calcinha, consigo ter o liquido que sai dela em minha pele. Droga! Eu quero estar dentro dela agora. Provando cada de seu corpo com minha língua, com meus dedos. Ela prende meus cabelos, forçando acesso ao meu pescoço com a língua. Se eu estivesse de olhos abertos, eu os reviraria, tamanho prazer que estou sentindo. Sinto que ela levanta mais um pouco a camisa e passar a tocar em seus próprios seios.

– Ei. – Chamo-a. – Me deixa fazer isso. – Ela não me responde sonoramente, mas empurra minha mão contra seus seios. Eu os massageio levemente, com carinho. Prendo um de seus mamilos entre meus dedos e isso a faz levantar seu centro mais uma vez contra o meu. Beijo em seu queixo. – Eu vou beijar você. – Anuncio e logo me direciono aos seios dela.

Passo a beijar com extremo amor. Rachel tem a pele macia. Tem seios gostosos. São na medida certa para mim. Encaixam-se perfeitamente em minha boca e eu beijo-os lentamente, mais ainda assim brincando com minha língua de forma lasciva por cada um deles.

Estou quase no meu ápice de prazer, sei bem disso e tenho certeza que ela também. Rachel leva a mão a minha bunda para numa tentativa de intensificar nossos movimentos, consequentemente, nosso prazer. Continuo a me movimentar sobre ela. Minha calcinha está tão molhada quando a dela e ambas sentimos isso.

Ela leva uma das mãos a um de meus seios, sob a camisa que uso, isso me faz ver estrelas, embora estejamos em um quarto escuro. A outra mão continua em minha bunda. Intensificamos nossos movimentos. Sinto que estamos tão perto. Ela começa a estremecer sob mim. Mais algumas investidas e o pequeno corpo de Rachel se contorce fortemente. Abandono os seios dela para beijá-lo na boca. O beijo é forte, desesperado. Estamos alcançando nosso primeiro orgasmos ao mesmo tempo. Continuamos a nos friccionar uma na outra até que o gozo avassalador tome conta de nossos corpos. Quando isso acontece Rachel suga fortemente meu lábio inferior, acredito que na tentativa de não fazer qualquer barulho. Mas ainda assim ouço seus gemidos, assim como si que ela ouve os meus. Eu adoraria olhá-la enquanto ela goza.

Sinto nossos corações baterem apressadamente, mas no mesmo ritmo. Cessamos o movimento de nossos corpos lentamente. Nossas respirações continuam irregulares até recuperamos o fôlego. Encosto minha testa em seu queixo. Estou suada. Rachel limpa o suor acumulado em meu rosto. Puxando-me em seguida para um beijo terno.

Prosseguimos com o beijo. Dessa vez não há fogo, ainda que estejamos quase nuas e com o liquido de nosso gozo acumulado em nossas coxas. Nesse beijo há apenas paixão e carinho. Lentamente nos separamos. Visto meu short e faço o mesmo com ela. Volto a me deitar sobre ela, com cuidado para não depositar todo meu peso, pois ela deve estar tão cansada quanto eu.

– Isso foi insano. – Sussurro ao mesmo tempo em que um sorriso brota em meus lábios. Ela sorri contra minha boca.

– Foi mesmo. – Prende meu lábio em seus dentes. – E muito gostoso.

– Foi apenas um amasso, como você disse. Mas eu nunca senti nada igual. – Confesso escondendo meu rosto no pescoço dela.

– É porque combinamos, Quinn. – Ela acaricia minha costa. – Será que alguém nos ouviu?

– Não sei. Talvez não. Afinal, levei varias mordidas para que você não fizesse barulho. – Ela belisca levemente minha costela. – Ei, pare. Vou ficar cheia de hematomas amanhã.

– Se acostume com isso, Fabray. – Ela sorri e beija minha cabeça. Me inclino para beijá-la na boca mais uma vez.

– Gosto de você, Rach. – Levo um de suas mãos a minha boca para beija-la. – Gosto muito, muito, muito de você.

– E eu de você, Quinn. – Nos beijamos demoradamente. Sinto as mãos dela percorrerem me corpo preguiçosamente.

Saio de cima dela para abraça-la de lado. Beijo em sua cabeça. Lentamente nossos corpos vão cedendo ao cansaço. Fecho meus olhos e aspiro o cheiro que vem do cabelo dela. O silencio do quarto, é cortado apenas por nossas respirações calmas. Rachel já deve ter pegado no sono. Eu não demorarei a dormir também, mas nesse momento, só preciso sentir como está cintilando em mim esse estado de felicidade eufórico e ao mesmo tempo leve, que eu nunca havia sentido. É como se eu estivesse plena, como se tudo em minha vida estivesse caminhando para ficar em seu devido lugar, como se ter Rachel para mim me bastasse para me sentir feliz.

Notas finais
Rachel provocou, mas Quinn surpreendeu, não foi?