Moon River

19 Capítulo Quinze


Notas iniciais
Quem quiser, eu tenho um grupo no whatsapp para fanfics de crepúsculo, só mandarem o número e DDD que os coloco lá. Boa leitura!

— Capítulo Quinze —

— Bella —

New York – Janeiro de 2016

Renesmee tinha pouco mais de quatro anos de idade quando falou esporadicamente que me amava pela primeira vez. Foi, sem duvida alguma, um dos momentos mais preciosos da minha vida. Eu poderia ter cem anos e nunca me esqueceria da minha garotinha ruiva dizendo:

— Amo você, mamãe.

E, aquilo partia meu coração, pois o olhar daquela Renesmee de quinze anos não era nem um pouco parecido de quando ela tinha quatro anos. Ela parecia descrente, ao mesmo tempo que confusa e angustiada.

— Meu pai está vivo? — Renesmee indagou em um sussurro, assenti a vendo sair do sofá e desligar a televisão. — Meu pai está vivo? — questionou outra vez.

— Está, Renesmee — respondi. — Seu pai está vivo.

— E você mentiu para mim durante quinze anos? — Renesmee gritou por fim, eu já esperava aquilo, assim como as lágrimas surgindo em seus olhos.

— Eu posso explicar — falei, ainda que soubesse que talvez nem minhas explicações a faria ficar menos brava.

— Ah, você pode explicar?! — Ela fingiu um sorriso, debochando. — Deveria ter me dito isso antes, mãe, assim como ter falado que meu pai não estava morto.

Não foi preciso de muito mais para Renesmee romper em um choro nervoso, que a fez tremer. Prontamente fui até ela, querendo abraçá-la e reconfortá-la, mas ela me afastou bruscamente.

— Não, não toque em mim! — gritou outra vez. — Isso não é um desentendimento bobo que você pode curar com pizza e abraços — falou, abraçando a si mesma.

Tentei mais uma vez tocá-la, mas Renesmee só chorou ainda mais com minha aproximação. Aquilo doía, foi uma das piores dores de toda minha vida. Nem mesmo ter um bebê de parto normal se comparava a dor que eu sentia por ver Renesmee se afastando de mim, sempre pareceu que éramos inseparáveis e tudo aquilo era somente minha culpa.

— Renesmee, deixe-me explicar — pedi. — Pode criticar-me o quanto quiser depois de ouvir toda a história.

— Não quero ouvir nada. — Ela suspirou, tentando limpar as lágrimas de seu rosto, o que era em vão, visto que cada vez ela chorava mais. — Não confio em mais nada que você diga! — Renesmee disse, indo até a porta, pegando seu casaco no armário do hall de entrada e tentando sair em seguida do apartamento.

— Nem pense nisso. — Agarrei em seu braço, a afastando da porta. — Você não vai a lugar nenhum, Renesmee — foi minha vez de gritar.

— Como pode fazer isso? — Ela tirou minha mão de seu braço, retornando para a sala. — Meu pai está vivo e você o esconde de mim? — Então ela parou e as lágrimas também. — Espere, esse tal de Edward te largou quando descobriu que estava grávida dele? Foi isso?

Eu queria poder dizer que sim, ainda que fosse algo cruel, mas as mentiras tinham acabado, as verdades deveriam reinar a partir dali.

— Não, nada disso — murmurei. — Por favor, sente, acalme-se um pouco e me deixe explicar tudo. Eu tenho muito de contar e preciso que seja paciente em ouvir.

Renesmee hesitou, mas acabou sentando-se no sofá e quando fui para perto dela ela fez questão de se afastar, voltando a se abraçar. Respirei fundo, eu teria de saber lidar com aquilo, era obvio que ela estava magoada comigo, eu não poderia exigir muito da garota.

— Eu conheci Edward em Seattle, naquela época estava trabalhando em um Buffett e ele estava no casamento da irmã dele — comecei a falar, Renesmee não olhava para mim, mas parecia bastante concentrada no que eu dizia. — Sabe como se sentiu apaixonada, atraída e tudo mais por Alec assim que o viu pela primeira vez? Foi assim que me senti ao ver Edward. — Renesmee tinha fechado os olhos e aproveitava para limpar o rosto tomado por lágrimas.

Tomei um pouco da coca-cola, esperando que aquilo tirasse um pouco da náusea que sentia.

— Foi tudo muito rápido entre nós dois, a paixão, o amor, a entrega. Eu queria passar o resto da minha vida ao lado dele.

— Ao que parece seu plano não deu muito certo — Renesmee resmunguei, ignorei seu comentário, continuando a falar.

— Mas não foi fácil, Renesmee. — Suspirei. — Edward é de uma família rica, os Cullen, nossos mundos eram completamente diferentes e...

— Cullen? — Renesmee me encarou, seus olhos ainda avermelhados graças ao choro.

— Sim.

— Tanya Cullen, sua amiga que veio aqui ontem, é parente desse tal de Edward? — questionou.

— Como descobriu o sobrenome de Tanya? — perguntei.

— Não importa! — Renesmee exclamou. — Ela é parente dele?

— Esposa — falei de uma vez.

— Fica cada vez melhor. — As mãos de Renesmee foram parar em seu cabelo. — Que pessoa tem a sorte de conhecer primeiro a madrasta, não o próprio pai? Eu, é claro.

Renesmee levantou, então sentou de novo, claramente nervosa.

— O que mais? — indagou. — Esse tal de Edward te largou para ficar com Tanya? Foi isso, você não contou a mim quem era meu pai por isso?

— Não, eu não te contei quem era seu pai porque ele pensava que eu era uma ladra, por isso — falei, já impaciente.

Aquilo talvez tenha sido demais para Renesmee, o choque tomou conta de seu rosto e ela abriu e fechou a boca várias vez até consegui dizer algo.

— Como?

— Logo depois de conhecê-lo comecei a trabalhar para Tanya, a família dela tinha uma joalheria nova em Seattle. No dia do lançamento da nova coleção, algumas joias sumiram, eram as mais importantes do desfile e as encontraram em minha bolsa.

— Mãe — Renesmee sussurrou, deslizando no sofá até ficar perto de mim. — Isso...

— Eu fui presa, Renesmee — falei de uma vez. — Senão fosse por Tanya eu teria sido julgada e levada para um presídio, mas ela pagou advogados e convenceu a família dela a retirar a queixa de roubo contra mim. Mas eu já estava quebrada depois disso, Edward tinha acreditado que eu tinha roubado aquilo e só foi pedir desculpas a mim um mês depois da prisão.

— Por isso não o conheço — Renesmee murmurou. — Porque meu pai é um babaca que te acusou de roubo! — Os olhos dela foram novamente tomados por lágrimas. — Ele também disse que você estava armando uma gravidez para prendê-lo?

— Não — respondi. — Edward não sabia sobre você, até hoje mais cedo, quando fui encontrá-lo e contei tudo.

— Você o encontrou? — Renesmee praticamente gritou. — Mamãe, esse homem te acusou de roubo! — As lágrimas chegaram até o rosto dela e Renesmee me abraçou. — Desculpe ter sido grossa com você, consigo lhe entender em partes por ter escondido a verdade de mim durante tanto tempo.

A abracei de volta, enterrando meu rosto em seu cabelo, chorando junto dela a partir dali.

— Sei que eu de todas as pessoas do mundo deve odiar Edward, querida, mas você não precisa. Ele não sabia sobre você e quer lhe conhecer, o mais rápido possível.

Renesmee me olhou, com a respiração descompassada.

— Não mãe, não — ela pediu. — Eu sempre quis um pai, mas um que te acusou de ser uma ladra? Um que eu não sei nada a respeito? Não podemos continuar com a mentira de Tyler Smith? Ah meu Deus, você mentiu que meu pai tinha morrido. — Renesmee tornou a se afastar de mim, totalmente confusa.

— Renesmee?!

— Meus avós sabem disso? Ou meus tios?

— Rosalie é a única que sabe — contei.

— Que legal, ela também mentiu para mim durante anos.

— Renesmee, Rosalie não tem nada a ver com isso, nunca conheceu Edward e só sustentou minha mentira porque eu implorei. Ela sempre quis que eu lhe contasse a verdade, não jogue meus erros sobre sua tia.

— Não vou, eu...Só preciso de um tempo. — Renesmee ficou de pé. — Me deixe sozinha pelo resto da noite, eu estou com dor de cabeça, nervosa, enjoada. Tchau! — Seguiu para seu quarto, mas voltou pouco depois. — Eu nunca pensei que nunca teria coragem de mentir para mim, mamãe. Isso dói — falou, indo embora outra vez.

Deitei no sofá e passei o resto da noite ali, cansada demais para me mover. E como tortura para meus ouvidos, ouvi Renesmee chorar a noite toda, sentindo meu coração quebrar cada vez mais.

***

Logo no começo da manhã Renesmee apareceu, eu tinha cochilado em algum momento, mas aparentemente ela não. Estava com o rosto inchado e vermelho por ter passado tanto tempo chorando, já tinha tomado banho e estava vestida para sair.

— Você não precisa ir para a aula — falei, indo atrás dela na cozinha, onde a mesma se servia de café. — Pode ficar em casa, eu vou falar com Sulpicia e dizer que não posso ir trabalhar também.

— Não vou para aula — Renesmee sussurrou, bebericando seu café. — Você vai me levar para conhecer, Edward Cullen.

Engoli em seco, em algum momento da noite sua curiosidade obviamente foi mais forte a fazendo querer conhecer o pai. Eu devia esperar por isso, mas colocá-los frente a frente talvez fosse a pior situação a ser enfrentada por mim.

— Tudo bem, vou fazer isso. — Sai da cozinha, indo pegar meu celular no quarto e resolver aquele dia que certamente seria longo e se estenderia a minha frente.

Assim que liguei o celular fui atacada por um monte de mensagens e ligações.

Rose queria saber o que tinha se sucedido da minha conversa com Tanya.

Tanya queria saber como eu tinha me saído com Renesmee.

E Edward, sendo o mais desesperado de todos, ligou pelo menos umas vinte vezes e mandou várias mensagens perguntando quando poderia encontrar Renesmee.

Primeiro respondi Rosalie, com uma longa mensagem contando tudo que tinha acontecido desde a última vez que tínhamos nos encontrado. Porém, também pedi que ela ficasse um pouco off aquele dia, pois eu precisaria de tempo para resolver tudo aquilo.

Para Tanya fui rápida apenas falando que Renesmee já sabia de tudo e que logo mais a levaria até Edward e por fim, para o próprio envie uma mensagem simples.

Bella: Renesmee já sabe de tudo, aproveite que no momento ela quer conhecê-lo e diga onde devemos te encontrar.

Enquanto esperava a resposta de Edward, liguei para Sulpicia e disse que precisava resolver um grande problema de família, para meu alivio minha chefe concordou em me dar o dia de folga. Aproveitando o embalo das ligações e mensagens, avisei a escola de Renesmee que ela também estaria ocupada em eventos familiares e não poderia comparecer a aula aquele dia.

Edward: No mesmo hotel de ontem, estarei no restaurante. Encontro vocês lá em uma hora?

Bella: Ok!

Tomei banho e troquei de roupas rapidamente, vestindo uma calça jeans e uma blusa qualquer, nem ligando para o fato de estar indo para um hotel chique. Renesmee continuava na cozinha, quieta e tomando seu café com uma expressão exausta.

— Falei com ele, podemos ir agora mesmo — disse. — Mas não prefere esperar até mais tarde? Você pode dormir um pouco e descansar, passou o dia no clube ontem e não dormiu...

— Só vamos. — Jogou o resto do café na pia, pegando sua bolsa sobre a mesa e saindo na minha frente.

— Você esqueceu o casaco. — Entreguei a ela quando estávamos já fora do apartamento descendo as escadas.

— É mãe, as pessoas esquecem, tipo você que esqueceu de me dizer que meu pai estava vivo.

— Filha, por favor.

— Eu disse. — Ela parou no meio das escadas para me olhar. — Eu lhe disse, entendo o que fez, mas não posso perdoar isso, não sei se um dia vou conseguir. — Voltou a descer e a ficar calada.

Pegamos um táxi, eu não estava com cabeça para enfrentar metro ou qualquer outro meio de transporte lotado de gente. Renesmee entrou no carro e colocou os fones de ouvido que tinha trazido, seria sua forma de escapar das minhas perguntas e do longo caminho no trânsito que teríamos até o hotel.

Assim que chegamos ao hotel, depois de uma longa viagem até ali, vi nitidamente uma mudança no comportamento de Renesmee, ela parecia menos agressiva e mais nervosa. E eu sabia que devia estar sendo terrível estar prestes a conhecer um pai que não sabia que existia, pois pensava que o seu estava morto.

— Escute. — A parei no hall do hotel. — Você quer mesmo fazer isso? Fui eu quem lhe colocou nessa confusão, Renesmee, posso tirá-la.

Ela abaixou a cabeça, olhando para os próprios pés.

— Não quero fazer isso, não quero conhecer um total estranho que agora descobri ser meu pai. Só que, não se trata de algo que eu queira fazer, sim algo que deva fazer. É parte da minha vida. — Deu de ombros. — Só preciso entrar nesse restaurante, olhar na cara desse sujeito e depois se tudo ruir de vez em minha cabeça, eu dou o fora da vida dele.

Acenei com a cabeça, mesmo sabendo que talvez Edward não fosse deixá-la dar o fora tão fácil assim.

— Vamos!

Seguimos para o restaurante e não foi uma surpresa saber que ele era gigantesco e imenso como o restante do hotel, o que não me permitiu ver Edward logo de primeira.

— Olá, viemos encontrar Edward Cullen — anunciei a recepcionista do restaurante, que parecia conter um risinho para minhas roupas, Renesmee estava de vestido e botas — parecendo ter saído de uma página de revista de moda adolescente — então eu era a única julgada ali por estar com roupas simples demais para o luxo daquele hotel.

— Isabella e Renesmee Swan? — ela perguntou, checando algo em um tablet.

— Sim. — Foi Renesmee quem respondeu.

— O Senhor Cullen teve de ir até seu quarto no hotel, mas já está voltando — a mulher disse. — Hellen, as acompanhe até a mesa do senhor Cullen, por favor — pediu para uma garçonete, que logo nos levou até lá.

Renesmee e eu sentamos lado a lado, ela não parava de bater suas botas no chão e uma mulher sentada próxima a nós olhou torto para a gente várias vezes graças ao barulho.

— Que emocionante, estou perdendo aula de física para conhecer um pai que eu não sabia que existia — Renesmee murmurou, sendo sarcástica.

— Muitos matariam para estar no seu lugar — brinquei, mas sem conseguir sorrir, muito menos rir. Eu não parava de encarar a entrada do restaurante — que mesmo aquele horário da manhã estava cheio devido a turistas que tomavam brunch, ou a simples executivos que estavam ali matando tempo — esperando Edward aparecer.

E, quando ele por fim apareceu, Renesmee sabia que era ele, o olhar de Edward fixo na gente era o aviso perfeito. Ela agarrou meu braço, e pude ouvi-la prendendo a respiração.

— É ele, não é?

— Sim. — Toquei em sua mão. — Amo você, Renesmee.

Renesmee não respondeu, Edward estava cada vez mais perto. Senti minhas pernas estremecerem e meu coração disparar. Queria tirar minha filha daquele hotel, levá-la para longe do Cullen e protegê-la de tudo e de todos.

Então, Edward parou a nossa frente, com os olhos voltados para Renesmee, que tinha desviado sua atenção para o centro de mesa. Ele parecia admirado, mas também nervoso.

— Bom dia — Edward murmurou, sentando-se diante da gente, para me olhar profundamente. — Oi Bella.

— Edward essa é Renesmee — falei, ouvindo Renesmee fungar.

— Oi Renesmee. — Edward sorriu ao dizer o nome dela, o nome que ele tinha escolhido para nossa futura filha no passado, uma filha que pensávamos que demoraria pelo menos uns cinco anos para nascer e que ele conheceria desde sempre.

Renesmee não era a garota que idealizamos, de cabelos e olhos como os meus, baixinha e parecida comigo. Ela era Edward, saiu-se totalmente ao pai.

E ali, ela finalmente estava o conhecendo.

— Oi. — Renesmee levantou o rosto, sustentando o olhar de Edward por dois segundos antes de desviar para a parede do restaurante.

Ali, tão perto um do outro, eu não poderia achá-los mais parecidos. Os mesmos olhos, o tom capilar acobreado, o nariz, a testa, tudo. E por um momento sorri, lembrando-me de como sempre achei Edward a pessoa mais linda do mundo, até ver Renesmee.

— Vocês já pediram algo? — Edward perguntou, abrindo o cardápio, mas ainda lançando olhares rápidos a Renesmee.

— Não, o que recomenda? Eu estou morrendo de fome — confessei, pegando um cardápio para mim.

— Café, com bastante açúcar — Edward disse. — E croassaint, você vai adorar o daqui.

— Sério? — Renesmee indagou, em um tom indignado, Edward e eu olhamos para ela. — Vão mesmo se tratar como velhos amigos que se encontraram para um café? Você escondeu uma filha dele. — Apontou para mim. — E você a acusou de roubo! — Ela por fim encarou Edward por mais de dois segundos e seu olhar aliado a sua expressão pareciam irados.

Edward abaixou o cardápio e eu também.

— Só estamos tentando tornar o clima ameno, Renesmee — falei.

— Ameno? Não existe isso nessa situação, mãe! — exclamou. — É um caos, okay?

— Acho que devemos esquecer o passado, Renesmee — Edward disse, arregaçando as mangas da camisa social que usava.

— O quê? — Ela riu. — Edward, não é? Como quer que eu esqueça um passado que está diretamente ligado ao meu presente? Você acusou minha mãe, ela me escondeu de você e você de mim. Acha mesmo que esse é o tipo de coisa que pode ser simplesmente esquecida? Eu passei quinze anos da minha vida imaginando que meu pai estava morto, que ele era um órfão que nem família tinha. Eu tinha uma imagem desse falso pai na minha mente, um cara sonhador, feliz e que amou minha mãe. E, isso tudo desmoronou.

— Edward pode ter me acusado de roubo, Renesmee — falei aquilo entredentes. — Mas ele é...Ele é seu pai. — Precisei de forças para dizer aquilo. — Vocês precisam se conhecer, tente ser mais simpática.

— Ah, agora quer que eu o conheça? — Renesmee focou sua atenção em mim. — Não deveria ter me escondido dele, então, mamãe.

— Renesmee? — Edward a chamou e Renesmee o olhou, ainda que fosse obvio que nem queria ficar perto dele. — Sei que tudo é demais, acredite, não está sendo fácil para mim também, mas podemos tentar? Eu não estou pedindo que me chame de papai, ou que diga que me ama, só quero que se foque no presente e no que pode vir do futuro. Você e eu somos estranhos agora, mas podemos mudar isso.

— Eu vou ao banheiro — Renesmee falou, ignorando a fala de Edward, tirou sua bolsa do encosto da cadeira e saiu, mas o clima pesado ficou entranhado ali.

— Ela nunca vai me aceitar, não é? — Edward me perguntou após uns longos minutos de silêncio.

— Dê um tempo a ela — falei. — Teve uma noite difícil, não dormiu nada, está cansada e tudo é novo. Vai precisar de mais tempo para se acostumar a tudo isso.

— Então contou ao roubo das joias para ela? — Os olhos verdes de Edward pararam sobre os meus.

— Eu tinha de dizer a verdade.

— Sei que não foi você, Bella — Edward disse, parecendo extremamente mal ao dizer aquilo. — Ter te acusado ainda me consome, me sinto um lixo por isso.

— Queria que não tivesse acreditado nisso no passado. — Desviei o olhar. — Renesmee está certa, não podemos esquecer um passado que afeta diretamente nosso futuro.

Edward suspirou. O celular em minha bolsa tocou e o peguei, era uma mensagem de Renesmee.

Renesmee: Desculpe, desculpe...Mas não dá para mim. Eu preciso de um tempo, sei lá. Te ligo depois, mas...Não dá! Você, ele, eu só quero gritar e chorar. Vou ficar segura, prometo. Eu acho que vou para Forks, preciso sair dessa cidade e ficar longe de vocês. Eu também te amo, mãe, mas estou com raiva de você agora.

Larguei o celular, compreendendo a mensagem de Renesmee.

— O que foi? — Edward perguntou. — Bella? — me chamou. — Isabella?

— Renesmee fugiu. — Passei o celular a ele. — Edward, Renesmee fugiu. — Comecei a chorar. — Nossa filha, fugiu.

Notas finais
Espero vocês nos comentários. Beijos! Lola Royal. 09.04.16