Moon River
47 Capítulo Quarenta
Notas iniciais
— Capítulo Quarenta —
— Bella —
New York – Julho de 2016
Toda a agitação iniciou-se no sábado, as vésperas do casamento que aconteceria pela manhã no domingo. Eu só queria dormir mais um pouquinho, estava exausta depois de uma longa semana de trabalho, mas não era o que o resto das pessoas a minha volta queriam para mim também.
— Você realmente precisa acordar, Bella — Edward falou pela milésima vez. — Ou vou te deixar aqui e ir buscar seu pai sozinho no aeroporto.
— Pode ir, mande um beijo para ele, espero vocês aqui — falei, me aconchegando mais a cama.
— E o que? Deixar Charlie me jogar embaixo de um carro? Você não vai querer adiar o casamento porque seu noivo está com fraturas por todo corpo — Edward disse, tirando o cobertor de cima de mim. — Você tem vinte minutos para estar pronta! — Saiu do quarto apressadamente.
— Eu só quero dormir — resmunguei, voltando a me cobrir, então Nessie entrou no quarto.
— Mãe, papai mandou você acordar. Eu não vou poder ir com ele até o aeroporto, teve um problema na cintura do meu vestido, Esme vai me levar até o atelier para dar um jeito nisso.
— Okay, mande um beijo para Hilary — falei o nome da estilista, que eu tinha achado a mais barata que Esme me apresentou, que estava cuidando do meu vestido, do de Nessie, Rose e Esme.
— Mamãe, acorde! — Renesmee puxou meu cobertor também, então saiu do quarto, eu nem tive tempo de voltar a me cobrir, porque logo Nelly apareceu também.
— Isabella, ou você levanta e vai comer algo, ou eu te puxo pelos cabelos dessa cama. Você vai casar, só o que faltava era ficar sem comer nada até amanhã.
— Tudo bem, estou acordada — cedi, arrastando-me para fora da cama.
***
Estava recostada em Edward próxima ao portão de desembarque, esperando meu pai surgir do voo que tinha acabado de chegar de Seattle. Até o dia anterior, quando liguei para ele para combinar nosso encontro no aeroporto, papai não sabia me dizer se mamãe apareceria, então eu estava convencida de que ela não apareceria para o casamento.
Não demorou muito para papai surgir pelo portão, puxando uma pequena mala. Ele iria de volta para casa logo na segunda de manhã, eu queria passar mais tempo com ele, mas seria impossível já que Edward e eu sairíamos de lua de mel logo depois da festa de casamento.
O fato dele aparecer ali sozinho só confirmou a certeza de que Renee não viria e, aquilo me fez sentir pior do que já estava antes quanto aquela situação. Não esperei muito mais para andar até papai, deixando ele me envolver em seus braços.
Fechei os olhos, colocando meu rosto em seus ombros. Papai devolveu o abraço sem se intimidar e, adorei aquilo. Eu realmente sentia falta dele por perto.
— Estava com saudades — afirmei.
— Também. — Foi tudo que disse, sendo sempre um homem de poucas palavras.
— Bella? — Abri os olhos imediatamente ao ouvir a conhecida voz, deparando-me com Renee alguns passos de distância de onde papai e eu estávamos.
Ela tinha vindo.
— Mãe — sussurrei, afastando-me de papai, que foi imediatamente recepcionando pelo genro. — Você veio. — Aproximei-me hesitante de Renee, que sorria docemente para mim.
— Eu nunca perderia seu casamento, filha.
Renee me abraçou e, foi como voltar para a época que o abraço dela era o melhor do mundo. A abracei de volta, grata por ela ter vindo.
— Desculpe-me, Bella, eu errei tanto com você e Renesmee — Renee sussurrou, comigo ainda em seus braços.
— Vamos superar isso. — Afastei-me dela para afagar seu rosto, ela tinha lágrimas em seus olhos. — É meu casamento, quero que tudo seja perfeito, okay? Não quero que nada dê errado.
— Prometo ser a melhor mãe da noiva! — Renee voltou a me abraçar.
— Senhora Swan. — Edward parou ao nosso lado.
— Ah Edward, por favor, me chame apenas de Renee — mamãe pediu, indo o abraçar também. — Quero pedir desculpas pelo modo como agi com você da última vez que estive aqui. — Edward apenas assentiu.
— Vamos? — ele perguntou para mim, concordei, segurando na mão de mamãe enquanto ia com ela para fora do aeroporto.
Logo estávamos no nosso apartamento, onde além de Renesmee e Nelly, Esme também se encontrava. Ela não conseguiu disfarçar uma careta ao cumprimentar minha mãe, mas não falou nada. Eu esperava que continuasse assim, estava sendo verdadeira quando falei para Renee que queria que tudo desse certo no casamento, Edward e eu estávamos esperando por aquilo.
— Edward, você vai ter que sair — Esme anunciou depois dos cumprimentos para os recém chegados.
— Para onde? — Edward perguntou confuso, comendo um pedaço do cupcake que Nessie comia.
— Para minha casa, você e Bella não podem passar a noite de véspera do casamento juntos.
— Um pouco tarde para isso, Esme — Renesmee comentou, tirando o doce da mão do pai. — Eles já quebraram regras quando me produziram.
As bochechas de papai ficaram vermelhas, enquanto eu continha uma risada pela fala de Renesmee.
— Edward — Esme teimou.
— Isso não é necessário, mãe — Edward insistiu.
— Sabe — papai se pronunciou, ainda com um olhar de poucos amigos para Edward. — Concordo com sua mãe, não seria de tão mal você se afastar por um dia de Bella.
— Ela estará ocupada de qualquer jeito — Esme disse. — Além do mais, sinto sua falta em casa, filho.
Edward, que até então estava concentrado no doce que dividia com Renesmee, olhou para a mãe. E, nós dois soubemos o que Esme estava querendo dizer. Ela tinha ficado daquele mesmo jeito durante o feriado que estivemos com ela em Long Island. Nós sabíamos o quanto ela sentia falta de Alice e, Edward era o único filho que restava para lhe ter por perto.
O feriado tinha feito bem a ela e, admito que para mim, Edward e Nessie também. Foram dois dias bons com todo mundo na praia, com exceção de Carlisle que apenas tinha nos acompanhado no passeio de iate, para passar o resto do tempo trancado na casa trabalhando.
— Você pode passar uma noite sem mim, Edward — falei para ele, afagando suas costas. — Vá ficar com seus pais, eu fico com os meus aqui.
Edward sorriu para mim, inclinando-se para beijar meu rosto.
— E eu? Devo me dividir entre os dois? — Renesmee indagou.
— Ah não, pelo bem da mente da sua mãe você fica — Esme falou sorrindo para a neta. — Ela vai estar uma pilha de nervos amanhã...
— Não vou estar — tentei me convencer daquilo, mas sabia que estaria.
— E você é a única que poderá acalma-la — Esme completou como se eu não tivesse a interrompido. — Edward você ainda tem as chaves lá de casa, despeça-se e caia fora. Tenho muito o que fazer com Bella.
— Mas...
— Ah não ser que queira ir até o salão de Rosalie testar maquiagens e penteados, você pode ir agora mesmo — Esme cortou o filho. — Aproveite e faça a barba, está ridículo.
— Obrigada por isso, ele está há uma semana teimando que fica bem com ela — falei para Esme.
— É, parece um adolescente de novo querendo pelo na cara.
Charlie parecia gostar de todos estarem atacando Edward.
— Acho que preferia quando vocês não se davam bem — Edward resmungou baixinho, fazendo com que eu risse.
— Okay, vamos. Pai, Emmett e Riley vem te buscar para almoçar, não é?
— Isso — Charlie confirmou.
— Mãe, você vem com a gente então — falei para Renee, vendo expressões de desgosto parecidas nos rostos de Nessie e Esme.
— Vem. — Edward me puxou para nosso quarto, enquanto todos se arrumavam para sair. — Vou sentir sua falta — ele disse, enquanto me colocava contra a parede.
— É apenas um dia, a partir de amanhã estaremos juntos para sempre. — Toquei no rosto dele, Edward beijou minha mão, aproximando-se mais de mim, para então beijar meus lábios.
Eu mal conseguia conter a animação em pensar que no dia seguinte nós estaríamos casados, era um sonho que eu nem sabia que tinha até ver tudo aquilo se concretizando.
— Você não vai mesmo me dizer onde passaremos a lua de mel? — perguntei, era um segredo, Edward apenas dizia que era um lugar que eu iria adorar. Nessie parecia saber o destino para onde iríamos, mas nem tentar suborná-la com permissão para ficar até mais tarde na rua com o namorado fez a menina contar o que estava nos planos do pai.
— É uma surpresa. — Edward sorriu contra meus lábios, voltando a me beijar.
— Então como castigo você merece passar a noite de mim. — O afastei, mas logo fui ao encontro de seu corpo, deixando com que ele me abraçasse.
— Você ainda não está grávida? — Edward perguntou baixinho.
— Não até onde eu sei, mas ainda não tem pouco tempo desde que cortei a pílula, vamos ser pacientes.
— Mãe, pai, Esme está surtando porque temos que ir logo, melhor se apressarem — Renesmee falou do lado de fora do quarto.
— Vejo você amanhã, noiva — Edward proclamou.
— Serei a pessoa linda de branco — falei sorrindo.
— Bella?
— Sim?
— Eu amo você.
— Amo você também, Edward.
***
Rosalie sorria quando nos viu entrar no salão, mas seu sorriso morreu ao ver Renee atrás de mim.
— Ah, você veio! — ela exclamou para a sogra, batendo um pente compulsivamente na palma da mão.
— Oi Rosalie, tudo bem? — Renee forçou um sorriso para ela, não se suportavam, eu não poderia contra aquilo.
— Seria melhor se você não estivesse aqui — minha cunhada falou, ouvi Esme dar uma risadinha, enquanto olhava-se no espelho.
— Rosalie... — mamãe começou a falar, mas a interrompi.
— Escutem as duas — falei olhando de uma para a outra. — Eu realmente não ligo que fiquem brigando, ou que acabem um dia querendo arrancar os olhos uma da outra. Mas, hoje e amanhã são dias importantes para mim, quero que tudo seja calmo, então se quiserem se matar, façam isso bem longe de mim. Se eu ouvir vocês brigando juro que as duas estão expulsas do meu casamento — ameacei.
Rose bufou, enquanto mamãe apenas assentiu.
Logo eu estava em uma cadeira, com a maquiadora que trabalhava no salão de Rosalie testando diversos tipos de maquiagem para que eu usasse no dia seguinte. Eu estava com ela enfiando um delineador em meus olhos, quando Lucy chegou junto de Tanya.
Todas nós passamos o resto do dia no salão, fazendo mil e um tipos de tratamento de beleza. Eu tinha optado por uma maquiagem e um penteado simples, que Rosalie faria tranquilamente no outro dia.
Mas, mamãe e Renesmee precisaram voltar para o apartamento com bobes nos cabelos, para que os cachos que tinham feito durassem até o dia seguinte. Jantamos juntas com papai, mas não demorou muito para o cansaço do dia dele com o filho e o neto o levarem para a cama, Renee foi logo depois.
— Você está nervosa? — Nessie me perguntou, enquanto víamos um filme qualquer na televisão, alguma animação da Disney.
— Um pouco — confessei. — Mas é um nervoso bom, tipo quando estava prestes a te ter. — Afaguei o rosto dela, vendo Nessie sorrir.
— Amo você, mãe — Nessie murmurou. — Você não faz ideia de quanto estou feliz por você e papai. — Os olhos dela marejaram, mas ela não deixou as lágrimas irem para seu rosto.
— Nós somos uma família agora, Renesmee. — Segurei em sua mão. — Eu acho que a gente vai conseguir ser muito feliz de agora em diante.
— Eu também acho. — Nessie me abraçou. — Papai me contou, que vocês estão planejando ter um filho o quanto antes.
— Isso não te incomoda, não é? — Voltei meu olhar para ela.
— Claro que não. — Renesmee sorriu. — Pode ficar tranquila que não me sentirei sendo deixada de lado, nem nada do tipo. Quero um irmão tanto quanto vocês querem um filho, garanto.
Voltei a afagar seu rosto, desejando que o próximo bebê fosse parecido com Nessie e Edward. Eu surtaria de alegria vendo mais alguém com aqueles olhos verdes que tanto amava.
— Mãe?
— Sim, meu amor?
— Eu sei que você, papai também, tem magoas em relação a Esme e Carlisle — ela sussurrava. — Mas eu quero que você saiba que eles não são tão ruins quanto aparentam, ou quanto foram no passado.
Encarei o rosto de Renesmee.
— Eu realmente os amo — ela desabafou, voltando a ficar com os olhos marejados. — E Carlisle, ele...
— Ele? — a incentivei a continuar, desejando ouvir uma palavra especifica em sua resposta.
— Ele ama meu pai. — Renesmee suspirou, a palavra que eu queria estava ali. — Nunca disse isso, mas eu sei que está lá, sabe?
As lágrimas escaparam de seus olhos, Renesmee não pode mais controlar o choro.
— Eu apenas queria que os dois pudessem se dar bem, no começo papai e eu não nos dávamos, mas nós estamos tão bem agora. Queria que ele e Carlisle pudessem resolver seus problemas, que pudessem deixar as diferenças de lado, que pudessem apenas ser pai e filho.
— Também espero que isso possa acontecer. — Limpei as lágrimas do rosto dela. — Nessie, eu sei que você ama seus avós, como também sei que eles te amam, ainda que Carlisle seja como é. Não me importo com isso, entendeu? Só quero que faça suas próprias escolhas, você sabe sobre seu pai. Não precisa fazer de sua vida o que os outros acham que é melhor, apenas faça o que você acha que é melhor para si mesma.
— Posso dormir com você hoje? — ela perguntou ainda chorosa.
— Que bom que pediu isso antes de mim — falei aliviada, desligando a televisão. — Esme está certa, eu vou ficar uma pilha de nervos amanhã, preciso que me mantenha sã, okay?
— Sempre, mãe — ela prometeu.
***
Acordei na manhã seguinte com Nessie cantarolando a marcha nupcial e, usando o véu que eu usaria mais tarde, aquilo me fez rir, ainda que eu estivesse totalmente tensa com aquele dia.
— Bom dia — saudei, dando um beijo na bochecha dela que sentou ao meu lado.
— Bom dia, noiva mais bonita do mundo! — Renesmee exclamou. — Nelly preparou um café reforçado para você, então melhor ir logo comer. Tem uma hora de descanso até precisar começar a se arrumar para a festa. Logo tia Rose estará aqui.
Assenti, seguindo seu conselho.
Renesmee e eu tomamos café da manhã com meus pais e Nelly, eu estava morrendo de saudades de Edward, mas deixaria para falar com ele apenas no casamento. Enquanto isso tentava não surtar de nervoso, eu mal conseguia acreditar que era o dia do meu casamento.
Como previsto, não demorou muito para Rose aparecer, pronta para me arrumar. Por sorte não foi uma tortura e, ela e Renesmee deixaram o clima leve para mim, fazendo com que eu risse a todo instante para não ficar nervosa. Mamãe que estava ali não parava de fantasiar os diversos lugares para onde Edward poderia me levar na lua de mel, mas eu mal a ouvia.
— Bella, essa não é a mulher que te colocou na cadeia? — Papai perguntou apontando para a televisão da sala que estava em volume tão baixo que ninguém ouvia, desviei os olhos do espelho de Rose, que estava me mostrando como a maquiagem estava ficando, para olhar o que Carmen tinha feito para levá-la a aparecer no noticiário de domingo pela manhã.
Carmen Denali é intimada por sonegação de impostos e utilizar mão de obra escrava em países asiáticos.
— Uau! — Foi tudo que consegui dizer, desde a matéria que falava sobre o que Carmen tinha feito para mim, Sulpicia voltou a falar dela, mas eu realmente não pensei que Carmen seria intimada tão rapidamente.
— Essa vagabunda vai pagar caro por tudo isso — Renesmee cantarolou, recebendo um olhar feio de Charlie pelo que tinha falado. — Desculpe, vovô. — Ela corou, mas piscou para mim.
Apenas sorri.
***
Quando entrei na mansão dos Cullen tudo que eu conseguia fazer era tremer e, sentir meu estomago revirar. Eu estava muito nervosa e, morrendo de vontade de chorar de tanta emoção.
Queria ir casar logo, mas, o juiz que celebraria o casamento não tinha chegado, para minha agonia. Esme brigava com alguém no telefone quando entrou no meu campo de visão, usando um vestido azul turquesa longo, com detalhes em renda, seu cabelo estava preso em um coque baixo bem feitinho.
— O que foi? — perguntei nervosa quando ela encerrou a ligação.
— O juiz, vai se atrasar mais um pouco. — Ela lançou um sorriso ansioso para mim. — Você está linda, Isabella!
Meu vestido era lindo, eu devia agradecer Esme por ter me ajudado a escolhe-lo. Era longo, justo até o quadril onde ficava mais folgado, dando espaço para que eu pudesse me locomover melhor. As mangas eram compridas e os pulsos contavam com detalhes em renda. Sem decote profundo na frente, mas com um nas costas em formato oval, contornado por mais detalhes em renda. A cauda se estendia em um circulo e, eu usava um véu — que não cobria meu rosto — para completar, preso no coque com tranças que Rose tinha feito.
— Vou ver como meu pai está — Renesmee avisou, sendo seguida por Rosalie para a área externa da mansão.
Ambas usavam vestidos em tons lilás, já que eram minhas madrinhas, mas o de Rose era longo, enquanto o de Renesmee curto. Elas estavam lindas.
— Vamos beber algo enquanto esperamos o juiz chegar, Charlie — mamãe falou para meu pai, que parecia tão nervoso quando eu. Ela praticamente precisou o arrastar para fora.
— Como está se sentindo? — Esme me perguntou, segurando em minhas mãos tremulas.
— Com um nó na garganta e, se eu travar?
Esme riu.
— Você não vai — ela afirmou. — Mas se acontecer daremos um jeito de você responder o sim.
— Como Edward está?
— Nervoso também — Esme respondeu. — Mas não consegue parar de sorrir, nunca vi meu filho tão feliz.
Meus olhos se perderam nos verdes dela.
— Obrigada por isso, Bella — Esme sussurrou. — Por fazer Edward feliz, por permitir que ele volte a sua vida, mesmo depois de tudo.
— Eu o amo — falei.
— Por isso me sinto tão mal por ter sido injusta com você no passado — Esme disse. — Eu estava impedindo a felicidade do meu próprio filho, nunca me perdoarei por aquilo.
— Mas eu perdoo — desabafei, a pegando de surpresa. — Eu recomecei minha história com Edward, Esme, espero que nós duas também possamos recomeçar a nossa. Estou farta de tudo que aconteceu entre todos nós no passado, quero ser feliz, quero ter pessoas que gostem de mim ao meu lado. Se você é uma dessas pessoas, por favor, fale agora e vamos enterrar tudo que aconteceu entre nós duas.
Os olhos dela marejaram e suas mãos apertaram mais ainda as minhas.
— Você é uma guerreira, Isabella! — Esme exclamou. — Eu me sinto honrada de estar recebendo você em minha família hoje, eu juro que serei a sogra que você merece. Que nunca mais irei interferir na sua vida, nem da de Edward. Obrigada por permitir que eu faça parte da vida de vocês.
Soltei minhas mãos da dela, abrindo os braços, então Esme me abraçou forte.
Fomos interrompidas pela chegada do juiz, Esme, irritada pelo atraso dele levou o homem imediatamente para fora, dizendo que mandaria meu pai, Renesmee e Rosalie até mim. Eu estava controlando minha respiração, quando Carlisle desceu do segundo andar da mansão.
— Grande dia — falou sério.
— Chateado por que eu serei uma Cullen a partir de hoje? — perguntei, o encarando.
Eu tinha relutado no começo, mas no instante que voltei do feriado de quatro de julho decidi que assumiria o sobrenome de Edward.
— Não — Carlisle negou. — Obviamente não é uma Cullen perfeita, mas você sabe se virar.
— Obrigada, acho. — Revirei os olhos. — Edward está feliz, você pode se manter quieto hoje para que ele não se irrite?
— Não é minha intenção irritá-lo — Carlisle proclamou.
— Você o ama, Carlisle? — indaguei, lembrando-me da conversa que tive com Nessie na noite anterior.
— Você ama sua filha, Isabella? — ele rebateu a pergunta.
— Claro que amo!
— Então sabe como um pai se sente em relação ao filho. — Carlisle engoliu em seco. — Espero que o casamento seja tão perfeito quanto você e Edward querem.
— Você precisa falar com ele! — insisti quando Carlisle se afastou. — Vocês precisam se entender.
Carlisle me olhou.
— Acha que ainda há chances disso acontecer, Isabella? — perguntou debochado. — Apenas pense em como Alice está, em como já estraguei a vida de Edward, até mesmo a sua, agindo da forma que sempre ajo querendo controlar todos. Tudo que deu de errado, de uma forma ou de outra, contou com minha assinatura embaixo. Eu amo Edward, mas eu não pretendo estragar mais a vida do meu filho, nem de mais ninguém.
— Você não estragou a vida de Nessie — falei. — Nem do bebê que pretendo ter logo, ainda pode mudar o que é, Carlisle. Por eles.
— Não, eu não posso, Isabella. Esse é um mal do nome Cullen, espero que consiga lidar com a sina terrível que vem com ele.
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