Moon River

46 Capítulo Trinta e Nove


Notas iniciais
Boa leitura! ♥

— Capítulo Trinta e Nove —

— Bella —

New York – Junho de 2016

Edward, Renesmee e eu nem tínhamos ido tomar café da manhã, quando recebemos mensagens de Sulpicia informando que a matéria estava no ar. Então, nós três nos reunimos na sala de estar do apartamento, com celulares em mãos, lendo a matéria postada no site no jornal.

A manchete dizia: A Rainha dos Diamantes tem sua coroa ameaçada.

“Todos sabem que Carmen Denali é uma mulher cheia de vontades, isso é inegável, mas hoje descobriram que a herdeira dos diamantes Denali é uma mulher que pode ser capaz de tudo para alcançar seus desejos. E, antes que pensem que o jornal tornou-se um portal de fofocas, não, ele não se tornou.

O que tenho a falar sobre Carmen Denali — eu Sulpicia Volturi, que estou literalmente colocando a cara a tapa para essa matéria —, é algo que vai muito além de fofocas. Ainda que no início de minha carreira eu tenha trabalho em revistas desse estilo e, admito que adorado, hoje trabalho para um jornal e é sobre informações com teor sério que falarei aqui.

Coube a mim ser a divulgadora de um material de conteúdo exclusivo sobre a conhecida Rainha dos Diamantes, sobre algo que ela causou mais de uma década atrás, mas que abalou muito a vida de pessoas inocentes, inclusive sua própria filha, Tanya Denali.

No ano de 2000, quando a filial da loja de joias dos Denali em Seattle surgia, sobre gerencia de Tanya, Carmen tinha muitos outros planos além de expandir os negócios. Queria expandir a família, queria criar laços matrimoniais com pessoas de alto nível como ela era e, até então, ainda é.

Isso nos leva a outra personagem dessa história, Isabella Swan. Isabella na época era assistente de Tanya na joalheria e, namorada de Edward Cullen, o herdeiro de um império da publicidade.

Caso você esteja se perguntando, sim, é a mesma Isabella que vemos frequentemente ao lado de Edward nos últimos meses. É também a mãe da filha dele, Renesmee Cullen.

E, entre Isabella, Edward e Tanya, temos Carmen Denali. A Rainha dos Diamantes que não mediu esforços, nem se preocupou em atingir pessoas inocentes para conseguir o que queria, Edward Cullen como seu genro.

Todos sabem que a filha mais velha de Carmen morreu ainda muito nova, era uma atriz maravilhosa, mas foi imediatamente afastada da família quando seguiu sua carreira artística. E, Carmen não queria isso para suas outras filhas, mas Katrina já estava casada, Tanya era sua preocupação.

Mas, como Carmen faria a filha cair nos braços do herdeiro Cullen com Isabella sendo a namorada do rapaz? Bom, ela criou um plano sujo e imundo, como sua própria reputação ficará depois da transcrição de uma gravação feita pelos próprios Edward e Isabella na última segunda-feira.”

Logo abaixo vinha a transcrição da gravação que tínhamos entregado a Sulpicia, pulei ela sabendo muito bem o que tinha ali, continuando a leitura da matéria.

“Como podem ver, Carmen Denali foi tão repugnante e odiosa com pessoas que não fizeram absolutamente nada a ela. E, não apenas confessou seu ato de anos atrás, como também ameaçou declaradamente Isabella Swan.

O que podemos pensar sobre a Rainha dos Diamantes? Uma mãe protetora demais querendo o bem da própria filha? Não, Carmen Denali é apenas uma mulher manipuladora, sem escrúpulos, que não se importaria em destruir vidas.

Isabella Swan passou uma semana presa por conta da falsa acusação de roubo de Carmen, quando não era culpada do crime de roubo das joias. E, mesmo anos depois, ela ainda é ameaçada pela Denali, depois de ter sua vida drasticamente alterada pela mesma.

Eu os deixo com um pensamento, o quanto Carmen Denali, mesmo sendo a Rainha dos Diamantes, não passa de alguém sem nobreza alguma. Lhe falta caráter, além de mais uma poção de adjetivos. Ao menos sabemos que ela é exatamente como seu falecido pai, George, que outrora foi acusado de ter ligação com trabalho escravo.

Porém, isso é noticia para uma próxima edição.

Sulpicia Volturi.”

Sorri ao ler aquilo tudo, sentido-me vingada, pelo menos um pouco. Sabia que a matéria não levaria Carmen para seu declínio, mas como Sulpicia tinha dito, era o começo para isso.

— Uau, eu amo minha sogra! — Renesmee exclamou depois de ler. — Ela é melhor que Gossip Girl.

Eu ri, colocando minhas pernas sobre o colo de Edward, que parecia tão contente quanto eu.

— O que acha que Carmen vai fazer?

— Nada, ela foi exposta publicamente, Sulpicia foi maravilhosa em falar sobre as ameaças, todos estarão em alerta, se algo acontecer a qualquer um de nós ela será a suspeita número um.

— A noticia está se espalhando rapidamente — Nessie falou checando os números. — Parabéns mãe, você pisou na cara daquela vadia.

— Obrigada — agradeci, ainda animada. — Vamos tomar café, eu até mereço açúcar para comemorar!

***

Enquanto Renesmee saia com Carlisle para o evento que estariam aquele dia, Edward e eu seguimos para nossos trabalhos. Não foi uma surpresa para mim ao chegar lá e deparar-me com jornalistas de outros jornais, canais de televisão e portais na internet. Eu estava preparada para aquilo e, tinha aceitado de bom grado ir para o jornal com dois dos seguranças de Edward.

Todos queriam mais informações sobre o que tinha sido divulgado mais cedo, porém eu apenas os ignorei, seguindo direto para dentro do prédio do jornal, onde estavam proibidos de entrar. Assim que entrei na redação de economia, todos meus colegas começaram a falar comigo sobre o assunto, curiosos, mas ainda assim respeitosos sobre o que também tinham descoberto.

— Nossa matéria é um sucesso, acho que você merece um aumento! — Sulpicia exclamou quando entrei em sua sala, depois de sua assistente me conduzir até lá.

— Não é algo que eu reclamaria. — Sorri. — Obrigada pelo espaço no jornal, Sulpicia, espero que Aro não tenha se importado.

— Está louca? Aro está mais feliz do que eu, ele adora uma boa fofoca. Além do mais, mesmo que Edward odeie nosso filho, nós adoramos Renesmee.

— Obrigada por isso também.

— Não há o que agradecer, é uma menina maravilhosa, claro que adoraríamos. Mas, a questão é, nós estamos colocando a Puta Denali no lugar dela, aos poucos, mas colocaremos. Pretendo retomar o assunto do pai dela e o trabalho escravo que ele financiava depois do feriado de quatro de julho.

— Propicio — comentei. — Ah, falando em datas, eu me casarei em um mês.

Sulpicia arregalou os olhos com minha informação abrupta, eu não era a pessoa mais sutil.

— Edward te pediu em casamento? Oh Bella, isso é fantástico. Sei que é cedo, mas tenho uma garrafa de champanhe no frigobar, podemos comemorar as boas noticias.

— Na verdade estou evitando beber — falei. — Edward e eu estamos tentando ter outro filho, acho melhor me afastar de coisas que podem me fazer mal.

Sulpicia gargalhou.

— Querida, eu engravidei de gêmeos depois de beber horrores em uma festa de ano novo, acredite, você terá seu bebê bêbada ou sóbria. E, ele nascerá em um mundo onde a mãe dele terá chutado o trono da Rainha dos Diamantes.

***

Edward parecia tão nervoso que eu suspeitava que a qualquer momento poderia ter um enfarte ou algo do tipo, Nelly e eu riamos da agitação dele, enquanto eu esperava a hora para fazer a ligação para meu pai. Aproveitaríamos aquela noite para ligar para ele e, contar a novidade sobre o casamento e, meu noivo estava morrendo de medo, ainda que ele fosse apenas fazer uma chamada de vídeo com papai.

— Renesmee jantará aqui hoje? — Nelly perguntou quando ela me deu um pouco do molho que estava fazendo para ver se estava bom.

— Não, ela me mandou uma mensagem ainda agora, vai sair para jantar com o avô.

— Carlisle gosta muito dela — Nelly falou.

— É o que me preocupa. — Suspirei. — Não quero que ela sofra as consequências de ser uma pessoa nas vistas de Carlisle.

— Renesmee é esperta, ela enfrenta o Carlisle como nem mesmo Alice, Edward ou Esme enfrentaram durante todos esses anos. Não se preocupe, ela ficará bem.

— Espero que sim. — Vi o horário, estava na hora de falar com papai. — Bom, deseje-me sorte, capaz de papai sacar sua arma para tentar acertar Edward pela tela do computador.

Nelly riu, deixando-me ir para a sala. Edward já estava lá, ligando o notebook que usaríamos para fazer a vídeo chamada com papai, sentei ao seu lado, observando sua ansiedade.

— Edward, se acalme, papai não vai te matar porque você me pediu em casamento — falei.

— Eu espero que isso seja verdade, já pensou se você fica viúva antes do tempo?

— Não seja bobo, o máximo que ele pode fazer é dar um tiro onde sabe que vai doer mais — brinquei, vendo Edward ficar pálido. — É brincadeira. — Ri, fazendo a chamada para papai.

Charlie não era o maior fã de tecnologia, mas antes de Nessie e eu nos mudarmos para New York, tínhamos o ensinado o máximo que podíamos para que nosso contato com ele não fosse interrompido pela distância.

Logo ele apareceu na tela do computador, ainda usando suas roupas do trabalho, o que não foi muito melhor para o nervosismo de Edward.

— Oi pai, estou morrendo de saudades! — Acenei para ele.

— É, oi menina. — Ele resmungou, não deixando seus sentimentos abertos, ainda que um rápido sorriso tenha brincado em seus lábios a me ver. — Onde está Renesmee? — ele perguntou, ignorando Edward ali do meu lado.

— Saiu para jantar, mas ela mandou dizer que também sente sua falta. Esperamos poder te ver em breve. — Segurei na mão de Edward. — Temos boas noticias!

— Sobre aquela tal Denali? Vi a matéria na televisão ainda a pouco, ela é uma mulher horrível, Isabella.

— Ela está pagando pelo que fez — Edward se pronunciou, pelo resto do dia todos os jornais estavam falando sobre o que Carmen tinha feito para mim e, segundo Edward, as ações da empresa dela estavam despencando. Assim como a empresa dos Cullen declarou em nota oficial o fim do vinculo empresarial que tinham, assim como várias outras que não queriam suas imagens atreladas a péssima reputação que Carmen conquistou com a matéria de Sulpicia.

— Na verdade não é essa a noticia, pai. — Mordi o lábio, preparando-me para aquilo. Virei a mão com o anel em direção a câmera, deixando papai tomar sua própria conclusão.

Vi compreensão atingir os olhos castanhos de Charlie, então ele deixou seus ombros caírem.

— Você vai casar?

— Sim, em um mês! — exclamei. — Estou tão feliz, pai!

— Eu mesmo mato você se fizer mal a minha filha novamente, seu idiota! — papai finalmente falou com Edward, que assentiu.

— Não pretendo fazer mal a algum a ela, senhor Swan. Amo Isabella demais, nós dois não deixaremos mais ninguém interferir em nossa relação.

Papai bufou, mas não falou mais nada, me convenci que ele tinha aceitado aquilo.

— Um mês você disse — falou para mim.

— Sim, Edward e eu não queríamos esperar muito e, Nessie estava insistindo muito que fizéssemos ainda no verão, então achamos melhor fazer o quanto antes. Nós te mandaremos a passagem, você ficará hospedado aqui no nosso apartamento.

— E sua mãe, Isabella?

Prendi a respiração, eu não falava com Renee desde o nosso péssimo momento em março.

— Nós mandaremos a passagem e o convite dela também — falei por fim. — Ela vem se quiser. — Dei de ombros. — Já falei tudo que tinha para falar com mamãe, ela sabe minhas condições.

— Isabella...

— Papai, espero que entenda meu lado nisso — o interrompi. — Mas não quero que escolha um lado, entendeu? Você é meu pai e marido dela. Acho que se ela não quiser vir, você pode fazer um esforço e deixá-la em Forks por um fim de semana para vir ver sua filha casando. Eu ficaria absurdamente triste caso não estivesse aqui.

— É claro que eu estarei — papai afirmou. — Eu não perderei o casamento da minha menina.

— E do seu querido genro? — Edward forçou um sorriso querendo ser aceito.

— Não, você esta longe de ser querido — papai falou, fazendo com que eu gargalhasse alto.

***

No sábado tudo que eu queria era passar o dia na cama com Edward, até porque estávamos confiantes de que logo depois do casamento já estaríamos com a boa noticia de que eu estava grávida, mas, meus planos foram por água a baixo quando sete da manhã a campainha tocou. Eu chutei Edward, mandei ele ir abrir a porta e tudo mais, Nelly tinha ido passar o fim de semana com a irmã e éramos apenas ele, Nessie e eu no apartamento.

— Eu não vou abrir a porta — ele resmungou, agarrando-se em seu travesseiro.

— Belo noivo eu arranjei — resmunguei de volta, saindo da cama. Me enrolei no roupão, já que estava apenas de calcinha e segui até a entrada do apartamento, deparando-me com Esme, que carregava uma pilha de revistas em mãos.

— Ah finalmente! — ela exclamou, tirando os óculos escuros que usava. — Pensei que vocês tinham tomado sonífero.

— Talvez, são sete da manhã de um sábado, o que está fazendo aqui? — Deixei ela entrar.

— Temos um casamento para organizar, lembra? — ela seguiu até a sala, jogando as revistas sobre a mesinha de centro. — Onde está Nessie?

— Dormindo. Escuta Esme, você não pode voltar daqui a umas sete horas? Quando for um horário decente?

— Para você me enrolar como fez por toda a semana? Você deixou bem claro que tinha apenas os fins de semana livre para pensar no casamento, então hoje iremos adiantar o máximo que conseguirmos — ela disse determinada. — Acorde Renesmee para que ela nos ajude e, se quiser chamar Tanya e Rosalie, elas serão bem vindas. Mas, pelo amor de Deus, faça suas próprias escolhas sobre esse casamento, tudo que me falta é você depois reclamando que sua sogra fez tudo e que não pode opinar em nada.

— Mas...

— Eu estou aqui como sua tutora, vou vetar o que sei que seria impossível ou ridículo para o casamento. Então, me veja como sua consciência.

— Posso tomar um banho antes de toda essa loucura?

— Pode — Esme concordou. — Vou fazer algo para comermos, você gosta de panquecas?

— Você sabe fazer panquecas? — perguntei incrédula.

Esme riu, se voltando para mim.

— Querida, eu tenho dois filhos, claro que sei fazer panquecas.

Ela foi até a cozinha e, eu continuei surpresa com aquela revelação. Imaginar Esme fazendo panquecas para Alice e Edward não era algo muito simples.

Fui para meu quarto, mandei Edward ir ficar com a mãe, então fui tomar um rápido banho. Vestindo-me com roupas para sair, eu sabia que em algum momento do dia minha sogra iria querer me arrastar para as ruas de New York, então era melhor estar pronta para isso.

Esme, Edward e Renesmee comiam panquecas quando cheguei a cozinha. Eles riam de algo, servi-me de café, aproveitando enquanto ainda podia encher meu corpo de cafeína, então sentei junto de Nessie.

— Esme estava dizendo que papai fez xixi na cama uma vez e tentou jogar o colchão pela janela para que ninguém visse — Renesmee me contou, colocando uma panqueca para mim em um prato.

— Coitadinho, estava desesperado tentando esconder. — Esme sorriu para Edward afagando o braço dele.

— Foi tão constrangedor. — Ele riu mais.

— Quem viu essa cena? — perguntei imaginando Edward criança querendo se livrar do colchão molhado.

— Carlisle — Esme respondeu. — Ele ficou desesperado porque Edward estava aos prantos, não conseguia entender o que estava acontecendo, mas agora conseguimos rir quando nos lembramos disso.

Vi Edward dar um sorriso triste a menção do pai em uma memória feliz.

— Ah, eu ia me esquecendo! — Esme disse animada, provei uma de suas panquecas e tive de admitir que ela sabia mesmo cozinhar. — Vocês vão passar o quatro de julho em Long Island conosco, não é? Foi uma luta convencer Carlisle a aproveitar o feriado e viajar.

— O que acha? — Edward perguntou a mim. — O feriado lá é maravilhoso e podemos aproveitar a praia.

— Quem mais vai? — questionei.

— Jasper vai ficar caso Alice precise de algo — Esme murmurou, vi seus olhos verdes ficarem marejados ao falar da filha. — Lucy e Luke querem ficar com o pai. Tanya foi convidada, mas está tão na cara que ela e Jasper estão querendo se entender, então é possível que ela fique na cidade para ficar com ele também. Você pode levar Alec com você, querida — ela disse para Renesmee.

— Ele vai passar o feriado com a família em Miami — Nessie falou. — Mas, nós vamos?

— Por mim tudo bem — concordei.

— Ótimo, podemos pegar o iate para ver os fogos da água, o que acha, mãe? — Edward perguntou a Esme.

— Carlisle e você sempre enjoam, não sei como continuam idolatrando aquele iate se sempre acabam ficando verdes. — Esme revirou os olhos.

— Porque é bacana, só não é mais divertido do que andar de avião — Edward disse, comendo mais um pedaço de panqueca e levantando-se. — Vou deixar vocês organizado o casamento, vou com Jasper levar Luke para joga futebol.

— Vejo você mais tarde. — Aceitei seu beijo, deixando ele sair.

— Você vai querer chamar mais alguém para nos ajudar nos preparativos? — Esme me perguntou.

— Não, acho que apenas nós três damos conta disso — falei.

— Claro que sim — Esme proclamou sorridente. — Vamos, temos muito o que fazer.

— Ah não, espere mais um pouco — pedi, colocando mais uma panqueca em meu prato. — Você faz as melhores panquecas que comi, não vou desperdiçar.

Esme sorriu gentilmente para mim.

Long Island – Julho de 2016

Edward estacionou na frente da mansão, eu já podia sentir a brisa e o cheiro do mar de lá, mal podia esperar para me jogar na água. Fazia séculos desde que Nessie e eu tínhamos ido até a praia. Carlisle e Esme chegaram no carro atrás do nosso, enquanto dois outros veículos com seguranças também entravam na área.

Sorri para Edward, segurando sua mão enquanto ele me levava para o interior da mansão na beira da praia. Era tão lindo e claro lá, me senti absurdamente leve naquele lugar, nem mesmos os gritos de Carlisle com alguém no telefone foi capaz de cortar o clima, por sorte ele foi se trancar em um dos quartos, gritando com quem quer que fosse sozinho.

— Eu vou passar o dia na praia — declarei quando vi a mesma da parede de vidro da parte de trás da mansão, a areia branca, o mar azul, era tudo tão lindo.

— É lindo, não é? — Edward perguntou, abrindo a porta para que saíssemos, Renesmee ficou na mansão com Esme.

Agradeci por ter vindo de vestido, tirei as sandálias de meus pés, sentindo o calor da areia entre eles. Eu definitivamente amava praia.

— Nós vínhamos para cá pelo menos um fim de semana de todo mês — Edward contou, enquanto caminhávamos cada vez mais para perto da água. — Se Carlisle não vinha, pelo menos Esme, Alice e eu vínhamos. Era maravilhoso, deixar a agitação da cidade de lado.

— Edward?

— Sim?

— Você sente falta de Alice, não é? — Tirei os óculos escuros para olhá-lo.

— Da antiga Alice, antes dela se tornar o que se tornou. Eu mal a reconheço agora, da última vez que tentei visitá-la foi um grande fracasso, você sabe, ela mal olhou na minha cara.

— Como ela está?

Edward suspirou, sentando na areia, fazendo com que eu sentasse com ele.

— Sendo bem sincero ela parece louca, Isabella. Eu contei a ela que nós dois estávamos juntos, eu esperava qualquer reação grave dela, esperava que ela demonstrasse algo, mas tudo que Alice fez foi se encolher na cama e ficar quieta, como se estivesse com medo de algo.

— Edward, ela tentou se matar na outra clinica, Alice teve pensamentos suicidas...

— Eu sei — ele me interrompeu, a voz grave, embargada pelo choro que guardava para si. — Eu realmente não acho que há um jeito dela se livrar disso tudo, sendo sincero. Não sei o que tanto atormenta minha irmã, mas não é algo pequeno.

— Você acha que pode ser ela?

— Por trás das cartas? — Edward encarou o mar. — Eu não acredito nisso, recebemos ameaças antes mesmo de sabermos escrever nossos próprios nomes.

Respirei fundo, abraçando Edward.

— Espero que Alice melhore — murmurei.

***

Edward estava certo, andar de barco — iate no caso — era maravilhoso. Mas, por sorte, eu não enjoava como ele e Carlisle. Não precisou de muito para os dois e Nessie que também era novata naquilo ficarem verdes como Esme tinha previsto, então tivemos de ser pacientes com os três enjoados.

— Ele sempre enjoa, é incrível — Esme comentou comigo olhando para Edward, ele e Nessie estavam na proa do iate, conversando, tentando contornar o enjoo que sentiam.

— Eu mal vejo a hora de enjoar — desabafei, fazendo ela me olhar confusa.

— O quê?

— Edward e eu estamos tentando ter um bebê. — Encarei os olhos verdes de Esme em expectativa, nos últimos dias nos falávamos frequentemente por conta dos preparativos do casamento, o que querendo ou não, acabou nos aproximando. Ela podia ser uma boa companhia bem no fundo, quando não estava reclamando de algo.

Esme olhou novamente para Edward, então para mim, lágrimas silenciosas deslizaram em seu rosto, então ela me abraçou rapidamente. Não tive tempo de nada, apenas afaguei suas costas após o abraço, deixando aquela que era minha sogra encarando o céu que logo estaria iluminado pelos fogos de artifício.

Vi o momento que Carlisle saiu do interior do iate, passando por mim e Esme, indo até onde o filho e neta estavam. Ele ficou ali com eles, Renesmee saiu dos braços do pai para os do avô, que não hesitou em abraçá-la.

Os fogos começaram, deixando o céu mais bonito do que já estava. Edward disse algo para o pai, que fez Carlisle sorrir, esticar sua mão e afagar rapidamente os cabelos do filho. Carlisle estava errado, a ausência dele não era melhor para ninguém, nem mesmo para Edward.

Notas finais
Esse final foi um tiro certo no meu coração hahahah Beijos! Lola Royal. 11.07.16