Morada

9 Jogo da garrafa - Parte 1


Notas iniciais
Olá, migos e migas! Esse capítulo foi dividido para que não ficasse muito grande. Agora sim posso dizer que não estamos tão longe de ter o momento mais esperado da fanfic, o beijo Faberry. Divirtam-se!

Eu estava com Finn na sala do coral. Havia acabado de mostrar para ele a música que eu compus para a lição da semana no Glee. Como eu não conheço muito sobre várias coisas, eu resolvi compor sobre aquilo que eu mais conheço: As tiaras! Sim, tiaras. São objetos valorosos, pois elas têm o poder de deixar o seu cabelo lindo, pelo ao menos é o que eu acho. Enfim, compus a música, fiz os arranjos e com a ajuda do pianista, Brad, apresentei-a a Finn. Antes que ao menos eu tentasse concluir a canção, ele me interrompeu, dizendo coisas sobre a música não ter emoção e que por isso não agradaria a quem ouvisse. Eu concordei com ele, afinal, quem gostaria de ouvir uma canção que fale sobre tiaras de cabelo?

– Finn, como vou compor uma canção como as grandes estrelas? Elas viviam. – Falo ao mesmo tempo em que uma aflição começa a me atingir. Que artista eu seria no futuro se eu não soubesse nada sobre as coisas normais da vida? Como, por exemplo, pegar um porre. Não que eu esteja admitindo como certo o ato de beber até perder a consciência por conta do uso abusivo de substâncias alcoólicas, longe disso.

– Rachel, eu sinceramente acredito que para ser artista como eles, talvez você deva... viver um pouco. – Finn falou como se isso fosse a coisa mais obvia a se dizer. O que acabei concordando, afinal, se você nunca viveu determinada coisa, como você pode falar sobre ela com propriedade? Tudo bem que a gente pode conhecer muito sobre varias coisas através da leitura, mas para o artista, às vezes, a leitura não basta. Para expressar nossas emoções, através de nossas artes, é preciso ter domínio sobre aquilo que se deseja transmitir as pessoas que contemplam a arte.

– Você tem toda razão. – Sento-me sobre um banco que estava próximo ao piano e encaro minhas mãos. — Estamos em plena Semana da Conscientização do Álcool na escola, onde cantaremos músicas que falam sobre os perigos do consumo de bebidas alcoólicas e eu nunca tomei nada. Como vou conseguir ser a melhor na apresentação se eu nem ao menos sei do que se trata esse tal perigo sobre beber? – Olho para Finn e ele está com aquela cara de quem está meio perdido. — Só sei por conta das noticias que saem nos jornais e internet. E veja só, escrevi algo sobre tiaras, o que mesmo tiaras têm a ver com o perigo de consumir álcool? – Passo a mão sobre meus olhos. Eu estou realmente frustrada.

– Espere, Rachel. Você está falando sério? – Eu balanço a cabeça de modo a confirmar que estou falando muito sério. Ele me olha com o jeito de quem está totalmente surpreso por saber que eu nunca havia encostado em uma gota de álcool. – Por isso que nunca passei do amasso. – Ele diz isso em um tom baixo e então percebo que isso foi dito como um pensamento externado através da fala, mas de forma inconsciente. Olho para ele de forma séria. Estou realmente ofendida com o fato de que Finn pensar que se eu estivesse bebido alguma cerveja, vodka, ou seja lá o que for, eu teria ido adiante com ele na ideia de perder a virgindade. Levanto da cadeira de forma apressada, mas resolvo discutir sobre esse assunto com Finn apenas em outra hora. Agora tenho assuntos mais importantes para resolver. – Aonde você vai?

– Procurar o Puckerman. – Anuncio enquanto ando em direção à saída da sala do coral. – Minha jornada em busca de novas experiências que me façam sentir viva começa no sábado a noite, na minha casa.

Logo em seguida procuro por Puck e falo com ele sobre a possibilidade dele me ajudar a fazer uma festa em minha casa. Claro que Noah jamais negaria estar dentro dos embalos de uma festa regada à diversão e muito álcool. Pensando bem, espero que seja apenas bebidas alcoólicas, pois, agora que lembrei de quando ele colocou alguma substância ilícita nos bolinhos que estávamos vendendo para pagar o ônibus que levaria Artie para competir nas Seccionais. É verdade que sem aquele “tempero” extra que ele colocou nos bolinhos não teríamos vendido nem um terço dos doces, mas foi estranho ver vários alunos meio que viciados nos nossos bolinhos. Ainda bem que ninguém desconfiou, pois, do contrario, acho que essa seria a primeira prisão de Noah.

Foi legal saber que todos do Glee estariam na minha festa, pelo ao menos eles haviam confirmado presença, inclusive, Blaine, namorado de Kurt, disse que estaria lá. Santana, apesar de nunca falar comigo coisas que não sejam insultos, também disse que iria. Eu realmente acredito que a minha festa vai bombar.

– Rachel, eu não acho que dar uma festa seja o melhor caminho para você sentir a emoção que você diz estar precisando para poder compor. – Estamos na minha casa, quando Quinn fala sobre a festa. Desde que ela descobriu sobre isso, ela vem tentando mostrar vários caminhos para desistir disso, inclusive, já falou sobre meus pais ficarem tristes se descobrissem que dei uma festa enquanto eles estarão ausentes. Claro que depois de pensar sobre isso, resolvi falar com eles sobre a festa e, para minha surpresa e desespero de Quinn, eles aceitaram, com a condição que nada fosse quebrado, ninguém fizesse sexo ou usasse drogas, além de uma série de outras coisas que não vem ao caso agora.

– Quinn, eu já falei que essa festa vai acontecer. Ao invés de ficar aí falando coisas que poderiam dar errado na festa, acho que você deveria vim deitar aqui do meu lado e apertar o play de uma vez por todas. – Estávamos tentando assistir a um filme antes de Quinn começar a falar sobre esse assunto da festa.

– Ok, Berry, como você quiser. – Ela fala de forma contrariada. Mas ainda assim caminha de joelhos sobre a cama até se encostar sobre a cabeceira. – Mas, saiba que eu acho totalmente desnecessário você fazer uma festa.

– Você já deixou isso muito claro. Na verdade, é a única coisa que você sabe falar desde que descobriu sobre a festa. – Falo enquanto puxo o braço dela para que fique ao redor de meus ombros.

– Desculpe se estou sendo chata com isso. Mas, é que acredito que você não tem esse perfil de garotas festeiras. – Ela olha para a televisão, mas é como se não estivesse prestando atenção em nada que passa pela tela.

– Ai Quinn, você é tão boba. – Beijo rapidamente o rosto dela. Ela olha para mim. – Não é como se eu fosse viver dando festas agora. Isso é somente para eu me inspirar para as lições da semana do álcool. Você sabe muito bem o quanto sou exigente comigo mesma.

– Eu sei, Rach, eu sei. – Ela me aperta contra o corpo dela para ficarmos mais... Confortáveis? Eu realmente acredito que essa discussão acabou de se encerrar.

Assistir filmes ou qualquer programação na tv que envolva música tornou-se um dos nossos passatempos favoritos. Nós normalmente ficamos na minha casa, já fui à casa de Quinn, mas percebo que ela se sente mais a vontade aqui em casa, não sei por que, já que a mãe dela se mostrou muito educada e sempre demonstrou gostar de nos ver pela casa fazendo exercícios da escola ou vendo filme.

Como de costume, com o desenvolver do filme, trocamos de posições a fim de encontrar uma que nos deixe mais confortáveis. Ultimamente, noto que sempre que termina o que estamos assistindo, normalmente estou quase deitada sobre o corpo de Quinn. Ok, pode parecer exagero, talvez até seja. Mas é normal que eu deite com a cabeça sobre os braços ou o peito dela. É normal também que eu coloque meu braço sobre a cintura dela para que a gente se aproxime mais, ou então, enlaçamos nossas pernas quando o tempo está mais frio que de costume.

É curioso como sempre que meus pais nos pegam nessas assistindo filme nessa posição, Quinn, fica com a face ruborizada. Uma vez perguntei o porquê disso e ela apenas disse que talvez os meus pais pudessem pensar besteiras sobre a gente... algo como se estivéssemos juntas como Santana e Brittany. Mas nem assim deixamos de nos aproximar durante uma sessão de filme. É o jeito mais confortável de assistir televisão, afinal.

Finn nunca assistiu filme comigo assim, talvez porque sempre que estávamos deitados ele tentava levar as coisas a um nível além de amassos, coisa que nunca deixei acontecer realmente. Ainda bem que com Quinn não preciso me preocupar com esse tipo de coisa. Não é como se fossemos dá uma de Sant e Brit, mesmo que essa ideia já tenha passado por minha cabeça por uma ou duas vezes ou algumas centenas de vezes, justo quando estamos assim... Como estamos agora: Minha cabeça sobre o peito dela, meu braço circulando a cintura de Quinn e minhas pernas roçando de leve as pernas dela. Ok, eu realmente gosto disso.

Depois do dia dos namorados, eu não achei que fosse possível, mas a gente tem passado mais tempo ainda juntas. Eu posso ter exagerado naquela noite, quando pedi que ela me beijasse. Isso de inicio era apenas uma brincadeira, mas depois que eu pedi para ela fazer, eu me dei conta de que eu realmente queria isso. Mas Quinn não o fez... ainda bem, pois, acho que as coisas poderiam ficar estranhas entre a gente, afinal, não é como se fossemos namorar depois de um beijo qualquer. E eu realmente tenho o costume de encarar algumas coisas de forma mais sérias do que elas realmente podem ser, ou seja, o que poderia ser um simples beijo para Quinn, poderia se transformar num namoro para mim, mas não é como se ela fosse querer isso... in-fe-liz-men-te.

É chegado o dia da festa. Conto com Quinn e Puck para arrumar tudo. Apesar da relutância de Quinn em me deixar fazer a festa, ela acabou me ajudando a arrumar tudo e isso é muito bom, afinal, sei bem que posso contar com ela sob qualquer circunstância.

Quando os garotos começam a chegar, eu os levo para a sala do Oscar. O porão de minha casa foi redecorado para que eu e meus pais pudéssemos assistir a festa anual de entrega do Oscar. Os garotos parecem estar surpresos com o fato de ter, inclusive, um pequeno palco. Explico que o palco existe para que eu treine bastante antes de chegar de fato à Broadway.

A festa começa, uma música ambiente toma conta do lugar e, agora, olhando bem ao redor, eles parecem estar um pouco... Entediados? Mercedes e Lauren estão sentadas sobre o palco, enquanto Quinn está em pé observando Sam e Santana dando uns amassos no sofá que fica próximo ao palco. Finn e Brittany estão apenas observando... As paredes? Preciso melhorar isso aqui antes que eles queiram ir embora.

– Hey, girlfriend, está se divertindo? – Pergunto a Quinn, quando ela se aproxima de mim.

– Sim! Festa incrível. – Ela fala, mas percebo que algo a está incomodando, talvez seja o fato de Santana estar sobre Sam nesse preciso momentos? Acho que Quinn está com ciúmes. Que saco! Ela nunca vai esquecê-lo? Ela passa por mim e vai até onde está Noah.

Anuncio as regras da festa: Apenas dois tickets de bebida a cada um; Não podemos sentar sobre nenhum lugar que não seja cadeiras; Não beberemos nada que não seja Ice; Não podemos ficar porre a ponto de vomitar em qualquer lugar da casa, inclusive o banheiro; Não podemos fumar; Não podemos fazer sexo em nenhum lugar da casa, falo olhando diretamente para Santana e Sam. Por fim, anuncio que vamos nos divertir brincando de Karaokê.

– Ótima festa, Rachel, mas sinto dizer que estamos indo embora. – Artie fala enquanto Tina, Mike, Brittany e Finn estão atrás dele apenas concordando com o que ele diz.

– Temos reserva no breadstick. – Tina fala e eu realmente não acredito que eles preferem ir a um restaurante a ficar na minha festa. Essa festa está bombando, não está?

– Por que eles estão indo embora? – Pergunto agoniada a Puck. Enquanto vejo os garotos se despedindo do restante do grupo.

– Por que a festa está “bombando”, Rachel. – Noah fala em um tom de ironia sem igual.

– Mas eu ainda nem tomei o primeiro gole de álcool. Como vou conseguir compor minhas músicas se nem vivi nada ou se nem sei dar uma festa legal? – Viro de costa a Noah. Estou ficando muito triste com o fato de que eu não consigo nem ao menos divertir meus amigos.

– Escute, Rachel, se quiser que todos fiquem, precisamos dar a eles bebida de verdade. Ice não deixa ninguém ligado. Vamos pegar bebida no armário de seus pais. Vamos agitar isso aqui e arrumaremos tudo antes que seus pais voltem, prometo! – Eu penso sobre o que Puck diz. Olho para Finn e ele balança a cabeça num sinal de concordância. Olho para Quinn e ela parece estar apenas observando o desenrolar daquela conversa. Sei bem que ela me diria para não seguir o conselho de Puck, ele já a deixou bastante encrencada para que ela não confie em nada que vem dele, mas quero fazer essa festa funcionar e sei que se algo sair errado, ao menos terei Quinn para me ajudar a consertar seja lá o que for, mesmo depois de ouvir um belo sermão por ter confiado em Noah.

– Vamos festejar! – Grito para que todos me ouçam e assim começamos de fato a festa.

Noah corre para pegar bebidas realmente fortes, como vodka e tequila, como que se bebe isso mesmo? Finn aumenta o volume do som e agora Artie faz uma mine discotecagem com músicas eletrônicas, eu juro que não fazia ideia que ele treinava para ser DJ.

Todos começam a beber, até mesmo Quinn. Alguns goles de vodka empurrados para o estomago e um tempo depois estamos todos dançando de forma alucinada. Olho para um canto e vejo Mike virando uma garrafa de tequila, enquanto Mercedes vira apenas uma dose da mesma bebida. Tina já havia bebido e agora está chupando um... limão? Para que serve o limão mesmo?

Artie desafia Santana a beber tequila. Como se as coisas não pudessem ficar mais ousadas, Brittany deita e Santana joga sal sobre a barriga da loira. Sant lambe todo o sal que estava na barriga de Brit e olhando bem consigo ver a língua dela passeando pela barriga da loira... Deus, isso foi quente! Assim que engole o sal, ela vira a dose de tequila de uma só vez e depois chupa o limão. Pela cara que ela faz, acho que isso não é tão forte... é talvez eu também posso tentar.

Vou pedir para Finn deitar, talvez ele deixe que eu tire o sal na barriga dele. Ok... Finn não. Não é como se a barriga dele fosse tão bonita quanto a de Brittany, ele é bastante, fofinho? Quinn! Sim, por que não pensei antes? Quero que seja Quinn. Meus pensamentos estão vindo numa velocidade mais rápida que o normal, mas, o álcool não deveria me deixar mais lenta?

– Vamos, Quinn, se Santana pode, nós também podemos. Vamos, deite-se! – Anuncio já a empurrando para que ela se junte ao grupo.

– Não, Rachel, definitivamente não. Não vou mostrar meu corpo, muito menos permitir que você faça o mesmo que Santana acabou de fazer. – Ela fala de forma ríspida. Sempre soube que Quinn era bastante reservada, mas estamos numa festa, por que ela não pode ser um pouco louca como os outros?

– Ahhh Quinn, qual é?! Por favor! Pareceu tão divertido o que Santana fez. Não seja chata, vamos brincar também. – Quinn me olha arqueando a sobrancelha, como se não acreditasse no que estava acontecendo. Na mesma hora passo a mão sobre o rosto dela para que ela abaixe aquela teimosa sobrancelha.

– Vamos Quinn, faça o que a anã está pedindo, seja uma boa garota. – Santana fala enquanto olha de forma maliciosa para Quinn, como se houvesse mais coisas por trás daquelas palavras. Prefiro não ligar para isso, tenho coisas mais importantes a me concentrar, como, por exemplo, lamber o sal que vou pôr da barriga de Quinn.

– Sem chances. Não vou fazer isso. – Ela fala enquanto tenta se retirar do meio do grupo.

– Por que, Quinn, não somos amigas? Amigas fazem esse tipo de coisa. Você não vê Santana e Brittany? – Insisto enquanto seguro nas mãos dela, numa tentativa de fazê-la atender meu pedido.

– Rachel, eu sei que não vem ao caso agora, mas nós todos sabemos que mesmo que hoje elas estejam ficando com outras pessoas, elas duas têm mais que uma simples amizade. – Ela pronuncia de forma quase inaudível para que só eu escute. – Por isso elas não veem problema nenhum em fazer o que fizeram.

– Você não teria algo a mais que uma simples amizade comigo também, Quinn? – Essas palavras saem de minha boca de forma instantânea. Nem ao menos sei por que falei isso, mas Quinn parece está tão chocada quanto eu.

Antes que ela responda, Tina e Mercedes a empurram. Ela se desiquilibra e cai sentada sobre a cadeira. Só então que depois de muitos gritos de incentivo e uma Santana a puxando pelo ombro, Quinn resolve deitar sobre o carpete que antes estava Brittany. Santana, levanta a camisa de Quinn enquanto eu pego a dose de tequila oferecida por Puck.

– Que Deus abençoe a treinadora por todos os treinos das Cheerios... olhe para a barriga dela. – Santana fala para chamar a atenção de todos ali — Seu abdômen é tão perfeito quanto o da minha Britt-britt, Quinn. – Só então olho para Quinn que estava abaixo de mim, noto que ela está com o rosto vermelho, provavelmente envergonhada pela situação. Mas impossível não dizer que ela realmente tem um corpo maravilhoso. Quinn tem a pele muito branquinha, sem falar que parece tão macia.

Santana salpica o sal sobre a barriga sarada de Quinn e eu me ajoelho já me preparando psicologicamente para receber aquela substância que junto ao álcool, com toda certeza, vão queimar minha garganta.

Imito o que Santana fez há minutos atrás. Me debruço sobre a barriga de Quinn, mas antes de tirar todo o sal que há ali, eu passo o nariz sobre a pele do abdômen dela. Ela tem um cheiro maravilhoso. Noto que ela se arrepia, pois os poros da pele dela estão um pouco elevados. Passo a língua pela extensão do caminho feito de sal. Faço o caminho de ida e volta com a língua, mesmo sabendo que já não há mais sal naquele local.

Gosto da sensação de minha língua percorrendo a barriga de Quinn, eu poderia repetir isso facilmente mesmo com ou sem sal, na verdade, com qualquer outra substância naquele mesmo local, ou mesmo sem nada, sim, eu adoraria poder fazer isso novamente. Noto que ela contrai o abdômen enquanto faço esses movimentos, assim como também pressiona uma perna na outra, naquele típico movimento de quando estamos... Excitadas? Antes que a situação se torne embaraçosa, levanto a cabeça e engulo de uma só vez a tequila. Quando sinto o líquido descer queimando minha garganta, passo a chupar o limão. Levanto a mão mostrando o copo completamente vazio e todos gritam comemorando. Coisas de gente porre.

Quinn levanta um pouco desconsertada, mas imediatamente vira uma bela quantidade de vodka. Acho que enfim ela está querendo viver a festa ou apenas esquecer o que acabou de acontecer.

Dançamos mais um pouco. Todos juntos num ritmo bem contagiante. Quinn se aproxima de mim e segura minha mão para dançarmos juntas. Ela dança bem, é claro. Improvisamos algumas coreografias e não posso deixar de notar o quanto isso é divertido.

Vou pegar mais bebida e noto que Brit já está vestindo apenas um top e dança de forma tão rápida que acaba caindo sobre Artie, todos já estão completamente bêbados. Finn está em um canto me olhando. Me aproximo dele e peço para que ele dance comigo, mas ele nega.

– A gente tinha tudo, não é? – Pergunto a ele. – Eu teria feito tudo para continuarmos juntos, mas você me trocou pela Quinn mais uma vez e veja só, vocês não estão juntos. – Bato palma para o que eu mesma havia acabo de falar.

– Rachel, é a primeira vez que você bebe. Sente-se e pare de beber. Não quero brigar com você agora. – Ele repreende meu comportamento. No mesmo instante olho para Quinn e ela sorri para mim, levantando um copo, como quem diz “Yeahh, estou me divertindo”. Quinn é perfeitamente linda. Além disso, nesses últimos dias, descobrimos que temos muito em comum. Gosto de tê-la por perto, me sinto segura, me sinto feliz. Sinto tantas coisas boas quando penso em Quinn.

– Quer saber, Finn? Não termos dado certo foi o melhor que poderia me acontecer. Veja só agora: tenho vários amigos e até mesmo Quinn. Somos amigas e acabou a rixa estupida por causa de você. – Noto que ele não gostou de ouvir aquilo, mas não posso deixar de não falar. – Obrigada por ter terminado comigo, Finn. — Viro as costas e caminho em direção a Quinn que está dançando com os outros garotos do Glee, deixando Finn com um olhar completamente perdido e talvez, arrasado?

Estou dançando tão próxima de Quinn que sinto o cheiro dos cabelos delas tranquilamente. Quinn segura minha mão e levanta para que eu gire. Assim que completo o giro, ela me puxa contra ela. Estou de costa para ela. Ela abaixa uma mão ainda segurando a minha e as colocas sobre minha barriga. Com a outra mão ela segura o copo de bebida. Ela se move de um lado para o outro, no ritmo da música, meu corpo acompanha os movimentos do dela. Sinto a respiração de Quinn muito próxima de meu rosto. Logo em seguida ela respira bem perto de minha orelha. Isso me arrepia de uma forma muito boa. Agora eu diria facilmente que eu estava super excitada com tudo isso.

Ela me solta um pouco e me vira novamente, por um segundo eu havia esquecido que isso era uma dança. Quinn é maravilhosa. Agora estamos frente a frente. Olho diretamente nos olhos dela e eles estão mais dourados que nunca. Consigo ver perfeitamente aqueles risquinhos que ficam em meio aos olhos dela. Quinn sorri para mim. Isso é algo sobre seduzir? Pois é assim que estou me sentindo, seduzida por Quinn Fabray. Desvio o olhar para a boca dela e só consigo pensar no quanto seria gostoso beijar aqueles lábios que parecem ser deliciosos. Porra. Eu realmente quero beijar a Quinn.

Alguém que está dançando próximo de nós duas acaba esbarrando na gente. Isso foi o suficiente para me tirar daquele transe e quebrar o clima que havia se instalado entre a gente. Olho ao redor e vejo que todos continuam dançando. Então ouço alguém gritar: Jogo da garrafa!!!

Notas finais
O que foi essa dancinha Faberry, heim? HAHAHA Aqueles que leram a sinopse da fic, sabem bem do que se trata o próximo capítulo. ;-)