Moon River

7 Capítulo Cinco


Notas iniciais
Olá gente, tudo bem com vocês? Prontos para esse capítulo? Espero que gostem dele. Boa leitura!

— Capítulo Cinco —

— Bella —

New York – Janeiro de 2016

Dormir aquela noite, depois de Nessie quase ver a foto do pai, foi difícil. O que só me fez ficar mau humorada e cansada na manhã seguinte, já odiava ter de acordar cedo, fazer isso com um espírito irritado só era pior.

— Bom dia mamãe! — Renesmee entrou cantarolando na cozinha, enquanto eu enchia meu copo de café com açúcar, ainda que eu soubesse que aquilo não era muito saudável.

— Oi — murmurei.

— Tudo bem? Você não parece muito animada com seu primeiro dia no jornal — Renesmee disse, colocando um pouco de café em uma xícara, ignorando totalmente o pote de açúcar.

Era possível alguém ser tão parecida com outra pessoa? Ela e Edward nunca tinham se conhecido, mas eram tão semelhantes.

— Estou bem, só com dor de cabeça — continuei murmurando. — Cadê seu casaco? Nem pense em sair sem um — perguntei analisando sua roupa, all star, calça jeans e uma camiseta de banda que eu nunca tinha ouvido falar, mas Ness adorava.

— Já vou pegar, Riley deve estar chegando para me buscar de qualquer jeito — ela disse. — Estou tão empolgada com o primeiro dia de aula, parece que nunca fui para uma escola. — Riu de si mesma e saiu saltitando até seu quarto.

Logo em seguida a campainha tocou, fui abrir a porta, vendo Riley do outro lado.

— Oi Bella Bobona! — Ele sorriu para mim.

Como aqueles adolescentes conseguiam ser tão felizes pela manhã? Isso não era contra a natureza deles?

— Entre Riley, antes que eu mate o filho único do babaca do meu irmão!

Riley riu, entrando no apartamento.

— Escute, você vai ficar de olho na sua prima todo instante, entendido? — o questionei. — Nada de levá-la para matar aula ou coisa assim, só Deus sabe o quanto seu pai era irresponsável na sua idade, não seja como ele.

— Mamãe, não seja ultrapassada — Nessie pediu voltando a sala.

— Estou falando sério, Renesmee — a encarei. — Você vai de casa para a escola com Riley, então da escola de volta para casa. Se eu desconfiar que você me desobedeceu irá para aquele colégio católico que eu queria te colocar, sem ter nem tempo de chorar, ou reclamar como eu sou cruel.

— Ai mamãe, tudo bem. — Renesmee revirou os olhos. — De casa para a escola, da escola para casa. Não é como se eu fosse desbravar New York, ser presa, andar pelada ou qualquer coisa do tipo ilegal.

— Só faça o que mandei, Renesmee Swan! — ordenei, voltando ao meu café cheio de açúcar.

— Fique tranquila tia Bella, Renesmee está em boas mãos comigo — Riley falou, apertando a bochecha da prima, que fez uma careta. — No mínimo vamos fugir com alguma banda de rock — ele debochou, rindo com Renesmee.

— Não é engraçado — pontuei. — Agora vão logo ou irão se atrasar para a aula! — mandei, jogando dinheiro para Ness.

A coordenação dela era melhor do que a minha, então não foi problema para a garota pegar as cédulas no ar e as guardar tranquilamente no bolso da mochila. Então Renesmee veio até mim, tirando o café de minhas mãos e segurando as mesmas.

— Vou ficar bem, okay mamãe? — perguntou. — Prometo, sei que só tenho quinze anos, mas vou me cuidar direitinho. — Ela depositou um beijo na minha bochecha. — De qualquer forma, papai deve estar lá no céu olhando por mim.

Assenti, tentando não focar minha atenção no falso pai morto dela.

— Qualquer coisa me ligue. — Afaguei seu rosto, concentrada em seus olhos verdes.

— Tenha um bom dia no trabalho, mãe! — Ela piscou para mim, então se uniu a Riley e os dois saíram do apartamento.

***

Cerca de uma hora depois, eu adentrava o prédio do jornal onde trabalharia, o News of New York. Estava usando uma saia lápis preta, uma blusa social branca, com um blazer também preto e saltos altos que já estavam me deixando com calos nos pés. Ainda que eu preferisse estar de calça jeans e camiseta, sabia que precisava passar uma boa impressão no meu primeiro dia de trabalho.

— Olá, sou Isabella Swan, é meu primeiro dia hoje, disseram que podia pegar meu crachá aqui — anunciei para a menina loira da recepção, ela não devia ter mais do que vinte e cinco anos.

— Oi senhora Swan, só um instante que vou checar — ela falou, com uma voz anasalada.

— Senhorita — a corrigi.

— Ah sim. — Ela me olhou como se fosse errado eu ser mais velha e não ter um marido, a sociedade machista me irritava profundamente. — Aqui senhorita Swan. — Ela me entregou o crachá, ao menos na foto ali eu não estava com cara de sono.

— Obrigada — agradeci, seguindo em direção ao elevador.

Em todos meus outros empregos, como garçonete, vendedora de loja, trabalhando em jornais pequenos, até mesmo como secretária, nunca senti que estava no lugar certo. Aquele local de trabalho que me faria sentir como se estivesse realizando todos meus sonhos, e era assim que me sentia no News of New York.

O departamento de economia já estava cheio quando cheguei, mesmo sendo de manhã. O jornal não contava só com a parte impressa, tinha a digital e era conveniado com uma emissora de televisão, então isso queria dizer que era grande e estava em todo lugar.

— Minha mais nova Cub! — Sulpicia, minha chefe, exclamou a me ver entrar na redação.

Cub era o apelido dado aos jornalistas inexperientes, que acabaram de se formar. Ainda que eu já estivesse formada há algum tempo, precisava concordar com Sulpicia, eu teria muito que aprender ali e principalmente com ela.

— Oi senhora Volturi — a cumprimentei.

— Não, me chame apenas de Sulpicia, senhora Volturi só me lembra da minha horrível sogra e não preciso ser comparada a ela — a mulher era loira, com olhos azuis e pose de modelo, ela já tinha mais de quarenta anos, mas a idade não lhe fazia mal algum.

— Tudo bem — concordei sorrindo.

— Isabella, essa é Ângela, uma das melhores fotografas da sessão de economia, vai trabalhar com ela. — Sulpicia me apresentou a garota que devia ter uns vinte e pouco anos, de pele pálida e cabelos negros, usava um óculos de grau arredondado.

— Olá Isabella! — Ângela falou cordialmente.

— Pode me chamar de Bella, por favor. — Apertei a mão de Ângela.

— Viu? É bom ser chamada por um nome que não gostamos? — Sulpicia debochou. — Venha comigo Swan, quero trocar algumas palavrinhas com você antes de te atirar aos tubarões.

Sorri para Ângela e segui Sulpicia até sua sala, no caminho algumas cabeças se viraram em minha direção. Eu estive ali para a entrevista de emprego, depois para assinar o contrato, mas ainda era a novata da redação.

— Bree me traga café, vai querer um Bella? — Sulpicia perguntou quando chegamos à entrada de sua sala, assenti. — Dois cafés então, Bree — falou para sua assistente e indicou que eu entrasse na sala. — Pode sentar!

Timidamente sentei a cadeira diante dela, Sulpicia ligou seu computador, digitou algo no celular e então se voltou para mim.

— Como está indo, Isabella? — Pela sua expressão era óbvio que ela estava tentando ser descontraída para me fazer sentir bem.

— Bem — respondi. — Cheguei à cidade no sábado, então estou me acostumando com tudo, mas até agora sem problemas.

Sulpicia sorriu, Bree entrou e nos serviu com café, saindo logo em seguida. Minha chefe bebeu um pouco e fiz o mesmo, evitando fazer uma careta por estar amargo demais.

— E sua filha? Renesmee, não é?

— Isso — respondi. — Bom, acho que Renesmee está mais animada do que eu, para falar a verdade. New York parece um grande park de diversões para a garota. — Sulpicia riu.

— Ah eu entendo, tenho dois adolescentes em casa e eles são exatamente assim. Por falar neles, pedi que Jane e Alec ajudem Renesmee na escola, já são amigos do seu sobrinho, então vão se familiarizar com ela rapidamente.

— Obrigada por isso Sulpicia, não precisava se preocupar com Renesmee — falei, realmente tocada pelo gesto dela.

— Vocês são novas na cidade. — Sulpicia deu de ombros. — Só tem o seu irmão e a família dele, eu sei que posso parecer uma vadia às vezes, mas no fundo tenho um coração. — Rimos juntas. — Minha mãe foi mãe solteira como você, Bella — voltou a falar. — Vi de perto o quanto ela lutou para me dar tudo que eu precisava, negando-se a si mesma quando necessário. Se posso ajudar você e a sua filha, farei isso.

— Acho que você tem mesmo um coração — falei, dando um sorriso grato a ela.

— É, acho que sim! — Sulpicia bebeu um pouco mais de café. — Além do mais, só pedi que meus filhos se aproximem de Renesmee, o que não é algo tão bom levando em conta o quanto eles podem se meter em encrencas.

Senti meu rosto ficar sério, eu não queria Renesmee em encrencas. Não poderia ver minha filha metida com coisas erradas, eu me odiaria se a visse se perder no difícil caminho que era a vida, como eu mesma me perdi.

— Encrencas? Sulpicia, Renesmee só tem quinze anos, ela...

— Calma Bella — Sulpicia pediu rindo. — Meus filhos não estão metidos com drogas, ou tráfico de órgãos, são só adolescentes. Renesmee não fará nada arriscado, pelo menos não tanto, com eles. Fique tranquila, sei que ela tem só quinze anos.

— Okay, tudo bem. — Respirei fundo, tentando não pensar em Renesmee se metendo em encrencas.

— Então, agora sobre o trabalho, vamos falar um pouco sobre isso para você não pensar em sua filha tacando fogo em algum ponto turístico.

***

O trabalho foi tão bom quanto eu tinha imaginado, ainda que a vida de jornalista fosse extremamente movimentada e cheia de coisas a se fazer em um único minuto, era ótimo estar ali. As pessoas da redação de economia eram maravilhosas, todos foram super cordiais comigo e muito até me ajudaram naquele primeiro dia de jornal.

Não podia estar mais realizada, por estar em um trabalho que eu realmente queria estar e sendo feliz por isso.

Para comemorar meu começo no jornal, combinei com Nessie de sairmos para jantar, só nós duas. Minha filha amou isso, era tudo que ela queria, uma noite em New York, mesmo que fosse segunda-feira e não pudéssemos ficar fora até tarde.

Escolhemos um restaurante italiano, nossa nacionalidade gastronômica favorita, para aquela noite especial.

— Então, como foi na escola, meu amor? — perguntei depois que fizemos nossos pedidos.

— Foi tão legal, mamãe! — Renesmee exclamou em êxtase. — Os professores são tão inteligentes e conseguem fazer com que os alunos fiquem inspirados, ao menos eu me senti assim.

— O que mais? Você já conheceu os filhos da minha chefe? Senão me engano se chamam Jane e Alec, não é? — perguntei, brincando com a toalha da mesa quadriculada, então vi Renesmee corar, ficando tão vermelha quanto eu mesma ficava. — Tudo bem, filha?

— Tudo — ela respondeu em um fio de voz. — Os conheci sim.

— Eles são bacanas? — questionei analisando seu rosto corado, Renesmee parecia que tinha acabado de voltar de um dia inteiro sob o Sol.

— São. — Renesmee desviou o olhar para suas mãos.

— Ness, tem algo que queira me contar, querida?

Ela suspirou, então voltou a me olhar.

— Não sei, tenho medo de você me mandar para aquela escola católica se eu contar — confessou, mordendo o lábio como eu mesma fazia.

— Pode contar tudo para mim, sempre fomos tão verdadeiras uma com a outra — falei.

Logo em seguida percebi o quanto estava sendo hipócrita, Renesmee podia ser verdadeira comigo, mas eu não estava sendo com ela. Não quando eu escondia toda a verdade sobre Edward, parei de pensar naquilo, não era hora para aquele dilema.

— Tá bom, mas prometa não me mandar para aquela escola católica, eu ficaria ridícula de uniforme — Renesmee implorou, endireitando a postura e falando — Acho que eu me apaixonei a primeira vista pelo Alec, o filho da sua chefe.

Minha respiração parou, então abri a boca em choque. Renesmee nunca tinha se apaixonado antes, não que eu tivesse tomado conhecimento, mas como ela sempre me contava tudo, eu tinha certeza de que não. Então lá estava ela revelando achar estar apaixonada.

Renesmee só tinha quinze anos, era nova na cidade e tinha acabado de conhecer o filho de Sulpicia. Aquilo tudo estava errado, eu não poderia deixar minha filha cair nas mãos de um garoto rico que poderia brincar com o coração dela, como tinha sido entre Edward e eu.

— O quê? — foi o que consegui perguntar.

A vontade que eu tinha era de mandar Renesmee para Forks, papai era policial, iria mantê-la na linha se pedisse por isso.

— Mamãe pare de me olhar como seu eu fosse uma criminosa — Renesmee resmungou.

— Acabou de conhecer esse garoto, Renesmee — pontuei. — Não há como estar apaixonada por ele!

— Paixão não é amor, mamãe, pode ser algo de momento — ela afirmou, parecendo muito madura e entendida ao dizer aquilo. — E não falei que estou apaixonada por ele, só que acho que tinha me apaixonado. Além do mais não é como se estivesse planejando casar com ele no próximo verão.

— Não importa, você é nova demais, não quero te ver namorando! — exclamei de forma decidida.

— Isso é sério? Você vai ser uma daquelas mães controladoras? Eu posso ter quinze anos, mas não sou nenhuma criança inocente. Não estou falando que Alec vá me pedir em namoro, ou qualquer coisa assim, até porque nem sei se ele me notou. Só estou te confessando que posso estar tendo minha primeira paixão e você está agindo igualzinha a vovó Renee sendo cabeça dura e amarga.

— Não estou sendo amarga, Renesmee! — falei entredentes.

— Está sim — afirmou. — Eu te amo, mamãe, mas não vou te deixar controlar toda minha vida como se eu fosse incapaz de tomar minhas próprias decisões. Se você cometeu seus erros, não ache que cometerei os mesmos.

— Do que acha que está falando, Renesmee?

— Do fato da senhora ter engravidado muito nova, sei o quanto foi difícil, lhe agradeço por não ter desistido de mim. Mas, por favor, não aja como se eu fosse seguir todos seus exemplos. Vou me formar na escola, ir para uma boa faculdade, me formar lá também e só depois de ter um trabalho estável formarei uma família. Então não pense que só porque posso estar apaixonada vou acabar grávida, virando uma garota rebelde ou qualquer outro exemplo de mau comportamento que Renee possa ter enfiado em sua cabeça.

A fala dela me calou, ainda que eu quisesse rebater com Renesmee, não podia. Não com ela sendo tão madura ao dizer tudo aquilo, não conseguia entender como aquela garota de apenas quinze anos conseguia ser tão diferente das outras de sua idade.

Claro que tinha medo dela seguir o caminho que segui, grávida, desempregada, totalmente vulnerável ao mundo. Eu não queria que mal algum acontecesse a minha filha, por isso queria protegê-la a todo custo.

— Vamos comer — foi a única coisa que falei, vendo a garçonete se aproximar da mesa com nossos pedidos.

O clima depois daquilo ficou péssimo, o que só fez o bom humor deixar de existir no mesmo instante entre nós duas. Comemos em silêncio, sem nem olhar uma para a outra, ambas fingíamos estar mais concentradas na televisão do restaurante, que passava um programa de música qualquer.

Eu odiava aquilo, brigar com Renesmee, odiava imaginar que eu poderia perdê-la. Como um dia perdi Edward.

***

A sexta-feira chegou mais rápido do que imaginei, estava completando minha primeira semana no jornal e era muito bom. Só que, a melhor parte foi que naquele dia, Renesmee e eu não parecíamos mais nos lembrar da nossa discussão no restaurante na segunda, pelo menos ela não parecia mais irritada comigo.

— Eu mudo o que falei, essa escola é horrível! — Renesmee gritou do seu quarto quando cheguei em casa depois do trabalho.

— O que aconteceu? — gritei de volta, jogando minha bolsa sobre o sofá e chutando os saltos para longe dos meus pés.

Depois de uma semana em cima daquelas maquinas de tortura, seria ótimo ter alguns dias longe dos mesmos.

— Trabalhos, uma pilha deles e todos para segunda! — ela gritou, aparecendo na sala logo em seguida. — Foi minha primeira semana na escola nova, eles deviam ter pegado leve comigo.

— Sinto muito querida, se quiser posso te dar uma força — falei. — Só um instante — pedi quando meu celular tocou. — Oi Sulpicia. — Atendi minha chefe.

— Bella, que bom que atendeu, preciso de um grande favor seu Cub — ela falou apressada, enquanto mandava Bree buscar mais café.

— Pode falar.

— Estou muito ocupada por aqui, meu marido inventou uma reunião geral com todos editores para essa noite e preciso que alguém me cubra em um evento. Você é a pessoa ideal para isso, por ser a novata empolgada com tudo.

Não consegui me ofender com aquilo, eu realmente estava empolgada com tudo que dizia respeito ao jornal.

— Qual evento?

— É o lançamento de uma nova linha de cosméticos, Bree te manda todos os detalhes por e-mail. Preciso que entreviste umas pessoas, é apenas uma matéria para o site do jornal mesmo, mas ela precisa ir ao ar até amanhã de tarde. Consegue fazer isso por mim?

— Consigo, acho — murmurei, temendo não conseguir.

— Ótimo, enquanto Bree te envia o material que for necessário procure um vestido bonito e vá ao salão de Rosalie dar um jeito no seu cabelo. E por favor, Bella, use saltos altos sem parecer que está pisando em pregos. Ângela vai com você para fazer as fotos. O motorista do jornal estará na sua porta às oito e meia, não se atrase.

— Querida, você vai ter que deixar seus trabalhos de lado hoje — falei para Renesmee quando Sulpicia desligou.

— Por quê?

Expliquei toda a situação para ela, o que deixou Renesmee empolgada. Ela mesma foi procurar um vestido para mim, entre os poucos de festa que eu possuía e ligou para a tia avisando que precisaria que a mesma cuidasse do meu cabelo urgentemente.

Enquanto ela ia de um lado para o outro, fiquei lendo o e-mail sobre a empresa que estava promovendo o evento. Era uma de cosméticos, que estava começando a fazer sucesso. Por isso a parte de economia do jornal devia falar sobre a nova empresa queridinha do momento.

Rosalie adorou poder meter as mãos no meu cabelo, veio do salão para meu apartamento, só para que pudesse fazer o serviço com mais calma. Não deixei que ela cortasse ou pintasse meu cabelo, como era sua vontade. Apenas lavar, escovar e prender em um coque elegante. E para sua alegria maquiar meu rosto com aspecto cansado.

— Nossa mamãe, você está uma gata! — Renesmee exclamou quando me viu pronta.

O vestido que ela tinha escolhido para mim era um preto, longo e com um decote nas costas. Não chegava a ser profundo, mas eu me sentia levemente exposta com eles. Mas minha pressa era tamanha que não dava tempo de procurar por outro, nem xingar quem tinha inventado os saltos altos.

— Obrigada querida! — Sorri para ela, recolhendo tudo que eu precisaria para o trabalho. — Rose, por favor, não deixe Renesmee ir dormir muito tarde, ela adora ficar mexendo no celular até altas horas — pedi para minha cunhada, que como um anjo tinha se disponibilizado a ficar com a sobrinha até que eu voltasse, até porque Riley e meu irmão tinham ido para um jogo de basquete.

— Pode deixar, só vou levá-la para um bar — Rose disse.

— Nem brinque com isso, Rosalie.

— Mãe vai logo, antes que se atrase! — Renesmee lembrou.

— Amo vocês, tchau!

O carro mandando por Sulpicia já estava na frente do meu prédio quando desci, dentro dele Ângela, com toda sua parafernália de fotografa. Durante o caminho até a festa ficamos falando sobre a empresa do evento, por morar em New York ela sabia mais do que eu e foi de grande ajuda.

Chegamos ao local da festa com tempo de folga até o inicio do evento em si, o que deu tempo suficiente para Ângela fotografar todo o interior do salão e para que eu pudesse me preparar melhor. Então, os convidados começaram a chegar, passamos uma hora inteira entrevistando os realmente importantes.

Quando cumprimos boa parte da nossa meta, Ângela foi comer algo e eu segui para a primeira cadeira disponível que vi. Meus pés precisavam de um pouco de descanso.

A festa estava incrível, era preciso admitir isso. Tudo parecia muito impecável. Eu nem estava de fato ligando para que a maioria ali eram pessoas de ego inflado, também não era como se nunca tivesse lidado com aquele tipo de gente.

Estava procurando Ângela, quando o avistei a alguns passos da minha mesa. Um copo de uísque na mão, terno acinzentado e cabelo com gel.

Senti que poderia desmaiar, não acreditando na probabilidade de encontrá-lo ali, parecia uma pegadinha de muito mau gosto. E tudo só pareceu pior quando seus olhos — verdes — se encontraram com os meus. Edward e eu, depois de quinze anos, tínhamos nos reencontrado.

— Bella. — Seus lábios se mexeram, formando meu apelido.

— Edward.

Notas finais
Antes de surtarem pelos dois terem finalmente se reencontrado, perceberam o quanto Renesmee é o total oposto do Edward? Enquanto o pai se curvou ao que a família queria profissionalmente para ele, ela enfrenta a própria mãe e só tem quinze anos. Renesmee é maravilhosa! E agora, o que acham que sai desse encontro? Até sábado people. Beijos! Lola Royal. 20.02.16