Morada

21 Já não sei ficar sem seus beijos


Notas iniciais
Olá! Então, segue mais um capítulo para vocês. Nos encontramos novamente ali em baixo. Desfrutem!

– Rachel, eu estive pensando que poderíamos criar um dueto para as atividades dessa semana... – Olho para a mão dele que descansa em meu ombro, em um abraço desajustado, como se ainda fossemos próximos a ponto dele ainda ter esse tipo de intimidade comigo. Em seguida, olho para Quinn que nos observa de longe, com uma sobrancelha terrivelmente arqueada. – Nós nunca mais fizemos nada juntos.

– Eu não sei, Finn. – Desvio meu olhar de Quinn, olhando para o garoto grande a minha frente. Como que um dia eu pude acreditar que daríamos certo juntos? Acho que já me fiz essa mesma pergunta centenas de vezes. – Eu já havia combinado de fazer isso com Quinn.

– E vocês não podem fazer o dueto em outro momento? – Pergunta expectante, lançando aquele sorriso tosco... ops! Sorriso de lado... é de lado.

– Não, Finn. Desculpa por isso. – Caminho em direção a Quinn antes que ele tente mais algum argumento.

Apesar de ver que eu estou indo em direção a ela, Quinn não espera por mim e caminha apressadamente para a sala de aula, como se estivesse fugindo. Isso me irrita mais do que deveria. Quinn e essa estúpida mania de fugir de algumas coisas quando algo a deixa irritada.

– Fabray! – Falo em um forte, em pleno corredor da escola. Ela para instantaneamente. – Me espere ou você não gostará nem um pouco se eu começar a te ignorar também. – Vejo-a tencionar a mandíbula, apoiando uma mão na cintura, enquanto a sobrancelha está arqueada. Há algum tempo, eu me borraria de medo dessa pose de HBIC, hoje, medo é a única coisa que não tenho.

– Eu estou indo para a aula, se você não viu. – Ela fala quase que em meio a um rosnado.

– A única coisa que vi foi você me evitando. – Puxo a mão que ela apoiava na cintura, para entrelaçar meu braço ao dela. – Desfaça essa cara. – Ela franze o cenho mais ainda e um bico de alguém realmente chateado se forma em seus adoráveis lábios. Não deveria ser, mas, isso é tão fofo! – Finn queria um dueto comigo, mas eu o dispensei.

– Eu não perguntei nada disso. – Ok, isso foi realmente rude.

– Por que você está falando assim comigo? – Para de andar, me virando de frente a ela. – Eu realmente não vejo motivos para você me tratar assim. Melhor você ir sozinha para a aula. – Desprendo nossos braços para que sigamos caminhos diferentes. – Não precisa me esperar para voltar para casa. – Ouço-a murmurar alguma coisa, mas não me dou o trabalho de prestar atenção... Que ela repense o quanto foi grosseira comigo por questões irrelevantes.

Entro na sala de aula sem realmente querer estar por lá. Essas atitudes de Quinn me estressam demais. É incrível como apenas segundos são suficientes para pôr fim em qualquer coisa boa que havia para dá lugar ao ciúme e a insegurança. Não que eu seja o exemplo de namorada segura, longe disso, a diferença entre nós duas é que se eu sinto ciúmes ou algo do tipo, eu não vou expulsá-la de perto de mim, ao contrario, quero que ela esteja cada vez mais próximo, de preferência, sem se desgrudar de mim por nada.

– Barbra... – Kurt sussurra atrás de mim, enquanto estamos na fila do lanche. – Que está acontecendo? Você está distraída demais hoje.

– Nada demais, Kurt. — Não sei se devo expor a verdade para ele.

– Se não fosse nada demais, você estaria falando sobre inúmeras coisas desde o momento em que saímos da aula, mas, você está aqui... calada e Quinn está ali... emburrada. – Viro-me na direção indicada por ele. Quinn realmente está com uma aparência nada amável. Ela me encara, mas logo desvia o olhar, fingindo prestar atenção em algo que Santana fala.

– Vamos para a arquibancada? – Convido-o.

– Então... vai me contar o que está acontecendo ou vamos passar o resto do intervalo em silêncio? – Kurt me tira de meus devaneios. Tomo um gole de meu suco e volto a encarar o gramado verde do campo perfeitamente cuidado pelo treinador e sua equipe.

– Quinn me pediu em namoro. Eu aceitei. Ontem tivemos nossa primeira vez. Foi maravilhoso. Hoje, nós brigamos por um motivo tão irrelevante que eu nem sei como contornar a situação, ou mesmo, se devo tentar fazer isso. – Falo de uma vez sem ao menos olhar para Kurt enquanto verbalizava cada uma dessas palavras. – Kurt... – Ele tem a garrafa de água parada em frente ao rosto, como se fosse uma estátua. – Você não vai falar nada? – Ele continua em silêncio. – Ahhh, Kurt, por Deus! Não me venha com drama a essa hora.

– Ei, você quer o que? – Ele se levanta e caminha de um lado a outro aparentando estar agoniado. – Você viu a quantidade de informações que você despejou sobre mim? – Dou de ombros. – Você e Quinn namorando? Você transou com ela? Onde eu estive esse tempo todo, Rachel?

– Não exagere, Kurt. – Seguro em uma de suas mãos para que ele deixe de se mover como um louco. – Sente-se aqui que vou te contar tudo ou quase tudo... – Sorri abertamente para ele.

– Não se faça de louca... – Ele aponta o dedo para mim, na tentativa de parecer ameaçador. — Eu exijo saber de tudo! – Senta-se a meu lado. – Ohh, Rachel, estou tão feliz por você! – Ganho um abraço de urso... meio sufocante. Mas, estamos falando de Kurt, assim como eu, ele tem todas essas atitudes um tanto exageradas.

Começo a contar a ele sobre como aconteceu tudo, desde os detalhes do pedido de namoro, até o momento maravilhoso e perfeito que foi a minha primeira experiência sexual. Mas, isso é um relacionamento com Quinn Fabray, por isso, em que mundo qualquer coisa que venha dela seria menos que perfeito? Enfim. Agora, falando tudo nos mínimos detalhes é que percebo o quanto tive sorte.

Sorte por ter o meu amor comigo, como minha namorada. Sorte por ter tido a primeira vez que várias garotas desejariam ter tido. Sorte porque apesar de nosso desentendimento de ainda pouco, sei que é porque ela me quer tão perto quanto eu a quero. Por isso, qualquer um, seja Finn, Puck, Sam, que se meta entre nós duas, vai causar um mal estar, isso é inegável, afinal, somos duas pessoas mega ciumentas, mas nada que nos faça desistir de qualquer coisa que já conquistamos por conta de um ciúme bobo.

A conversa com Kurt se prolonga por um tempo maior... perdemos a última aula. Não que eu tenha o costume de furar aulas, mas, ter essa conversa com Kurt foi necessário, pois, só agora percebi o quanto eu precisa teu um dialogo com alguém que fale tanto, ou mais que eu, mas que ainda assim, seja capaz de entender cada situação que descrevo.

– Você lembra que havia um tempo em que nós dois não havíamos nem beijado? – Kurt se inclina enquanto fala, talvez para que ninguém escutasse, mesmo não tendo ninguém por perto.

– Eu lembro. – Recordo os primeiros momentos em que realmente nos aproximamos no Glee, disputávamos por Finn, enquanto ele só tinha olhos para Quinn. Isso me faz rir. – Mercedes pensando que você gostava de meninas, enquanto você tinha uma paixonite por seu meio irmão. – Gargalhamos abertamente, parando apenas quando o ar se faz necessário.

– Erámos tão bobos, Rach. – Agora ele tem um olhar nostálgico. O sorriso se desfaz aos poucos. Aceno com a cabeça, concordando com o que ele diz.

– Em pensar que falta tão pouco para deixarmos para trás tudo isso aqui... – Suspiro pesadamente, com um leve nó se formando em minha garganta.

– Fizemos histórias, não foi? – Ele me abraça de lado, levando a mão de cima a baixo em meu braço. – Ainda que de um jeito meio torto, seremos reconhecidos... um dia.

– Esse dia não demorará a chegar, garanto a você! – Ele se levanta da arquibancada, limpando com as mãos a poeira acumulada em seu jeans. Eu o acompanho. Passo a mão por minha saia para desamassa-la.

– Ainda bem que não temos reunião no Glee hoje a tarde. – Kurt enlaça nossos braços enquanto caminhamos em direção aos nossos armários.

– Verdade. Imagina só se perdêssemos também a reunião como perdemos as aulas. – Sorrio animadamente apenas em imaginar tal possibilidade.

– Você é uma péssima influência, Rachel. – Ele aponta os dedos para mim em um tom divertido.

– Eu mesma não. – Me defendo. — Você que veio querendo saber sobre os detalhes de minhas histórias e perdemos o tempo mesmo. – Espero encostada no armário ao lado do de Kurt, enquanto ele guarda alguns livros e coloca outros na bolsa. – Mas, quer saber? Valeu muito a pena ter faltado à aula. Eu estava sentindo falta das nossas conversas. – Falo a ultima frase em meio a um sussurro.

– Own, Rach, você é tão terna. – Kurt me abraça apertado. – Eu também senti falta de nossas conversas intermináveis. – Me deixo levar pelas boas sensações que o abraço me causar, apertando-o mais forte. – Precisamos voltar a ter nossas noites do pijama.

– Sim, sim, precisamos mesmo. – Me solto para que possamos caminhar até o estacionamento.

– Então, você não vai fazer um dueto com Finn? – Ele me empurra os ombros levemente. Coloco as mãos em minha cintura, em uma falsa indignação.

– Não mesmo. Faria apenas se eu quisesse tirar o resto de sanidade que ainda há em Quinn. – Sorrimos amplamente ao imaginar a cena de ciúme que ela poderia protagonizar, caso eu tivesse que fazer algo assim. O dueto com Finn, não irá acontecer não apenas para evitar que ela se sinta enciumada, mas, por mim mesma, não acho que ainda haja qualquer clima entre mim e ele para fazer algo bom.

– Falando nela... acho que você vai precisar de boa sorte porque essa cara indica que você está encrencada. – Meus olhos são direcionados ao mesmo local que ele olha. Quinn está encostada em seu carro, com cara de pouquíssimos amigos. – Rachel, eu acho que já tenho que ir. – Ele fala apressado, tentando separar o braço que está entrelaçado ao meu. Eu o puxo de volta para continuar a caminhar comigo.

– Não! Você vai comigo até lá. – Continuo arrastando-o comigo, mas, agora, encarando uma Quinn de cenho franzido, sobrancelhas arqueadas e braços cruzados sobre o peito.

– Não, Rachel. Sério! É assunto de vocês... – Paramos antes de chegarmos onde Quinn está. – Mesmo assim, não é como se você não soubesse o jeito certo de acalmar a fera aí. – Sorrio timidamente para ele. É... talvez ele tenha razão.

– Obrigada por me ouvir. – Abraço-o já me despedindo.

– Você sabe que não precisa agradecer por isso. Pode contar sempre comigo. – Ele beija em minha cabeça e caminha, logo em seguida, em direção ao seu carro. Ok... agora vem a parte mais difícil.

– Eu falei que não precisava você me esperar. – Falo assim que me aproximo dela.

– E você voltaria para casa andando? – Quinn tem a voz arrastada, sintoma de toda a raiva que a consome.

– Faz diferença? – Cruzo meus braços, adotando a mesma posição que ela.

– Claro que faz. Eu não te deixaria ir sozinha. – Ela encara os próprios pés.

– Como se você se importasse. – Dou de ombros, me encostando na porta do carro.

– Não fale besteiras. – Ela me encara. — Entre no carro, vamos para casa. – Faz menção de abrir a porta do carro para eu entre.

– Não. – Simplesmente não vou ceder tão fácil.

– O que? – Ela se aproxima perigosamente de mim.

– Não vou entrar. – Reafirmo colocando mais intensidade em minha voz.

– Eu posso saber o por quê? – Ela coloca uma mão sobre a cintura e me olha em meio a um ar soberbo.

– Esqueceu de como você me tratou hoje? – Vejo abrir a boca lentamente, como se as ideias que a invadem fossem inacreditáveis. Por exemplo, quem recusaria uma carona de Quinn Fabray? Não que ela se ache superior ou algo assim, mas, é que simplesmente, ela não está acostumada a ser contrariada. Quinn tem todo esse jeito que coloca medo nas pessoas facilmente ou então desarma a qualquer um por conta de sua beleza estupenda, então... quem negaria qualquer coisa a ela? Seja pelo medo ou pelos seus encantos, normalmente, ela sempre consegue o que quer.

– Esqueceu que Finn estava se arrastando para cima de você novamente? – Infelizmente não tem como esquecer.

– E isso é motivo para me tratar mal? – Me inclino para frente, diminuindo a distância entre nós duas. Quinn recua instantaneamente.

– Rachel... – Ela leva uma mão aos cabelos, arrastando-a até os olhos, como se estivesse impaciente. — Apenas entre no carro. Conversamos em casa.

– Não. – Rebato de forma direta e clara.

– Por favor! – O ar de soberba se desfaz aos poucos.

– Não. – Ainda que minha resposta ainda seja negativa, algo em mim me faz querer pôr fim a essa discussão.

– Não seja teimosa. – Ela pega em minha mão, enquanto a outra abre a porta do carro. — Por favor! – Quinn está com os olhos esverdeados expectantes, as pupilas levemente dilatadas, enquanto o lábio inferior está inclinado para baixo, numa espécie de biquinho fofo... daqueles que as pessoas costumam usar para fazer manha. Isso funciona tão perfeitamente comigo. Entro no carro sem ao menos esperar por outro pedido.

O caminho até minha casa é feito em silêncio. Os dedos de Quinn batem sem ritmo contra o volante, entregando o total estado de impaciência e nervosismo em que ela se encontra. Apesar disso, não me preocupo em tentar deixa-la mais confortável. Sei bem o quanto assuntos relacionados a mim e Finn a deixam transtornada, mas, a confiança dela em mim, deveria vim em primeiro lugar.

– Eu estava louca de ciúmes. – Quinn interrompe o silêncio formado. Estamos parando em frente a minha casa. — Desculpe-me por ter tratado você daquele jeito. Eu me lembrei das Nacionais e uma avalanche de insegurança me dominou. Perdoe-me por isso. Eu... eu não gosto de brigar com você. – Ela abaixa a cabeça contra o volante.

– Você deveria apenas conversar comigo. – Encaro o carro de meu pai parado a nossa frente, mas sem realmente me importar com ele ou qualquer coisa que não seja essa conversa.

– Eu sei... – Ela levanta a cabeça para me olhar. — Mas meu coração estava magoado. – Ela me olha de lado, ainda cabisbaixa. Automaticamente um sorriso surge em meus lábios.

– Seu coração estava magoado? – De onde ela tirou isso de coração magoado? Hilário! Como pode haver tanta ternura em uma só pessoa? Isso me desarma completamente. — Sério Quinn? – Sorrio sonoramente. Por esse e vários outros motivos que sou perdidamente apaixonada por ela.

– Não ria. É verdade! – Ela fala um tanto desconsertada.

– Eu tenho vontade de ignorar você como você fez comigo mais cedo. – Tiro o cinto de segurança e me aproximo dela. — Mas, a vontade de te encher de beijos é superior a isso tudo. – O único que vejo antes de fechar meus olhos é Quinn com a boca levemente aberta, talvez surpresa pelo o que havia escutado.

Eu a beijo com paixão. Todos os desentendimentos que tivemos pela manhã dão lugar a um clima de total entrega através desses beijos perfeitos que temos. Não demora para que nossas línguas iniciem um jogo ritmado para o lado lascivo. É como se o beijo pudesse dizer o quanto nos pertencemos ou que pessoas más intencionadas, como Finn, perdem total valor diante do amor crescente que vem consumindo cada parte de nossa essência.

– Eu prometo tentar não fazer mais o que fiz hoje.- Ela fala quando separamos nossos lábios. Sinto seu hálito quente contra meu rosto. Encosto minha cabeça em seu pescoço me deixando entorpecer pela sensação maravilhosa de tê-la tão perto.

– É melhor que não faça mesmo. – Sussurro antes de voltar a atacar cada um dos lábios vermelhos e gostosos que ela tem. – Já não sei ficar sem seus beijos. Sua boca é tão gostosa! – Puxo o lábio inferior entre meus dentes.

– Hummm. – Ela geme contra meus lábios. – Obrigada? – Não respondo verbalmente, mas, a puxo para um abraço apertado enquanto ainda tenho sua língua e lábios em minha boca. Beijamo-nos em um ritmo mais suave, agora apenas sentindo cada sensação que podemos ter através desse momento .

– Porque você faltou a aula? – Quinn se separa de mim.

– Eu estive conversando com Kurt e perdemos a hora. – Explico não demonstrando a real importância da conversa.

– Ele já sabe sobre nós? – Quinn é esperta suficiente para entender que apenas assuntos importantes seriam capazes de nos fazer perder a hora.

– Sim. E devo dizer, ele ama a ideia de nós duas juntas. – Dou um selinho estalado em seus lábios, enquanto a puxo pela nuca.

– Isso é bom, não é? – Quinn me aperta pela cintura, fazendo-me acabar com a distância entre nós duas quando sento em seu colo.

– Não sei, é? – Questiono sem realmente me importar com a resposta. Prefiro me dedicar aos contatos de nossos corpos dentro desse carro.

– É bom. Ele é seu amigo. Mas, e você? Ama a ideia de nós duas juntas? – Ela me encara esperando pela resposta. Levo minhas mãos a seus cabelos, puxando-os levemente para trás. Quinn inclina o pescoço deixando a pele branca à amostra. Eu a beijo com ardência ali. Alternando entre roces de lábios e algumas lambidas.

Em um mínimo instante nossos corpos reagem, enviando ondas de excitação a nossos centros. Volto a deixar beijos ardentes em sua boca. Quinn me envolve pela cintura de forma possessiva. Gosto disso!

– Isso responde a sua pergunta? – Murmuro contra seu ouvido, aproveitando para passear com minha língua pelo local. Abro os olhos e vejo os pelos de seu braço levemente eriçados. Quinn está excitada.

– Não, ainda não. Preciso de mais alguns para poder ter certeza. – Ela se inclina sobre mim, arrancando um gemido abafado. Fricciono meu centro contra o dela quando ela leva as mãos a minha bunda. Nossas bocas não se separam, assim como nossas línguas não cansam do passeio eterno que trata de desvendar os pontos que mais nos dão prazer.

Levo um de minhas mãos ao sei de Quinn, apertando levemente o mamilo rígido. Quinn geme, ainda em minha boca. Isso está quente. Ela leva a mão por baixo de minha saia. Alcançando minha calcinha, sinto seus dedos passearem pelo elástico, como se brincassem de ir a diante ou não. Isso me faz querer cada vez mais que ela entre em mim. Estou tão molhada!

– Acho que deveríamos parar... – Fala contra meu pescoço. — Estamos na rua. Alguém pode nos ver. – Me balanço mais contra ela, diminuindo o ritmo aos poucos, com a ajuda da pobre sanidade que me resta.

– Acho que você poderia entrar em casa... um pouco. – Sugiro enquanto encostamos nossas testas. Quinn beija em meu nariz de forma carinhosa. Eu me prendo mais ainda contra ela, sentindo o delicioso cheiro que vem de seus cabelos loiros e sedosos.

– Não me fale algo assim. – Pede em meio a um sussurro, beijando variadas vezes por todo meu rosto. — Você sabe o quanto eu gostaria de poder ficar, mas...

– Você tem o treino super secreto da Cheerios e blá blá blá. – Me separo fazendo careta para ela. Maldita Sue!

– Não fale assim. – Ela me puxa novamente para um beijo. – Você sabe, que a competição é na próxima semana.

– Tudo bem, pode ir. – Seguro em suas mãos, beijando cada uma delas de forma carinhosa. — Eu entendo... de verdade! Mas, você vem a noite, certo? – Quinn me tem abraçada enquanto eu permaneço de olhos fechados apenas sentindo o carinho que ela me faz.

– Hummmm... não sei. – Beija em minha têmpora. — Fiquei de ir a casa de Puck para pensarmos no dueto que faremos. – Não penso duas vezes antes de bater fortemente minha mão contra seu braço. — Uou... Isso doeu! Não seja louca!

– Nunca faça esse tipo de brincadeiras, Fabray! – Aponto o dedo para seu rosto, em um tom de ameaça. Quinn rir, mas, logo me beija novamente.

– Não farei mesmo. Quero entrar no universidade ainda, mas, com tapas como esse... duvido que eu ao menos termine a escola. – Ela ri sonoramente. Eu a acompanho, deixando mais um tapa em seu outro braço.

– Não seja idiota! – Olho o lábio avermelhado e o beijo. Deixando-o inchado e em um tom de vermelho mais escuro. — Te quero, você sabe, não sabe?

– Eu sei, Rach... eu sei.

Notas finais
Então, quero pedir desculpas pela demora. Acontece que minha internet resolveu brincar com minha de esconde-esconde e fiquei sem poder postar por isso. Mas, aqui está o capítulo que deveria ter sido postado desde sábado. O próximo já está no ponto para revisão, então, acredito que demorarei a postar. Enfim, esse capítulo é mais suave, espero que gostem. Não esqueçam de comentar. Beijos! Ps.: Preciso dizer que fiquei super emocionada com a primeira recomendação da Fic? AcheleFaberry, muito obrigada por isso! Você me deixou super feliz!