Moon Dominant. ~Hiatus~
2 Everyone in his house.
Notas iniciais
"Cada um na sua casa"
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Mamãe morava no French Quarter, na Dumaine St. Acabei pegando um bonde, depois de passar no Russelt, para pegar meu Gumbo quente, que fazia meu estômago revirar de anseio, na fome do jantar.
Enquanto eu andava pela rua, aonde crianças brincavam, as garotas de pularem cordas, os garotos de cartas de videogames, eu pensava no meu dia normal, dando para um nada normal. Ofereci um sorriso aos vizinhos da minha mãe, que eram conhecidos de longa data. Havia senhora Ludmila, com seu gato Felix, no seu colo, olhando para a janela e além a rua. Havia o senhor Will, que jogava xadrez com o senhor Hulgo, enquanto suas mulheres colocavam a conversa em dia, ou só ficavam bebendo xerez, no pátio feito no meio dos prédios, para parecer uma pracinha que já tinha as luzes acessas dos postes altos.
Tudo parecia familiar ali, assim como minha mãe, uma meia Francesa como ela gostava de brincar, com um toque de Creole em seu sangue. Seu pai era descendente de Haitianos que tentaram a sorte ali. Acabou gerando um amor pela francesinha que por acaso era minha avó.
Eu subir as escadas pensando na senhora já de idade que havia morrido a quase um ano. Foi um golpe forte para minha mãe, que já não tinha se recuperado de tantos outros. Quando abrir a porta do prédio, sentir o ar meio ácido queimar minhas narinas.
Subir rapidamente os seis lances de escadas, já acostumada com o suor mínimo que brotava por minha nuca, quando eu subia correndo, desde criança.
— Mama! — A chamei, antes de bater na porta três vezes. O cheiro ardido vinha claramente dali.
— Já vai querida! — Respondeu apresada, mas sem correr, eu podia ouvir seus chinelos contra o biso de madeira enquanto ela vinha até a porta. Quando abriu a porta, eu tentei segurar a respiração. Ela notou. — Desculpe-me, eu não sabia que vinha, estava lavando o chão! Derrubei tinta.
— Tudo bem mãe, não tem problema. — Garantir lhe dando um beijo no rosto, enquanto ela se afastava para eu poder entrar.
Não pude evitar notar, que ela, como sempre, olhava para os lados do corredor, como se temesse que eu tivesse sido seguida. Depois de mais de dez anos, pensei, será que ela nunca se recuperaria de ataque? Aquilo a deixou tão traumatizada que ela tinha ficado em casa por todos aqueles anos também.
— Eu já estou terminando. — Disse ela rapidamente, fechando a porta, colocando trincas e mais trincas. — Mas me conta que cheiro bom é esse?
— Gumbo, e uma amostra extra de batata assada. — Enquanto falava, eu ia em direção a cozinha, abrindo as janelas que estavam no caminho. — Não feche! Mal consigo respirar. — Pedi ouvindo um bufa incrédulo por eu mandar nela, mas ela não fechou, apenas continuou a passar o rodo com um pano no chão do lob do apartamento.
Eu abrir todas as janelas que encontrei, era a única hora que elas estariam abertas mesmo. Acabei indo para o meu quarto, quando mamãe falou que ia tomar um banho para podemos jantar.
Mesmo tendo um apartamento do outro lado da cidade, mas perto do meu trabalho, eu tinha o meu quarto ali impecável quando eu ia para lá. Abrir a varanda, vendo a travessa vazia lá embaixo. Enquanto tirava aquele terninho e aquele vestido desconfortável. Encontrei sem nem pensar aonde estava, um short, e uma blusa sem mangas, e meus confortáveis chinelos. Quando voltei para a sala, o cheiro agora era doce. Álcool perfumado.
— Quando esta livre querida? — Perguntou Annelise, com um sorriso doce quando voltou também limpa. — Preciso de um favor.
— No final de semana. — Dei de ombros, lhe passando os pratos para fazer a mesa. — Mas, que tipo de favor?
Mamãe sorriu como eu só via sorrir para min, ou Rian. Meu irmão por parte de mãe, que estava na faculdade. Rapidamente ela correu para a sala, e trouxe uma pequena caixa de papelão, da onde tirou uma toquinha azul de bebê completamente de tricô. Antes de eu perguntar para quem era aquilo, ela me respondeu.
— Bertha disse a uma semana que o Padre Kieran voltou para a cidade, obviamente liguei para a paródia, e lhe pedir para vir aqui. — Ela falava atrás caminhando lentamente, enquanto eu fazia a mesa, abrindo a sacola de papel depois para tirar o Gumbo. — Ele veio, e disse que precisava de madrinhas para algumas crianças.
— E é claro que você se disponibilizou. — Pensei aturdida, e já cansada.
O problema era que minha mãe participava de muitas coisas, longe dos lugares associados. E cabia a minha pessoa, levar, trazer, e fazer a maioria do trabalho voluntário. Nada contra, mas eu tinha uma vida!
— Sim, comecei a fazer algumas toquinhas e logo cachecóis também. — Disse ela como uma religiosa animada. — Não se importaria de leva algumas peças de amostra ao Padre, não é querida? E depois algumas porcelanas que estou fazendo? Como prêmio de uma rifa? — A pergunta, era mais um pedido doce.
— Claro, mãe, sem problema. — Garantir sem demora, vendo o sorriso dela ganhar mais forças. — Vamos comer agora?
Enquanto comíamos ela não parava de falar sobre como ajudaria o padre Kieran O'connell. Segurei o sorriso pensando em como ela reagiria a informação que seu bom Padre, era associado diretamente as facções. Sendo ele "regente" da humana. Talvez ele tivesse voltado por causa da troca de liderança na facção vampírica. Também pensei.
— Se vai dormir aqui, eu vou ter que trocar seus lençóis. — Comentou como quem não liga para a resposta.
— Posso dormi aqui, mas quero ser acordada as seis, o trânsito daqui até o cassino é horrível as sete. — Disse cedendo ao seu pedido mudo para não deixá-la, e o sono que a comida agradável me deu.
Mamãe deixou claro que faria um bom café da manhã para nós ficamos mais um tempo juntas, enquanto eu arrumava uma roupa adequada para trabalhar. Que tinha deixado ali para momentos como aquele. Que não eram raros.
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Niklaus Mikaelson tinha que admitir que a garota, parecia interessante. Além do que tinha falado, pelo seu cheiro peculiar. Não era exatamente muito feminino quando ele fungou o perfume doce de seu cabelo quando ela se virou para ver algum conhecido. Havia algo... Sobrenatural.
Balançando a cabeça não pensou mais naquilo. Todo mundo parecia sobrenatural naquela cidade. E aquela cidade parecia cada vez mais quente à medida que andava por ela. Seus domínios. Pensou satisfeito, com um sorriso nos lábios.
Depois que Mikael o havia afugentado de Nova Orleans, a tanto tempo atrás, tinha que admitir que Marcel fizera um ótimo trabalho. Colocou as bruxas, lobisomens, e vampiros em um patamar tão confortável que dividiam a mesa. Mesmo que tivesse que ter tomado à força o trono, respeitava Marcel. A ponto de ter se sentindo mais do que culpado quando o viu enterrar seus amigos vampiros que ele matou, e que Marcel tinha transformado, quando o atacaram há alguns dias. As palavras de Marcel não só o feriram como o fez reavaliar seus próprios demônios.
“Você nunca terá isso; lealdade. Você não pode comprá-la, possuí-la ou força-la. Ela somente vem do amor e do respeito, das pessoas que acreditam em você. Você me ensinou muitas coisas Niklaus Mikaelson, mas isso eu aprendi por min mesmo. E isso você nunca vai conhecer.”
Lealdade. As palavras tinham poder, e aquela pareceu agir dentro dele, como um soco certeiro que quebraria alguns ossos. Decidiu voltar para o Complexo, sabendo que agora todos os vampiros que moravam lá, estavam oficialmente se mudando, ou se já não estavam lá. Fez uma parceria com Marcel, usaria sua ajuda, e ninguém mais sairia morto daquela história. Sem pestanejar Marcel aceitou.
Agora no dia seguinte ia tentar encontrar uma brecha para fazer os lobisomens lhe serem leais, já que Elijah, seu irmão mais velho, cuidaria ele mesmo dos humanos e discretamente de todo o resto. Klaus sabia o que passava pelo pensamento do irmão, sobre ele, que o mais novo colocaria tudo a perder.
Sem se preocupar entrou agora na nova, mas antiga casa, ouvindo o coração ritmado do irmão.
— O que esta fazendo? – Indagou Klaus, vendo o outro Original, olhar para as paredes do salão.
— Presumo que deva estar conformado com nossas condições atuais. — Elijah disse abrindo os braços para mostrar tudo ao seu redor. – Eu não. Vamos fazer uma reforma.
Klaus cruzou os braços, e segurou o sorriso sarcástico nos lábios.
— Isso não me interessa agora, irmão. — O loiro deu de ombros. — Mas se á você sim, então faça.
Elijah colocou as mãos dentro do bolso da sua calça social, e se aproximou do outro de forma lenta.
— E o que te interessa agora? — Perguntou, parecendo ser a pergunta de um milhão de dólares, quando ele finalmente tomou coragem para fazê-la. — Conquistou seu antigo lugar na cidade, ou quase, já que a reunião das facções é amanhã. Mas é só isso que quer?
Klaus levantou a sobrancelha, e sorriu marotamente, sua mente diabólica já tinha previsto tal pergunta feita pelo irmão, e também a resposta.
— O que eu quero, ou não, apenas pode esperar. – Ele abriu suas mãos, e deu um passo para trás.
— Não sabia que era paciente. – Zombou secamente Elijah.
— Ás vezes, a paciência pode ser ... Saboreada. — O híbrido disse, agora sem mais o sorriso mínimo nos lábios, mas com certa frieza, que encerrava por si só a conversa.
Quando subiu para seu quarto, Elijah suspirou fundo, e coçou a nuca. Seu irmão estava aprontando, e ele podia apostar uma boa quantia de dinheiro, que visava seu próprio benefício.
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