Morada

22 Cheerios


Notas iniciais
Olá! Quanto tempo, não é mesmo? Mais uma capítulo para vocês... aproveitem!

– Eu ouvi dizer que esse ano Santana irá se candidatar a Rei e Brittany a Rainha do baile. – Que comentário ridiculamente preconceituoso.

– Você é ridículo! – Rosno para Puck.

– Qual é? Ridículo é o que Quinn vai fazer para ganhar como rainha do baile... vai voltar a namorar Finn. – Noah Puckman consegue se superar nas besteiras que fala.

– Ela não vai. – Afirmo dando de ombros. Não que eu deva satisfação a ele ou a qualquer um, mas, é preciso deixar claro que Quinn não irá reatar qualquer namoro apenas por esse concurso idiota.

– Como você tem tanta certeza disso? Sabemos que Quinn faria qualquer coisa por esse título. – Mercedes e sua boca descontrolada. Estou cansada disso.

– Quinn mudou, todos vocês sabem. – Encaro-a demonstrando o quão certa estou sobre isso.

– Mas não sabemos até onde essa mudança vai. – Ela rebate.

– Pensando bem, acho que ela é bem capaz de manipular Finn para eles voltarem mesmo. – Artie desiste do silêncio apenas para me irritar ainda mais.

– Ela não vai fazer isso. – Kurt a defende, para minha surpresa.

– Como vocês tem tanta certeza disso? – Mercedes retruca enquanto eu continuo a olhar com orgulho para o meu amigo que acabou de defender Quinn.

– Apenas sabemos. Não é, Rachel? – Ele pisca divertido para mim. Retribuo o sorriso.

– É, ela não vai. – Sorrio mais abertamente ainda quando o rosto de Quinn se forma em minha memória. Acho que isso que estamos vivendo está beirando aquilo que chamamos de amor. Amor do verdadeiro. Amor daqueles que te marcam para a vida toda e que você não consegue imaginar seguir adiante sem que a pessoa que você ama esteja ao seu lado.

– Falando nela... Quinn sumiu. – Puck olha desconfiado para mim. – Onde ela está?

– Ligue para ela, se ela quiser que você saiba, ela te falará. – Certo... isso pode ter sido um pouco rude.

– Uou! Que eu fiz dessa vez para você me atacar assim? – Ele faz a melhor cara de pobre coitado. Mas, isso não me convence em nada.

– Ela, Santana e Brittany estão desaparecidas. Justo quando tem competição Nacional da Cheerios. Estranho não é? – Artie sabe perfeitamente fazer insinuações tão descaradas que até mesmo Finn entenderia facilmente.

– Devem estar tramando algo para sabotar a competição então. – Mercedes venenosa.

– Cansei! – Levanto as mãos em rendição. – Vocês simplesmente não conseguem pensar que as pessoas podem ser boas?

– Abaixa esse som horrível de sua voz, querida. Não quero escutar seus gritos nervosinhos só porque acha que agora elas são suas amigas. – Mercedes aponta o dedo em minha direção e eu crio uma vontade enorme de chutar aquele traseiro grande.

– Eu falo como eu quiser porque talvez assim você me escute. – Aponto o dedo várias vezes na direção de seu rosto. – Quinn, Santana e Brit são sim minhas amigas agora, ao contrario de você que vive alfinetando a todos, inclusive a mim. E se vocês querem saber de uma coisa... – Me viro para todos eles dando o melhor de mim nessa pequena demonstração de minha irá. — Elas não estão sabotando nenhuma competição. Na verdade, estou aqui contando os segundo para elas entrarem por aquele corredor fazendo vocês calarem essas malditas bocas e se sentirem orgulhosos por elas. — Saio da sala indo em direção ao estacionamento, esperar por meu pai que virá me buscar, já que Quinn está fora da cidade.

Quinn e as outras viajaram junto as Cheerios para a competição nacional que acontece nessa tarde. Ninguém da escola sabe sobre isso, daí o porquê de tantas teorias maldosas. É incrível a maneira como um passado cheio de escolhas erradas ficam gravados em você por tempo indeterminado. Tem sido assim com Quinn. Ainda que ela tenha mudado e demonstrado isso a todos, é difícil que vejam as coisas boas que há nela. É como se a qualquer momento a Quinn manipuladora e impiedosa fosse dá as caras novamente pelos corredores da escola.

– Estou incrivelmente estressada e você não está aqui para me acalmar. – R.

Não que ela vá responder de imediato a mensagem, mas, o fato dela saber que não tê-la por perto pode me desestabilizar já é algo revigorante. É assim que pessoas apaixonadas se sentem, não é? Falo da necessidade absurda de ter o outro sempre por perto ou mesmo de querer compartilhar qualquer acontecimento do dia, ainda que seja algo irrelevante. Tem sido assim com Quinn. Se já não nos desgrudávamos antes de assumirmos como verdadeiro o amor que nos acompanha, que dirá agora que tudo tem estado mais intenso que de costume.

Sinto saudade. Dois dias sem poder ver aqueles lindos olhos em tons esverdeados ou o rosto corado por alguma brincadeira que a deixa constrangida, me fazem perder qualquer noção do que quer que seja o tal de bom humor.

– Quem lhe estressou? Diga quem foi, pois quando eu voltar irei resolver isso de uma maneira nada gentil com a pessoa que fez isso. – Q

– Não seja boba. Apenas volte porque sinto sua falta. E isso de uma maneira nada sutil. – R.

– Como seria isso? – Q.

– Seria sobre sentir falta do seu carinho, dos seus beijos, do seu cheiro, do seu rosto perfeitamente lindo... continuo? – R.

– Continue. – Q.

– Falta dos seus toques, falta de suas mãos por meu corpo, de sua língua vagando por cada parte de mim. E digo que é de uma maneira nada sutil porque só de falar isso para você, por mensagem, já sinto vontade de fazer coisas... continuo?- R.

– Não, por favor, não continue. – Q.

– Por quê? – R.

– Porque estou presa num quarto tentando manter a concentração para a competição e tudo o que não preciso é imaginar você fazendo certas coisas aí (sozinha), pois, isso definitivamente me tiraria o juízo. – Q.

– Tudo bem, amor. Mas faça valer a pena todos esses dias que estamos longe e traga esse troféu reluzente para cá. – R.

– Eu farei isso, prometo. Nos falamos depois, certo? – Q.

– Certo. Sei que você é a melhor, mas, ainda assim, boa sorte. Volte logo para mim. – R.

– Obrigada, e não vejo a hora de poder estar com você. Q.

O caminho para casa não tem o mesmo sabor de quando estou na companhia de Quinn. É surpreendente como uma pessoa tem o poder de entrar na sua vida e revirar tudo. Quando digo “tudo”, me refiro a sentimentos, a costumes, a gostos. Tudo ganha um novo sabor, um novo sentido. Não digo isso como algo negativo, ao contrario, é algo realmente bom. Mas, o lugar que Quinn tem ocupado em minha vida, me fez ver que há coisas bem maiores e intensas podem acontecer e me deixar tão dependente dela quanto sou dos meus sonhos, como por exemplo, o de estar na Broadway.

– Bom dia, Barbra! – Kurt me abraça apertadamente. – Ansiosa por alguma coisa? – Ele pergunta irônico, já que sabe que hoje Quinn retorna a escola.

– Claro que sim. Está evidente? – Pergunto sem tirar os olhos dos carros estacionados. Quinn ainda não está na escola, mas, o ônibus de Sue sim, então ela já está de volta.

– Imagina...! – Ele segura em meu queixo para que eu olhe para ele. – Concentre o olhar em mim ao menos. – Ele ri sonoramente quando me desvencilho de seus mãos para olhar pelos corredores. É... ela realmente ainda não está por aqui.

Mando algumas mensagens, mas, não há retorno. É bem provável que ela esteja dormindo ainda. Quinn deve estar fisicamente esgotada. As primeiras aulas passam mais lentamente que de costume. Ao contrario de minha ansiedade que aumenta cada vez mais.

– Bom dia, alunos, professores e todo o resto! – Diretor Figgins sendo ele mesmo... nada normal. – Esse anúncio é para alertá-los que a reunião de todos os clubes estão canceladas por hoje, inclusive a do insistente Professor Shue. Mas, precisamos que todos se direcionem a quadra coberta da escola assim que as aulas se encerrarem. Sem mais, Diretor Figgins. – Como se não soubéssemos que a voz que sai dos alto-falantes é dele... que bobo!

Assim que acaba a aula, encontro Kurt e caminhos em direção à quadra. Não sem antes levarmos alguns escorões ou xingamentos. Nada mal comparado às raspadinhas de antes. A quadra já está lotada, nos sentamos nos bancos mais próximos ao campo. Kurt está ao meu lado, logo o restante do Glee se junta a nós. Se minha intuição está certa, Sue está parada ali na frente para destruir alguma coisa, só não imagino o que possa ser. Que não seja a minha paciência!

– Bom dia, animais! Quer dizer, adoráveis alunos! – Claro que ninguém responde. Para quê educação para lidar com Sue? – Serei breve. Estou aqui, mais uma vez, para esfregar na cara de idiotas, como o Whilliam Shue e todos que se incomodam com minha linda presença, como se faz uma competição de verdade. Por isso, apreciem meu mais novo troféu de Campeã Nacional das Lideres de Torcida!

Assim que ela termina de falar, alguns confetes brilhantes caem do teto para deixar mais emocionante o show que ela pretende fazer. Buzinas são entoadas enquanto os uniformes vermelhos das Cheerios começam a surgir pela lateral da quadra. Meu coração acelera instantaneamente, claro que Quinn estará ali.

Dito e certo. Não demora para que eu a veja. Quinn caminha com toda sua elegância, numa pose aristocrática, guiando as outras Cheerios. Ou seja, a capitã está oficialmente e publicamente de volta! A cabeça erguida, o rabo de cavalo perfeitamente bem feito e o uniforme milimetricamente ajustado ao corpo completam o ar de puro poder que exala a cada passo que ela dá. E... porra! Isso é terrivelmente sexy!

Assobios e a mão de Kurt me sacudindo pelos ombros me tiram do transe. Ao lado de Quinn estão Santana e Brittany... Trindade Profana unida novamente. Por trás delas, o troféu gigante e ostentoso é carregado pelas outras Cheerios. Eles caminham até o centro da quadra, enquanto Sue se apoia no troféu exibindo um sorriso soberbo. Quinn caminha para próximo da arquibancada, com ar que beira a arrogância, mas, que para mim, não deixa de ser encantadoramente sexy. Ela para em minha frente, mas, ainda distante. Vejo-a levantar um dos braços como quem pede atenção. Todos se calam expectantes pelo show que seguirá. Santana e Brittany se aproximam dela, como se cochichassem algo em seu ouvido. Quinn arqueia uma sobrancelha e percorre com o olhar a arquibancada. Ela vira de costas e as duas que estão ao seu lado continuam a olhar pela arquibancada, como se procurassem por algo. Quinn se vira e pisca divertida em minha direção. Oook... espero que isso faça parte do número, mas, ainda assim me causou arrepios nos lugares mais diversos de meu corpo.

Antes que eu pudesse ao menos ventilar-me para retirar o calor que consome lentamente cada parte de mim. Uma sirene dá inicio a uma música com batidas fortes e envolventes enquanto dois rapazes se aproximam, puxando Quinn pelas mãos e a jogando para o alto, logo em seguida. Isso era para ser divertido, mas, ver Quinn sendo arremessada de um lado a outro me causa medo.

Eu sei o quanto ela é boa no que faz, mas, ainda assim eu não consigo deixar de temer por sua integridade física. A apresentação é realmente boa, dá para entender plenamente o porquê de Sue ter tido tantas vitórias por anos consecutivos. E vendo a desenvoltura de Quinn, entendo perfeitamente o porquê de Sue exigir tê-la novamente nas Cherrios. Ela é a melhor ali. Preciso dizer que também é a mais linda? Óbvio que não.

A apresentação segue ao mesmo tempo em que um vídeo da apresentação original é exibido no telão pode trás das Cheerio saltitantes. No vídeo, vez ou outra, mostram a plateia que as assistia. Nota-se alguns de boca aberta, com expressões de puro encanto. Há de se considerar que apesar de toda a perversidade, Sue é realmente boa no que faz.

Quando a apresentação termina, uma Quinn ofegante está parada bem ao centro da quadra, exibindo um sorriso orgulhoso. Ela conseguiu ganhar todas as competições disputadas pelas Cheerios desde que ela entrou para isso. E poder ter retornado a essas atividades, agora em seu ultimo ano de escola, deve ter um peso ainda mais saboroso. Estou tão feliz por ela!

– Você conseguiu, Quinn! – Falo enquanto me aproximo dela, abrindo os braços para poder abraça-la.

– Consegui! – Ela corresponde o abraço, me apertando com força e de forma demorada. – Estou suada.

– Não me importo, você sabe. – Sussurro próximo de seu ouvido. – Parabéns, amor!

– Obrigada! De verdade, obrigada!

– É... com licença. Deixe um pouco da Q para o resto, Rach. – Kurt nos prende formando um abraço triplo. – Parabéns, Quinn! Eu sabia que com você lá, conseguiríamos esse troféu novamente.

Quinn é parada por algumas pessoas da escola. Assim como o restante da equipe também. Mas, não há como negar que a atenção maior é para a capitã que está de volta. O que significa voltar a vê-la cotidianamente com esse uniforme absurdamente enlouquecedor.

– Festa de comemoração na minha casa a noite? – Santana mais afirma que questiona enquanto caminhamos para fora da escola.

– É... não sei. – Quinn passa a mão pela cabeça, como se estivesse desconfortável com algo. – Estou cansada.

– Você é a capitã. Você não pode faltar. – Eu havia esquecido como Santana consegue ser intimidadora. – Apareça também, Rachel.

– Vou pensar sobre isso, Santana. – Respondo educadamente. Não que eu não esteja com vontade de ir a uma festa dela, mas, prefiro matar a saudade que sinto de Quinn.

– Você já tem que ir para casa? – Quinn me pergunta assim que entramos no carro.

– Não necessariamente. Tenho apenas uns vídeos para analisar de alguns dos meus concorrentes de NYADA, mas, nada que seja urgente. – Coloco o sinto de segurança ao redor de mim, enquanto Quinn dá partida no carro. Ouço-a sorrir. – O que foi?

– Eu estava com saudade de te ouvir. – Sorrio timidamente. – Então... você pode ir comigo para casa? – Ela pergunta sem me olhar diretamente. – E se você quiser podemos ir juntas a festa de Santana.

– Claro que posso, Q. – Levo minha mão até seu rosto, acariciando-o.

O caminho para casa de Quinn é feito em menos tempo que o normal, ela acelera o carro de uma forma mais rápida que o comum, mas, nada que venha pôr em risco nossas vidas. Judy não está em casa. Subimos até o quarto dela, onde me instalo confortavelmente em sua cama.

– É... eu vou... – Ela aponta para o banheiro.

– Banho? – Questiono sem entender de onde vem essa insegurança que ela está demonstrando.

– É... isso. Banho. – Levanto-me da cama rapidamente. Puxando por seu pulso. Coloco-me nas pontas dos pés para beijá-la com urgência.

Nossos corpos rapidamente se acomodam no encaixe perfeitamente nosso. Assim como não demora para que nossas línguas dancem em busca de saciar toda a saudade que nos consome pelos dias em que não nos encontramos. Agora, enquanto tenho seus lábios percorrendo os meus, compreendo o quanto eu sou dependente de qualquer afeto que venha dela.

– Senti falta disso. – Sussurro contra seus lábios. Prendendo sua língua entre meus dentes.

– Eu também, Rach. – Sua mão direita que me prende pela cintura, desce até minha bunda. Quinn a aperta suavemente, mas, o necessário para intensificar não somente o beijo, mas, também o roce de nossos corpos.

– Acho que alguém esqueceu que ia tomar banho – Me separo lentamente dela. Tentando cortar aquele clima totalmente sexual.

– Culpa sua. – Ela fala enquanto distribui beijos por meu pescoço. Afasto-me dela novamente. – Volte aqui. – Ela me prende de forma predadora pela cintura.

– Não. Vá tomar banho, Fabray. – Viro de costas para ela, me jogando logo em seguida sobre a cama. Quinn fica com uma adorável cara emburrada me olhando, caminhando logo em seguida para o banheiro.

Ouço a porta ser encostada, mas, não trancada. Olho para o seu agasalho da Cheerios jogado despachadamente sobre uma cadeira. Isso me faz lembrar do uniforme que ela usava até minutos atrás. Provavelmente, o mesmo uniforme que me tirou grandes suspiros e arrepios deve estar exposto em algum ponto do banheiro, enquanto Quinn está sob o chuveiro, completamente nua. Que mal teria se eu resolvesse tomar um banho também?

Tranco a porta do quarto ligeiramente. Antes de entrar no banheiro já consigo ouvir as gotas de água batendo contra o piso. Sem grandes barulhos, entro no local. Quinn está de costas para mim.

– Com licença. – Chamo sua atenção. – Também preciso de um banho, mas não encontrei o banheiro para visitas. – Falo brincando, enquanto tiro lentamente o vestido que uso, deixando exposto as minhas peças íntimas. Vejo os olhos de Quinn se alargarem, ainda que minimamente. Fico completamente nua. O único que me separa de Quinn é o vidro transparente. Sua nudez está tão exposta quando a minha. Isso é excitante!

Sem delongas, entro no box do banheiro, sendo tomada instantaneamente por seus braços ágeis e firmes. Quinn me arranca um beijo profundo e lascivo. Deixando claro que ela se sente tão excitada quanto eu. Sou prensada contra a parede. Se de um lado o azulejo é frio e escorregadio, do outro, tenho o corpo quente e seguro de Quinn não me deixando escapar um milímetro sequer para longe dela. Apesar de que não é como se eu optasse por qualquer outro lugar que esse onde estou.

Beijamo-nos apressadamente, externando de toda a saudade que ainda nos consome. Não demora para que eu sinta sua coxa pressionando meu centro já molhado. Quinn leva seus lábios a meu pescoço, indo em seguida para meus seios. Ela os abocanha sem pestanejar, alternando entre lambidas e chupadas em meus mamilos. Há um ritmo até então desconhecido por nós duas... algo meio animalesco, porém, assustadoramente gostoso.

– Eu quero você dentro de mim, Q. – Falo em meio a gemidos nada baixos. Quinn não responde verbalmente. Ela apenas volta a beijar minha boca, enquanto sua mão percorre meu centro molhado e pulsante.

Sinto seus dedos pressionarem meu clitóris, há força, mas, não é algo dolorido. Quinn sempre soube exatamente o que fazer desde a nossa primeira vez. Sua mão me prende mais contra ela quando ela encaminha seu dedo a minha entrada, me invadindo de uma só vez.

– Você é quente. – Ela rosna contra meu maxilar. Levo minhas mãos a seus cabelos, puxando-os para trás enquanto ela continua a me penetrar aumentando gradativamente o ritmo. – E eu vou fazer você gozar.

– Faça isso, Quinn. – Consigo articular essa mínima frase, quase implorando, enquanto seus dedos entram e saem apressadamente de meu sexo latejante. Sinto-a entrar em mim com mais um dedo, o que acaba aumentando os sons de meus gemidos. Quinn me penetra de forma intensa, tocando os pontos exatos que me tiram as melhores sensações, como se soubesse exatamente onde tocar e como fazer para me levar direto ao abismo. – Mais rápido, amor. – Ela atende meu pedido. Deixando a penetração intensa e certeira, sinto um ar gélido me invadir, arrancando gemidos incoerentes e tornando minha respiração mais dificultosa. Os poros de minha pele ficam eriçados quando uma certa eletricidade me percorre desde os pés a minha nuca.

– Você está gozando. – Quinn mantém o ritmo quando meu corpo começa a se tencionar e meu centro prender seus dedos contra minhas paredes inchadas e pulsantes. Prendo-me a Quinn na tentativa de me manter em pé, já que minhas pernas parecem não conseguir fazer isso sozinhas.

Cravo minhas unhas curtas em seu pescoço quando me sinto a um segundo do ápice sexual. Beijo-a com paixão enquanto me derramo em sua mão. O liquido de meu gozo se confunde a água que cobre nossos corpos, enquanto meus gemidos roucos se tornam menos sonoros. Fazer sexo com Quinn tem sido sempre uma experiência absurdamente incrível.

Um estado de relaxamento me invade instantaneamente. Assim como meu corpo amolece mais ainda, sendo necessário que ela me segure com mais força. Beijo sua boca inchada e vermelha. O beijo é ainda mais saboroso agora. Quinn se separa, beijando minha testa de forma carinhosa.

– Foi bom para você? – Ela arqueia uma sobrancelha de forma divertida, imitando a frase clichê de filmes onde o casal acaba de ter sexo e o rapaz normalmente busca uma resposta que satisfaça seu ego dominador.

– Você ainda tem dúvidas? – Ela ri contra meu pescoço, eu a acompanho. Mantemos esse momento carinhoso por um tempo, ainda em baixo do chuveiro. É interessante como Quinn consegue sair de um momento tão carnal para um de extremo afeto e ternura como o de agora.

– Você está com fome? – Quinn fala preguiçosamente contra meu peito. Estamos deitadas em sua cama, nossa nudez escondida sob o cobertor, quando ela se aninha cada vez mais contra mim como se meu corpo fosse maior que o dela.

– Sim, mas, não com fome de alimentos. – Falo enquanto minha mão percorre sua coluna até apertar levemente sua bunda deliciosamente macia.

– Para! Não seja uma tarada, Rach. – Ela fala em meio a risos dando uma tapa leve em minha outra mão.

– Não é sobre ser tarada, Quinn. – Beijo em sua cabeça. Em seguida, Viro-me para ficar sobre ela. – É sobre ainda estar com saudade de você. Não me culpe por isso. – Puxo com os dentes seu lábio inferior. Hummmm. É o que ouço como resposta de sua apetitosa boca. – Lembra o que falei sobre sentir falta de você de uma forma nada sútil? – Ela concorda apenas balançando levemente a cabeça. – Pois é... fazer amor com você uma segunda vez é uma dessas formas nadas sutis. – Falo enquanto me sento sobre seu quadril, olhando-a fixamente nos olhos. Me balanço devagar contra ela. Quinn leva as mãos a meus seios.

– Porra! – Vejo seus olhos percorrem meu corpo enquanto continuo a me mover. – Você é gostosa demais, Rach.

Movo uma de minhas pernas para encaixar nossos centros de forma perfeitamente articulada. O atrito inicial desse toque nos arranca gostosos e roucos suspiros. Movimento-me contra ela de forma lenta, já sentindo a umidade nos invadir novamente. Sinto suas mãos me prenderem firmemente pelas ancas, como se com isso buscassem a perfeição de nossos movimentos.

Beijos lascivos são deixados por meu pescoço e boca, assim como, nossas mãos percorrem eroticamente cada centímetro de nossos corpos. Logo nossos sexos se esfregam freneticamente, deixando nossas respirações mais dificultosas e o prazer mais intenso. Dessa vez não há penetração, assim como não demora para que juntas alcancemos o orgasmo. Pela segunda vez no dia, meu corpo vai desfalecendo prazerosamente sobre o dela.

Quinn é a primeira a ceder ao cansado. Rapidamente ela pega no sono. O silencio do quarto me permite ouvir cada detalhe de sua respiração compassada de sono profundo. Em contraste a isso, dentro de mim há sons ensurdecedores. Mas, não dos que tiram o sossego. Ao contrario disso. São os sons de todos os sentimentos que querem transbordar de mim. É como se o estado material que chamamos de corpo, não conseguisse abrigar todas as sensações maravilhosas e sentimentos benignos que há em mim. E o detalhe principal? Tudo isso causado unicamente por ela.

Tem sido assim desde o primeiro momento em que me dei conta da maneira como Quinn está em minha vida. É como se tudo agora fizesse sentido. É como se ao mesmo tempo em que eu me encontro perdida em todas essas experiências encantadoras que ela me proporciona, eu também esteja salva.

Descrever com total precisão o estado de espírito em que me encontro em um momento como o de agora, onde tenho numa visão absurdamente fascinante dela entregue a mim, é inútil, já que nem com as mais variadas palavras eu conseguiria descrever tal situação. E para que me preocupar com algo assim? É bem melhor permitir me guiar pelos instintos que teimam em dizer: Esse é o único lugar onde devo estar e onde quero estar, caminhando para aquilo que costumeiramente chamamos de “para sempre”.

Notas finais
Então, quero primeiramente pedir desculpas pela demora que estou tendo para postar os capítulos. Acontece que ando com o problema de grande parte dos autores... falta de inspiração. Me perdoem por isso, mas, não é algo que posso controlar. Outra situação, não sei o que tem acontecido com os leitores que sempre vinham deixar seus comentários na fic... eles simplesmente tem sumido. Preciso dizer que isso me deixa triste? = Enfim, espero que tenham gostado do capítulo. Até mais!