Monster - EM REVISÃO
8 Monstro
Não sei o que eu senti exatamente, mas minha garganta estava seca e arranhava um pouco, meu coração batia lento, mas constante e forte, mais parecia que me socavam de dentro pra fora, podia jurar que meu peito estava se movendo de acordo com os batimentos fortes. Os olhos de Sasuke, pratas e brilhantes me hipnotizavam e o que me confundia. Queria sair dali, correr e nunca mais o ver, mas somente esse pensamento me fez sentir um dor horrível na alma, como se ele fizesse parte de mim e a cada momento que passava com ele, cada segundo fosse a coisa mais certa e perfeita do mundo pra mim.
Seus lábios finos e tão delicados, parecia que a qualquer momento suas presas afiadas poderiam raspar em sua pele sensível e abrir uma ferida, mas uma coisa que aparentemente era frágil e na verdade não era. Sasuke todo em si era a mais pura resistência, suas mãos macias hora quentes, hora frias, seus braços fortes e músculos definidos sem exageros. Simplesmente perfeito.
Sorriu ainda mais e inclinou a cabeça em minha direção, senti o mesmo prensar seu corpo mais ao meu, sua cabeça desceu lentamente, ainda sem deixar o sorriso debochado dos lábios sedutores até chegar em meu queixo. A única coisa que fiz foi fechar os olhos, não sabia onde estavam minhas forças, minha voz e minha vontade de sair correndo e me esconder, sabendo que apesar de tudo e de minhas sensações estranhamente prazerosas, aquilo, ele não era normal.
Sua língua quente lambeu meu queixo lentamente, me fazendo gemer, suas mãos apertaram meu quadril quando o som saiu de minha boca e sentir grunhi. Raspou os dentes ali e eu ousadamente puxei seus cabelos, pra o incentivar a continuar. Minhas pernas estavam bambas e eu podia jurar que ele podia sentir o calor que emanava entre minhas pernas.
- Não está com medo? – medo? medo? medo? Essa palavra ficou rondando em minha mente alguns segundos. Eu estava com medo? Sim, mas ele não era forte o suficiente para me fazer ir embora, uma parte de mim se perguntava se ele me permitiria ir embora. Por fim não respondi, Sasuke deixou de dar atenção ao meu queixo, apertou-me mais contra a parede e eu firmei mais as pernas a sua volta, suas mãos libertaram meus quadris e senti-as elas deslizarem até minha cintura, aonde logo vieram para minha barriga e subia lentamente na direção dos meus seios, já inchados devido à excitação. – Você me provoca tanto, eu não agüento mais. – revelou. Senti-me lisonjeada de certa forma e desejei que ele falasse mais, porem meus pensamentos foram cortados quando ouvi o som do rasgo de minha camisa. Sobressaltei-me e cai para a realidade com aquele ato repentino. Olhei para meu corpo e depois para os farrapos caídos no chão. Fiquei apenas com o sutiã de renda cobrindo meus seios, vi Sasuke morder os lábios inferiores com força, esse ato fez com que as presas furassem seu lábio, um sorriso sádico formou-se em seu rosto e já não estava tão relaxada e em êxtase como antes, meus olhos começavam a lacrimejar e meu coração agora batendo rapidamente e não lento e ritmado como antes. Finalmente o medo. – Você me deseja? – perguntou agora olhando para meus seios que subiam e desciam rapidamente – em? – gritou. O Sorriso já não estava mais nos seus lábios e ver o sangue escorrer pelo canto de sua boca fez minha mente girar. – fala pra mim – pegou em meu maxilar de forma bruta e forçou-me a virar o rosto, chegou sua boca bem perto de meu ouvido e sussurrou – quer saber como eu sou agora? – o ar quente que saia de sua boca fez-me arrepiar por completo e eu fechei os olhos com força, me odiando por ter me deixado levar daquela maneira, novamente senti sua língua, mas agora rasava no lóbulo de minha orelha. – eu quero muito você – disse baixinho novamente – quero ouvir você gritar e implorar por mim, quero ver você sentir dor, completamente entregue e submissa. – tentei engoli, mas minha boca estava tão seca que na tentativa sentir dor na garganta – vamos, vamos – pediu. – me deixa louco do jeito que só você faz – raspou os dentes meu minha orelha. Eu podia sentir o cheiro de seu sangue e isso me deixava enjoada.
- O-o que você é? – consegui dizer. Minha voz estava fraca e falhou um pouco, saiu tão baixa que mais parecia um sussurro, quase impossível de se perceber.
Sasuke me libertou de seus braços e de seu corpo, minhas pernas estavam fracas e então cai sem jeito no chão, Sasuke começou a se afastar e olhou pra mim com a cabeça inclinada para o lado, como sempre fazia sempre naquela expressão confusa e interessada.
- Tem certeza que você quer saber? – perguntou indiferente – não vai ficar com medo? – eu não tinha certeza realmente, mas já estava com medo. Aquela casa estava fria e eu me encolhi, as lagrimas finalmente já estavam descendo pelo meu rosto e parecia que Sasuke estava se divertindo com aquele fato. Assenti devagar e Sasuke gargalhou, sua risada era animada e descontraída, mas tinha uma pitada de sombrio nela, sua cabeça estava inclinada para trás enquanto ria de mim e do mesmo súbito que começou parou der repente, novamente ficando em sua postura formal e séria – muito bem então – olhou desafiante. Não havia motivo nenhum e eu não sabia o porquê, mas ele começou a tirar sua camisa, mostrando seu corpo pálido e musculoso, meus olhos foram de seus olhos assassinos, passando por todo o seu rosto até chegar a barra de sua calça jeans. – Confesso que você é bem resistente – sua voz estava ficando diferente, mais grossa, se fosse possível, mas ali eu percebi que tudo poderia ser possível – jamais fui tão longe a esse ponto, mas você me subestima, me...- olhou pra cima, como se procurasse a palavra certa – confundi. – levou a mão direita até seus cabelos os bagunçando nervosamente e mexeu a cabeça, puxou alguns fios, fechou os olhos e respirou fundo de forma entediada, como se aquele situação acontecesse sempre, ou fosse algo normal.
Suas mãos foram para o rosto e elas estavam diferentes, a tonalidade de sua pele começava a ficar com uma cor mais escura, como cinza ou um azul, suas unhas cresciam significativamente e ficavam enormes, mas negras, suas mãos pareciam garras e muito afiadas. Seus cabelos também pareciam crescer um pouco e seu rosto estava ficando da mesma cor de suas mãos e braços, cinzas. Sua boca parecia mais brilhante devido à nova cor azul escuro, uma cruz formou-se no meio de seu rosto, pegava do meio de sua testa e entre seus olhos, agora mais escuros, onde deveriam ser branco, foram escurecendo até chegarem à cor negra, a única coisa que destacava de sua nova mascara eram seus olhos pratas e brilhantes.
- O que é você? – minha voz tremia quando perguntei. Sasuke gargalhou sinistramente, sua voz já não estava mais normal, estava mais grave que o normal, como a voz dos demônios em filmes de terror, tapei a boca para não gritar. Ele se afastou alguns passos e eu não sei de onde tirei coragem, mas levantei depressa, como se tivesse tomado um choque e tentei correr dali.
Não fazia idéia para onde estava indo, quando dei por mim estava em uma espécie de quintal, olhei pra trás e não vi ninguém me seguindo, somente vi a sombra do contorno daquela mansão. Corri, corri como uma louca desesperada, passei por uns arbustos desengonçada, batendo, puxando o mato que crescera demais ali e praticamente cobriam minha altura, não conseguia enxergar quase nada a minha frente, muitas vezes tropecei e cai no chão, mas meu desespero foi maior do que minha vontade de permanecer no chão. Cheguei a uma estrada deserta, não fazia idéia de onde estava, mas a única coisa que eu queria era me afastar o Maximo de Sasuke. Estava ventando muito forte, meus cabelos chicoteavam em meu rosto, senti meus músculos das pernas protestarem devido ao esforço, mas não parei continuei correndo e hora ou outra olhava pra trás. Senti sendo erguida violentamente e o chão sumir de minhas pernas, gritei pelo susto, meu gritou ecôo pelo local, mas duvidava que alguém pudesse me ouvir, olhei ao meu redor e pude ver as luzes da cidade ao longe, olhei pra cima, e vi Sasuke, o monstro na verdade, olhando pra mim com seu sorriso malicioso e sádico, ele tinha asas e eram a assustadoramente negras e enormes.
- Isso, continue gritando...- e eu fiz finalmente o que ele queria, gritei.
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