Moonlight
1 Introdução
Notas iniciais
Boa leitura!
INTRODUÇÃO
A nova aluna gerou uma comoção imensa, observou Edward Cullen.
Aquele rosto longo e pálido, olhos castanhos e cabelos de veludo instigavam os pensamentos de todos, ziguezagueando entre a inveja e paixão. Ela era filha do chefe de Polícia, recém chegada do ensolarado Arizona. Andava calmamente entre as salas de aula, parecendo indiferente às emoções que aflorava. Edward suspirou baixo, inclinando-se: estava curioso para ouvir os pensamentos daquela humana tão mística, tão magnética. Ela não devia ser nada especial, ele sabia, talvez mais bela que o comum, mas apenas mais uma adolescente boba.
— Agitados, não? — Alice ergueu as sobrancelhas enquanto se sentava ao lado de Jasper, sorrindo pequeno e ajeitando a bandeja de comida entre os dois. Jasper pegou a maçã, girando-a na mão. — Há um tempo não via esse tipo de animação.
— Eles são tão… emocionados — Rosalie bufou, mexendo impacientemente com o garfo no macarrão. — Eu não aguento mais, eu juro… Essa é a última vez que eu curso o Ensino Médio.
— Não é tão ruim — Alice disse. — Quer dizer… Eles são bombas hormonais, é verdade, mas são tão engraçadinhos… Olhe essa algazarra por causa de uma garota! É ridículo… E incrível.
— É ridículo, e apenas isso — Rosalie largou o garfo.
Alice revirou os olhos.
— O que você acha, Jazz? — ela olhou para o namorado.
Jasper sacudiu os ombros, os olhos topázio indiferentes.
Alice mordeu a boca, insatisfeita.
— Edward! — o vampiro de cabelos acobreados virou-se para olhá-la, apesar de ouvir sua mente em funcionamento. Formalidades da linguagem humana. — Você já viu a nova garota?
— Não pessoalmente — ele mexeu a cabeça em negação. — Apenas visões em algumas mentes… Em várias, na verdade. Não parece nada demais.
— Eu disse — Rosalie chiou. — Apenas ridículo.
Alice ergueu as mãos, desistindo de conversar. O mau humor parecia coletivo: Rosalie irritada sem a presença de Emmett, cansada, Edward distraído e Jasper em um estado de inércia, seu corpo absorvendo emoções como uma esponja. A pequena vampira escorou o rosto entre as mãos, tomada, em parte, pela mesma curiosidade que os jovens humanos.
Um zumbido alto atingiu Edward. O rapaz fechou os olhos, por um segundo, recuperando-se do que devia ser a mente mais agitada da escola inteira: Mike Newton, com a personalidade de um golden retriever. O garoto humano parecia estar nas nuvens, tagarelando confusamente enquanto guiava a nova aluna pelo salão de almoço. Ah! Edward esticou o pescoço, ansioso por confirmar a identidade rasa da garota.
Com um olhar, sentiu a gravidade fugir-lhe em um tropeço.
A novata andou ao lado de Mike Newton, ouvindo-o atentamente. Mais linda que qualquer memória humana poderia registrar, usava um suéter creme junto de uma saia jeans justa e meia-calça preta. A pele, quase tão branca quanto a dos vampiros, tinha um rubor agradável, ondulando o aroma doce de sangue. Os pulmões de Edward encheram-se de ar, capturando aquela essência: logo, sua boca enchia-se de veneno e ele ofegava, de repente, vulnerável. A mão de Rosalie foi firme, agarrando o braço do irmão adotivo por debaixo da mesa. Ele tremia, tremia, sentindo-se fraco e faminto.
— Edward! — Jasper ajeitou a postura, enviando-lhe uma onda de calma.
O sossego flutuou entre a mesa, alcançando Edward.
Alice, que olhava a menina, franziu o cenho, voltando-se para a mesa.
— O que está acontecendo? — Alice piscou com força, obrigando sua mente a viajar através do futuro. Na névoa do desconhecido, encontrou nada. — Edward?
Edward, significativamente anestesiado com os poderes de Jasper, mantinha os lábios cerrados. As costas rígidas, a mente confusa, invadida por vozes distintas, tentava alcançar a garota. Ela se chamava Bella, ele discerniu rapidamente. Duas mesas de distância dos Cullen, um grupo de adolescentes se ajeitava animadamente, recepcionando Bella: ela se sentou na lateral esquerda, ficando, assim, de frente para os vampiros. Edward tentou se esticar ao máximo, indiferente a qualquer aparência e consumido pela curiosidade. Castanho e âmbar se encontraram em um olhar assustado e indiscreto. Ela não piscava e o encarava com uma leve ruga entre as sobrancelhas, estudando-o igualmente.
— Edward? — Alice chamou-o de novo. — Você consegue ouvi-la?
Edward afundou na cadeira, frustrado: daquela mente, não vinha nada além de silêncio. Não foi necessário responder.
— Eu não consigo vê-la também — Alice falou baixo.
Na mesa, Bella ajeitou o cabelo atrás da orelha. No dedo médio, ela usava um anel de prata com uma pedra azul índigo. Quartzo. No pulso direito, uma simples pulseira vermelha, feita de linha. Ela olhou mais uma vez para os vampiros antes de sorrir para os amigos.
Notas finais
lisa X
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