Moon River
40 Capítulo Trinta e Três
Notas iniciais
— Capítulo Trinta e Três —
— Bella —
New York – Abril de 2016
Edward me puxou para dentro do apartamento ainda me beijando, fechou a porta com um chute e me colocou contra ela, fazendo com que eu gemesse ao sentir seu corpo contra o meu. Minhas mãos agarraram seu cabelo, enquanto as suas passaram a segurar com força em minha cintura.
A boca dele tinha gosto de pasta de dente de hortelã, quente e ardente contra a minha. Puxei seu cabelo com mais força quando seu quadril foi de encontro ao meu, fazendo com que Edward gemesse em minha boca e suas mãos me puxassem ainda mais para perto de si.
— Eu te amo — ele sussurrou em meu ouvido, parando de me beijar. Virei seu rosto na direção do meu, sorrindo e, sentindo minhas bochechas queimando.
— Amo você, Edward. — Meus olhos, mesmo no escuro, se perderam na imensidão do olhar verde dele.
— Eu poderei ficar em sua vida até depois do amanhecer? — ele questionou, voltando a tocar em meu rosto como se eu fosse uma joia preciosa em suas mãos.
— Eu nunca mais vou pedir para você ir embora da minha vida.
Edward sorriu, o sorriso que eu tanto amava. Tomou-me em seus braços, carregando-me como se eu fosse uma noiva até a sala, fazendo com que eu risse de seu gesto.
— Quieta, se Renesmee acordar nós não poderemos aproveitar a noite — ralhou comigo.
— Me coloque no chão — insisti e ele fez aquilo, ainda sorrindo. Mas não consegui passar muito tempo longe de seu corpo, então logo estava de volta aos seus braços. Edward e eu nos encaramos por um longo tempo com a pouca luz que iluminava a sala vinda de uma luminária perto do sofá. — Nós nunca mais vamos nos perder um do outro, Edward — afirmei, o conduzindo em direção a escada, nossas mãos entrelaçadas e nossos olhares fixos um no outro.
Eu mal olhei a escada que subia, mas estava tão confiante aquela noite que nem mesmo os saltos em meus pés me deram medo de cair. Estava com Edward, ele não me deixaria cair.
Paramos diante a última porta do corredor do segundo andar do duplex, estava aberta e Edward me colocou dentro do quarto. A fechando, então a trancando quando estávamos lá dentro. Aproveitei a ausência das suas mãos nas minhas para tirar o casaco, o deixando cair no chão, então chutar os sapatos para longe.
Edward se aproximou de mim, puxando meu cabelo do rabo de cavalo, fazendo com que eu lembrasse que ele gostava de me ver com o cabelo solto. Ainda com seu olhar queimando sobre minha pele, ele segurou na barra do vestido, o puxando para fora do meu corpo, deixando-me apenas de calcinha e sutiã diante de si.
Seu dedo foi de encontro ao meu queixo, o erguendo para cima. Edward se curvou para me beijar, já sem os saltos para me deixar mais alta, começando com uma mordida leve no lábio inferior, então um beijo cheio de desejo.
Nós fomos até a cama, ainda nos beijando. Minhas mãos no interior da camiseta dele, perdendo-se em suas costas. Quando meu corpo caiu de encontro ao colchão, com Edward sobre mim, tirei a camiseta dele.
Edward voltou a me beijar, mas daquela vez em meu pescoço, enquanto segurava uma de minhas pernas ao redor de sua cintura. Eu gemia baixinho com seus beijos, tentando controlar as batidas desesperadas em meu coração.
Quando Edward levou sua mão até o interior da minha calcinha, soltei um longo suspiro, fechando os olhos ao sentir ele me tocando. Minhas mãos voltaram a suas costas e, cravei minhas unhas em sua pele quando ele aumentou o ritmo de seu toque.
— Edward, eu preciso de você — implorei, remexendo meu quadril.
— Do que você precisa, Isabella? — perguntou me provocando, tirando sua mão e sua boca de mim ao mesmo tempo. Abri os olhos, sentindo a falta imediata dele.
— Edward, por favor — pedi.
— Repita do que precisa. — Um sorriso malicioso brincava em seus lábios ao dizer aquilo.
— De você, Edward Cullen, eu preciso de você.
— Onde você precisa de mim, Isabella? — perguntou passando a mão pela lateral do meu corpo.
— Por toda parte. — Praticamente gaguejei quando ele apertou minha coxa.
— Não é uma resposta boa, preciso de mais precisão, Isabella. — Deslizou sua mão para o interior das minhas coxas. — Onde você quer que eu esteja?
— Dentro de mim. — Ergui meu corpo, ficando com o rosto a centímetros do seu, meus braços em volta de seu pescoço. — Quero você dentro de mim, quero senti-lo.
Edward assentiu, colocando um dedo dentro de mim, então dois. Com a outra mão tirou a calcinha de seu caminho, tendo mais acesso a mim. Arfei, ainda agarrada ao seu pescoço, sentindo sua respiração e a minha misturarem-se.
— Não posso mais esperar — sussurrei quando ele beijou meus lábios, girando seus dedos, enquanto um terceiro dedo estimulava meu clitóris. — Nós vamos ter o resto da vida pra preliminares, hoje não, por favor. — Eu estava desesperada para tê-lo por completo, mas Edward parecia estar se divertindo muito demorando a me dar o que eu queria.
Antes que ele pudesse me provocar mais ainda, levei minha mão até seu membro, que mesmo através de duas peças de roupa já se encontrava duro. Foi a vez de Edward suspirar e, de eu sorrir maliciosamente para ele.
— Eu preciso de você dentro de mim, agora — falei bem claro, olhando diretamente em seus olhos.
— Sei, preciso estar dentro de você também. — Ele atacou minha boca em um beijo lascivo, antes de tirar a calça e cueca. — Camisinha? — perguntou quando voltou a se deitar sobre mim, seu corpo distante o suficiente para que eu não o sentisse como queria.
— Não, eu tomo pílula e, não tenho nada.
— Ótimo, eu também não — Edward falou, então entrou em mim de uma vez, fazendo com que eu gritasse de prazer. — Você não pode gritar, lembra? Não queremos ser interrompidos — disse, assenti, começando a rebolar para ele, que se movimentava dentro de mim devagar, querendo fazer aquele momento demorar.
Permiti-me fechar os olhos por um momento, apreciando tudo com todos os outros sentidos restantes. As mãos de Edward em minha cintura, seu corpo sobre o meu, ele dentro de mim, o gosto de sua boca quando me beijava. Os sons de nossos gemidos e da cama balançando com nossos movimentos. E seu cheiro, uma mistura de sabonete e desodorante.
Senti as mãos de Edward segurarem as minhas, o suficiente para eu abrir os olhos e vê-lo com os seus fixos no meu, como se sua visão fosse tudo para ele no momento. Edward levou minhas mãos para cima de minha cabeça, esticando meus braços, eu ainda estava de sutiã e queria que ele o arrancasse de mim, mas todo o resto estava tão bom que não queria que ele parasse.
Pegando-me de surpresa, Edward se afastou, eu quase gemi de frustração ao tê-lo longe de mim, mas entendi o que ele queria quando sentou-se na cama, puxando-me para seu colo. Segurei em seus ombros, abaixando-me em direção a ele, deixando com que Edward me penetrasse novamente.
Ele tirou meu sutiã antes de voltar a estocar rápido, deixando a calma para lá. Levei suas mãos até meus seios, inspirando fundo quando Edward ignorou e colocou sua boca sobre um, depois sobre o outro, usando sua língua no processo.
Ainda segurando seus ombros, eu me mexia para ele, em um ângulo que ele pudesse beijar meus seios e me penetrar ao mesmo tempo. Eu gemia mais alto a cada movimento, mordendo meus lábios compulsivamente para não gritar.
Edward levantou o rosto para mim, levando dois dedos para minha boca. Seu olhar era claro, chupei seus dedos, vendo a boca dele se apertar em uma linha com o prazer do gesto. Então, sem tirar os olhos dos meus, muito menos ousar sair de dentro de mim, levou seus dedos até meu clitóris, o friccionando sem parar.
Minha respiração ficou imediatamente irregular, meus gemidos eram mais rápidos e intensos. Edward beijava meu pescoço, enquanto aumentava a velocidade de seus movimentos, deixando-me ainda mais louca. Ele me deitou novamente sobre a cama e, seus gemidos também não puderam ser mais baixos, quando Edward voltou a estimular meu clitóris não aguentei mais, sentindo meu corpo todo estremecer.
Agarrei seus braços, Edward se curvou para me beijar, vindo logo depois, emitindo um ruído alto ao gozar. Ele desabou sobre mim, eu ainda sentia meu corpo inteiro fraco, mas não reclamei de sustentar seu peso. Ficamos no beijando por um tempo, até que ele se afastou, saindo de cima de mim para deitar ao meu lado.
Virei-me para ele, sorrindo. Entrelacei nossos dedos, olhando para nossas mãos unidas.
— Eu estou tão feliz que esteja aqui, Bella — Edward falou, a voz baixa e rouca.
— Também. — Aconcheguei meu corpo no seu, Edward beijou o topo da minha cabeça, falando algo sobre morangos para si mesmo.
— Agora pode me esclarecer como veio parar na minha casa no meio da noite? Você não deveria estar em um não encontro? — Eu ri de seus questionamentos.
— Bom, acabou que foi um encontro. — O olhei, havia uma bela expressão ali dizendo:
“Eu avisei.”
— Então, o que aconteceu?
— Rose cancelou o jantar, para fazer ser um encontro. — Apoiei-me em meu cotovelo. — Jacob me levou para jantar em um restaurante vegetariano e, enquanto ele falava sem parar eu encara um brócolis...
— Nada animador — Edward debochou.
— É, mas os brócolis me fizeram pensar em você.
— Vai ter que me explicar essa. — Edward riu.
— Seus olhos verdes. — Inclinei-me para beijá-lo. — Foi quando eu percebi que estava no lugar errado, com a pessoa errada.
Edward não sorria, mas tinha uma expressão calma no rosto. Soltou minha mão para tocar em meu braço, analisando cada detalhe da minha face.
— Vamos finalmente ser felizes agora, não é? — perguntou.
— Eu já estou muito feliz — anunciei, apreciando seu toque em mim. — Mas também cansada — admiti. — Não tenho mais idade para aguentar a noite inteira acordada.
— Que bom que você se rendeu primeiro — Edward disse rindo, saindo da cama e estendendo a mão para mim. — Um banho antes de dormir?
— Por que você sempre está me levando para debaixo do chuveiro, Edward Cullen? — perguntei brincalhona.
— Velhos hábitos, meu amor.
Ouvi-lo me chamar de meu amor aqueceu meu coração, segurei em sua mão e fui com ele. Eu sempre iria com ele a partir daquela noite.
***
Acordei com o celular de Edward tocando na manhã seguinte, eu estava deitada sobre o peito dele, usando nada além da minha calcinha, coberta por seu lençol, com seus braços em volta do meu corpo. Ele dormia profundamente, o rosto corado como eu não via tinha tempos.
Estiquei-me sobre ele para desligar o celular, que tocava sem parar graças ao despertador, sobre a mesinha de cabeceira, então voltei a deitar sobre ele, o abraçando. Ouvir seu coração batendo era maravilhoso, assim como senti-lo tão perto.
Não havia arrependimento, culpa, nem qualquer outro sentimento negativo em mim. Eu queria estar com Edward e, isso era tudo.
— Edward, você tem de acordar. — O sacudi de leve alguns minutos depois. — Estou morrendo de fome, não comi quase nada ontem à noite.
Ele resmungou, virando-se para o outro lado da cama.
— Edward, acorde. — Continuei o balançando. — Ou eu vou embora tomar café na minha casa.
Rapidamente ele abriu os olhos, mesmo morrendo de sono.
— Não brinque com isso, você prometeu ficar — falou sério.
— E vou, mas preciso comer. Vamos logo! — Deixei a cama, enrolando-me no roupão branco que tinha usado na noite passada. Edward sentou-se lentamente e na mesma velocidade levantou-se, vestiu as roupas que estava quando cheguei ali e por fim veio até mim, tirando alguns fios de cabelo do meu rosto e beijando minha testa.
— Vamos lá tomar seu café.
Sorri empolgada, por estar com ele e, por finalmente ir comer.
— Devemos acordar Nessie? — perguntei ao passar pela porta do quarto dela, totalmente reconhecível graças a uma plaquinha na frente que dizia não perturbe, ela tinha uma igual no nosso apartamento.
— Vamos deixar com que ela seja surpreendida. — Edward me puxou para a escada.
— Nelly ainda não voltou da viagem para a casa da irmã? — indaguei quando chegamos a cozinha. — Estou pensando seriamente na comida dela. — Aceitei o copo de água que ele me entregou.
— Não é a única. Bom, a cozinha é toda sua, se eu tentar fazer algo por aqui colocaria fogo.
— Faça pelo menos o café, homem! — Bati na bunda dele com um pano de prato, fazendo Edward fingir uma risada.
Comecei a cozinhar, com Edward me seguindo, tentando ajudar como podia. Eu tinha terminado de fazer uma pilha de panquecas, quando uma sonolenta Renesmee entrou na cozinha, coçando os olhos.
— Bom dia, pai. — Ela sentou a mesa que tinha ali, Edward sorria para ela, parado ao meu lado, mas a menina continuava quase dormindo. — Hey. — Me viu. — Bom dia, mamãe.
Foi quando ela se tocou, abrindo a boca e levantando abruptamente.
— Mãe? O que está fazendo aqui? Por que está só de roupão? — começou a questionar confusa, olhou de mim para Edward, então gritou tão alto que nós dois nos encolhemos com o barulho. — Ah meu Deus! — Ela praticamente saltitou até o balcão onde nós dois estávamos apoiados. — Mãe, você dormiu aqui? Você e papai estão juntos?
Apenas assenti, fazendo com que ela gritasse mais uma vez, Edward gargalhou da animação dela.
— Isso é realmente sério? Não é um primeiro de abril atrasado, não é?
— Não. — Edward segurou em minha mão, a levando até seus lábios. — Nós estamos juntos. — Piscou para Nessie, ela contornou o balcão, vindo nos abraçar, repetindo o quanto estava feliz com aquela noticia.
— Como isso foi acontecer? Você não estava em um encontro ontem a noite? — ela perguntou quando nós três nos sentamos a mesa, eu estava de boca cheia, então Edward respondeu.
— Sua mãe percebeu que Jacob muito gostoso, não chega aos meus pés, Nessie. — Ela riu, bati no ombro de Edward, fazendo com que ele risse também.
— E agora? — Nessie começou a se servir. — Papai vai ir morar com a gente, ou vamos vir para cá, ou vamos todos atrás de um apartamento novo? — questionou, comendo um generoso pedaço de panqueca em seguida.
Edward me olhou, deixando claro que aquela decisão era minha.
— Vamos com calma, okay? — falei para os dois. — Ninguém precisa se mudar agora, mas Edward pode ir lá pra casa quando quiser.
— E vocês para cá — ele completou, beijando o canto da minha boca. Beijei o canto de sua boca em seguida.
— Vocês são tão lindos juntos! — Nessie exclamou. — Agora a família está finalmente reunida, eu sabia que não resistiria ao papai por muito tempo, mamãe.
— Grande sabichona. — Mostrei a língua para ela.
— Só falta algo para ficar perfeito — Nessie falou.
— Por favor, não diga Just Dance, estou cansado demais para isso — Edward falou, com a mão repousada sobre minha coxa debaixo da mesa.
— Não gosto de números ímpares, então vocês dois deveriam me dar um irmãozinho para virarmos um número par — ela sugeriu, fazendo com que eu me engasgasse com o café que tinha acabado de beber. Edward bateu em minhas costas, mas eu continuava nervosa com o novo assunto em pauta.
Quando eu tive Renesmee pensei que minha fabrica fecharia nela, nunca cogitei a ideia de ter outros filhos. E, eu já tinha mais de trinta anos, daria conta de outra Renesmee?
— Muito cedo para falarmos disso, Nessie — Edward falou. — Você está bem? — perguntou a mim.
— Sim — concordei por fim.
— Apenas pensem na ideia. — Nessie apontou para a cadeira vaga ao lado dela. — Eu adoraria ter um lindo irmãozinho. — Edward riu, o mundo deveria estar mais colorido e alegre para ele aquela manhã como estava para mim. — Está muito divertido ficar aqui com vocês nesse clima de família feliz, mas eu prometi a Lucy que iria com ela ao shopping.
— Como ela está? — perguntei a Renesmee. — Jasper já voltou de Seattle? — perguntei a Edward.
— Ela está aguentando o máximo que pode — Nessie respondeu, comendo mais um pouco e levantando-se.
— Jasper ainda continua sem dar noticiais, ele falou com mamãe ontem rapidamente, mas só para perguntar como Lucy e Luke estavam. Não falou quando pretende voltar.
— Ele é um idiota — Nessie disse, sem se importar com represálias por xingar alguém. — Lucy e Luke precisam dele, já basta a mãe ficar trancada naquele apartamento como se não pudesse ser incomodada, ainda tem o pai que fugiu para o outro lado do país por não aguentar a pressão.
— Renesmee, você não pode julgá-lo assim.
— Não, pai — Nessie balançou a cabeça irritada. — Isso é um grande problema nessa família, todos vocês acham melhor colocar a poeira debaixo do tapete do que enfrentá-la. É o que Jasper está fazendo, é até mesmo o que Alice está querendo. Os prejudicados nessa história são os filhos dele, eles não mereciam estar passando por isso e no momento não podem contar com nenhum dos pais. — Ela limpou uma lágrima discretamente. — Vou me arrumar, não quero deixar Lucy esperando. — Saiu da cozinha.
— Eu amo essa garota — declarei.
— Ela está certa. — Edward assentiu. — Jasper precisa voltar, fazer o teste de DNA.
— Teve noticias de James?
— Soube que ele foi para Boston com o pai, Caius está tomando conta da filial da empresa lá.
— Ele se dá bem com Carlisle? Caius, quero dizer.
— Nunca foram melhores amigos, mas Caius não é um homem diferente de Carlisle, você deve lembrar. Os dois são da mesma forma ruim que se importam apenas com as prioridades erradas.
— Que bom que Renesmee teve a forma certa. — Suspirei aliviada.
— A forma certa que logo mais estará formando um novo Cullen? — Edward provocou.
— Não. Eu...Você quer ter outros filhos? — perguntei.
— Sim, uns cinco. — Gargalhei.
— Acho melhor achar uma barriga de aluguel, eu não conseguiria ter cinco filhos.
— Então, que tal só mais um? Nessie ficaria tão, tão feliz. — Edward passeou seu nariz por meu pescoço, me deixando arrepiada. O afastei para conseguir pensar melhor. — Você não quer ter outros filhos?
— Não que eu não queira, a questão é que quando Renesmee nasceu eu pensei que queria tanto me dedicar a ela que não teria tempo para mais bebês. Também deve se levar em conta que nenhum dos caras com quem estive me fez pensar em um relacionamento sério e duradouro que incluiria filhos.
— Podemos pensar nisso, já que você estará comigo para sempre agora. — Edward afagou meu rosto. — Mas eu não vou te forçar a nada, se quiser que Nessie seja nossa única filha eu não deixarei isso ser um problema entre a gente.
Encarei Edward, me lembrando de quando tínhamos tido nossa primeira vez, tantos anos antes, quando logo depois debatemos sobre nomes de possíveis filhos. Ele falou de Renesmee e, eu sugeri Anthony, porque eu queria muito um garotinho parecido com o pai.
Então Nessie surgiu e, eu a amei imediatamente mesmo sendo a garotinha parecida com o pai. A amei por ser uma junção de nós dois, a amei por ser minha filha. Era um dos melhores sentimentos do mundo, eu poderia reviver tudo que passei com ela com outro bebê e, queria que Edward pudesse experimentar aquilo pela primeira vez.
— Eu posso fazer isso — anunciei. — Posso ter outro filho.
Edward abriu a boca ligeiramente.
— Você está falando sério?
— Sim — afirmei. — Não agora, eu ainda não posso comportar a ideia de ter que engordar uns doze quilos ainda, mas quem sabe daqui a alguns meses. Quando nós dois estivermos a mais tempo juntos, morando juntos, comigo mais fixa no trabalho. Depois disso, sim, podemos encomendar mais um bebê.
Edward me beijou, quase me fazendo cair da cadeira. Eu o beijei de volta, tão feliz quanto ele por tudo aquilo.
***
Nós deixamos Renesmee no shopping que ela se encontraria com Lucy, então seguimos para nosso apartamento, Edward tinha me convencido — não precisou ser tão insistente assim — a passar o resto do fim de semana na casa dele. Então, eu tinha de ir buscar roupas, já que ficar com aquele vestido não estava dando certo, para que isso acontecesse.
— Você realmente precisa levar calcinhas? — Edward perguntou quando eu coloquei algumas na bolsa. — A prefiro sem elas.
Joguei uma na cara dele, que sorriu a rodando no dedo.
— Não faço ideia onde deixei meu celular — falei olhando ao redor na bagunça que eu tinha deixado meu quarto enquanto me arrumava para sair. — Está com o seu ai?
— Sim. — Edward tocou nos bolsos da calça jeans, fazendo uma careta. — Não, não estou não, devo ter esquecido no apartamento.
— Tudo bem, depois eu acho, deve estar sem bateria mesmo — falei, continuando a arrumar minhas roupas.
— Eu tive uma ideia.
— Por que eu tenho medo de descobrir qual sua ideia? — perguntei brincando. — Edward, pare de girar minha calcinha! — exclamei vendo que ele ainda estava com ela no dedo.
— Como eu estava dizendo, eu tive uma ideia, como seu encontro ontem foi uma furada, poderíamos sair em um hoje. — Parou de girar a calcinha.
— Você está falando sério? — perguntei, largando a calça jeans em minhas mãos sobre a cama.
— Claro que estou. Agora que estamos namorando de novo, deveríamos ter um encontro, sou antiquado, lembra?
— Lembro sim. — Fui até ele, o abraçando. — Aceito ir ao encontro com você.
— Que bom. — Ele levantou meu rosto para beijar meus lábios. — Prometo não te levar para comer nada vegetariano.
— Sim, por favor não faça isso. — Ouvi meu celular tocar em algum lugar do quarto. — Consegue identificar de onde vem o som?
— Debaixo da cama.
— Claro. — Revirei os olhos, me ajoelhando e o pegando ali em baixo, o nome de Renesmee piscava no visor. — Oi filha! — Atendi quando fiquei em pé.
— Mamãe. — A voz de Nessie estava cheia de nervosismo, senti imediatamente que algo estava errado.
— Renesmee? — A chamei quando ela não falou mais nada, ouvi alguns ruídos, então outra pessoa falou no lugar dela.
— Olá, Isabella! — Era Alice.
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