Moon River
8 Capítulo Seis
Notas iniciais
— Capítulo Seis —
— Bella —
Seattle – Janeiro de 2000
Nunca gostei de segunda-feira, sempre as detestei na verdade, mas aquela segunda-feira parecia tão promissora que foi impossível não acordar com um sorriso no rosto. Acordei antes mesmo de Jessica, que sempre saia cedo para correr, o fato era que eu não conseguia ficar mais um instante que fosse na cama, não sabendo que em algum momento do dia Edward e eu nos reencontraríamos.
Toquei meus lábios, ainda podendo sentir como tinha sido beijar Edward na noite passada, sem duvida alguma o melhor beijo de toda minha vida. Parecia ter sido incrivelmente mágico, eu podia jurar ter ouvido sinos tocando e fogos de artifício, totalmente clichê, mas era dessa forma que eu me sentia ao tê-lo beijado.
Edward tinha sido incrivelmente fofo, gentil e eu tinha de admitir, apaixonante na noite passada. Quando o beijo terminou ele beijou minha mão e com aquele sorriso abalador, me deixou só. Mas eu não me sentia sozinha, muito pelo contrário, era como se finalmente tivesse encontrado a outra metade da minha laranja, ainda que isso parecesse brega e até ali não acreditasse em nada daquilo.
Claro que nós dois nos conhecíamos muito pouco, que tudo aquilo podia ser uma incrível bagunça, mas eu sentia que parecia ser tão certo. Eu não queria me afastar de Edward, e para minha surpresa, ele também não queria se afastar de mim. Tudo parecia muito bem, como as ditas metades de laranjas se encontrando e preenchendo um quebra cabeças.
— Nossa, você acordou cedo de novo, isso está começando a ficar estranho — Jessica disse assim que acordou, eu já tinha tomado meu banho e me vestia para o dia longo de aulas.
— Bom dia Jessica! — exclamei.
— E está feliz, o que diabos esta acontecendo com você, Swan? — Jessica perguntou confusa, sentando na cama e prendendo o cabelo, que nunca parecia ficar desarrumado, em um coque.
— Nada demais. — Lancei um sorriso simpático a ela. — O fim de semana só foi maravilhoso — comentei, sem conseguir conter um suspiro apaixonado.
Então era isso, eu estava apaixonada por Edward? Nunca acreditei que fosse possível se envolver tão rápido e emocionalmente com alguém, mas aparentemente era sim algo que podia acontecer. Pois, eu me sentia apaixonada.
Suspiros, felicidade fora de hora, coração acelerado. Podia até jurar que tinham borboletas em meu estômago. Eu tinha dezoito anos, mas ainda me sentia como uma garotinha de quinze tendo sua primeira paixão de colegial.
— Maravilhoso? — Jessica arqueou uma sobrancelha. — Mas você não foi demitida no sábado, como isso pode ser maravilhoso? Pensei que estava sem grana alguma, na verdade estava quase te propondo novamente um trabalho em alguma das lojas do meu pai.
— Não vai ser preciso, eu posso arranjar um trabalho sozinha — frisei. — Além do mais, eu posso ter sido demitida, mas o fim de semana conseguiu ser bom ainda assim.
— Por quê? Tirou as matérias do atraso? Isso é a sua cara, tão nerd — Jessica debochou, levantando-se da cama e procurando por suas roupas de corrida no seu armário. — Sabe Bella, acho que você precisa de um namorado. Tem um cara na minha aula de Economia, Mike Newton, um perfeito nerd como você, acho que os dois iam combinar super bem.
Ignorei totalmente Jessica, ou acabaria partindo para a violência com a garota, ainda que eu abominasse tal ato. Fui recolher meus materiais necessários para aquele dia, tirando da minha cabeça que eu dividia o quarto com uma menina totalmente tapada e mimada.
— Vamos Bella, não pode me ignorar por muito tempo — Jessica falou, ficando na minha frente enquanto tentava sair do quarto. — Desculpe se fui um pouco grossa com você, às vezes é um pouco impossível conter meu gênio forte.
— Gênio forte? — Soltei uma gargalhada. — Isso não se chama gênio forte, Jessica, isso se chama ser uma vadia! — exclamei, a tirando do meu caminho e saindo do quarto, que infelizmente tinha de dividir com aquela menina.
— E você não passa de uma pobre garota chorona. — A ouvi falar antes que a porta batesse com força.
***
Tentei focar o máximo que pude nas aulas aquele dia, mas era uma missão complicada. Não pela minha discussão com Jessica, eu não me importava com a minha colega de quarto a ponto de uma briguinha tola com ela me fazer ficar dispersa nas aulas. Mas, não conseguia tirar Edward da minha cabeça.
E o fato dele não dar nenhum sinal de vida aquela manhã parecia terrível, será que ele tinha detestado o beijo? Ou tudo entre nós foi mesmo uma grande brincadeira como tinha imaginado antes dele aparecer no café?
Quando voltei para meu quarto, após a última aula do dia, ainda não era nem hora do almoço. Ainda assim não estava disposta a ficar mais tempo circulando pelo campus da universidade, ou ir em busca de aulas extras.
Para meu alivio Jessica não estava no nosso quarto quando voltei para lá, ou eu acabaria descontando todo meu nervosismo, por Edward não ter me ligado, nela. Não que ela não merecesse, porque a garota merecia um belo tapa na cara convencida dela.
Sabia que eu tinha de sair para procurar um emprego, o mais rápido, já que não podia ficar dependendo da grana que meus pais insistiam em mandar para mim todo mês, mas com tudo aquilo na cabeça preferir não sair. O fim de semana, conhecendo Edward, então saindo com ele tinha sido ótimo, mas então lá estava eu, me sentindo a própria Cinderela depois da meia noite e sabia que não haveria sapatinho algum de cristal para resgatar tudo aquilo.
Antes que me afundasse em um completo marasmo, meu celular tocou. Por questão de segundos pensei que seria Edward, quase acreditei no conto do sapatinho, mas então vi que era apenas Rosalie.
— Olá Rose! — A atendi, ao fundo eu podia ouvir uma música infantil, o que indicava que minha cunhada estava aquela tarde com o filho dela, meu sobrinho, Riley.
— Oi Bella Bobona, como você está? — ela perguntou em um tom divertido.
— Estaria bem melhor se você não me chamasse assim — resmunguei, eu odiava aquele apelido.
— Ai Bella, pare de ser tão chata. — Rosalie riu. — Riley está mandando beijos babados de bebê para você, cunhada.
— Ah, mande mais beijos para ele — falei, não conseguindo ser irritadiça quando se tratava de um bebê fofo como meu sobrinho, na verdade estava com muitas saudades do meu garotinho. — Vocês deviam vir a Seattle, estou morrendo de falta de apertar as bochechas de Riley.
— Fomos no Natal, Bella — Rose disse. — Não tem nenhum mês.
— Eu sei. — Suspirei. — É que me sinto tão sozinha aqui, sei que mamãe e papai estão apenas três horas de distancia em Forks, mas não é a mesma coisa. Odeio que você tenha caído na lábia do meu irmão de que New York seria uma cidade melhor para vocês.
— Desculpe Bella, mas realmente é — Rosalie murmurou. — Também sentimos sua falta, mas não podíamos ficar preso em Forks ou Seattle. Estamos adorando esse lugar, na verdade, você deveria pedir transferência para alguma universidade daqui. Iria ser maravilhoso tê-la conosco, temos só dois quartos, mas Riley poderia ficar no nosso por mais um tempo.
— Não, eu me odiaria invadir a privacidade de vocês — comentei. — Além do mais, já dividi uma casa com Emmett por tempo demais, o fardo agora é seu, cunhada.
Rosalie riu mais uma vez, então perguntou:
— Algo aconteceu, não é Bella Bobona? Você parece triste, estou certa?
— Está sim — confirmei por fim.
— Claro que estou, nunca falho! — Rosalie deve ter abaixado a música infantil, uma vez que não a ouvi mais. — Vamos Bella, conte tudo — insistiu. — Sei que estou do outro lado do país, mas continuo sendo mais do que sua cunhada, sua melhor amiga.
E ela era mesmo, Rosalie e eu nos conhecemos nas aulas de balé que fazíamos em Forks, mesmo sendo muito melhor do que eu, mais velha e já naquela idade popular por toda cidade, nós nos tornamos amigas. Melhores amigas, então uma coisa levou a outra e meu irmão acabou tornando minha melhor amiga em minha cunhada, o que era muito bom.
— Conheci um cara — contei de uma vez. — Um cara que eu nunca pensei que olharia para mim, mas ele olhou e então...
— Vocês transaram?! — ela indagou. — Ah Bella, sabia que você finalmente ia transar com outro cara depois do fiasco que foi sua transa com Tyler. Mesmo que tenha dito nunca mais fazer isso depois daquela transa deplorável.
Tyler tinha sido meu último namorado no colegial, nossa transa foi algo extremamente horrível que envolveu ele sendo pequeno, posições estranhas e a conta do motel sobrando para mim. Por sorte ele não tinha sido minha primeira vez, ou seria um desastre em proporções maiores. Sendo assim eu tinha de agradecer o intercambista indiano que estudou na minha escola, e o fato dele ter topado ser minha primeira vez. Pelo menos eu estava sendo multicultural e mostrando a boa hospitalidade americana.
— Não, sem sexo — falei para Rosalie, a ouvindo soltar um som de desaprovação do outro lado da linha. — Nós nos conhecemos no sábado, eu não transaria com alguém tão rápido — me defendi.
— Ora Bella, isso não seria nada demais, é só sexo!
— Falou a garota que só dormiu com um cara a vida toda — rebati.
— Seu irmão vale por mil, queridinha — Rose disse em um tom safado.
— Informação demais! — reclamei. — Enfim, não rolou sexo algum entre esse cara e eu.
— Tudo bem, falei mais, aproveite que seu sobrinho está entretido vendo esses desenhos bobos — ela pediu.
— Bom, ele se chama Edward Cullen e...
— Cullen? — Rosalie gritou, fazendo meu ouvido doer.
— Ai sim, mas não grite.
— Meu Deus Bella, a família Cullen é uma das mais tradicionais de New York. Acredite, todos por aqui veneram qualquer um que tenha esse sobrenome. Ser um Cullen em New York é como fazer parte de uma realeza.
Bom, Edward tinha mesmo a aparência e os modos de um príncipe. Menos quando não ligava, depois de dizer que faria isso.
— Como você foi conhecê-lo, Bella Bobona? — ela indagou e mesmo com uma distância enorme entre nós duas eu podia sentir sua latente curiosidade.
— No casamento da irmã dele, no sábado, eu estava trabalhando no Buffett que estava servindo — contei.
— Oh meu Deus! — ela tornou a gritar. — Você foi ao casamento de Alice Cullen?
— Como garçonete, Rosalie, garçonete.
— Não importa — Rose afirmou. — Você foi ao casamento dela, isso já é o suficiente. Como era o vestido? Dizem que apenas o vestido custou cem mil dólares.
— Não sei, eu mal a vi, estava mais enrolada com o irmão dela.
— Ah sim, Edward, como isso foi acontecer? Socorro Bella, se eu tivesse condições pegaria o próximo voo para Seattle, só para saber dessa história toda melhor.
— Calma Rose, eu conto, só não surte — pedi. — Enfim, como disse eu estava no casamento da irmã dele, com o filho do prefeito. — Ouvi Rose soltar um gritinho, mas ela permaneceu calada. — Então, eu meio que tropecei. — Rose disse algo como típico, mas não dei atenção a ela. — Tropecei e esbarrei em Edward, sei que ele me ajudou, mesmo que eu pudesse ter arruinado o casamento de sua irmã e que a minha chefe tenha me demitido ali mesmo na frente de todos. Edward até me defendeu, falou poucas e boas para aquela mulher, então ele me levou para o quarto da noiva, para poder fazer um curativo na minha mão, já que eu tinha me machucado no vidro.
— Edward Cullen cuidou de você? Bella, é como um conto de fadas! — Rosalie exclamou, fervendo de empolgação. — Isso tudo parece tão romântico.
— Sem surtos Rosalie.
— Me conte mais, depois de sábado e do curativo, vocês se beijaram? Você ficou na festa como acompanhante dele?
— Não, nada disso — respondi prontamente. — Eu fui embora, ainda que ele tenha pedido para que ficasse, Edward estava odiando a festa.
— E por que você não ficou? Oh Bella, você é mesmo Bobona.
— Não poderia ficar Rosalie, eu era a garçonete que tinha acabado de ser demitida, como poderia ficar ali. Ainda mais com Edward, e agora tenho certeza de ter feito muito bem em não ter ficado, já que você diz que ele é como se fosse da realeza.
— Tudo bem, então foi só isso? Um tropeço, um esbarrão e um curativo? — ela questionou, parecendo decepcionada.
— Não — sussurrei e Rosalie voltou a gritar.
— Não faça rodeios, Isabella Swan, conte tudo!
Respirei fundo, então comecei a contar. Rosalie era minha melhor amiga e única amiga verdadeira, eu podia contar tudo a ela e saber que ficaria entre nós. Assim como saberia que ela me diria se eu estivesse alucinando, ou algo assim.
Fiquei por pelo menos uma hora contando a ela todos os detalhes dos meus momentos com Edward no sábado, então nosso encontro no domingo. Rose me interrompia a cada minuto para perguntar algo, ou dizer o quanto Edward parecia ser mesmo um príncipe, honrado o nome de quase realeza que carregava.
— Mas então, ele ainda não me ligou e já estamos no meio do dia — falei por fim. — Eu devia estar na rua procurando por um emprego novo, mas estou trancada no quarto remoendo minha cabeça por um cara que nem deve lembrar que existo.
— Me poupe, Isabella — Rosalie parecia ultrajada. — É obvio que Edward lembra de você, ele te beijou, lembra? Foi ele quem tomou a iniciativa. Você só está arranjando desculpas a si mesma para não voltar a vê-lo quando ele te ligar, pare com isso. Merece ser feliz, Bella, se for com Edward ou com qualquer outro cara não importa, só pare de arranjar problemas em tudo.
— Mas somos tão diferentes, Rose — murmurei. — Ele é tão rico, filho de uma família de renome, eu sou apenas eu.
— E o que isso quer dizer, Bella? Você não é menor do que ninguém por ser apenas você mesma, na verdade isso te faz ser grande.
— Sério?
— Claro que sim, Bobona! Escute, Edward vai te ligar, eu tenho absoluta certeza disso e quando ele fizer isso você não vai ser arredia ou nada desse nível. Se ele já saiu com você e quiser sair de novo, é a maior prova que o Cullen não está nem ai se você é rica ou não.
— Okay Rose, vou ouvir seus conselhos.
— É bom que escute, Bella, sabe o quanto te amo e quero que seja feliz — Rose disse, então ouvi Riley começar a chorar. — Vou mimar um pouco seu sobrinho, agora, me ligue mais tarde ou amanhã para dizer como está indo essa trama de novela mexicana com Edward.
— Tudo bem — concordei. — Rose? — a chamei. — Por favor não conte sobre Edward para Emmett, eu ainda não quero que ele saiba disso.
— Pode ficar tranquila, se chegar ao ponto de Emmett precisar saber, você mesmo conta — ela disse. — Beijos Bella Bobona.
— Beijos! — Desliguei o celular, o colocando no bolso e indo trocar de blusa.
Eu não podia passar o resto do dia esperando pela ligação de Edward, se ele fizesse isso eu o atenderia na rua. Precisava mesmo ir atrás de um novo emprego.
Estava colocando minha roupa, quando Jessica apareceu, com um sorrisinho debochado no rosto.
— Olá Bella, como foi seu dia? Maravilhoso como seu fim de semana?
— Sim, isso mesmo! — Ergui a cabeça para ela. — Sabe Jessica, obrigada por pensar em me juntar a Mike Newton, o nerd da sua aula de economia, a questão é que estou saindo com um cara muito mais promissor. Mas ei, quem sabe você não possa sair com o Newton, formariam um belo par, que ninguém daria mínima.
A garota me olhou chocada, eu nunca tinha sido tão agressiva com ela até ali. Mas tudo aquilo estava me fazendo perder a paciência.
— Se manque, Swan! — Ela andou até mim. — Quem é seu namoradinho? Um garçom como você? Ou o cara que lava a louça? Ah, já sei, ele é o manobrista.
— Na verdade é Edward Cullen — anunciei.
— Cullen? — ela gargalhou. — Não minta para si mesma, Isabella, um Cullen nunca olharia para você. Eles são uma das famílias mais ricas do país. — Pelo visto até Jessica conhecia a família Cullen melhor do que eu.
— Lamento muito que não acredite Jessica, pode ficar ai com todo seu veneno. — Fui até a porta, me surpreendendo com que estava do lado de fora, esticando a mão para bater na mesma. — Edward! — sussurrei seu nome, abismada por vê-lo ali.
— Oi Bella! — Ele lançou um de seus maravilhosos sorrisos para mim.
— Puta merda. — Ouvi Jessica xingar do interior do quarto.
— Tchau Jessica, até mais tarde! — Acenei para ela, saindo do quarto e fazendo Edward se encaminhar para fora do mesmo comigo. — O que está fazendo aqui? — perguntei para ele. — Como descobriu qual era meu quarto?
— Quis fazer uma surpresa, por isso não te liguei ainda, estava esperando uma hora boa para aparecer e como o horário do almoço já foi, imaginei que já teria voltado. Confesso que estava com medo do meu plano falhar, não sou muito bom com planos para falar a verdade. E sobre seu quarto, não lembra que me disse ontem qual era? Umas três vezes, porque é o 4B e você disse que é a sua letra e número do azar.
— Não lembrava disso — confessei. — Você deveria ter ligado, Edward, seu plano por muito pouco não falhou — afirmei.
— Desculpe por isso, minha irmã sempre diz que eu preciso ser menos sonhador, vou trabalhar nisso — comentou, enquanto descíamos a escada do prédio do dormitório.
— Não, não pare, isso é uma boa característica — deixei bem claro. — Continue sendo um sonhador, eu gosto disso.
Edward sorriu, então parou de descer, fazendo com que eu parasse também. Eu estava um degrau acima dele, mas como o Cullen era tão alto estávamos na mesma altura. Então nossas mãos se encontraram, para então nossas bocas se unirem.
O beijo conseguiu ser muito melhor do que o do dia anterior, com mais fogos de artifício, sinos e borboletas em meu estômago. E toda aflição da manhã por não ter recebido as ligações de Edward, sumiram.
— Estava com saudades de você, sei que pode parecer loucura, acabamos de nos conhecer, mas parece que já vivi mil vidas ao seu lado. E não estou falando que isso é ruim, como um relacionamento que virou monótono pelo tempo, é que parece que já te conheço tão bem e que...
— Pare Edward — pedi. — Apenas continue a me beijar — ordenei e foi o que ele fez.
Podia ouvir as pessoas subindo e descendo a escada, jogando piadinhas para nós, mas eu pouco me importava com elas. Tinha de combinar com ele, parecia que eu já o conhecia e que nosso reencontro era só uma forma de tudo em nós voltar à tona.
Eu estava mesmo apaixonada por ele, ainda que isso parecesse assustador, era a verdade.
— Precisamos ir — Edward disse, parando, infelizmente, de me beijar mais uma vez.
— Por quê? Eu não quero ir. — Beijei o canto de sua boca, passando a mão por seu cabelo, que se encontrava totalmente rebelde.
— Encontrei um trabalho para você.
— Edward...
— Vamos Bella, você pode me agradecer depois com mais beijos.
— Tudo bem. — Aceitei rindo, Edward me segurou pela cintura, me dando mais um beijo, então voltou a me colocar na escada. — Mais alguma surpresa?
— Sim, eu não deveria contar ainda, mas estou ansioso — Edward disse quando chegamos ao fim da escada. — O que acha de ir jantar com meus pais está noite? Eles estão loucos para conhecê-la.
Fale com o autor