Moon Dominant. ~Hiatus~
6 Until the sun touch me.
Notas iniciais

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O sol batia na minha pele como um véu fino aconchegante. Como um cobertor aquecido. Tocando cada pedaço do meu corpo exposto no biquíni preto. Eu estava no térreo do hotel ouvindo música no iPod que estava encostado na mesinha ao meu lado, trazendo o som por um fone de ouvido. Deitada na espreguiçadeira perto da piscina.
Meus pés se mexiam na batida da música de tal forma que o ritmo contagiante do Jazz me impedia de tirar um cochilo. Levantei as mãos no alto arqueando minha coluna enquanto segurava um bocejar. Eu não queria tirar um cochilo, só curti um pouco o final de semana.
Um grito animado me fez abrir os olhos, e abaixar os óculos de sol. Um garoto tinha acabado de pular do trampolim criando um alvoroço dos clientes mais chatos que se molharam minimamente. Segurei o riso mordendo meus lábios.
As pessoas viam para a área com uma piscina e não queriam se molhar? Era hilário a meu ver.
Sentei-me na espreguiçadeira, e retirei meus óculos de sol, o colocando ao lado do iPod que desliguei. Fiquei de pé, tocando as pontas dos meus dedos o mais alto em cima da minha cabeça que podia. Alongando-me enquanto via que tinha uma toalha preparada em cima da mesa de vidro. Ser uma Guerreira tinha seus benefícios às vezes.
Pensei enquanto deixava de lado os chinelos para ir ao começo da piscina descalça mesma. Sentir alguns olhares masculinos enquanto andava, mas não encarei, não queria paquerar ou nada do tipo. Não de tarde, talvez de noite, pensei torcendo meu pescoço, enquanto ia para o trampolim menor. Não ia causar estragos já que a maioria das dondocas com permanentes tinham saído de perto da piscina.
Amarrei meu cabelo no alto, ficando feliz por ele estar alguns centímetros menor pelo corte recém recebido. Forcei o trampolim quando cheguei à ponta, e dei um passo para trás me preparando para saltar.
Segundos depois, nada me segurava ao chão, nada estava entre min e a gravidade. O frio na barriga foi intenso mais agridoce pela adrenalina recém-recebida. Puxei o ar, e me forcei a não respirar quando tudo a minha volta era envolto de água morna.
Não voltei à superfície cedo, apenas nadei forçando um pouco minhas pernas a chegarem à metade da piscina para poder voltar para a realidade, e sugar o máximo de ar que eu podia. Esta mergulhando era ótimo, mas boiando era melhor.
Nadei por alguns segundos, e depois mergulhei até o final da piscina, quando voltei a submergir toquei a parede externa procurando uma escada para subir e voltar até minha espreguiçadeira passar mais uma camada de protetor solar.
Porém a sensação de ser observada me fez olhar para cima e me deparar com grandes olhos escuros.
— Terno aqui fora, jura? — Perguntei sem saber d’onde veio à ousadia de tentar zombar de um Original. Mas não me arrependi quando ele sorriu minimamente. Bem, era um sorriso, e eu deveria ficar apenas naquelas palavras e depois perguntar o que ele queria. Mas não conseguir. Dei algumas braçadas, e coloquei meus cotovelos no borda. — Posso arranjar uma sunga pra você se assim desejar, aquelas mulheres... — Apontei descaradamente, enquanto sorria maliciosamente, para as costas dele. — Iam me agradecer eternamente.
Como esperado Elijah ficou sério, mas acho que no fundo meio sem graça. Por não ter notado como chamaria atenção ali parecendo um Inglês milionário. Rir sem querer, e ele balançou a cabeça como se não de alguma forma não quisesse comentar e prolongar o assunto, pedindo paciência no fundo.
— Estou em busca de Francesca. — Disse ele arrumando sua gravata, que estava perfeita, e depois voltou a me encarar. — O chefe da segurança não sabe aonde ela...
— Entendi. — Levantei a mão dispensando as explicações.
Com certo esforçando, não esperando que ele oferecesse ajuda, me icei para cima, ficando por um segundo de joelhos, acho que minha aparência o pegou de surpresa porque quando me levantei captei seu olhar para minha falta de roupa. Ou talvez minha tatuagem na lateral da minha coluna? Eu não saberia por que tão rápido que sua cabeça se abaixou, ela se levantou fazendo seu queixo ficar quase empinado.
Segurei novamente o riso. Estava em um estado de animo ótimo, e talvez fosse por causa das margaritas que havia tomado, não saberia.
Dei um passo para frente, e ele se afastou para eu passar. Dei um aceno sutil para Tony, o chefe da segurança que deveria ter trazido o Mikaelson ali.
— Geralmente quando Francesca não pode atender... — Comecei a falar, enquanto ele me seguia quase automaticamente caminhando ao meu lado para não ficar nas minhas costas, ou ele era tímido, ou não queria passar a ideia errada. Devia ser a segunda opção. — Clientes específicos, fica a cabo dos meus primos o fazer. Primos que não devem esta aqui. — Disse desembrulhando a toalha que enrolei no meu corpo, enquanto começava a secar meus cabelos com força não querendo demorar em atendê-lo adequadamente.
— Clientes específicos? — Indagou minimamente confuso.
— Membros das facções. — Sussurrei a resposta, jogando a toalha na espreguiçadeira, começando a retirar novamente a que rodava o meu corpo. Seguei-me também enquanto falava para soar um gesto causal. — Ficaria surpreso o quanto meus primos ignoram algumas facções e deixam a responsabilidade com Francesca de recebê-los.
— E com você. — Apontou ele de modo rápido, como se também necessitasse falar alguma coisa.
— Às vezes. — Dei de ombros, pegando minha canga vermelha, a enrolando ao redor da cintura, como uma saia improvisada. — Mas Francesca nunca o deixaria esperando... — Garantir lhe mostrando o caminho até os elevadores enquanto calçava meus chinelos. — Deve esta fazendo algo realmente importante que a tirou da sua agenda hoje. — Parecia uma desculpa por qualquer tempo que o Original pudesse ter perdido antes de Tony ter levado ele até ali. E bem, era.
— Não se preocupe, ela não esta tão atrasada. — Garantiu ele de modo politico.
Ficamos em silêncio esperando o elevador, enquanto eu amarrava de modo ordeiro meus cabelos em um coque alto, deixando algumas mexas soltas no pescoço. Os espelhos do elevador me garantiram para minha felicidade que eu não estava tão péssima como eu achava.
Acho que ter Elijah Mikaelson ridiculamente arrumado ao seu lado, quando você até mesmo vestia um Chanel, faria você pensar se não estaria inadequada.
— Deseja uma bebida antes de eu localizar minha prima? — Perguntei voltando a soar profissional e distante.
Notei que aquela forma de tratá-lo o fazia confortável bem mais do que as piadinhas “quebra gelo”.
— Na verdade meu irmão esta me esperando no Bar Red, se não for inconveniente gostaria de meu juntar a ele. — Declarou Elijah, me fazendo assentir com a cabeça.
Apertei o botão certo para o andar do Bar Red um dos preferidos de Francesca para receber pessoas importantes. E ficamos em silêncio mais uma vez. Um silêncio doloroso que fazia o frescor da minha pele se evaporar , o silêncio ao nosso redor era de todo modo, desconfortável.
Felizmente a porta se abriu rápido. Elijah cavalheirescamente a segurou, mesmo que ela não fosse se fechar, para eu passar primeiro. Agradeci com um sorriso que não chegou a durar, e saímos lado a lado pelo corredor dourado e vermelho.
Para minha surpresa a banda da noite estava ensaiando, e Klaus Mikaelson estava descaradamente dando em cima da garçonete. Uma loira peituda.
—... Oh amor, mas eu nem comecei. — Falava ele de modo tão malicioso que sentir um arrepio percorrer minha pele mesmo que o flerte não fosse direcionado a min.
Elijah coçou a garganta alto, fazendo o irmão mais novo rir e levantar seu copo de uísque no ar em completo descaço para a reprimenda. Glenda por outro lado ficou paralisada a me ver, e engoliu em seco em medo.
O híbrido agora curioso se virou no banco, parecendo não só surpreso como orgulhoso de eu estar ali. Como se apenas estivesse me esperando de alguma forma para começar uma festinha. Á três? Nos sonhos dele.
Sorrir secamente.
— Glenda querida, peça para Tony vim aqui depois de me servi o de sempre. — Mandei encarando a moça que balançava a cabeça repetidamente em positivo, como um brinquedinho quebrado. Voltei-me para o híbrido tentando soar indiferente. — Parece que NOLA é pequena para nos três não acha? A segunda vez no dia! — Exclamei soltando uma risadinha para aliviar o clima. Referindo-me ao nosso encontro pela manhã na Igreja do Padre O’connell.
— Espero que não seja a última. — Foi tudo que Klaus falou, de modo galante, enquanto segurava minha mão para me cumprimentar. Seus olhos descaradamente pararam na minha tatuagem e depois nos meus seios. Quase revirei os olhos, porém preferi fingir que não vir.
— Aqui senhorita Guerreira. — Informou Glenda segurando um copo de soda com absinto e gelo em cima de uma taça. O peguei sem demora, e ela não esperou palavras de consentimento para sair.
— Sinto que estamos interrompendo sua folga. — Continuou Klaus a falar, como se não gostasse de nenhum silencio, diferente do irmão que se sentou do lado dele, aonde Glenda servia-o de uma bebida também.
— E estão, mas, sem problemas. — Garantir sorrindo dando de ombros, me sentando no banco alto na frente dos irmãos. Tomei um gole da minha bebida.
— Bem, culpe meu irmão... — Disse Klaus olhando Elijah que segurava um olhar sério em sua direção, pedindo sem palavras para ele não continuar a falar. O loiro só sorriu mais. — Ele não gosta de “entrar na casa das pessoas”, sem informar sua presença.
Rir junto com Klaus, pela expressão irada do mais velho.
— Oh, não se preocupe senhor Mikaelson. — Disse para Elijah que se voltou para me encarar. — Não é um problema atendê-los, eu garanto.
— E eu agradeço, apenas acho que os... — Ele olhou para os lados em clara precaução. — Lobisomens são territoriais a ponto de entender errada nossa visita.
— Você fala como se eu não fosse um lobisomem, irmão. — Klaus disse o interrompendo com palavras rápidas. Quase como se quisesse deixar claro aquilo em voz alta. — Ou só metade. — Ele brincou sorrindo em minha direção, mas notei como seus olhos estavam sérios.
— Então é por isso que esta aqui? — Perguntei sem frases filosóficas no meio, ou parábolas. Apenas mera curiosidade. Aquilo fez os irmãos, de modo diferente ficarem atentos. — Para garantir ajuda para todas as matilhas o verem como um lobisomem. — Aquilo não era uma pergunta. E ambos sabíamos.
— Garotinha esperta. — Aplaudiu Klaus, sorrindo até seus dentes aparecerem, em uma expressão quase felina.
Fiz uma expressão irritada que não deve ter passado despercebida pelos irmãos.
— Eu não sou uma garotinha. — Deixei claro, de modo afiado e seco.
Antes de alguém responder aquela afirmativa, Tony apareceu. Diferente do que se esperava de um Chefe de Segurança, ele se vestia de modo simples, para passar como hospede. E era tão bonito e forte como um lobisomem deveria ser. Um ex-fuzileiro que Francesca teve a sorte de conseguir contratar.
— Mandou me chamar Myrella? — Perguntou ele me fazendo girar no banco para garantir que minha atenção era só dele.
— Teve noticias da minha prima, Tony? — Perguntei logo.
Talvez a forma como não nos travamos de modo profissional tivesse soado estranha para os irmãos Originais, mas eu não me importava.
— Não, eu já liguei algumas vezes...
— Sabe aonde ela foi? — Perguntei o interrompendo achando aquilo deveras estranho. — Antes de não atender o celular?
— Uma reunião com Victória Larrabee. — Informou ele fazendo a ficha cair.
Assentir com a cabeça o dispensando. Voltei-me para os irmãos que tomavam suas bebidas. Klaus não disfarçava seu olhar sobre min. Mas seu irmão encarava a banda que tocava o blues suave em meio às tentativas de reagrupar os instrumentos.
Tomei minha bebida em um só gole e saltei do banco, dando a volta no balcão do bar sem falar nada. Encontrei o telefone e disquei alguns números. Estava virada para os irmãos sentindo a sensação de ser observada, pinicar meu estômago de modo severo.
— Alô? — A voz feminina e juvenil foi uma dica de que a casa dos Larrabee’s estava vazia.
— É a Chloe não é? — Perguntei de modo gentil, enquanto encostava meu ombro do lado do armário de bebidas. A garota afirmou que era Chloe. — Pode passar para a casa de barcos, por favor?
— Hun... Não sei, papai falou para não interrompemos a reunião. — Retrucou a garota obediente.
— Mas você não estará. — Garantir divertidamente, enquanto estava a manipulando. — Apenas eu, então seja boazinha e passe a ligação sim? — Pedi docemente batucando minhas unhas no telefone. A garota não falou mais nada, mas passou a ligação. O telefone tocou algumas vezes e quem atendeu agora era Tairone Larrabee. — Aqui é Myrella Guerreira, gostaria de falar com Francesca.
— Isso é uma reunião... — Começou ele grosso como sempre.
— Eu sei seu troglodita, agora passe a ligação. — mandei já irritada de falar com intermediários.
Demorou mais alguns minutos e finalmente, e para meu alivio Francesca atendeu.
— Essa reunião esta demorando mais do que eu esperava. — Garantiu ela de modo cansativo, quando eu falei dos Mikaelson que estava a esperando. — Pode remarcar com eles? E os receber no Palace?
Não Francesca! Eu não posso ficar lidando com dois Originais!
Foi o que eu queria dizer, mas não disse.
— Claro. — As palavras saíram da minha boca antes de eu respirar.
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Elijah Mikaelson não era o tipo de homem que podia ser surpreendido. Ele já havia visto e feito tantas coisas que está no Palace Hotel jogando Poker não era nada demais. Mas, ser desafiado por aquela criatura na sua frente com sorriso belicoso? Nunca.
Ter uma lobisomem Guerreira como Myrella com olhos afiados e aparentemente jeito para tudo, o recepcionando o deixava inquieto. Ela parecia “ver” bem mais do que deixava transparecer, aquele era o único motivo dela estar ganhando dele, obviamente.
— Tudo. — Disse Elijah colocando suas fichas na mesa.
Ele tinha uma boa mão, só faltava um A para ele ter um Straight Flush.
— Vamos lá. — Sussurrou a garota. Depositando suas fichas no meio da mesa.
Elijah notou como ela se inclinou para frente, fazendo seus admiradores quietos se remexerem em deleite. Ele sem se conter deu um olhar azedo e selvagem para os homens que engoliram em seco, ficando imediatamente envergonhados.
— Fichas na mesa, apostas encerradas! — A mulher que dava as cartas ditou em voz alta.
Myrella e Elijah não jogavam sozinhos, havia mais três homens inclinados a perder qualquer quantia em dinheiro se aquilo garantisse a permanência da mulher na mesa. Sempre sorrindo, sempre conversando de modo inteligente e encantadora.
A última carta veio, e com ela o Straight Flush de Elijah também. Ele sorriu sem se conter de modo orgulhoso.
Então a morena virou sua última carta juntando com suas outras quatro.
— Full House! — Exclamou ela animada recebendo aplausos.
— Jura? Será que deseja me deixar liso senhorita Guerreira? — Perguntou Elijah em tom severo, mas pelos olhos e pelo sorriso nos lábios claramente brincando.
Aquilo pareceu deixar ela encabulada, a ponto de abaixar graciosamente a cabeça, fazendo seus cílios naturais baterem rapidamente. O Original ficou tão admirado quanto poderia demonstrar.
— Não tenho culpa de esta com sorte. — Ela deu de ombros. — Tifany cuide para alguém trocar as fichas e deixar na minha sala sim?
Ela se levantou encerrando o jogo, e Elijah não evitou, se ajuntar a sua guia que se despedia dos homens ao seu redor ou mesmo das mesas.
— O que esta achando do Palace, senhor Mikaelson? — Perguntou ela lhe oferecendo uma bebida do garçom que parava na frente deles.
Elijah aceitou.
— Bem mais luxuoso do que achei. — Soltou ele experimentando o Martini.
— Não é?! — Rebateu Myrella rindo suavemente. — Francesca fez uma reforma a quase uma década, quando seu pai decretou que era ela que assumiria o Cassino, acho que ela visitou muito Mônaco.
— Não é de todo ruim. — Decretou Elijah necessitando falar algum elogio.
Ela riu suavemente de novo.
Voltando a ser o cavalheiro que era, ele ofereceu a ela seu braço. Não pode deixar de notar o quanto ela parecia surpresa por aquilo. Mas aceitou.
Enquanto seguiam para a área mais calma do bar Myrella encarou a pista de dança, lá estava o irmão mais novo dançando com outra mulher, de modo nada inocente. Era outra loira e por um segundo a Guerreira se perguntou se ele tinha fetiches com loiras. Talvez sim, mas não é da sua conta! Disse a si mesmo.
Vendo que Elijah falava algo, enquanto se sentava em um dos sofás, baixo e vermelhos, ela se dedicou em entreter apenas aquele irmão.
— Acho que sim, as facções tem uma parcela dos lucros, desde que sirvam... — Ela se sentou do seu lado, cruzando os calcanhares e puxando na coxa o vestido colado preto que fora o único que achou de última hora. — De algum modo aos benefícios do Palace.
— Até os humanos? — Indagou Elijah curioso.
— Sim, principalmente os humanos. — Ela encostou-se ao sofá, se virando para ele, enquanto colocava seu cotovelo na parte plana do sofá e a palma da mão no queixo. — Políticos em sua maioria. Mas eu não sei de tudo, então terá que esperar e ver com Francesca esses detalhes.
— Difícil acreditar que não sabe de tudo. — Elijah percebeu tarde demais que as palavras soaram com uma reprimenda. Mas ela apenas riu enquanto tomava sua bebida.
Ele e Niklaus eram espertos o suficiente para acreditar que Myrella era sim entendedora de todos os assuntos ligados às facções. Principalmente quando ela falava com quase descaso e tédio de tudo.
— Só porque você sabe de algo, não significa que participe desse algo. — Disse ela enigmática lhe dando uma piscadela e se pões de pé, encarando além dos ombros do Original. — Francesca! Que bom que pode se juntar a nós.
A própria Francesca finalmente retornara e Ella apenas se viu livre para sair de perto deles.
Todavia ao se despedi de Elijah vendo a prima claramente interessada em colocar em pauta qualquer assunto. Ela ficou no Red Bar. Sem novamente se conter ou meramente pensar em resistir à tentação procurou o híbrido pelo lugar, não o encontrou. Deveria estar ocupado com a loira. Pensou Myrella achando que não deveria pensar tanto nos Originais. Não mais.
Se voltou para a banda vendo Louis tocando seu violoncelo enquanto a música suave rondava os convidados e as jogatinas. Maria uma das cantoras de pele escura pareceu captar seu olhar. E antes que Ella pudesse se reprimir um pouco mais, subiu disfarçadamente no palco.
Louis sorriu e Myrella sentou em um banco alto, colocando seu salto alto no suporte embaixo. O Sax foi lhe entregue e ela rapidamente colocou a correia ao redor do pescoço.
A boquilha foi para a boca depois dela respirar fundo. Louis com seus olhos claros e seus dentes brancos e perfeitos lhe sorriu encantadoramente.
Quando ela começou a tocar amolecendo seu maxilar não havia mais Originais que tinham sorrisos indecifráveis, nem que parecia a ver bem demais. Só o Sax sendo controlado por suas mãos e boca.
Já o mundo ao seu redor a encarava de fato com outros olhos. Um híbrido limpando os lábios rubros de sangue e um Original de terno surpreso.
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