Moon Dominant. ~Hiatus~
4 The opportunity makes the man, or the werewolf.
Notas iniciais
A oportunidade faz o homem, ou o lobisomem.
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Navarro. Guerreira. Dumas. Kenner. Labonair…. Niklaus tinha razão. Pensou ele. Os lobisomens estavam sendo uma raça forte, que procriava mais do que coelhos. O complexo cheirava a lobisomens, mas do que vampiros, bruxas e humanos. Talvez por ter tantas matilhas, com tantos alfas, aquela raça finalmente tivera obtido êxito, em permanecer viva.
Enquanto se servia de uísque sem gelo, ouvia a ladainha de algumas lobas filhas de Alfas, ele realmente pensou que seu plano poderia dar certo. Fazer mais híbridos daquela forma parecia mais promissor do que esperar mais quinhentos anos para uma nova Duplicata nascer. Se seu irmão, ou mesmo Marcel soubesse o que ele tramava, o teria o achado louco.
Pensando no irmão, ele vistoriou o salão com um olhar, enquanto girava seu pescoço. Ah sim, lá estava Elijah bancando o bom anfitrião com Francesca Guerreira e outra mulher. Klaus parou de levar a taça de champanhe até seus lábios, e oficialmente se desligou da conversa com as mulheres ao seu redor.
Percorreu com os olhos a pele naturalmente bronzeada das pernas da mulher de costas que ria suavemente depois que Elijah falara algo. Coxas torneadas, em um vestido curto vermelho. Quadris angulosos e um rosto familiar, quando ela se virou ficando de perfil.
— Senhoritas. — Disse Klaus de modo forte. — Queiram dar-me licença sim?!
Antes que elas se perguntassem a causa dele se afastar. Klaus serpenteou as pessoas as sua volta, abrindo caminho até seu irmão.
Quando se aproximou oficialmente, vendo os olhos do mais velho parando no seu rosto, fazendo a dama de vermelho virar o pescoço para encarar quem chamava atenção. Pelo breve choque no rosto da mulher, era claro que ela se lembrava do rosto dele. Seu coração também saltou minimamente mais rápido, ela tentava controlar certo nervosismo e expressão fácil. Já o híbrido sabia que estava com uma expressão um pouco predadora. Obrigou-se a sorrir maciamente.
— Por favor, senhorita, deixe-me apresentar meu irmão mais novo. — Disse Elijah polidamente educado. — Esse é Niklaus, e Niklaus essa é a prima de Francesca. Myrella Guerreira.
— Olá. — Disse ela suavemente.
Klaus não pode não admirar seu sorriso um pouco tímido no começo. Diferente das muitas mulheres que o cortejaram a noite inteira. Talvez ela estivesse nervosa.
— Francesca daqui a pouco vai ter que nos dar uma lista de todas as mulheres bonitas da sua família. — Brincou maliciosamente o loiro, porém polido, pegando a mão de mulher de vermelho que agora sabia se chamar Myrella, para curvar seus lábios nas costas da mão macia e forte da loba, em um cumprimento cavalheiresco.
— A lista seria grande, acredite. — Disse Francesca altiva e orgulhosa, fazendo a prima acordar do transe, e lhe dar um olhar um pouco irritado.
Antes de alguém falar mais alguma coisa, e o híbrido falaria algo que tirasse Myrella dali, dos olhos furtivos de seu irmão que estava oficialmente desconfiado, talvez para a pista de dança... Um barulho alto fez todos encararam a direita.
Ella sentiu seu peito bater minimamente mais forte. Francesca pareceu segurar um palavrão, ela também percebeu.
Jackson estava tão encostado em Diogo Guerreira, que a rodinha de lobisomens se preparando para uma briga estava se formando. Aos seus pés garrafas quebradas como se fosse indício de um encontrão violento entre ambos era o começo de um maremoto.
A música mudou para uma mais lenta, fazendo Ella ter uma ideia. Pedindo licença para ninguém especificamente, ela serpenteou pelos lobisomens.
— Jack, você me prometeu uma dança lembra? — Perguntou ela, empurrando com força o primo, do amigo Crescente.
— Ella? — Perguntou Jackson como se só tivesse visto quem o empurrava agora.
— Ei Diogo, não é a Alicia ali? — Apontou ela com o queixo chamando atenção do primo. — Deveria chama-la para dançar também. — Sugeriu a loba com um sorriso exagerado nos lábios.
— Que tal todo mundo ir dançar em?! — Ajudou Aidan em voz alta, fazendo Ella lhe oferecer um sorriso de agradecimento enquanto puxava Jackson para a pista de dança.
Ella parou no meio da pista de dança, jogando seus braços ao redor do seu pescoço de Jackson, o vendo ainda sério, relutantemente ele segurou a cintura dela, dando um espaço confortável entre os corpos. Ela olhou para os lados, vendo ainda alguns olhares curiosos nos lobisomens, as bruxas pareciam ter ansiado demais a briga que não aconteceu.
Ella escondeu seu rosto no vão do pescoço de Jackson, deixando o silêncio ser preenchido pela musica e seu sussurro.
— Que merda foi aquilo?
Jackson ainda queimando de raiva, olhou para os lados, trincando o maxilar, e se aproximou um pouco mais dela.
— Não deveríamos ficar tão perto uns dos outros, uma semana antes da lua cheia. — Disse o lobisomem em um fiapo de voz irritada.
Ella concordou com um aceno de cabeça, tentando fingir que os olhares dos Originais e de sua prima não a incomodavam.
Klaus sentiu o gosto do champanhe, borbulhar por um segundo na sua boca, até que a queimação se extinguiu assim que ele engoliu a bebida fraca demais para seu gosto.
— Bem, isso foi dramático. — Concluiu Francesca tão polida como uma peça de arte esculpida em gelo.
— Pelo menos nada demais aconteceu. — Ciciou Elijah fazendo um gesto elegante para o garçom lhes servi de mais bebida. O mais velho olhou para o irmão, encostado na mesa, olhando descaradamente para a pista de dança. Achou que estava na hora de cortar aquilo, alguém poderia logo perceber. — Niklaus... — Chamou Elijah, recebendo prontamente os olhos escuros, e irritados do híbrido. — Deveríamos fazer o discurso de boas vindas, não acha?
Klaus riu jocosamente por um segundo, voltando ao seu normal.
— Como quiser irmão. — Ele colocou sua própria taça de champanhe na mesa ao seu lado, pegou o drink forte que o garçom tinha trazido e tomou em só um gole, assim como o mais velho.
— Queira nos dar licença, Francesca. — Pediu Elijah, recebendo um aceno de concordância da herdeira Guerreira.
Klaus subiu na escada iluminada por pequenas lâmpadas brancas, e sorriu esperando seu irmão começar a discursar. Seus olhos afiados voltaram para a pista de dança. Aonde Ella tinha a cabeça abaixada encarando o chão, então como algo inesperado, a curva acolhedora dos lábios de Myrella se tornou simplesmente luminosa, quando ela sorriu para o herdeiro Kenner.
Um talher batendo em um vidro, o fez acordar do seu pequeno transe mal morado. Elijah fez seu discurso sobre como manter a comunidade unida ainda era foco dos vampiros, e Klaus entrou ao engrandecer todas as facções. De modo sutil, pareceu falar mais dos lobisomens, coisa que Elijah não gostou.
Ela tinha que concordar que os irmãos faziam uma dupla magnânima. Elijah Mikaelson com sua polidez e postura que envergonharia o rei da Inglaterra. Klaus Mikaelson descontraindo todos com suas frases maliciosas de duplo sentidos, quase cômicas. Mas ainda os dois tinham uma seriedade que fazia Ella pensar realmente que sim, eles queriam ficar na cidade. Voltar a serem reis, a fazer parte da mesa.
Quem diria que tinha conversado com um híbrido de mais de mil anos em uma noite qualquer? Ela provavelmente não! Sentia que podia ficar doida se analisasse o problema que aquilo tomaria se causo alguém viesse descobrir.
— Andreia Labonair vai arrancar seus olhos. — Cantarolou baixinho Sophie, quando Ella se acomodou em um canto qualquer do salão, que dava acesso a uma das varandas do segundo andar que se abrira para os convidados.
A loba gargalhou alto em puro deboche.
— Jackson é apenas um amigo, e eles vão se casar no outono, será que ela quer que ele a ame também?! — As palavras vazias não lhe incomodaram de fato, ela só queria puxar assunto com Sophie, ou qualquer pessoa.
— Não sei... Mas ela praticamente te matou de formas lentas e dolorosas naquela mente, quando você começou a dançar com Jackson. — Sussurrou sombria a bruxa, fazendo a amiga revirar os olhos. — Vai embora quando?
— Daqui a pouco... Quer que eu lhe espere? — Oferece-se a loba, e Sophie aceitou.
— Vou até o toalete, é no final do corredor, assim que voltar podemos ir...
Ella apenas aquiesceu com a cabeça. Se voltando novamente para a rua cheia e movimentada. Estava realmente perto da lua cheia, para seus sentidos pinicarem com uma aproximação lenta, e anormal. Ella pensou assim que se voltou para olhar o corredor com algumas pessoas passando de um lado para o outro, e ele caminhando em sua direção.
Ela sorriu minimamente, encostando-se à grade na base da sua cintura, esperando híbrido se aproximar.
— Não esta apreciando a festa? — Perguntou ele primeiramente quebrando o silêncio. — Ou prefere algo mais... Ao ar livre?
Ela riu suavemente, cruzando os braços e relaxando os ombros, ficando de costas para a rua, e de frente para ele.
— Peço desculpas, senhor Mikaelson, mas se esta insinuando que eu deveria ter me comportado de forma diferente quando nos conhecemos ao ar livre, bem... — Ela pendeu sua cabeça para o lado. E ele sorriu esperando sua frase. — Eu não me desculpo.
Klaus se surpreendeu um pouco pela franqueza da mulher. Todas as mulheres solteiras ali pareciam falar o que ele queria ouvir, e não era muito diferente em relação ao seu irmão.
— E não deveria. — Aceitou ele colocando suas mãos nas costas, ficando no seu lado, mas olhando para a rua. — Apenas fiquei surpreso por não ter ligado a sua pessoa a um ser sobrenatural. — Ele olhou sugestivamente para o anel de Myrella, que abraçava seu braço nu. — Uma Guerreira completa.
Um pedaço de gelo ocupou o lugar do tom castanho achocolatado que tornava seu olhar tão suave até um momento atrás.
— Bem, se ser amaldiçoada é ser uma Guerreira completa, então... — Ela deu de ombros.
Klaus admitia que estivesse começando a achar a mulher uma pessoa intrigante. Apesar de se mostrar como uma mulher polida e distante era franca, direta e até mesmo durona. Era bom em analisar pessoas, e já a tinha há analisado um pouco. O que seria necessário para fazê-la amolecer? Perguntou-se, e a simples ideia fez seu sorriso crescer.
— Então, gosta de arte? — Perguntou ele mudando drasticamente de assunto.
Ela respirou fundo, voltando a ser cordial. Ótimo, também sabia se controlar.
— Sim. — Respondeu Ella sem demora.
— Talvez algum dia... — Ele se virou, sentindo seu braço, tocar no dela no circulo que fez para encará-la de cima. Mesmo com salto alto, ela era um palmo menor que ele. O loiro abaixou seu rosto, como uma cobra prestes a dar o bote se ela se movesse. Ella podia quase sentir a respiração mornar dele se misturar a sua. — Eu lhe mostre minha coleção particular. — Prometeu o híbrido fazendo suas palavras soarem macias, e seu convite desejoso.
Myrella deu um passo para trás automaticamente. Como se tivesse recebido um choque. Não parou para pensar na insinuação provocante que ele lhe fez, mas não pode evitar se sentir quente.
— Quem sabe. — Disse ela dando de ombros, olhando para o chão por um momento. — Bem, eu vou indo. — Ela suspirou dramaticamente, e depois mais composta e mais distante dele. Sorriu de lado. — Foi uma festa encantadora...
— Que sua presença abrilhantou ainda mais. — Flertou descaradamente ele vendo o rosto dela bronzeado, levemente corado. Ele sorriu mais abertamente sem se controlar. Como se aprovasse a reação normal de um flerte seu.
Myrella apertou suas mãos em punhos, e sorriu agora sem nenhum pingo de vontade. Quando ela se virou, vendo Sophia, vindo em sua direção, quase fugiu daquele lugar.
A loba sabia que era uma Guerreira bastarda sabia que não podia ficar se envolvendo com a “realeza” lobisomem. Lembrava-se bem como as coisas acabaram quando apenas a ideia lhe subiu a cabeça. E não foi bom, nada bom.
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