Moon Dominant. ~Hiatus~
3 A little early for celebrations but ...
Notas iniciais
Um pouco cedo para festas, mas...
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— E esse? — Indagou Francesca em cima do banquinho da costureira, que alfinetava seu vestido. Ou a amostra. Porque era branco, e ela precisava se decidir na cor, e no tecido.
Olhei por sobre meu tablet no meu colo, e encarei o tecido. Seda. Novidade; pensei vendo o brilho do material pesado verde escuro, que a ajudante mostrava.
— Porque não ver aquele preto azulado? Combina mais com a ideia que você quer passar para os seja lá quem for. — Disse dando minha opinião verdadeira. Coberta em descaso.
— Eu já passei a ideia que eu quero que eles tenham da minha pessoa. — Garantiu ela com um sorrisinho, muito superior, e esperto nos lábios.
Segurei o revirar de olhos e voltei há trabalhar um pouco. Francesca tinha ido a reunião para a Nova Direção de vampiros se apresentar. Os Originais. Segundo ela, foi algo muito mais rápido do que ela gostaria (já que a mesma adorava reuniões). Aonde as bruxas regentes, dos noves coven, os outros Alfas das outras matilhas, e até Marcel que parecia não ter sido expulso do trono. Apenas afastado como regente. Estavam presente. E é claro. O padre Kieran.
Perguntei-me por um segundo porque ela me contava tudo. E me lembrei dos olhares dos irmãos dela, pela manhã na reunião de pessoal. Ela estava quase sendo odiada, o que sinceramente, eu achava que a magoava.
Todavia, a inveja a exaltava. Então, achava que ela tinha que lidar com o fato que pela primeira vez, quando ela quis assumir que uma mulher pudesse ser levada a sério, ela precisava lidar com as consequências de não ter amizades dos que cobiçavam seu lugar. Era óbvio que eu não queria seu lugar, e por isso era confiável.
— Okayyyy... — Disse lentamente, não querendo que ela continuasse no assunto. O que era claro que ela ia fazer. Ela me encarou com seus olhos afiados, fazendo a pergunta sair dos meus lábios. — E qual foi? — Perguntei por mera educação.
— Elijah Mikaelson é um político. Sofisticado, e faz qualquer um parecer importante quando lhe encara. — Começou ela pensativa, não respondendo exatamente minha pergunta. — Sinceramente prefiro homens assim. Agora o irmão dele...
— O híbrido? — Indaguei mostrando mais curiosidade do que queria com a pergunta direta. Mas achei que era justificada, já que ela falou de um vampiro milenar que era meio lobisomem, como se fosse uma imagem embaçada de Caronte.
— Sim, Niklaus Mikaelson. — Disse ela lentamente, olhando para o espelho de corpo todo que mostrava seu corpo e olhar pensativo. — Não sei o que achar dele, apenas que parece ser envolto de pólvora. Pelo menos foi assim que Elijah o tratou. — Segurei o sorriso quando ela falou “Elijah”, o cara deveria ser realmente favorável, se ela sorriu minimamente de lado, como se tentasse conter sua animação pela lembrança do tal político. — Como se ele pudesse entrar em chamas, com apenas uma fagulha, ou uma palavra errada. — Voltou a falar do tal vampiro Original.
— Nada diferente da maioria dos lobisomens. — Dei de ombros, me colocando de pé, para olhar por sobre a janela do Palace Royal. O barulho, ou meramente a falta dele, sempre me encantava quando eu olhava para baixo. Pessoas andando, carros se movimentando lentamente.— E como os outros Alfas o trataram? — Voltei ao assunto.
— Essa é a graça. — Concluiu Francesca, mas sem um toque engraçado na voz. Voltei meu corpo para ela, sentindo a janela quente nas minhas costas. — Quando Ray Kenner apenas, lhe tratou com indiferença, ele pareceu não furioso. — Ela tinha as mãos no alto, enquanto a costureira tirava a medida da barra para o vestido. — E não ressentido. Eu não sei como colocar.
— Jura? — Perguntei surpresa. Ela sempre parecia saber ler as pessoas.
— Sim, havia algo nos seus olhos, na sua postura. — Francesca pareceu pensativa. — Quem sabe eu descubra com o tempo.
— Quem sabe. — Disse soando cansada. Como alguém poderia querer lidar com pessoas que poderiam explodir com apenas uma palavra errada, como Francesca havia dito, era um mistério para min. — Então você deu a entender que é uma política herdeira de uma matilha poderosa? Que pode ser uma amiga maravilhosa, e um inimigo pior?!
Francesca acabou por sorrir. Sim ela havia dado aquela impressão superior para eles.
— Não vai ver seu vestido? —Ela perguntou finalmente algo que eu temia.
Suspirei fundo, e locomovi meu peso para o pé direito, já que aqueles sapatos altos eram lindos, o que significava muito desconfortáveis, para um dia todo de trabalho, aonde precisava andar pelos salões.
— Depois eu compro qualquer coisa. – Dei de ombros, olhando dramaticamente meu relógio de pulso. — Céus! Eu tenho que receber um cliente agora. — Falei enquanto começava a andar em direção a porta.
— Como assim “qualquer coisa”? Ella! Volte aqui! — Suas palavras altas não me barraram.
Eu tinha mesmo um cliente importante para receber, em vez de ficar me preocupando com um vestido que usaria apenas uma vez, como ela. Eu acreditava que meu trabalho era prioridade, em vez de uma festa que só serviria para impressionar os seres sobrenaturais de Nova Orleans.
Pensei, duas horas depois, enquanto fechava a galeria, que se minha família perceberia se eu não fosse a tal festa, provavelmente eu não iria. Porém, provavelmente sim, eles, Francesca iria notar. Já que seria considerado desrespeitoso. Todos apontariam aquela falha para meu pai.
Cansada fui para o meu apartamento, com uma resignação de ferro. Eu não, definitivamente não, ia comprar pizza, e ficar assistindo TV. Era meu mantra, mesmo quando encarei o sofá que parecia me chamar.
Enfim tomei um banho rápido, e quando sair, coloquei a lingerie sem presa, deixando o creme corporal secar naturalmente enquanto alisava meu cabelo preto, o enrolando na ponta.
Fiz uma maquiagem que destacava meus olhos, e apenas coloquei um brinco pequeno de ouro branco, que tinha comprado no natal passado.
Já o vestido, que era novo e tinha sido consideravelmente caro, era vermelho, até a metade da coxa, de uma manga só. Ao encarar-me no espelho, me sentindo verdadeiramente bem. Acreditei que estava confortável por permanecer em uma festa, por uma, ou duas horas.
Acabei tendo que ir de carro para o French Quarter, aonde ia ser a festa. Na casa dos Originais. Meus pés estavam descalços, e minha sandália no banco do passageiro, enquanto eu dirigia rápido. Vendo as luzes da casa, assim como uma multidão de gentes na frente, apenas turistas passando. Tive que dar a volta para achar uma vaga, e quando finalmente entrei na casa estilo a lá gótica, prendi a respiração. Estava mais que atrasada.
Segurei a bolsa minúscula do lado do meu corpo, e comecei a sorrir minimamente, sendo polida com as pessoas que me encaravam em claro reconhecimento. Mais lobisomens do que eu achava ser possível. Um homem que não conseguir ver o rosto, passou do meu lado, para minha surpresa ele não se foi, apenas parou de andar.
— Atrasada como sempre. — A voz masculina, rouca, e gentil, que sussurrou no meu ouvido perto demais, me fez arrepiar.
— Você também se atrasaria se precisasse se maquiar. — Brinquei olhando para os olhos de Jackson Kenner, enquanto seguia inconscientemente para o bar. Eu precisava de uma bebida! — Ou usar um salto de sete centímetros.
— Ui, realmente eu dispenso. — Rebateu ele com uma careta que me fez rir. —Como vai Ella?
— Bem, e você? — Também perguntei, o olhando meio receoso encarar tudo ao nosso redor.
— Indo. — Respondeu simplesmente, exalando certa tensão.
Balancei a cabeça, em um “oi” mudo, para algumas bruxas ali presente, vendo Agnes, e depois Sabine com olhos de gatos para todos os lados. Realmente, ninguém parecia esta de fato se divertindo. Pareciam se preocupar mais em ficar olhando os membros de outras facções. Ou só os vampiros.
Elas saíram do bar, nos dando passagem e fiz meu pedido.
—Dois Jack Daniel’s.— Pedi encarando Jackson que concordou rapidamente em aceitar a outra. — O que perdi? — Perguntei olhando por sobre o ombro, fingindo arrumar meu cabelo.
Havia muitos conhecidos, e uma rodinha interessante, de mulheres do outro lado do salão. A pista de dança estava abarrotada de vampiros, como se eles quisessem deixar claro que aquela era a casa deles, e eles se divertiram por si só.
— Minhas primas no cio, seria um começo. — Resmungou ele tão baixo, que se por acaso estivesse um pouco mais longe eu não teria ouvido.
Abrir minha boca em choque ao perceber que ele estava realmente zangado com o comportamento infantil das primas. Olhei novamente por sobre o ombro, vendo Kira e Olívia na rodinha, rindo alto de forma quase infantil, gostaria de saber quem estava causando tanto. Será que estavam ladeando os Originais? Seria provável.
— Não se zangue, são apenas...
— Eu poderia dizer o quanto está muito gata hoje? — Perguntou um loiro conhecido se aproximando e abraçando Jackson pelo ombro. Enquanto fixava seus olhos nos meus.
— Não seja rude, Oliver. — Outro falou, do meu lado agora, me fazendo sorrir.
— Acho que Oliver ás vezes me confunde com uma das gatinhas domadas do seu caderninho preto. — Brinquei recebendo um beijo no rosto de Aidan.
— É uma agenda, não caderninho. — Corrigiu o loiro ficando emburrado, e nos fazendo rir. — Tudo que é “inho” não combina comigo, sacou? – Perguntou malicioso me dando uma piscadela.
— Não. — Disse enojada, levantando as mãos como se quisesse manter alguma distância dele.
Novamente Jackson e Aiden riram alto, de forma desleixada, chamando atenção para aquele circulo que estava se formando no bar. Pedi licença, porque me toquei que precisava cumprimentar os meus, e não os filhotes Crescentes, como Francesca falavam. Pelo menos eles eram mais unidos do que os Guerreiras, e aquilo, era um fato.
— Tio Alejandro. — O chamei assim que me apresentei formalmente, com um aceno para a roda de parentes.
— Myrela, como vai? Esta muito bonita. — Disse ele rapidamente, enrolando um pouco a língua.
Pois bem, minha família bebia muito mesmo, aquilo já era de praxe. Pensei depois de lhe dar um beijo respeitoso em sua mão, e me despedir, agradecendo o elogio que estava bonita. Meu pai não estava, já que não era realmente necessária sua presença.
Rodei ao redor do salão cumprimentando mais algumas pessoas, depois fiquei um pouco com Sophie.
— O que acha? — Perguntou ela rodando sua azeitona no copo vazio de Martini.
Estávamos em uma pequena mesa, alta, que não tinha bancos, mas que nos davam uma visão privilegiada do salão.
— Sobre? — Devolvi, tomando um gole de champanhe que não agradava muito meu paladar por ser muito suave. Sophie levantou seu palito enquanto mastigava a azeitona, e rodou o palito apontando todo o salão. Rir sem me conter. Abaixando a cabeça e mordendo os lábios. — Não tenho nada o que achar. — Dei de ombros.
— Gostaria de pensar como você. — Sussurrou ela, me fazendo praticamente ler seus lábios. — Todo mundo junto no mesmo lugar, parece uma supernova prestes a explodir.
— Você é muito dramática. — Avisei com o dedo em riste. — Vai acabar ficando com rugas.
— Ha,ha,ha .... — Imitou ela uma risada forçada, e apontou com o queixo para minhas costas.
Rapidamente arrumei minha postura, e com meus sentidos apurados, apenas constatei que era Francesca.
— Sophie. — Cumprimentou a loba sem emoção.
A bruxa apenas deu-lhe um sorriso falso por alguns segundos, e depois falou sem som, apenas movendo os lábios. “Minha deixa”.
Me virei para Francesca, e me surpreendi ao não vê-la sozinha.
— Querida, quero lhe apresentar alguém. — A voz da minha prima já era completamente diferente. — Esse é Elijah Mikaelson.
— Muito prazer senhor Mikaelson. — Lhe ofereci a mão, ainda meio analítica com sua presença exuberante e firme.
Um lorde não só pela aparência, como também pela forma que tocou seus lábios nas costas da minha mão, em um cumprimento antigo.
— Por favor apenas me chame de Elijah, Francesca estava me dizendo o quanto é agradável e conhecida em artes. — Disse ele parecendo mais que sofisticado, na verdade, glamoroso com aquele sorriso grudado em seus lábios, como se esperasse a qualquer momento tirar uma foto.
— Minha prima exagera às vezes. — Dei de ombros, afastando minha mão da sua. — Me chame de Ella então, Elijah. — Disse educada, pendendo a cabeça para o lado, sorrindo também.
Francesca parecia encantada, e com toda certeza iria querer minha opinião depois sobre o homem que se mostrava tão educado que dispensou a companhia dos outros, para lhe ser agradável.
Seus olhos tão firmes como rochas me causava certa ideia daquelas pessoas que apenas eram educadas por obrigação. Lhe sorrir por um segundo, enquanto Francesca falava. Ele também retribuiu o sorriso. Ótimo, pensei, outro com uma mascara educada e polida.
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