Moon River

50 Capítulo Quarenta e Dois


Notas iniciais
O capítulo tem uma bomba, então segurem o coração hahaha Boa leitura!!!

— Capítulo Quarenta e Dois —

— Bella —

New York – Julho de 2016

Eu dormi durante todo o voo e, quando acordei com o avião prestes a pousar em New York, ainda queria dormir mais um pouco, seria terrível conciliar a mudança de fuso horário, mas o fato da gravidez me nocautear. Aconcheguei meu corpo ao de Edward, enquanto esperávamos a liberação da torre para o avião aterrissar.

— Como você está? — ele perguntou.

— Cansada, tinha esquecido o quanto estar grávida me deixa mole — respondi, o fazendo rir.

Nós não tivemos muito tempo no aeroporto de Veneza para comemorar o fato de finalmente estar grávida, eu apenas cai no choro, enquanto Edward sorria e enchia meu rosto de beijos, agradecendo por eu estar lhe dando mais um filho. Então, ainda perdidos naquele momento, tivemos de ir para o avião e eu desmaiei de sono.

Deixei Edward recolher nossas malas quando finalmente deixamos o avião, eu praticamente me arrastava, sentindo-me exausta e com dor de cabeça. Nós ainda teríamos que ir até a casa dos pais dele buscar Nessie para então poder irmos para nosso apartamento, eu só me jogaria em minha cama quando chegasse lá.

Edward e eu estávamos passando pelo portão de desembarque, quando ele perguntou confuso para si mesmo.

— O que ele está fazendo aqui? — Segui seu olhar, vendo Carlisle não muito distante da gente, falando com alguém no celular. Olhei ao redor, reconhecendo o rosto de pelo menos cinco seguranças que trabalhavam para eles, infiltrados na multidão do aeroporto.

Carlisle desligou o celular quando paramos diante dele.

— Vocês demoraram, precisamos ir.

— Aconteceu alguma coisa com Renesmee? — perguntei preocupada com aquela hipótese, sentindo a mão de Edward apertar meu ombro.

— Não, ela está bem, mas vocês dois tem que ir agora para fora do aeroporto. — Carlisle começou a andar na frente, me assustando ainda mais, não que ele não fosse confuso ou assustador outras vezes, mas daquela vez parecia mais.

— Carlisle, o que está acontecendo? — Edward perguntou, mas o pai não respondeu. — Carlisle?! — insistiu, parando de andar, fazendo com que eu parasse também.

Carlisle bufou, então se virou para nós.

— Nós conversamos no carro, Edward, prometo, apenas mova-se e faça sua esposa andar também. Não podemos ficar tanto tempo parados no meio de um aeroporto conversando, é perigoso!

Eu suspeitei do que estava acontecendo, mas era tudo tão novo sobre minha cabeça que não falei nada, apenas segui Carlisle com Edward para fora do aeroporto. Nós três entramos no banco de trás de um carro preto, enquanto dois seguranças estavam no banco da frente.

— Aqui. — Carlisle estendeu o celular para o filho quando o carro começou a se locomover pelas ruas de New York. Era uma foto de uma carta parecida com a última que os Cullen tinham recebido quando Nessie foi anunciada como uma, mas aquela era direcionada a outra pessoa, a mim.

“Felicidades ao casal, cuidado com sua esposa, Edward, ela pode ser a primeira Cullen a morrer.”

Senti-me enjoada, mas sabia que daquela vez não tinha nada relacionado a gravidez, eu estava com medo.

— Onde está a carta? — Edward perguntou, ainda encarando a tela do celular, sua mão fixa na minha. — Onde foi entregue dessa vez?

— No seu antigo apartamento, parece uma rota mais fácil já que você não está mais lá. Jasper e eu levamos a policia, eles estão tentando rastrear. Mas como sempre a merda da policia incompetente não consegue nada, já colocamos um detetive particular no caso também, mas deve ser outro inútil. — Carlisle estava tão irritado que seu rosto estava tomado por vermelho.

— Como você está? — Edward me perguntou, devolvendo o celular para o pai, tocando em meu rosto. — Bella, você está gelada — disse tenso.

— Estou bem. — Tentei controlar a respiração. — Só fiquei nervosa, minha pressão deve ter caído, não se preocupe.

— Como você quer que eu não fique preocupado? — Edward afastou o cabelo dos meus olhos. — Você está pálida, vamos ao hospital.

— O que ela tem? — Ouvi Carlisle perguntar.

— Ela está grávida — Edward respondeu.

— Droga! — Carlisle exclamou. — Siga para o hospital geral, Harrison — ordenou para o segurança que dirigia.

— Eu estou bem — insisti. — Foi um susto, apenas me levem para perto de Nessie, preciso vê-la.

— Você tem certeza? — Edward questionou.

— Sim, como alguma coisa quando chegar lá e descanso.

Edward deu ordem ao motorista para seguir direto a mansão, Carlisle resmungou, mas não falou mais nada durante o resto do caminho.

***

Estavam todos lá quando chegamos a mansão, Jasper com Tanya e os filhos dele, Esme e minha filha. Renesmee parecia aliviada quando correu para me abraçar, eu a puxei para um forte abraço, convencendo a mim mesma que ela estava bem, que nada tinha acontecido a ela enquanto estive fora viajando.

— Eu estava com tanta saudade — falei, afagando seu rosto.

— Também, mamãe. — Ela forçou um sorriso para mim, indo abraçar o pai. — Como vocês estão?

— Preocupados. — Edward me fez sentar perto de Esme, que afagou meu braço. — Essa ameaça, tem uma semana que Bella e eu casamos, isso tudo é demais. — Ele fez com que eu ficasse mais perto dele. — Sinto muito, Bella.

— Ninguém vai tocar nela — Carlisle proclamou, fazendo com que todos nós olhássemos para ele, eu estava em choque com sua afirmação sobre mim. — Não fique tão surpresa, Isabella, você é parte dessa família agora, eu não quero que você seja assassinada. E você ainda está pálida, vou ligar para um médico. — Se afastou, já discando um número em seu celular.

— Ah mamãe, você deve ter ficado tão nervosa com isso tudo — Renesmee falou, ajoelhando-se diante de mim, segurando em minhas mãos.

— Vou buscar algo para você beber — Esme ao meu lado falou, fazendo menção de se levantar.

— Esme, espere — pedi. — Edward e eu temos uma noticia para vocês. — Sorri, vendo Renesmee olhar para mim em expectativa.

— O quê? — Lucy perguntou curiosa do outro sofá, sentada ao lado de Tanya, apoiando sua cabeça no ombro da loira.

Olhei rapidamente para Edward, que fez um gesto indicando que eu falasse. Beijei a bochecha dele, então anunciei:

— Nós vamos ter um bebê!

Nessie arfou, então se levantou do chão para me abraçar. A envolvi em meus braços, contente que ela estava feliz com a noticia de que logo estaria ganhando um irmão ou irmã, quando ela foi abraçar o pai, Esme veio até mim.

— Ah Bella, eu não acredito! — Ela chorava.

— Mas eu acredito. — Tanya me roubou dos braços de Esme, eu ri, mas imediatamente o cheiro do seu perfume me enjoou.

— Tanya, eu adoro você, mas irei querer vomitar toda vez que estiver por perto se você não mudar seu perfume.

Ela gargalhou, afastando-me de si. Não aguentei por mais muito tempo, indo até o banheiro mais próximo. Não foi muita surpresa Nessie e Edward me seguirem, mas os tranquei do lado de fora, querendo vomitar em paz sem os dois cheios de preocupações e cuidados, eu estava apenas grávida, não doente.

— Tudo bem? — Nessie perguntou hesitante quando sai.

— Sim, eu só estou grávida. — Edward sorriu para mim, parecendo deslumbrado.

— E você vai vomitar pelos noves meses? — Nessie fez uma careta. — Acho que não vou querer ter filhos, sabe, essa história de vomitar tanto não parece tão agradável assim.

Edward lançou um olhar empolgado para ela.

— Isso, Ness, não pense em ter bebês! — ele exclamou. — Você não precisa ter nenhum, nós te damos um peixinho dourado.

Eu ri da ilusão dele que a ideia da filha não ter bebês, também incluiria ela não fazer sexo.

— Bella, venha comer algo — Esme apareceu no corredor onde estávamos. — O que acha de uma sopa? Você precisa de vitaminas.

— Eu estive pensando em pizza, ou hambúrguer — confessei, indo com ela até a sala onde os outros estavam, mas Carlisle ainda não tinha reaparecido.

— Gordura, você não quer ter problemas com alimentação durante a gravidez — Esme falou, fazendo-me sentar longe de Tanya para que eu não voltasse a enjoar.

—Mas...

— Sem mas, Isabella, você vai se alimentar direito! — Esme falou em um tom maternal, firme, mas preocupado. — Vou mandar preparar uma sopa. Luke vem comigo, você acordou ainda a pouco e nem comeu nada. — Chamou pelo garotinho que ainda usava pijamas, ele a seguiu, pedindo por pizza e hambúrguer também.

— Você acha que é menino, ou menina, tia Bella? — Lucy perguntou, parecendo gostar de me chamar assim.

— Espero que menino, Edward vai enfartar se tiver mais uma menina para tomar conta. — Afaguei os cabelos de Nessie ao meu lado, que sorriu. Edward fingiu rir.

Nós debatemos mais um pouco sobre ser pais de menino ou menina, até que Jasper anunciou que ele, Tanya, Lucy e Luke deveriam ir se quisessem chegar a tempo para o filme que queriam ver. Convidaram Renesmee, mas ela prontamente respondeu que ficaria conosco. Eles fizeram Luke se vestir e partiram, então o medo que assolava minha mente antes voltou.

— Mamãe, não vai acontecer nada — Renesmee falou vendo a expressão em meu rosto, quando Edward foi checar a quantas andava o projeto de sopa pensado por Esme. Toquei na face de Nessie, então em minha barriga onde meu outro filho ou filha se desenvolvia, não era comigo que estava preocupada, sim com eles.

A campainha soou por toda a mansão, então vimos Carlisle descer do segundo andar ao mesmo tempo em que uma empregada trazia um homem até a sala, ele tinha uma maleta médica em mãos. Eu não podia acreditar que Carlisle tinha mesmo chamado um médico, eu estava bem!

— Carlisle, há quanto tempo! — O homem de cabelos escuros apertou a mão do Cullen.

— Benjamin, essa é Renesmee, minha neta! — Carlisle o apresentou a Nessie que se levantou para cumprimentá-lo. — E essa é minha nora, Isabella. — Apenas acenei para o médico, se ele quisesse enfiar uma agulha em mim eu enfiaria uma em seus olhos. — Ela recebeu uma noticia séria e ficou muito pálida e gelada, está grávida, queremos checar se está tudo bem — Carlisle explicou a ele, desviei o olhar para a entrada da sala, onde Edward estava segurando uma bandeja com comida, mas seus olhos estavam presos no pai.

— Claro, deve ter sido uma queda de pressão — Benjamin disse, sorrindo. Ele parecia ser do oriente médio, ter menos de quarenta anos e tinha um sorriso que lembrava de uma criança. — Posso examiná-la, senhora Cullen? — perguntou a mim.

— Se eu não deixar meu querido sogro irá me mandar para um hospital, então sim. — Olhei acusadoramente para Carlisle, que não se abalou com meu deboche, Edward continuava no mesmo lugar, fitando o pai.

— Uma queda de pressão é muito ruim? — Nessie perguntou ao médico, enquanto Benjamin colocava o aparelho em meu braço para medir a pressão.

— É normal no inicio da gravidez — Benjamin respondeu. — Mas você não pode ter alterações de humor bruscas, principalmente as que podem lhe deixar nervosa, senhora Cullen — Benjamin disse para mim. — De quantos meses está grávida? — Ele retirou o aparelho. — Sua pressão está controlada.

— Provavelmente um. — Fiz as contas em minha mente rapidamente. — Descobri hoje mais cedo, mas eu estava cuidando da minha alimentação, então não creio que estou com alguma deficiência de vitaminas — informei.

Benjamin assentiu, checando meus sinais vitais, perguntando como eu me sentia, chegando a conclusão de que eu estava saudável.

— Foi apenas um susto — ele garantiu a Carlisle. Edward estava sentado no outro sofá olhando para mim, a bandeja com comida tinha ido parar sobre a mesinha. — Ela está realmente bem, só precisa descansar um pouco. Você disse que chegou de viagem hoje, não foi? — falou comigo, assenti, eu tinha dito que estava só cansada do voo.

— E o bebê? — Edward perguntou calmo, convencido de que eu estava bem também.

— Uma queda de pressão não faria mal a ele — Benjamin assegurou. — Mas para que fiquem mais tranquilos podem começar o pré-natal quanto antes. Posso recomendar um médico caso não tenham um.

— Ah, eu tenho — falei. — Mas obrigada — agradeci.

— É bom tomar a sopa, vai lhe deixar melhor — Benjamin disse apontando para o prato.

— Eu o acompanho até a porta — Renesmee falou depois dele se despedir de todos, Edward levantou-se trazendo a bandeja até mim.

— Mais calmo? Seu neto está bem — falei para Carlisle, que sentou onde o filho estava antes.

— Sim — foi tudo que ele disse. — Recebi uma ligação do detetive — falou quando Nessie retornou a sala, ela se sentou ao lado dele, enquanto eu me forçava a comer a sopa sem sala. — Ainda não sabem quem enviou a carta, mas eu o fiz entender que isso tem de ser descoberto o quanto antes. — Seu tom de voz era ameaçador.

— Acha que vão conseguir? — Edward perguntou a Carlisle.

— Sim, chega de ameaças. — Carlisle suspirou, parecendo exausto. — Eu não tenho mais paciência para lidar com essas merdas, estou farto.

Renesmee afagou o braço dele.

— Você precisa se acalmar também, vovô — falou para ele. — Não adianta em nada todos ficarmos estressados com isso.

— Eu não vou me acalmar até essa maldita pessoa estar presa — Carlisle disse, pondo-se de pé e subindo até o segundo andar.

— Ele esteve agitado a semana inteira — Nessie confidenciou a mim e ao pai. — Acho que toda essa pressão está acabando com ele — ela murmurou.

Apenas olhei de canto de olho para Edward, que encarava suas mãos, pensativo demais. Eu não lia mentes, mas podia apostar o que passava em sua cabeça.

New York – Agosto de 2016

O segundo domingo de agosto começou comigo às seis e meia da manhã vomitando, pensar em lidar com mais semanas de vômito até o fim do primeiro trimestre da gravidez não me animava muito, mas eu sabia que no fim era por uma boa causa. Edward ainda dormia e, era cedo demais para ser chata com ele e tirá-lo da cama, então fui para a sala, encolhendo-me no sofá assistindo séries de comedia dos anos noventa.

Eu estava cansada, a segunda gravidez conseguia me derrubar muito mais do que a primeira. Mas, segundo o médico tudo estava perfeitamente bem. Eu tinha um bebezinho saudável se formando dentro de mim e, tudo estava indo muito bem, obrigada.

Claro que ainda tinha a ameaça que eu sofri atormentando tudo, mas eu tentava mantê-la longe da minha mente para meu próprio bem e do bebê. O resto do mundo parecia muito agradável e perfeito fora aquilo.

Edward e eu, nós dois com Nessie. Meu relacionamento com Esme melhor do que eu podia esperar, ela até mesmo foi quem deu as primeiras roupas do bebê, um conjuntinho com Baby Cullen escrito na frente. E, papai até chorou quando contei a ele e mamãe que eu estava grávida, mesmo que ele tenha dito que era apenas um cisco em seu olho, Edward me fez gravar o vídeo chamada, querendo ter uma recordação do dia que Charlie Swan chorou.

— Por que você já está acordada? Pensei que o antiquado com alma velha dessa família era eu — Edward falou entrando na sala, sentando-se ao meu lado no sofá, puxando minhas pernas para seu colo, começando uma massagem muito boa em meus pés.

— Continua sendo você, eu só estava enjoada demais para dormir novamente — respondi, aconchegando-me melhor nas almofadas do sofá. — Nós vamos almoçar na casa dos seus pais?

— Vamos, caso não formos Esme vai vir até aqui nos buscar para nos arrastar para lá de qualquer forma — Edward disse, espreguiçando-se.

— Edward? Você ainda pretende acertar-se com seu pai? — perguntei com cautela, fazendo com que ele se virasse para mim, mas ficou quieto. — Ele é seu pai, vocês deveriam se entender. Escute, sei que é complicado, que ele passou sua vida inteira querendo que você fosse um projeto que ele pudesse controlar, mas Carlisle continua sendo seu pai.

— Não sabemos se ele é meu pai.

— Não saberemos até você questionar Esme e ele sobre isso.

— Sua aliança — ele sussurrou. — Pertencia a mãe de Carlisle. — Olhei abismada para a joia em minha mão esquerda. — E a minha a Anthony Cullen, o pai dele. Ao que parece Anthony pediu a Carlisle antes de morrer que as desse para o seu neto, eu no caso.

Alcancei os olhos verdes de Edward, o deixando continuar a falar.

— Eu já tinha as nossas feitas, mas Carlisle insistiu que eu aceitasse as dos pais dele e que eu cuidasse para que sempre tivesse um Cullen as usando.

— Edward, Carlisle te ama. — Edward balançou a cabeça negativamente para minha frase, desviando o rosto em outra direção. — Edward, eu não estou supondo isso. — Puxei seu rosto para mim. — Carlisle me disse isso, no dia do nosso casamento, ele ama você. Só que vocês dois estão em dois lados diferentes de uma linha, com medo, orgulhosos e feridos demais para temerem atravessá-la. Mas vocês precisam, vocês precisam desfazer essa distância.

Afaguei o rosto de Edward, que fechou os olhos, controlando sua respiração, esticando sua mão para tocar em minha barriga.

— Eu sou um bom pai? — perguntou ainda de olhos fechados, afagando o local onde o bebê crescia.

— Edward, você é um pai maravilhoso — afirmei. — Renesmee não poderia ter um pai melhor e, eu sei que você será igualmente bom para esse bebê.

Ele abriu os olhos, me encarando. Estiquei-me para beijar seus lábios, enquanto limpava as discretas lágrimas que rolavam em seu rosto.

— Edward, você não é como Carlisle. Mas, não precisa afastar-se do seu pai, precisam encontrar um jeito de refazer a relação de vocês. Não vão poder recuperar o passado, mas da mesma forma que você e Nessie pensam no presente e no futuro no que diz respeito aos dois, é como deve agir com ele.

Edward me abraçou, puxando-me para mais perto dele.

— Eu vou deixar a empresa — anunciou, pegando-me de surpresa. — Preciso disso.

— Edward...

— E, eu prometo conversar com Carlisle, não sei quando, mas eu vou fazer isso, prometo. — Ele voltou a tocar em minha barriga. — Só quero que esse bebê venha em um mundo melhor, que ele não precise lidar com tanta merda quanto Nessie está lidando, sabemos que ela é forte, mas também sei que eu poderia ser melhor para ela, que poderia deixar tudo mais calmo e confortável.

— E a empresa? Você vai fazer o que?

Edward sorriu, levantou e foi até nosso quarto, voltando com um folder da Universidade de New York, sentando-se novamente perto de mim.

— Estive lá ontem com Nessie, lembra? Quando ela foi ajudar Alec a arrumar o dormitório dele. Então, me lembrei da nossa conversa naquele dia no Central Park, sobre eu virar professor, ou qualquer outra coisa, contanto que estivesse feliz.

— Você vai virar professor? — Um sorriso abriu em meu rosto.

— Bom, é a intenção, eu ainda terei que fazer alguns cursos já que não me formei para isso. Mas pelo que conversei posso conseguir uma licença para ensinar no ensino médio, vou ter que passar um ano estudando para isso, mas parece uma boa ideia. Até porque sem estar preso naquela empresa vou poder aproveitar mais sua gravidez e, estar mais disponível nos primeiros meses do bebê.

— Ah Edward! — exclamei, envolvendo meus braços em seu pescoço, sentindo-me absurdamente feliz. — Isso é mesmo o que quer, não é? — Fixei meus olhos em seu rosto, querendo ter certeza de que ele estava fazendo aquilo por sua própria vontade.

— Sim — afirmou. — Durante o verão, enquanto Nessie estava de férias eu realmente senti falta de ensinar. E, sou realmente bom nisso. — Se gabou. — Como não sou na empresa. Sempre quis ser um médico, mas agora sei que a vida não age como esperamos, tem muita coisa que acontece sem ser planejada, era um sonho, mas posso deixá-lo de lado. Vou ser um professor, então sabe-se lá quantos futuros médicos não passarão por mim.

— Eu estou tão orgulhosa! — Voltei a beijá-lo.

Nós nos separamos ao ouvir uma porta batendo, então Nessie entrar apressadamente na sala, o celular nas mãos que tremiam, o rosto branco e os olhos marejados.

— Renesmee, o que aconteceu? — Edward indagou, ela soltou uma lufada de ar, começando a chorar.

— Renesmee?

Minha mão foi automaticamente até minha barriga, como para me certificar que estava tudo bem com o bebê. As ameaças explodindo na minha cabeça, alguém tinha sido ferido? Esme, Lucy, Luke, Jasper, Tanya, Carlisle...Não, agora não, Edward tinha prometido conversar com ele.

— Filha, o que aconteceu? — Edward voltou a perguntar, colocando-se de pé.

— Eu sinto muito, pai — Renesmee murmurou, fechando os olhos. — Alice morreu.

Notas finais
Okay, vejo vocês nos comentários!!!! Beijos! Lola Royal. 16.07.16